História Everything starts in Paris - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Personagens Originais
Tags Fanfic, Harry Styles, Nova York, One Direction, Paris, Principe, Romance, Viagem
Visualizações 162
Palavras 2.164
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, gente! Como estão?

Mais um capítulo! Sinceramente, eu mudei ele umas quinhentas vezes, mas aí eu acabei gostando no final <3 espero que gostem também!

Sem enrolação hoje: boa leitura! <3

Capítulo 17 - Starbucks e a maldita Lei da Atração


Fanfic / Fanfiction Everything starts in Paris - Capítulo 17 - Starbucks e a maldita Lei da Atração

   Eu havia visto Harry poucas vezes depois daquilo, e claro que eu não o culpava. Na verdade, eu era a pessoa que mais contribuía para isso, o que quer dizer que eu estava o evitando ao máximo nesses últimos dias. Quando nos víamos, ele era sempre quem sorria primeiro e acenava um oi com a mão, sendo imitado por mim.   

   Eu nem sabia direito o porquê de estar fazendo isso. Era ridículo, uma hora nós íamos ter que nos falar. No entanto, eu só não contava que seria tão cedo. 

   Na sexta-feira, eu tinha acabado de chegar para a minha aula de física. Estava sentada na minha carteira distraída, esperando o professor começar a falar sobre Newton e fórmulas mirabolantes, quando sinto Alicia chutar a minha perna na carteira de trás. Eu murmuro um “ai”, levantando a cabeça, mas quem eu vi à minha frente fez eu me calar rapidamente. Harry e Liam tinham acabado de entrar, e quando nos avistou, Liam não demorou a acenar gentilmente para nós. Harry sorriu como de costume. 

   Eu havia apresentado Liam a Alicia já alguns dias, e os dois pelo menos pareciam se dar bem. E para a minha surpresa, bem mais do que eu imaginava. Os meus pensamentos são interrompidos pela voz do Sr. Gale, que dizia para abrirmos nossos livros na página 54. A aula foi normal, mesmo parecendo ser mais longa do que já era pelo fato de o Sr. Gale ter uma voz extremamente monótona. Eu realmente me esforçava para prestar atenção no que ele falava, e acho que dava um pouco certo, pois as minhas notas em física eram boas. 

   Quem dizer, foi tudo completamente normal até eu ouvir o professor chamar pelo meu nome quando a aula terminou. 

    – Srta. Kingston? Sr. Edward? Posso ter uma palavrinha rápida com os dois antes de dispensá-los? – o Sr. Gale diz enquanto ajeitava o óculos e nos encarava. 

   Pronto, eu estava ferrada. O Sr. Gale tinha descoberto que eu e o Harry havíamos matado aula e agora queria conversar conosco sobre a nossa expulsão. Olho para Harry, que também me encarava com o cenho franzido. 

   – Te espero lá fora. – Alicia diz passando por mim. 

   – Tá. – respondo. 

   Depois disso, pego minhas coisas e vou caminhando até a mesa do professor, onde Harry já se encontrava em pé esperando pelo assunto que ele ia tratar conosco. O Sr. Gale olha pra mim e para Harry e, ao contrário do que pensávamos, ele deu um sorriso. 

   – Eu irei ser rápido. – ele começa – Bom, como você sabe Srta. Kingston, o Sr. Edward é novo em nosso colégio, e consequentemente está um pouco atrasado comparado aos demais alunos. – eu apenas balanço a cabeça. Harry apenas permanecia calado – E já que você é uma das minhas melhores alunas, se importaria em ajudá-lo na minha matéria? – o quê? – Se não for incômodo para a senhorita, eu gostaria que passasse à ele os nossos conteúdos do semestre passado.  

   Merda. 

   Quando ele diz isso, eu estava prestes a dizer “ah, é que eu estou muito ocupada ultimamente, por que não pede isso para alguma outra aluna?” Mas não foi bem isso que saiu da minha boca, foi uma coisa bem diferente. 

   – Ah... Sim, claro, Sr. Gale. – sorrio.  

   Droga. 

   – Professor, acho que não é preciso ess... – Harry tenta argumentar, mas é ignorado completamente. 

   – Ótimo! – o Sr. Gale exclama, sorrindo. – Obrigada, Srta. Kingston. Então, vejo vocês na segunda-feira, meninos. – ele diz ajeitando o óculos novamente, uma mania que me dava nos nervos de vez em quando. 

   Eu e Harry nos despedimos e andamos lado a lado para fora da sala de aula. Percebo o quão quieto Harry estava, uma coisa não muito normal, e decido quebrar o silêncio que parecia tão incômodo. 

   – E então? Quando quer começar?  

   Harry me encara pensativo. 

   – Éhr... Será que se começarmos hoje seria muito incômodo? – ele franze os lábios. 

   – Não, eu estou livre hoje. E... “Muito incômodo”? Desde quando você usa esse tipo de palavreado comigo? – eu pergunto e ele dá de ombros, segurando a risada. 

