História Everything is Blue - Capítulo 20


Escrita por: ~

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Categorias Life Is Strange
Personagens Chloe Price, Kate Marsh, Mark Jefferson, Maxine Caulfield, Nathan Prescott, Rachel Amber, Ray Wells, Victoria Chase, Warren Graham
Tags Chloe Price, Lesbian, Life Is Strange, Lis, Maxine Caulfield, Pricefield, Yuri
Exibições 166
Palavras 2.462
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fluffy, Mistério, Orange, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Voltei \o/

Mais um capítulo para vcs, seus lindos! Boa leitura ~

Capítulo 20 - Rachel's Bracelet


Fanfic / Fanfiction Everything is Blue - Capítulo 20 - Rachel's Bracelet

 

 

 

 

Finalmente chegamos na caminhonete, Chloe tirou as chaves do bolso da calça destrancando o automóvel.

 – Você tá melhor? Não vai vomitar na minha caminhonete, vai? –    Ela perguntou com um pouco de diversão na voz

 – Não vou, prometo... Mas ainda tô um pouco tonta. –     Respondi com a mão na cabeça, ainda dói muito.

  De repente uma voz masculina nos pegou de surpresa no estacionamento pouco iluminado.

 – Parece que você não cuidou direito da sua garotinha, não foi Price? –     Os olhos de Chloe rapidamente se focaram em alguém que provavelmente está atrás de mim, pois foi de onde veio a voz. Sua expressão facial mudou radicalmente e ela parecia muito surpresa e com raiva, eu me virei para tentar identificar o dono da voz. É um homem, ele está encostado numa parede há poucos metros de distância, apesar da má iluminação dava para vê-lo, um homem aparentando ter pouco mais de trinta anos, alto, olhos escuros e com uma expressão de sarcasmo no rosto, ele estava olhando diretamente para nós duas. Dava para ver algumas tatuagens em seu pescoço, o cabelo e barba desgrenhados só contribuíam para deixar sua aparência mais intimidadora. Usando uma jaqueta preta e calça jeans suja, com um cigarro aceso entre os dedos. Com a visão desse homem, eu imediatamente fiquei em alerta, agora não sei se os pêlos dos meus braços arrepiaram por causa do frio da noite ou por puro medo. Ninguém precisa ser um gênio para saber que esse homem é perigoso.

 – Frank? O que diabos tá fazendo aqui? –    Chloe perguntou de forma séria olhando em direção ao homem, ela também parecia em alerta mas não deixava transparecer muito, os dois parecem ser velhos conhecidos. Foi então que uma espécie de déjà vu me veio na mente, eu já ouvi esse nome em algum lugar... Ah, lembrei! Esse deve ser o mesmo Frank que Nathan e Victoria estavam falando sobre na aula de fotografia há algumas semanas atrás, infelizmente eu não consegui ouvir o que diziam sobre ele, a única coisa que eu tenho certeza é que ele estava, de alguma forma, envolvido com Chloe e Rachel. E drogas.

 Frank caminhou até nós duas, o sorriso azedo e malicioso aumentando fazendo o meu estômago embrulhar automaticamente. Não sei porque, mas esse homem que eu nem conheço me traz uma sensação muito ruim, e sobretudo calafrios horríveis.

– É bom te ver também, Chloe. Eu estava em um bar próximo daqui, saí para fumar e então eu vi você e sua namorada aqui cambaleando igual um par de gambás bêbados. –     Ele explicou, olhando para mim e para Chloe ainda com o sorriso nos lábios, parecendo quase um predador. Eu me encolhi por instinto. Eu já estou quase sóbria, meu corpo em estado de alerta e a tontura de poucos minutos atrás foi substituída por um sentimento de medo.

 – Ela não é minha namorada. –    Chloe murmurou.

 – Não? –    Frank perguntou, olhando incrédulo para nós duas.

 – O que ela é então? Uma espécie de substituta de Rachel Amber? –    Ele perguntou irônico e provocativo.

