História Exatamente a mesma coisa - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fairy Tail
Personagens Cana Alberona, Lisanna Strauss, Lucy Heartfilia, Natsu Dragneel
Tags Fairy Tail, Fluffy, Lali-chuawn, Nalu, Romance, Youtuber
Exibições 612
Palavras 3.824
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


OI, OI, Oi :v
Espera, como assim você tá aqui depois de falar que não ia postar nada em novembro, Lali? u.u Bem, isto era algo que eu havia me comprometido antes da minha decisão e por isso não poderia adiar. *U* Essa fanfic é totalmente dedicada a Júlia Abreu, vencedora do concurso na NaLu Brasil.
>< Deveria ser uma one, mas como ficou beem grande, eu dividi e ela aceitou, então aqui estamos nós.

É algo bem simples e com uma referencia que peguei assistindo uns videos no you tube auhauhuahuah lá um carinha fez essa pegadinha ><
A júlia gostou e eu também amei. espero que outros gostem ^^

Boa leitura

Capítulo 1 - Parte 01


Fanfic / Fanfiction Exatamente a mesma coisa - Capítulo 1 - Parte 01

— Então, é o seguinte. Eu me chamo Natsu, não sei se me conhece. — Ele ergueu os braços, como se quisesse mostrar que estava indefeso. Carregava somente um bloco de notas e caneta. — Estamos gravando um vídeo para o meu canal, meus amigos estão me ajudando com a câmera, luz, o roteiro, maquiagem. Por isso eu tô com essa cara horrível e meus vídeos estão ruins pra caralho!

A garota com quem falava começou a rir, fazendo maneios negativos de uma forma radiante.

Eles estavam na sombra de uma árvore no meio da praça central da cidade de Magnolia. O clima do final de tarde permanecia agradável e quando os ventos fortes chacoalhavam os galhos, levavam consigo as folhas pintadas pela época do outono.

— Vai se foder. — Reclamou o moreno que estava gravando.

— Cara, não é jeito de falar frente da menina. — O rosado mostrou seu dedo do meio ao colega e pediu com gestos para que a garota ignorasse os idiotas. — Posso saber como você se chama? E a sua idade. Bem, eu tenho dezessete.

— Lucy. Tenho dezesseis. — A Heartfilia não sabia muito como lidar naquele momento, seu coração batia forte por diversos motivos. Nunca foi abordada por tantos garotos antes. Nunca se sentiu em um palco de gravação e principalmente, jamais imaginou que o acaso faria seu caminho cruzar justo com ele.

Se o conhecia? Claro! Só uma garota realmente séria ignoraria o famoso Salamandra. Seu canal no youtuber estava longe de ser um dos dez mais populares, porém, ele se mostrava tão solto e engraçado, falando sobre temas idiotas e às vezes mais sérios. Situações que jovens populares e nerd’s viviam. Mesmo ela que não ligava para esses tipos de famosos não pôde resistir. Era uma fã. Muito. Fã. Dele.

— Luce... Belo nome.

— O-brigada. — Tentou disfarçar seu rubor.

— Então, Luce. Eu fui praticamente forçado a realizar essa brincadeira.

— Deixa de mentir. — O amigo debochou. — Só assim pra falar com uma mina.

— Cara não precisa ser amigo da mãe Joana. Fifi! — Chutou algumas folhas na direção do outro e logo após virou até a jovem, que por um milagre não havia ido embora ainda. — Você vai pensar em uma frase, qualquer uma. — A viu assentir, achando graça. — Eu vou escrever exatamente a mesma coisa, nesse bloco. — Natsu mostrou o que tinha em mãos e ela não aguentou.

Lucy sorriu mais abertamente, tentando esconder com suas palmas. Aquilo era impossível afinal. Ele conseguiria ver através de sua mente? Clara que não!

— Se você topar e ganhar, vai levar cem reais para casa. — Natsu notava o constrangimento da outra e interiormente achava graça. Ela parecia tão delicada, era estranho, mas conseguia sentir algo diferente naquela menina de longos cabelos loiros e olhos castanhos. — Mas se você perder, eu ganho um beijo seu.

— C-Como assim...? — Lucy tremeu. Um beijo? Não conseguia acreditar que tinha ouvido certo. — B-Beijo na b-boca? — Quando ele confirmou com um sorriso fofo, ela corou mais ainda. — É... Que...