   – Eu estou sendo polido, oras. Então, onde nós... 

   – Mel! Te achei! Oi, Harry. – Harry é cortado por Alicia, e nós dois nos viramos em sua direção – Vamos? – ela diz, se referindo à mim. 

   Eu olho para Harry, que passa a mão no cabelo, desconcertado. 

   – Eu... Não posso. Vou estudar com o Harry agora. – dou de ombros, e faço uma cara meio que “te explico depois”. 

   – Ordens do professor. – Harry completa rapidamente. 

   Alicia olha para nós dois com uma cara desconfiada, como se não acreditasse no que estava ouvindo.   

    – Ah, ok. – ela diz – Nos vemos depois, então! – ela sorri e me olha como se dissesse “eu quero saber de tudo!”. Eu quase faço uma cara feia para ela, mas me lembro de que Harry estava ao meu lado. 

   – Então... Vamos? 

   E lá vamos nós de novo. 

[...] 

   Estávamos em meu Starbucks preferido, lugar sugerido por mim mesma, já que Harry não conhecia bulhufas nessa cidade. Nós nos sentamos em uma das mesas do canto direito, um de frente para o outro, e enquanto esperávamos sermos atendidos, eu batucava os meus dedos na mesa. Já passava das três horas e eu havia mandado uma mensagem para minha mãe dizendo que talvez eu me atrase um pouco, mesmo sabendo que ela estava no consultório a uma hora dessas. 

   Merda. Aquele silêncio de novo. 

   – E então? Como vão as coisas? – Harry pergunta gentilmente e eu o agradeço. 

   – Bom, tudo normal, eu acho. – digo enquanto abria meu livro de física – E com você? 

   – Tudo bem. – diz e desvia o olhar para seu próprio livro. 

   Depois que fizemos nossos pedidos, eu começo a falar sobre as nossas matérias anteriores, e por incrível que pareça Harry já sabia a maioria delas. Claro que ele sabe. Eu pego me questionando se em seu colégio na Inglaterra, ele também era obrigado a aprender sobre as fórmulas matemáticas, mas não pergunto nada. 

   Eu estava muito concentrada em lhe explicar o conteúdo da página 37, quando percebo que Harry não estava mais prestando atenção no livro, mas sim me olhando intrigado. Ele parecia querer saber algo, como se desejasse poder saber o que eu estava pensando. Eu paro de falar e o encaro com a sobrancelha franzida. 

   – O que foi? – pergunto, colocando uma mecha de cabelo atrás da minha orelha. 

   – Por que está assim? – ele pergunta do nada. 

   – Assim como? 

   – Você está diferente. 

   – Eu estou normal. – digo. 

   – Você está me ignorando a semana toda. – ele inclina a cabeça – O que houve?  

   – Harry, não aconteceu nada. – eu digo – Eu estava um pouco ocupada essa semana. – dou uma desculpa. 

   – É por causa... – ele olha para os lados – daquilo, certo? 

   Eu fico quieta, não querendo admitir que sim, era um pouco por causa daquilo.  

   – Sério, eu preciso saber o que há de errado. Porque em um dia você diz que quer começar tudo de novo sendo minha amiga, no outro diz que precisa de um tempo e no outro começa a fingir que eu não existo! – ele diz, parecendo magoado. 

   – Espera aí! Foi você que fingiu que eu não existia no seu primeiro dia quando decidiu que seria mais legal ficar com a Hailey! – eu jogo em sua cara e logo depois quase me dou um soco por ter falado isso em voz alta. Droga, ele não precisava saber isso. 

  Melissa, sua idiota. Ele não te deve a merda das satisfações. 

    – O quê? – ele franze o cenho – Hailey? Ela só foi simpática se dispondo a me mostrar o colégio! – ele se encosta na poltrona – Coisa que eu estava exatamente indo pedir a você naquele momento, mas aí ela apareceu e eu não tive como negar.  

   Ele... Queria me eu mostrasse o colégio a ele? 

   – Você disse que estava tudo bem. – Harry sussurra. 

   Eu respiro fundo. 

   – Ok, eu tentei. Eu disse que quero ser sua amiga como antes e que está tudo bem, mas não está! Harry, tenta me entender, não é tão fácil, tudo é surreal pra mim, eu não estou acostumada com pessoas que chegam e me dizem “ei, eu sou um príncipe e meu pai te odeia. Vamos ser amigos?” – eu despejo tudo de uma vez e vejo um Harry estático em minha frente – Me desculpe. Não quis ser rude. 

   Ele para por alguns segundos para depois formular uma resposta. 

   – Melissa, eu te entendo completamente. E eu acho que... – ele desvia o olhar – Eu não deveria ter metido você nisso tudo. Se você quiser esquecer tudo eu... – ele balança a cabeça, prestes a se levantar. Eu rapidamente o seguro pela mão o impedindo de sair, e seu olhar se desvia para nossas mãos agora unidas. 