 – Seu maldito imbecil. –    Chloe falou com raiva indo em direção à Frank com o punho fechado e levantado, ela está prestes a começar uma briga física. Nesse momento eu corri até Chloe e segurei seu braço para detê-la e evitar que ela fizesse alguma besteira, e graças aos céus funcionou, pois ela parou e relaxou o braço. Ela puxou o braço bruscamente da minha mão, ofegando pesadamente ela deve estar com muita raiva. A simples menção no nome de Rachel a faz perder a cabeça dessa forma, talvez ela será sempre uma lembrança viva em forma de sentimentos reprimidos no peito de Chloe. Rachel estará sempre enraizada no coração da punk.

 – Jesus Cristo! Vocês duas são patéticas, alguém aqui precisa aprender a controlar o temperamento, hein! –     Ele zombou e ela já estava prestes a xingá-lo outra vez, mas algo pareceu ter chamado sua atenção de repente. Chloe olhava para o pulso de Frank com um olhar confuso e incrédulo ao mesmo tempo. Notei que ele estava usando um bracelete no pulso esquerdo.

 – Esse é o bracelete da Rachel... –     Chloe falou quase num sussurro, ela parecia estar falando consigo mesma e não com Frank, ela ainda está olhando para o bracelete azul com alguns detalhes prateados no pulso dele, como se estivesse tentando reconhecê-lo.

 – Como conseguiu isso? –     A voz de Chloe saiu mais alta dessa vez, soando ameaçadoramente. Frank olhou para o próprio pulso como se só agora estivesse percebendo a pulseira ali.

 – Oh, isso? Foi apenas um presentinho. –     Ele respondeu com naturalidade na voz

 – Presentinho? Isso é uma piada, seu idiota? Rachel nunca te daria isso, você roubou essa merda! Me dá isso agora! –     Chloe gritou andando em direção a Frank e empurrando seu ombro com força. Após isso ele a empurrou para trás com tanta força que ela bateu com as costas na porta do caminhão fazendo um ruidoso barulho. Eu não tive outra reação senão correr imediatamente para ajudar Chloe que quase caiu no chão com o impacto. Ela não parecia assustada, pelo contrário, parecia estar com mais ódio ainda.

 – É melhor você se afastar agora ou... o-ou eu chamo a polícia! –     Falei apavorada, com muito medo do que esse tal Frank poderia ser capaz de fazer, principalmente agora que está furioso. Ele apenas balançou a cabeça em descrença, o sorriso sarcástico voltando aos lábios.

 – Espero que isso tenha te ensinado a não colocar as mãos mim, sua vagabunda. E da próxima vez é melhor você colocar uma coleira nessa maldita cadela de cabelo azul. –     Ele falou olhando para mim, em seguida ele apenas deu uma longa tragada no cigarro e se virou indo embora na rua deserta e quase sem iluminação. Suspirei aliviada, meu coração desacelerou as batidas apressadas.

 – Chloe, você está bem? Meu Deus, isso foi tão apavorante! –     Chloe apenas se afastou sem se importar, acho que ela nem sequer me ouviu. Ela soltou um longo suspiro passando as mãos pelo cabelo de forma impaciente.

 – Vamos, você tem que voltar logo para Blackwell. –     Ela falou cortando o assunto sem me responder, entrando de forma brusca na caminhonete.

 – Chloe, quem era aquele cara? E você está bem pra dirigir? –     Perguntei preocupada. Ela ainda parecia afetada pela adrenalina correndo em suas veias, sua respiração ainda está um pouco ofegante. Será que não deveríamos chamar a polícia ou algo do tipo? Aquele cara praticamente a agrediu!

 – Olha Max, desculpa por toda essa confusão que você teve que presenciar, mas eu prefiro não falar sobre aquele babaca, ok? Eu só quero te levar rápido e em segurança. E não se preocupa, estou sóbria o suficiente pra dirigir. –     Chloe falou com um tom de voz cansado, já sentada no banco do motorista.

 Espera aí? Se Chloe está sóbria agora... Isso quer dizer que ela também estava sóbria quando estávamos dançando na boate? Mas... Mas e a maneira provocante e tão próximas que dançamos... Eu pensei que Chloe estivesse tão bêbada quanto eu naquele momento. Mas ela sabia que eu estava muito bêbada, isso quer dizer então que Chloe Price se aproveitou do efeito da bebida em mim?! Não que eu me lembre direito, mas eu estava um tanto animada.

