História Everything is Blue - Destiel - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Supernatural
Tags Castiel, Dean, Destiel, Sam, Supernatural, Winchester
Exibições 77
Palavras 2.086
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Famí­lia, Festa, Lemon, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


To de volta em.

Muito obrigada e beijos de purpurina a todos os cometários e favoritos.

Desculpa os errinhos e a dose exagerada de amor e fofura, depois eu recompenso com tragédias hahahhhahha

Capítulo 5 - 05


Oia - Grécia

A vida não passa de uma coleção de fracassos. Ilusão, era disso que tudo era feito, as promessas de uma vida alegre, de sonhos que se realizam, tudo isso construía dentro das pessoas expectativas, esperanças.  Esperanças não existiam para nenhum propósito além de serem frustradas e Castiel tinha isso muito bem consolidado em sua cabeça.

Sentia-se diferente, mas entendia o porque, ele tinha passado por tanta coisa, daria tudo para poder apagar as memórias, mas aquilo era impossível. As lembranças e saudade o desmoronavam por dentro, e apesar de fingir ser feliz, sua vida era sempre cinzenta, e por mais que tenha encontrado acalento e certa beleza na escuridão, não deixava de ser sôfrego.

Porém ali, sentado naquele barco com uma camisa exageradamente grande em si e os cabelos ainda úmidos, vendo Dean sorrir e conversar com uma quantidade exagerada de gestos percebeu algo que tentou ignorar por muito tempo: A luz pode ser bonita também. E o loiro era isso, luz, apenas luz. Tão irradiante que parecia que os raios de sol provinham de si, batendo de forma incômoda na pele pálida do moreno que sentia-se cada vez mais hipnotizado por cada mínimo detalhe daquele estranho já não tão estranho assim.

A cada sorriso que o mais velho dava o coração de Castiel se aquecia, e era diferente, era novo, era desconfortável, mas era incrivelmente bom e viciante. Observá-lo era tão embriagante que já não se importava mais se estava ou não compreendendo alguma coisa que saia dos lábios perfeitamente delineados. Talvez fosse um problema essa total falta de atenção, mas talvez fosse bom, afinal, tudo com ele parecia bom. Ele era cheio de tanta bondade, era o oposto de si.

-Cass? _ ouviu meio aturdido. _ Castiel? _ o loiro disse mais firme, estalando os dedos em frente ao rosto do outro.

-Sim? _ e como se saísse de um transe, respondeu sem jeito

-Eu perguntei se você quer ir para casa, já está tarde.

-Ah… si-sim, minha avó deve estar preocupada. _ disse se levantando e tentando se recompor.

-Tá tudo bem? _ o loiro parecia preocupado.

-Tá sim.

-Tudo bem então, acho melhor você ir, antes que arrumemos problemas. _ Dean sorriu novamente, mas desta vez não parecia tão feliz.

 

Castiel apenas assentiu caminhando na direção contrária sem nem mesmo se despedir de maneira decente do outro. No fundo estava assustado com todas aquelas sensações e pensamentos.  

-Ei Cass. _ chamou.

-Sim? _ respondeu parando e olhando para trás.

-Hoje o Miguel trabalha de noite. Porque você não vem se encontrar comigo e Charlie? Naquele mesmo lugar?

-Não sei se estou muito bem para festas, estou cansado. _ mentiu.

-Não vai ter festa, hoje é dia de folga na boate, vamos só nos sentar, conversar e beber. _ explicou caminhando na direção do menor. _ Por favor, vem. _ pediu em um sussurro com os rostos já bem próximos.

-T-tá. _ concordou completamente em transe pela proximidade.  

Dean sorriu mais uma vez, ao notar a reação do outro, fazendo um turbilhão dos mais diversos sentimentos percorrerem o corpo de mesmo. Castiel não sabia como lidar com aquilo, simplesmente não sabia. Não é como se estivesse com Meg ou qualquer outra menina que já tenha ficado durante sua conturbada adolescência, aquilo era novo, assustadoramente novo

 

XXX

 

O relógio parecia estar estagnado, os segundos se arrastavam a medida que esperava ansioso pela hora de rever aquele garoto, aquele garoto tão… tão... Brilhante. Estava sentado no sofá junto a Hael, Miguel, Samandriel, Raquel, Daniel e mais uma porção de primos e tios, todos espalhados pelo cômodo assistindo a uma novela a qual viam juntos todos os dias, Castiel participava de tais momentos, apesar de não entender absolutamente nada do que acontecia na tela. Todos estavam entretidos demais com a trama a ponto de mal perceberem que o Americano estava no celular. Sim ele estava no celular, mas não estava conversando exatamente com quem gostaria de conversar, mas tinha de admitir que precisava da conversa que estava tendo.

