História Everything happens in Rosewood - Emison - Capítulo 36


Escrita por: ~

Postado
Categorias Pretty Little Liars
Personagens Alison DiLaurentis, Aria Montgomery, Ashley Marin, Byron Montgomery, Caleb Rivers, Ella Montgomery, Emily Fields, Ezra Fitzgerald, Hanna Marin, Jason Dilaurentis, Jessica DiLaurentis, Maya St. Germain, Melissa Hastings, Mike Montgomery, Paige McCullers, Pam Fields, Peter Hastings, Spencer Hastings, Toby Cavanaugh, Veronica Hastings, Wayne Fields, Wren Kingston
Tags Alison, Emily, Emison, Pll, Pretty Little Liars, Romance
Visualizações 571
Palavras 3.788
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá minhas pessoinhas! Tudo bom com vocês?
O capítulo de hoje demorou, mas finalmente saiu! Eu não sei o que dizer sobre ele e não sei o que esperar da reação de vocês, mas espero que gostem! Obrigada por todos os favoritos e por todos os comentários! Vocês são os melhores!
Boa leitura meus amores <3

Capítulo 36 - Irmão de alma


Fanfic / Fanfiction Everything happens in Rosewood - Emison - Capítulo 36 - Irmão de alma

POV ALISON

Após tomar meu banho, vesti meu pijama, sai do banheiro, guardei minhas roupas na minha bolsa e me sentei na cama de frente para a Emily, sua expressão estava séria.

—Porque você está com essa cara amor? – Perguntei.

—Não sei, só estou me perguntando se você não tem nada para me falar Ali. – Ela falou olhando em meus olhos.

—Oh amor, tem tanta coisa que eu preciso te falar. – Falei e abaixei a cabeça.

—Então fala Alison, fala logo. Acaba com essa tortura! Você se apaixonou por essa Mona ai? – Ela perguntou e pelo tom de voz parecia irritada, mas quando encarei seus olhos consegui enxergar apenas medo.

—Amor, não é nada disso! – Falei e peguei em sua mão. Não acredito que ela tinha falado isso, era sério mesmo?

—Claro que é Alison, eu vi como vocês conversam e riem uma para outra! – Ela falou e abaixou a cabeça.

—Emily Fields, olha para mim! – Falei e ela me olhou. —Eu te esperei até agora e não vou desistir de você ok? E você vai escutar tudo o que eu tenho para falar, sem me interromper, combinado? – Perguntei.

—Combinado Alison! – Ela falou e eu apertei sua mão com força. Ou eu falo agora o que eu sinto ou não falo nunca mais.

—Emily, eu nunca fui de me abrir com ninguém, falar sobre meus sentimentos sempre foi uma coisa impossível! Eu nunca abri meu coração para ninguém, nem mesmo para as meninas. Sempre me senti insegura em relação as pessoas, achava que não podia confiar nem nos meus pais Emily! Eu tranquei meu coração com uma chave e acabei perdendo essa chave, eu não conseguia mais abri-lo e comecei a afundar, comecei a afundar em meus próprios erros. Todos esses anos eu estive em tão poucos relacionamentos, nenhum nunca dava certo, eu não me interessava pela pessoa. Mas você chegou e mudou tudo isso, você destrancou meu coração e eu não consigo dizer como, não consigo dizer se foi seu olhar, seu sorriso, seus beijos ou seus toques, porém desde que te conheci, eu soube que poderia contar com você! E quando você foi embora, eu acreditei que seria o fim para nós, porém você deixou uma carta que me desmontou inteira e depois eu recebi uma ainda mais linda! Esse tempo que você passou fora devo confessar que foi difícil, ficar sem você foi difícil! Desde que você se foi eu me senti perdida Emily, eu sonhava e via apenas seu rosto em meus sonhos, eu olhava em volta e via que não podia te substituir, nem mesmo se eu tentasse! Porque quando eu sinto frio é o seu abraço que eu espero para me aquecer! Eu pertenço a você Emily e eu não quero mais ninguém! – Falei cada palavra olhando em seus olhos e notei lágrimas escorrendo por seu rosto.

—Amor, me desculpa, eu… – Ela começou a falar.