 Tentei espantar aqueles pensamentos para longe da minha cabeça e entrei na caminhonete. Chloe ligou e deu partida no automóvel velho, logo estávamos nas ruas esquisitas daquele bairro, passando pelas mesmas lojas de tatuagens, bares sujos e edifícios degradados que havíamos passado mais cedo no caminho até aqui. Verifiquei a hora no painel, 21h40. Droga! Espero que eu consiga me esgueirar de volta para o meu dormitório a tempo e sem ser pega. Chloe dirigiu em silêncio por alguns minutos, o único som no ambiente era o do vento batendo contra o vidro da janela. Arcadia está praticamente deserta e ainda nem é tão tarde da noite. Quase uma cidade fantasma.  Já Seattle deve estar a todo vapor nesse momento, os inúmeros clubes e bares repletos de pessoas procurando alguma diversão momentânea, as ruas nesse momento com certeza estão praticamente impossíveis de trafegar por conta do engarrafamento noturno, o horizonte tomado pelos arranha-céus, a poluição sonora das sirenes e buzinas constantes. Por isso eu odeio Seattle e prefiro Arcadia sem sombra de dúvida. Eu adoro a tranquilidade daqui.

 Olhei para Chloe disfarçadamente, seu rosto coberto por uma máscara de impassibilidade. Ela parece indiferente e despreocupada, como de costume, mas notei que seus dedos estavam apertando o volante com força e sua perna direita balançando inquieta. Ela ainda está claramente agitada pelo que acabou de acontecer. Já eu estou na mesma situação ou pior. Ainda não consigo assimilar tudo o que aconteceu naquele estacionamento com aquele homem esquisito.

 – Frank Bowers, –     Chloe falou de repente me pegando de surpresa, como se tivesse lido a minha mente. Talvez agora ela explique quem era aquele cara e o que aconteceu realmente.

 – Ele é um traficante de drogas, Rachel e eu costumávamos comprar a erva dele. Ele também vendia para algumas crianças de Blackwell, Nathan Prescott por exemplo. Eu cheguei a sair com Frank algumas vezes, principalmente porque quando ficava chapado ele liberava maconha de graça pra mim. –      Chloe falou explicando e eu não pude deixar de pensar no quão aproveitadora ela é. Espera, ela disse que saíam juntos? Será que...?

 – Vocês... s-saíam juntos? –     Perguntei surpresa e com um certo medo da resposta. Mesmo na escuridão da cabine da caminhonete eu pude ver a careta de repulsa que Chloe fez logo após a pergunta.

  – Que nojo! Nós não transamos, e se aquele desgraçado tivesse tentado algo do tipo comigo eu arrancaria as bolas dele. Acontece que eu cometi o erro de pedir um dinheiro dele emprestado, eu estava juntando para ir com Rachel para Los Angeles e nunca mais voltar. Mas logo depois ela desapareceu com a grana e eu fiquei com a dívida. Ele me ameaçava constantemente e eu fugi dele por meses, até agora... –     Chloe terminou de explicar toda a situação na qual ela se meteu, eu levei alguns segundos para processar todas aquelas informações e ligar os pontos.

 – E você não tá com medo do que ele possa fazer? –     Perguntei apreensiva.

 – Relaxa, ele é apenas um traficantezinho meia boca e metido a durão. Mas todos sabem que Frank Bowers só se importa com dinheiro, revista de mulher pelada e o cão sarnento dele. –     Ela falou naturalmente e sem receios, como se o conhecesse muito bem.

 – Você pode estar certa, mas esse cara empurrou você e eu fiquei realmente assustada. –    Falei ainda sem confiar na passividade desse tal Frank.

 – Tudo bem, já passei por coisas bem piores. O que eu não entendo é porque ele estava usando o bracelete da Rachel, ela nunca teria dado aquilo para ele. –     Chloe falou segura de sua afirmação. Mas talvez ele não tivesse roubado aquele bracelete, e sim realmente ganhado de Rachel.

 – Talvez ela e Frank... talvez eles tivessem alguma coisa?! –     Eu sugeri a hipótese e Chloe me olhou como se eu tivesse falado algo totalmente sem sentido. Ela apenas balançou a cabeça negativamente e sua boca se transformou em uma linha reta e firme, ela parece estar novamente irritada. Acho que eu falei demais.