— Você não é obrigada, tá? — Foi logo se explicando. — Só queria deixar claro que estamos a quatro dias andando para cima e para baixo, eu mal consegui dar quatro beijos e hoje já levei até uma tapa na cara. Eu fui perseguido por dois policiais! Soltaram até os cachorros na gente. Levei a pior queda da minha vida e quase não sinto meu bumbum, na boa.

— Liga não loira, é assim mesmo. — O terceiro presente no local se pronunciou. — Por isso não arruma namorada. Esse drama broxa. — Riam.

— T-Tudo bem, eu aceito. — Murmurou meio baixinho. — Embora eu duvide que consiga acertar.

— YES! — Natsu deu um pulo cheio de alegria. — Beleza, você já sabe qual frase usar? — Ela assentiu. — Certo, se eu escrever exatamente a mesma coisa. Se não errar nenhuma palavra, eu venço. Posso começar? — A viu assentir de novo e em poucos instantes começou a escrever.

Não demorou nem um minuto para Natsu terminar a escrita e manter o bloco abraçado no peito, tentando protegê-lo dos olhos curiosos que começavam a penetra-lo. Ele prosseguiu.

— Então, qual frase você pensou. — Sentiu que ela ficou receosa, provavelmente por ele está ali, todo sorridente e confiante.

— Foi... “Não tenho medo de mostrar meus sentimentos e de fazer coisas imprudentes, pois acredito que o que não se mostra não se sente. Coisa que talvez surpreenda muito a você, pois os seus sentimentos são tão guardados que parecem não existir realmente...”.

Entreolharam-se durante toda a citação, a voz dela era calma e doce, chegava até ele com um impacto suave, mal sabia que mais tardar os fragmentos o intoxicaria.

— Olha só, uma romântica. — Estava sem jeito depois daquilo. — Você tem cara de quem passa o dia todo lendo. — Confessou e ela corou. — Sabia! Quando vejo gente assim me sinto até com vergonha de ser um desculpado. — Ela riu novamente, mas a curva nos lábios durou pouco. Natsu virou o bloco de notas e deixou que Lucy conferisse, logo depois ela levou as mãos na boca e o fitou de olhos arregalados.

Exatamente a mesma coisa estava escrito ali. Não sua citação. Era: Exatamente a mesma coisa.

— Mas que... — Pareceu pensar no que diria e deu uma tapa fraca no braço dele. — Pilantra. — Falou achando graça. — Não acredito que eu caí nessa.

— Agora né. — Ele deu um passo adiante. — Alguém me deve um beijo. — Sorriu sapeca, entretanto acabou parando seus movimentos, ela estava recuando e parecia pensar no que tudo significava. — Ah, você não quer mais?! — Fez cara de cão sem dono. — Só um beijinho?! — Encostou o indicador nos lábios.

— É... Que, eu... — Lucy começou a fitar os amigos do youtuber rosado, um era algo com cabelos escuros e o outro, que filmava tudo, também era moreno.

— Você não precisa se preocupar com a câmera. — Natsu fez sinal de repúdio. — Finge que eles não estão aqui, é só eu e você.

— É que... Tem uma coisa... P-Posso te dizer algo no ouvido?! — Suas bochechas queimavam, mas ela conseguiu aproximar os lábios da orelha esquerda ele e falar. — Eu nunca fiz isso... — Ele entendeu o motivo do nervosismo e estava prestes a dizer que poderia aceitar de boa um beijo na bochecha, mas ela prosseguiu. — Eu posso não saber direito. — Sussurrou.

— Ah. — Se afastou um pouco. — Ainda aceita receber um beijo meu? Seria uma honra. — Lucy concordou e Natsu rebolou o bloco de notas nos amigos antes de tocar a cintura dela com calma.

Ele sorriu terno enquanto permitia que Lucy tivesse uma melhor visão de seus orbes. Talvez naquele instante a mesma tenha notado que não eram pretos, mas sim um tom escuro de verde. Ela fechou os olhos pouco depois entreabrindo os lábios a espera do primeiro toque na sua região macia.

Quando o recebeu com delicadeza, realmente as palavras do rosado fizeram sentido. Tudo sumiu, existiam apenas eles dois e diversas folhas amareladas os rodeando com a rajada de vento.