—Emily, eu não terminei – Falei com calma. —Tem mais uma coisa que preciso te dizer e se eu não disser agora, não vou conseguir mais… – Continuei olhando em seus olhos e respirei fundo.

—Fala amor! – Ela me encorajou.

—Eu te amo! – Senti meu coração acelerar no peito ao mencionar essas três palavras, Emily estava surpresa, pareceu estar em choque por alguns segundos. Quis falar mais alguma coisa, mas respeitei aquele momento de silêncio. Sua expressão suavizou, ela sorriu e acariciou meu rosto, fechei meus olhos e sorri com seu toque.

—Meu amor, me desculpa por essa tempestade no copo d'água. Meu coração fica com medo cada vez que penso em perder o motivo pelo qual ele quer bater. Eu não sei como pude pensar nessa possibilidade, me desculpa mesmo! – Ela falou com suas bochechas coradas, sorri para ela e coloquei minha mão em seu rosto, me aproximei, encarei aqueles olhos por uma fração de segundo, interrompi o contato visual e a beijei. Nosso beijo tinha pressa e saudade, foram apenas três meses sem ela por perto, mas pareceu uma eternidade. Fomos deitando lentamente, fiquei por cima dela, suas mãos percorriam todo o meu corpo, posicionei minha mão em sua coxa e a apertei de leve, ela gemeu ao meu toque, mordi seu lábio inferior e interrompi nossas bocas. Me levantei e tirei minha blusa, ela repetiu o meu gesto e eu pude deslumbrar seus seios, encarei seus olhos e vi o desejo que ali estava contido. Me abaixei, espalhei beijos do seu pescoço até sua barriga, tirei seu short junto a sua calcinha, abri suas pernas e me posicionei entre elas, distribui mordidas e beijos nas partes inferiores de suas coxas, ela gemia baixo enquanto sua mão tomava conta do meu cabelo, abri ainda mais suas pernas, aproximei minha boca de seu sexo e sem cerimônia passei a chupá-lo com vontade, colocando fim aquela tortura. Sentir seu gosto novamente era maravilhoso, ansiei tanto por aquele momento. Explorei cada centímetro do seu sexo com minha língua, senti seu corpo estremecer com meus movimentos, concentrei os movimentos da minha língua em seu clitóris e a penetrei com dois dedos, ela gemeu mais alto e rebolou, permaneci nessa posição até que ela gozasse em minha boca. Chupei todo o líquido que ainda escorria, ela me puxou para cima e não me deu chance de resistir a nada, apenas me jogou na cama e tirou o resto das roupas. Ao contrário de mim, ela foi direto ao ponto, me chupou com pressa e me penetrou com seus dedos, gemi ao seu contato com o meu íntimo. Seus movimentos intensificaram quando ela percebeu que estava alcançando meu ápice e gemi ao finalmente alcançá-lo. Ela deitou ao meu lado, mesmo ofegantes nos beijamos, nosso beijo dessa vez era calmo, me debrucei sobre seu corpo, senti meu gosto em sua boca, sorri entre o beijo e ela me acompanhou no riso, voltamos a nos beijar e quando nos faltou o ar, selamos nossos lábios e me afastei. Olhei em seus olhos, seus dedos tiraram uma mecha do meu cabelo que estava em meu rosto e colocou atrás da minha orelha. Não conseguia parar de sorrir, era tão bom tê-la aqui novamente, minha paz estava naquele olhar. Todos os meus medos sumiam ao seu lado, eu me sentia em casa em seus braços, eu sabia que durante uma tempestade era nela que eu poderia me ancorar, eu sabia que se me faltasse o ar, Emily estaria lá para me ensinar a respirar novamente.