 

Gabe: Tá, eu já entendi que quando ele te jogou a água vocês não se beijaram, foi um momento fofo e você estava meio atordoado, mas porque diabos você não pulou nele quando estavam no barco? Qual é Cassie, você já tava até com a blusa do boy, não me decepciona né bebê.

Castiel: Gabe você não entende, ele me tratou de um jeito tão diferente do da outra noite. Com carinho, mas respeito.

Gabe: Tá decidido, você é mais gay do que eu.

Castiel: Para com isso Gabriel.

Gabe: Ta bem. Me fala mais dele senhor heterosexual.

Castiel: Ele é lindo, tem um sorriso fantástico. É tão animado, elétrico e irritantemente loiro. Tão educado e engraçado. Consegue ser bem safado, não posso negar, mas é bem atencioso.

Gabe:  Tudo isso em um dia?

Castiel: Acho que sim.

Gabe: Não deixe de me convidar pro seu casamento. Serei madrinha.

Castiel: Não seria padrinho?

Gabe: Não questione meu gênero.

Castiel: Ok, desculpe.

 

Conversaram por mais um tempo até se despedirem, afinal já estava quase na hora em que Castiel marcou para sair. Se arrumou olhando-se no espelho em seguida. Estava satisfeito com sua aparência, mas ainda assim meio apreensivo.

-HAEEEL. _ gritou sem sair do banheiro.

-Essa é a última vez que eu atendo aos seus grito, mas que saco, não pode só mandar uma mensagem como qualquer pessoa normal? _ a garota disse aparecendo na porta.

-Você tem um celular?

-Somos gregos, não homens das cavernas, seu americano metido. _ Castiel arqueou as sobrancelhas com a resposta rude da garota, que revirou os olhos e sorriu. _ Fala logo do que você precisa.

-Então… _ começou a falar já andando em direção a outra. _ O que acha de sair comigo hoje? Vamos a um lugar super legal, vou te apresentar para pessoas ótimas.

-Eu não vou com você para boate, pode desistir.

-Por favor Hael, pelo menos você sai um pouco de casa. Não vai estar aberta, vamos ser só nós, conversando. _ tentou convencer, mas não parecia estar funcionando. _ Por favor, eu não quero ir sozinho, estou nervoso. _ pediu baixinho sorrindo para ela.

-Eu odeio você. _ bufou concordando. _ Eu só vou me arrumar.

-Não precisa, você tá linda, e eu já estou atrasado. _ disse puxando-a para o lado de fora.

 

XXX

 

Chegaram ao lugar, parecia bem diferente do que Castiel havia visto naquela noite, estava mais limpo, mais claro e mais vazia, bem mais vazio. Viram Dean se aproximar sorrindo para Castiel, até que viu a garota, receando um pouco.

-Olá Cass. _ cumprimentou o moreno. _ Hael. _ disse mais baixo estendendo a mão para a garota que recuou involuntariamente.

-De-desculpe. _ ela disse ao perceber a grosseria de sua parte, apertando a  mão alheia e sorrindo simpática. _  Não fiz por mal, é força do hábito.

-Não a culpo. _ o loiro retrucou sorrindo de volta. _ E então, vamos entrar?

 

Entraram, Dean ia conduzindo Castiel com a mão levemente pousada em suas costas, sem nenhuma intenção a mais, porém aquele simples toque incendiava o moreno por dentro. Assim que chegaram próximos à mesa Cass sentiu alguém pular em suas costas, contatando rapidamente, pela risada, que era Charlie. Cumprimentou a ruiva, apresentando-a para a prima, não podendo deixar de rir ao ver Hael corar com os elogios descarados que a ruiva a fazia.

Dean logo tratou de apresentar ambos para Sam e sua namorada, Ruby. Apesar de incomodado com todo o fato da rivalidade, o moreno de cabelos cumpridos fez o máximo para ser gentil, ainda mais depois de escutar Dean falar de Castiel durante toda a madrugada. Sabia que o irmão havia realmente gostado do garoto e estava disposta a ajudá-lo. Por último conduziu os dois mais novos até um balcão onde um loiro muito bem vestido organizava alguns copos.

-Cass, esse aqui é o dono dessa espelunca e meu chefe, Balthazar. _ disse chamando a atenção do homem.

-Muito prazer eu sou…

-Castiel, eu sei. _ afirmou vendo o olhar confuso do menor. _  Como vai a tia Hanna?

Castiel realmente estava perdido, tentando assimilar as coisas. _ Você é meu primo? _ perguntou receoso.

-Metade dessa ilha é.

 

Castiel sorriu o ver todos sorrirem e sem cumprimentarem, Balthazar abraçava Hael e dizia como sentia saudades da garota e de todos, o moreno deduziu que o loiro não tinha muito contato com a família, o que era estranho já que todos pareciam extremamente unidos. Porém aquele não era o melhor momento para perguntar, poderia estragar o clima tão agradável.