  – Claro que não! Frank não fazia nem de longe o tipo da Rachel, e mesmo que isso fosse verdade, ela teria me contado, Rachel nunca esconderia nada de mim. –     Ela respondeu firme sem tirar os olhos da estrada na frente. Parece que Rachel ainda é um assunto muito delicado para Chloe, e que desperta nela os mais variados sentimentos e emoções. Raiva, tristeza, angústia, medo, solidão.

 – Enfim, mudando de assunto, essa noite foi incrível, tirando a parte que você vomitou e que o idiota do Frank apareceu é claro. –     Chloe falou com um sorriso discreto, parando a caminhonete. Olhei através da janela e só agora percebi que acabamos de chegar no estacionamento de Blackwell. Com isso senti uma pontada de decepção atravessando o meu peito, eu não queria que essa noite com Chloe tivesse acabado tão cedo.

 – É, foi muito divertido. Obrigada, Chloe. –     Concordei agradecendo

 – Não há de que, garota nerd. –    Chloe respondeu com um sorriso gentil nos lábios,   – Tenta beber muita água antes de dormir, isso sempre me ajuda depois de uma bebedeira.–    Ela falou me aconselhando, na verdade eu já sabia disso, se hidratar depois de uma bebedeira é muito importante para o organismo e também diminui os sintomas de ressaca no dia seguinte.

 – Ok, vou beber bastante água. –     Concordei sorrindo gentilmente. Foi então que notei que eu ainda estou usando a jaqueta dela.

 – Ah, eu ia esquecendo de devolver a sua jaqueta. –     Falei desabotoando os botões da jaqueta de couro para entregar-lhe de volta.

 – Não, não. Fica com ela, tá congelando aqui fora e eu não quero que você tome um resfriado no caminho para o dormitório. Além do mais, você fica hella bonita usando ela. –    Chloe falou piscando com um sorrisinho brincalhão. Meu coração quase pulou do peito nesse momento, o seu sorriso e a maneira como me elogiou. Apesar de estar frio dentro da caminhonete, um calor lento se espalhou pelo meu corpo.

 Chloe se inclinou para desabotoar o meu cinto de segurança, então ela inclinou-se ainda mais de modo que seu rosto estava bem perto do meu. Senti o meu estômago revirar e os músculos do meu corpo ficarem tensos no lugar. Ela continua se aproximando mais e mais do meu rosto... Oh meu Deus, o que ela está pensando em fazer? Isso tá mesmo acontecendo? Chloe iria me... beijar?  Fechei os olhos quase que automaticamente, meu coração batendo freneticamente dentro do peito. Foi então que eu senti os lábios macios de Chloe sobre a minha... bochecha.

 – Boa noite, Caulfield. –     Ela falou quase num sussurro ainda bem próxima do meu rosto, sua respiração quente fazendo cócegas na pele do meu rosto. Então ela se afastou puxando o cinto de segurança para trás, quebrando o contato visual. Soltei a respiração que eu nem sabia que estava segurando, uma onda de emoções indecifráveis ​​florescendo novamente no meu peito. As mesmas sensações de antes quando ela ficava muito próxima de mim.

 – Boa noite, Price. –     Respondi igualmente, tentando não transparecer o meu nervosismo. Ao descer da caminhonete meu pé deslizou e eu quase caí no chão de concreto, por sorte eu agarrei a porta do carro evitando uma queda feia. Chloe segurou o riso e eu quase morri de vergonha, desejo que um raio caia sobre a minha cabeça agora. Que merda, eu tenho que parar de ser tão desastrada. Recuperei o equilíbrio e bati a porta, fechando-a.

 Caminhei através do estacionamento bem iluminado em direção ao dormitório, ainda com minhas bochechas em chamas de vergonha por quase ter caído, mas também pelo beijo terno. Mesmo sem olhar para trás eu sabia que Chloe ainda estava me observando, ela com certeza continuaria ali até eu desaparecer de sua vista em segurança.

 

 

 

 


Notas Finais


Pessoal, esse período tá muito corrido pra mim por conta da faculdade x-x Por isso demorei um pouco e o capítulo ficou meio curto... Mas não se preocupem, continuarei atualizando até o fim, desistir jamais! <3

Até o próximo, meus queridos ;*


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