—Eu te amo! – Ela falou me tirando dos meus pensamentos, meu coração disparou e meu sorriso aumentou ainda mais. Vi o brilho em seus olhos e sabia que aquelas palavras eram verdadeiras. —Alison, eu senti tanto a sua falta, eu pensei que não sentiria tanto assim, porque nunca senti a falta de alguém antes. Pessoas já deixaram a minha vida e eu nunca fiz questão de as procurar novamente, eu já deixei a vida de pessoas e não fiz questão de voltar para dar um oi. Eu já me apaixonei, mas nunca consegui mencionar essas três palavras. Eu sou desconfiada a ponto de não ter entregado meu coração por completo a ninguém, porque eu não consegui, mas com você tudo foi acontecendo e fluindo naturalmente. Eu sempre tive vontade de me apaixonar lentamente por alguém, mas meu coração quis o seu batendo no mesmo compasso assim que coloquei meus olhos em ti. Nunca fui do tipo de conquistar, mas eu quis conquistar você, eu quis te trazer para perto, eu quis saber mais sobre você, eu quis te fazer querer saber mais sobre mim, eu te quis Alison DiLaurentis. Eu criei uma imagem de ti que não existia, mas você me provou que pode ser melhor, melhor do que aquela imagem que eu criei. Me deixa de conhecer cada vez mais, me deixa namorar com você, me deixa segurar suas mãos, me deixa te proteger, me deixa te fazer sorrir todos os dias… Porque o seu sorriso é a melhor roupa que há para seu rosto. – Ela falou e sorriu, acariciava meu rosto com sua mão, eu conseguia apenas sentir e deixar cada palavra que ela falava acariciar minha alma.

—Eu sou melhor com você ao meu lado. Obrigada por me trazer de volta, por me salvar da Alison que não merecia seu amor. Obrigada por me fazer perder o medo de chamar alguém de amor. Eu deixo! Eu senti tanto a sua falta amor! – Falei e a beijei. Nos amamos durante toda aquela noite, nos entregamos uma para a outra, matamos nossa sede uma da outra, amenizamos a saudade e obedecemos nossos desejos e vontades. Adormeci em seus braços quando já não conseguia manter meus olhos abertos.

 

 

POV EMILY

Acordei com a Alison ainda dormindo em meus braços, tentei me levantar sem acordá-la, mas foi em vão. Ela abriu seus olhos assim que mexi meu braço, sorri e ela fez o mesmo.

—Bom dia meu amor! – Ela falou baixinho.

—Bom dia amor, dormiu bem? – Perguntei ainda sorrindo.

—Dormi bem e você? – Ela perguntou e se sentou na cama.

—Foi minha melhor noite em três meses! – Respondi, levantei da cama e me espreguicei.

—É mesmo? Que coincidência! Foi a minha também! – Ela falou e procurou suas peças íntimas pelo chão ao lado da cama.

—A gente combina até nisso amor! – Falei e rimos. Peguei minhas roupas e as vesti, fui até o banheiro e fiz minha higiene matinal. Ali fez o mesmo e descemos juntas para tomar café, minha mãe estava sentada na bancada lendo uma revista, demos bom dia a ela, servi uma xícara de café para mim e uma para a Alison.

—Cadê o papai? – Perguntei.

—Foi ao mercado querida, logo ele está por aqui. Vocês dormiram bem? – Minha mãe perguntou olhando para nós.

—Dormimos sim! – Alison falou sorrindo.

—Que bom meus amores! Mataram a saudade? – Minha mãe perguntou sorrindo.

—Ainda não mãe, a saudade ainda está grande! – Falei e rimos, ficamos conversando durante algum tempo, contei mais sobre onde fiquei e sobre as pessoas que conheci. Percebi o desconforto da Alison quando mencionei minha colega de quarto e mudei o rumo da conversa. Falei das famílias que ajudei e sua expressão suavizou novamente, sorri aliviada, pois não queria que ela se preocupasse com isso. Meu pai chegou e se juntou a nós, terminamos de tomar nosso café e subimos para o meu quarto, tomei um banho, escolhi um short jeans e uma camiseta branca, coloquei meu all star, peguei meu óculos de sol e meus documentos. Descemos as escadas e informamos aos meus pais que passaríamos o dia fora, meu pai entregou meu cartão e as chaves do carro. Acompanhei Alison até sua casa, não tinha ninguém por lá, então estava tudo silencioso, ela foi tomar seu banho e eu me deitei em sua cama. Ela não demorou muito, escolheu um vestido solto azul e uma sapatilha que combinava, passou seu perfume e sua maquiagem com delicadeza e quando anunciou que estava pronta me estendeu a mão e me ajudou a levantar da cama. Antes que saíssemos de sua casa, a puxei pela cintura e lhe dei um beijo, um beijo calmo e lento, selamos nossos lábios ao final e recuperei o ar. Saímos de sua casa e fomos até a casa da Spencer, custou um pouco, mas conseguimos tirá-la da cama, esperamos ela se arrumar, pegamos o carro na garagem de casa e fomos buscar a Hanna. A Sra Marin abriu a porta para nós e me deu um demorado abraço, subimos para o quarto da banana e a acordamos, ela demorou um século para se arrumar.