Separaram-se por um segundo. Natsu a Fitou como surpresa e descoberta. Era estranho, algo tão palpável emitia em si que teve de engolir a própria saliva.

A beijou desta vez com uma prensa maior, moveu a boca para um lado e recebeu reciprocidade, ele segurou os lados do rosto delicado para dar um suporte enquanto saboreava o gosto da boca morna.

Lucy quase despencou quando a língua dele pediu passagem e concedeu. Tocou com as pontas de seus dedos o queixo do Dragneel, sentindo os músculos da região se contrair durante os movimentos e seu coração pulsava em ritmo lento. Queria que aquele momento durasse para sempre.

Separaram-se com uns últimos selinhos e Natsu agindo por um impulso que nem ele mesmo pôde entender, depositou um beijo na testa dela.

— Er... Isso foi... Meio... — Ele não sabia com agir depois daquilo. — Estou sem palavras. — Lucy assentiu. — Espero que tenha gostado... — Sussurrou em seguida. — Do seu primeiro beijo.

— Não vou me esquecer. — Confessou a ele. — Então...

— É... — Coçou a cabeça sem jeito. — A-Até mais... Luce. Obrigado por participar.

— Até, Natsu. Foi um prazer.

Deram as costas um para o outro, enquanto Lucy se afastava com passos desajeitados, ele observava disfarçadamente por cima do ombro esquerdo e quando cessou o contato, foi vez de Lucy o olhar enquanto seguia com os amigos, ele se destacava bastante devido as mechas róseas e acabou lembrando, não havia dito que o seguia no canal.

Alguns dias depois: Internato Fairy Hills

 

Lucy estava vivendo um tipo de conflito interno. Nunca passou tanto tempo com o celular na mão como permaneceu durante aqueles dias. Estava ansiosa para ver a nova postagem do Dragneel, ao mesmo tempo se perguntava como seria vista depois disto. Não conseguia esquecer aquele momento e a sensação de tê-lo beijado, mas não conseguia falar com ninguém sobre aquilo.

Não era solitária da escola, longe disso. Possuía grandes amigas e uma confidente de cabelos castanhos, mas nem a Cana era capaz de receber esta notícia. Talvez falasse com ela depois de ficar evidente a quem quisesse ver.

No momento a loira estava deitada em sua cama, sozinha no quarto, tentando se concentrar no livro que lia quando o aparelho ao lado deu sinal de notificação.

Ela ergueu-se tão rápida que quase caiu da cama. Pegou o celular destravando a tela. Seus olhos abriram ao receber a confirmação do canal dele.

— Ah. Calma sua idiota! — Brigou consigo mesma.

Quando o vídeo começou a carregar, Lucy assistiu a breve apresentação do quadro, entretanto quando Natsu começou com abordagem em outras garotas, seu estômago retorceu e quis jogar o celular na parede.

Precisou respirar fundo e jogar aquele resquício de ciúmes ao lado, sabia que ele havia feito isto. Nem era namorada ou conhecida.

— Não seja ridícula. — Revirou os olhos.

Ela pulou as cenas, queria logo ver a sua, mas seus olhos pararam no tempo de duração que faltavam poucos segundos até o término. Ela não havia aparecido.

— Ele... Me cortou? — Não entendeu. Por quê? Nada parecia responder. Foi tudo tão engraçado não é? Ela foi a quinta que o beijou, mas Natsu retirou apenas ela.

Murchou de imediato imaginando todas as piores coisas. Odiou beijá-la. Detestou o jeito sem sal dela. Não possuía outro motivo sensato. Natsu pareceu inalcançável e certamente não faria falta nenhuma perder um seguidor, ou melhor, uma seguidora loira que lhe dera seu primeiro beijo.

Um tempo depois. Colégio das fadas, 17h: 15min.

 

— Tô te dizendo, aquela garota mexeu com ele. Virou o miolo que ele tem no lugar de cérebro. — Gray fuxicava a uma colega de classe, na verdade, era bem próxima de ambos.

— Deveria ter visto o beijo que deram, foi quase dez minutos. — Gajeel parecia calcular o tempo que passou assistindo ao último pega do rosado. — Sim, quase dez minutos.

— E vocês só me falam sobre isto hoje? Depois de quase vinte dias? — Lisanna puxou a orelha de ambos, sem demorar a largá-los. — Ele não fez mais nenhum vídeo depois disto. Vocês já viram como está o twitter do Natsu? Ou o facebook? — Cruzou os braços — Estão até inventando que ele teve um tipo de morte causada por beijar aquelas garotas.