   – Harry... Não, fica. Por favor. Escuta, eu gosto de você! – vejo Harry dar um meio sorriso quando escuta isso – Realmente gosto de você e você sabe o quanto foi e é importante pra mim! Acha que eu me esqueci de tudo o que aconteceu em Paris? Me desculpe se te magoei ou se me expressei errado, mas eu só precisava de uns dias para assimilar tudo! 

   – E pra isso precisava fingir que eu não existo? – ele pergunta e eu fico sem reação. Só agora eu percebo que algumas pessoas olhavam para a gente como se fôssemos dois extraterrestres – Você sabe o quanto isso é difícil pra mim? O quanto botar tudo aquilo pra fora é complicado? Melissa, eu não te disse aquilo por obrigação, eu te disse porque eu quis. E eu não quero que você pense que meu sobrenome muda quem eu sou! Eu sou o Harry. O Harry que quer aproveitar o pouco tempo que resta antes de ter a vida inteira exposta em um site de fofocas. – Harry dá um sorriso sem humor e eu, pela vigésima vez, o olho com compaixão – Será que podemos parar de falar disso? 

   Eu estava sendo uma completa idiota, egoísta e mimada. Eu só estava pensando o que isso iria causar na minha própria vida, mas não havia pensando que aquilo seria mil vezes pior se eu estivesse na pele de Harry. Ele era o príncipe cheio de responsabilidades e que não tinha a menor escolha a não ser aceitar o destino que lhe é imposto desde sempre. E eu não sabia como dizer o que estava sentindo com palavras. 

   Não digo nada. Apenas me levanto e me sento ao seu lado na mesa, ignorando todos os que estavam em nossa volta. Harry me olha confuso, mas eu deposito um pequeno beijo no canto de sua boca, como se estivesse me desculpando por ser tão infantil. Não foi exatamente um beijo, mas ele se assusta em um primeiro momento. Depois acaba sorrindo fraco e eu me afasto rapidamente.  

   – Me desculpa. – eu sussurro. 

   Os lábios de Harry se puxaram em um pequeno sorriso de lado. 

   – Pelo quê? Pelo seu beijo? Não, na verdade eu até... 

   – Harry, não por isso. – dou um tapa em seu ombro, sentindo o sangue ferver em meu rosto – Sabe, por tudo. Por ser uma idiota infantil e por te ignorar. Não foi por querer. – eu estava sendo sincera – Acha... que um dia vamos parar de agir e discutir igual duas crianças de dez anos? 

   – Acho difícil. – ele ri, mostrando suas covinhas – Quer dizer que não vai mais me ignorar? 

    – Não. 

    – Eu vou poder te beijar? 

    – Quer voltar a estudar? – sorrio amarelo e ele finge uma cara de indignação. 

   – Tudo bem. – ele diz e eu volto a pegar o meu livro – Será que você poderia me explicar sobre algumas leis da física? 

   – Como se você já não soubesse todas elas. Mas, sim, claro. – dou de ombros – Por qual quer começar? 

   – Que tal pela Lei da Atração? – Harry me olha de um jeito significativo e eu coro. Ele parece se divertir com o efeito que causou sobre mim. 

   – Engraçadinho. O que você acha sobre voltarmos a falar sobre a Terceira Lei de Newton? – cruzo os braços. 

   – A da Ação e Reação? – ele diz, saindo de seu lugar e se sentando ao meu lado por sua vez. Eu engulo em seco, um pouco nervosa com essa certa proximidade, ainda mais depois do que eu havia acabado de fazer minutos atrás – Ok. Eu sou bom nas Leis de Newton. 

    – Ah, é? Prove. 

   Maldita boca grande. Meu coração dá um pulo quando Harry se aproxima e me dá um beijo demorado na bochecha. Eu o olho com a sobrancelha erguida e ele dá de ombros. 

   – Toda ação gera uma reação.  

   – NEWTON, Isaac. 1687. – eu completo e nós rimos descontraídos. 

   Não pude deixar de me sentir aliviada por estarmos agindo como nós mesmos de novo, mesmo que inconscientemente. Mesmo depois de Harry me deixar em casa algumas horas depois, eu me pego desejando poder ficar um pouco mais ali com Harry, rindo de piadas sem-graça, tomando milk-shake e por incrível que pareça, estudando física. Eu não sei se ainda vamos precisar nos encontrar para estudar sobre, já que Harry pegava todo o conteúdo muito rápido. No entanto, estudar física com Harry acabou sendo divertido. E detalhe: eu não gostava de física.  

   Droga. 

   Maldita Lei da Atração.


Notas Finais


Ain, apesar dos dramas desses dois eu gostei ajshajjsja GENTE, falando nisso, eu prometo que eles vão parar de drama, sério

Comentemmmm o que acharam! Comentários são muito inspiradores e eu amo amo amo ler todos eles, então se puderem, deixem um pra mim <3

Love,
Camz xxx


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