—Afinal, onde vamos? – Hanna perguntou.

—Onde vocês querem ir? – Perguntei.

—Para a casa dormir, por favor! – Spencer falou e rimos.

—Não, eu voltei e quero ficar um tempo com vocês, será que posso? É domingo, o que mais vocês fariam? – Falei empolgada.

—Dormiria! – Spencer falou e riu, mas eu fechei a cara. —Estava brincando, credo.

—Podemos ir ao parque de diversões que está montado na cidade vizinha? – Hanna perguntou animada e eu ri.

—Podemos criança! Mas se apresse que eu ainda tenho que buscar o Caleb! – Falei e ela sorriu.

—Vou ficar de vela, isso não é justo! – Spencer falou e rimos.

—Não tem essa, vou buscar o Caleb porque ele também é meu amigo! Não vamos te deixar de vela nem por um segundo minha querida! – Falei e Spen sorriu.

—Bom, então vamos! – Alison falou e se levantou. Saímos da casa da Hanna, dirigi o carro atenta ao caminho até a casa que o Caleb me passou o endereço. Ele já estava esperando e entrou no carro.

—Oi amigas! Tudo bom? – Caleb fez uma voz mais feminina e rimos.

—Oi cabeludinho! – Falamos em coro e ele riu.

—Como você se sente sendo o único homem do grupo? – Alison perguntou.

—Não sei, as vezes me sinto lisonjeado e outras vezes me sinto em pânico mesmo! Imagina se vocês ficam de TPM todas juntas? Coitado de mim né? – Ele falou e caímos na gargalhada. Peguei a estrada até a cidade vizinha, enquanto eu dirigia Alison pousou sua mão em minha coxa e eu sorri. Conversávamos todos animados durante o caminho, notei que o Caleb estava um pouco desanimado, mas lutava para não deixar nada transparecer. Eu o conhecia bem para saber quando tinha algo errado, talvez ele tenha tentado me falar ontem, mas meu ciúmes idiota não me deixou prestar atenção. Paramos em um restaurante para almoçarmos, comemos com calma e depois prosseguimos nossa viagem.

Chegamos ao nosso destino, compramos as entradas, Hanna sugeriu que fossemos na roda gigante primeiro, caminhamos até lá e entramos na fila. Quando chegou nossa vez, pedi para que as meninas fossem e me deixasse sozinha com o Caleb, elas me olharam confusas, mas acataram o meu pedido. Caleb e eu caminhamos pelo parque em silêncio durante um tempo, ele nada falava e eu não sabia o que perguntar, mas tinha que começar de algum modo.

—O que está acontecendo cabeludinho? – Perguntei e ele me olhou.

—Eu não queria falar disso agora morena, queria que aproveitasse o dia ao nosso lado. Você acabou de chegar e eu não quero te jogar um balde de água fria. – Ele falou e abriu um sorriso fraco.

—Estou aproveitando o dia, mas quero saber o que há de ruim acontecendo! – Falei.

—Tudo bem! Você sabe da minha história e porque vivo me mudando certo? Sabe que odeio me apegar as pessoas por causa dessa história de não ter lares fixos! Eu estava adorando Rosewood, porém, vou me mudar e não sei como lidar com isso ou contar para a Hanna essa notícia. – Ele falou encarando o chão.

—Ei, eu sei o quanto isso é ruim, mas vamos dar um jeito ok? Eu prometo! Tem quanto tempo aqui ainda? – Perguntei e ele me encarou.

—Duas semanas, só estão terminando de resolver a papelada. – Ele falou.