 

XXX

 

Conversavam sentados em uma das mesas, Castiel tomava cuidado para não beber demais, caso contrário poderia fazer alguma burrada como na noite anterior, e sinceramente, mesmo sóbrio já era difícil se controlar. Ainda mais com Dean bem a sua frente, sorrindo malicioso para ele e esfregando carinhosamente as pernas por baixo da mesa. Quando a conversa aumentou, Hael já estava dando gargalhadas junto a ruiva e o primo mais velho enquanto Sam e Ruby pareciam desenvolver um diálogo próprio, envolvendo cochichos no ouvido e outras coisas constrangedoras para quem os observava.

-Cass. _ Dean sussurrou como  que só para ele ouvir, chamando a atenção do menor. _ Vem comigo. _ chamou ainda em um sussurro se levantando.

 

Castiel olhou para os outros, vendo que estavam entretidos demais para notar sua saída, então sem pensar duas vezes correu atrás do loiro. Achando-o sentado na areia observando as ondas se quebrarem a luz da lua. Sentou-se ao seu lado, mantendo o silêncio, também observando o quão bonita estava a noite.

-É tão bonito não é? _ o moreno quebrou o silêncio que nem por um minuto se fez incômodo.

-O que?

-A noite, é tão bonita. É escura, mas bela, deixas as coisas mais sombrias, eu amo isso. _ riu sem graça pela declaração, abaixando a cabeça.

-Eu nunca paro para reparar muito na noite, eu prefiro o dia, mas pensando agora, ela me lembra você. _ respondeu sincero, vendo Castiel ruborizar ainda mais _ O que foi?

-E-eu estava pensando nisso hoje, quando estávamos juntos. _ respirou fundo criando coragem para erguer os olhos e falar. _ Eu adoro a noite, adoro o escuro, mas reparei que o dia é lindo, porque ele me lembra você. _ novamente abaixou o olhar mordendo os lábios pelo nervosismo.

-Não dá  mais.

 

Rendido completamente aos desejos contidos, Dean avançou sobre o moreno de forma demasiadamente bruta, selando os lábios de uma só vez. A princípio Castiel se assustou, mas logo se entregou, cedendo passagem para que a língua do mais velho explorasse cada canto de sua boca, sentindo o choque elétrico que parecia percorrer todo seu corpo, partindo de onde as mãos ágeis do loiro tocavam. Ao separarem os lábios Dean não deu trégua antes de descer para o pescoço do outro, que virou a cabeça, dando-lhe total liberdade.

Parou ao ver as marcas roxas na pele pálida, deixadas por ele mesmo na noite anterior. Passou o polegar por cada uma delas delicadamente, umedecendo os lábios e beijando leve, novamente sobre cada uma das marcas. Ria ao ouvir Castiel arfar abafado assim que seus lábios chocavam-se tão lentamente na pele, se afastando com sons molhados e obscenos. E foi com esse mesmo sorriso que voltou a olhar nos olhos azuis do outro, roçando os narizes.

Castiel já com as mãos espalmadas no peitoral alheio, se encontrava com os olhos fechados, apenas sentindo e aproveitando as carícias, com os lábios tão próximos que podia sentir as respirações se misturarem.  

-Eu gostei tanto de você. _ Dean sussurrou, roçando os narizes com ainda mais intensidade.  

 

Ao ouvir tais palavras o moreno não pode conter o sorriso, e sabia que se estivesse de olhos abertos, certamente estariam marejados. Um calor percorreu seu corpo e seu estômago parecia embrulhar. Inconscientemente apertou os dedos no tecido da blusa branca do outro, fazendo-o sorrir. O loiro subiu as mãos da cintura do outro, pousando uma nas costas e afundando a outra nos fios negros, depositando um beijo carinhoso em sua testa e acomodando-o em seu peito, com o queixo sobre sua cabeça.

E assim ficaram por um longo tempo, abraçados, ouvindo o mar, sentindo o vento. Ambos tentando entender que tipo de sentimento era aquele que sentiam. Estavam tão bem um com o outro, não queriam se soltar. Se completavam tão bem, como dia e noite, calor e frio. Eram a escuridão e a luz em forma de amor. Só não sabiam disso ainda.


Notas Finais


Acabou.

Gente, eu sei, a cama que eu to deitada enquanto escrevo tá com uma poça de arco iris. E é por isso que eu já peço desculpa antecipadamente pelo final. Já está escrito, e olha, tinha um unicórnio negro me comandando no dia que escrevi viu.

Enfim.... Vamos aproveitar todo o amor enquanto ainda o temos né.

Espero que tenham gostado, amo vocês, beijos.

P.S: Sim, pra mim Dean sempre foi e sempre será filho de Apolo, e já que estão na Grécia, bom... Porque não?


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