—Tudo bem, duas semanas é o suficiente! Agora por favor, abre o sorriso que eu tanto amo e vamos nos divertir! Eu estou de volta! – Falei animada e ele riu.

—Você tem razão! Você está de volta! – Sorri para ele e o abracei.

—Conta comigo para tudo ok? – Falei e ele me apertou em seus braços.

—Você sempre vai ser minha irmã de alma Emily, sempre! – Nos soltamos e sorri para ele.

—E você o meu! Agora vamos nos divertir! – Falei e fomos encontrar as meninas. Passamos a tarde naquele parque, fomos a todos os brinquedos mais de uma vez, trocávamos de duplas todas as vezes que mudávamos de brinquedos. Todos estávamos nos divertindo e notei que Spencer tirou de sua cabeça a história de ficar de vela. Caleb me desafiou no tiro ao alvo, ganhei dois ursos de pelúcia, dei o cor de rosa para Spen e o azul-claro para Alison. Ambas me abraçaram e eu sorri satisfeita, Caleb tentava ganhar um para a Hanna e não parou até conseguir, saímos todos satisfeitos do parque e fui deixar cada um em sua casa. Spencer me agradeceu pelo dia e pelo urso, sorri para ela e falei que agora seríamos um trio, ela riu com isso e eu estava feliz por ver seus olhos brilharem. Estacionei o carro em frente em casa e me despedi da Alison com um beijo demorado, observei ela ir para a casa sorridente e saltitante. Estava feliz por estar de volta e ver todos que eu amo felizes também, o dia tinha sido maravilhoso, mas agora eu teria que conversar um assunto sério com meus pais e sabia que a resposta poderia ser negativa. Entrei em casa e os encontrei na sala vendo TV, me sentei na mesa de centro de frente para eles, ao notarem minha feição, meu pai desligou o aparelho eletrônico e nos encaramos.

—Eu queria conversar com vocês, eu não sei nem como começar essa conversa, mas queria que vocês soubessem o quanto é importante o que vou dizer. – Falei e ambos me olharam preocupados.

—Aconteceu alguma coisa filha? – Minha mãe perguntou com um semblante sério.

—Independente do que foi, vamos te ajudar filha, pode falar! – Meu pai falou e se aproximou para segurar minha mão, respirei fundo e tomei coragem para falar.

—Vocês sabem que eu amo ser filha de vocês, eu tenho a vida que qualquer um pediu a Deus, vocês me deram amor durante toda a minha vida e me ensinaram a ser uma ótima pessoa. Mas eu nunca entendi porque eu nunca tive irmãos. – Falei e minha mãe fez uma cara surpresa.

—Você quer um irmão? A essa altura filha? Eu já não tenho idade para ter um bebê Emily e isso mudaria totalmente nossa rotina. – Minha mãe falou se ajeitando melhor no sofá.

—Não mãe, eu não quero um bebê nessa casa, mas queria saber porque não tiveram outros filhos.

—Sua mãe e eu tentamos filha, mas no começo não tínhamos uma vida financeira tão boa quanto temos hoje. Vivemos de uma forma tranquila agora, mas nem sempre foi assim! Depois que você alcançou uma certa idade, desistimos da ideia de te dar um irmão ou uma irmã. – Meu pai me explicou com calma.

—Mas onde você quer chegar com isso meu amor? – Minha mãe questionou.

—Mãe, o Caleb foi o meu primeiro amigo homem em Seattle e eu me sinto tão sortuda por encontrá-lo aqui em Rosewood. Mas hoje conversamos e ele me contou que seus pais adotivos não ficarão mais com ele e ele terá que ir para uma nova família. Vê-lo partir novamente machucará meu coração, me ajudem, por favor! Ele é meu irmão de alma e eu jamais encontrarei alguém como ele! Ele sempre me protegeu na escola e tenho certeza que sempre poderei contar com ele, então por favor, me ajudem a pensar em uma solução! – Falei e deixei minhas lágrimas rolarem.

—Oh minha filha, vamos pensar em algo, eu prometo! – Minha mãe falou e me abraçou, chorei em seus braços e fechei meus olhos.

—Acho que tenho a solução para isso meu amor! – Meu pai falou e nos soltamos do abraço, ele acariciou as costas da minha mãe e sorriu para mim. —O Caleb é o filho homem que eu nunca tive, porque não transformamos isso em uma coisa real? Porque não o adotamos de forma permanente? Nossa casa é grande, temos dinheiro, Emily e ele se dão bem! Além de ganharmos mais um filho, ganhamos alguém que sempre estará ao lado da Emily meu amor!

—Você tem razão, Caleb sempre foi muito querido por nós! Podemos entrar em contato com a assistente social do caso dele! – Minha mãe falou animada.

—É sério? Vocês fariam isso? – Falei empolgada.

—Claro filha! – Meu pai falou sorrindo e me joguei nos braços deles.

—Vocês são os melhores, os melhores do mundo inteiro! – Falei animada.

—Poderíamos fazer essa surpresa para ele, o que acha? Essa semana arrumamos o quarto e vamos atrás da papelada, como tudo é muito sigiloso ele não ficaria sabendo antes da hora de se mudar para nossa casa! – Minha mãe falou.

—Ótima ideia mãe, ele ficará tão feliz! Eu nem sei como agradecer! – Falei e me soltei do abraço triplo.

—Filha, não precisa agradecer! Isso te fará feliz e nos fará felizes também! Obrigada por nos dar essa ideia maravilhosa! Só não sei como não pensamos nisso antes! – Meu pai falou empolgado. Ficamos um tempo ali na sala planejando como seria aquela semana, mamãe e eu planejamos a arrumação do quarto, meu pai nos ajudaria com os toques masculinos e iriamos todos juntos atrás das papeladas. Depois de um tempo subi para o meu quarto, tomei meu banho, arrumei minhas coisas para a escola e me deitei na cama, fiquei mexendo em meu celular e vendo minhas redes sociais até dar a hora de dormir.

 

 

POV ALISON

Depois daquele dia ao lado dos meus amigos e da Emily, fui para a casa com meu urso de pelúcia nas mãos, quando passei pela porta e encontrei minha mãe na cozinha, contei para ela animada sobre a volta da Emily e do dia no parque. Ela me questionou sobre o ursinho e eu respondi dizendo que todos ganhamos um com o tiro ao alvo e que a Emily me ajudou, já que eu era ruim de pontaria. Sei que menti, mas não poderia contar logo de cara para a minha mãe de quem ganhei e muito menos o motivo. Subi para o meu quarto, tomei meu banho, me troquei, coloquei meus fones de ouvido e fiquei cantarolando enquanto mexia em meu guarda-roupa, estava distraída procurando o que vestiria para ir para a escola amanhã, mas Jason entrou no meu quarto e me fez tirar os fones. Ele se jogou em minha cama e o encarei.

—Seu folgado! – Falei e ele riu.

—Que animação é essa hein? Não te via assim há um tempo! – Ele falou e eu corei.

—Nada, só tive um dia bom! – Falei e me virei de costas para ele.

—Alison, eu sei quando está mentindo, pode me contar agora! – Ele praticamente exigiu, respirei fundo e fechei a porta. Me sentei na cama ao seu lado e o encarei.

—Acho que preciso compartilhar isso com alguém aqui de casa. – Falei e ele se sentou.

—Você tá grávida? – Ele perguntou.

—Porque quando nós meninas queremos contar algo, vocês sempre perguntam isso? – Questionei e ele riu.

—Me desculpa, você tem razão, pode contar pequena. – Ele falou e eu sorri.

—Eu conheci uma pessoa e acho que estou amando, na verdade, estou amando e estou apaixonada! – Falei sorrindo.

—Sério e qual é o nome dele? Ele é da sua escola? – Ele perguntou empolgado.

—Então é sobre isso que temos que conversar... – Fiz uma pausa e respirei fundo, meu coração apertou no peito e senti medo de ter a rejeição dele. —Eu estou apaixonada, mas é por uma menina. – Finalmente falei e abaixei a cabeça com medo de encarar seus olhos.


Notas Finais


E ai? O que acharam?
Caleb vai ficar feliz com a notícia? E o Jason? Vai rejeitar a Alison? Comentem aqui para eu saber a opinião de vocês, isso me ajuda bastante ok? Obrigada, um beijo e até breve <3


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