Os rapazes seguraram o riso de deboche.

— Em nossa defesa. — Gajeel começou. — Foi ele que nos fez jurar não tocar no assunto com ninguém.

— Ué, por quê? — A Strauss ficou confusa.

— Vai entender, ele não quis dizer nada. — Gray fitou Natsu no final da sala, totalmente perdido na paisagem que lhe era permitido ver pela janela. — Mas eu tenho uma péssima notícia, essa cara tá apaixonado e quando ele perceber isto... Será o apocalipse.

— Eu nem o conheço. — O Redfox disse frio e cruel.

— Não falem assim, o Natsu só... É...

— Tagarela? Dramático? Exagerado? Extremamente tagarela dramático e exagerado?

— Tá bom Gray, já deu. — Lisanna deu uma cotovelada no moreno.

— Você que o conhece há mais tempo. — Começou Gajeel. — Fala com ele.

— Tudo bem irei tentar.

— Nós vamos dar uma saída. — Gray foi escapando junto do outro. — Até mais.

Presentes na sala estavam apenas à albina e o rosado. O período letivo daquela manhã já havia terminado e por isto, eles poderiam conversar mais sossegados. Todos os outros colegas estavam nas atividades dos clubes.

— Yo. — Lisanna puxou uma cadeira para sentar frente do amigo.

Natsu apenas suspirou com ar pesado nos pulmões, ato que fez aquela diante de si paralisar pelo espanto.

— Oi.

— O que tá pegando? Sabe, você precisa dar as caras nas redes sociais de vez em quando.

— Não tô afim. — Suspirou de novo, desta vez apoiando as costas na cadeira. Estava nitidamente cabisbaixo. — Não consigo parar de pensar nela. Acha que estou apaixonado? — Lisanna assumiu uma expressão de choque. — Eu me sinto tão sozinho, tipo, parece que falta algo sabe. Eu estou sonhando acordado com ela... Mas é esquisito, tem como se apaixonar só com um beijo?

— N-Na verdade, o beijo é uma parte bem importante... Talvez tenha rolado uma química entre vocês e você foi percebendo aos poucos...

Natsu sentiu sua boca secar com as palavras da amiga. Era o fim. Definitivamente estava fodido. Se apaixonou por uma desconhecida.

Residência dos Dragneel. 18h: 38min.

 

— Eu vou morrer! Estou definhando direto ao abismo... — Estava jogado na cama bagunçada usando seu pijama e com uma xícara de chocolate quente entre as mãos. — Por que isso tinha que acontecer comigo? — Ele parecia o cara mais desolado do mundo, qualquer desconhecido veria esse semblante no Dragneel.

— Não seja dramático, menos, por favor. — Lisanna pedia enquanto recolhia todas as roupas espalhadas pelo cômodo e as jogava numa cesta.

— Seria tão mais fácil gostar de uma garota da nossa sala, tipo você. Pelos menos eu sei onde te encontrar. — Murmurou.

— Natsu, no dia que você se apaixonasse por mim, pegaria o primeiro voo para marte sem data para voltar. — Aquilo o acertou diretamente.

— Essa doeu Lisanna, eu estou sofrendo e você pisa ainda mais no calo. Que amiga hein?! — Falou emburrado e a Strauss piscou, se divertindo. — Deve ser por isso que ela sumiu.

— Fala sério... Você é um cara legal... E já dizia mamãe, pra toda panela existe uma tampa. — Ela a olhou com cara de tédio. — Seja positivo, existem tantas seguidoras no seu canal, uma delas deve ser doida o bastante para se apaixonar por ti.

Natsu bebericou o chocolate.

— Você não está me ajudando...

— Por que eu não comecei a ajudá-lo ainda. — Estalou a língua no céu da boca. Lisanna tinha em mãos o celular do amigo e assistia pela terceira vez a cena que ele se recusou a incluir. — Achei tão fofo você não ter exposto o beijo com ela. — Analisava bem os traços de Lucy.

— Eu não pude. Era o primeiro beijo dela, e eu queria mesmo era manter só comigo... — Corou.

— Mas pelo jeito que ela fala, tenho certeza que mora em nossa região, talvez ela seja da mesma cidade seu bobo.

— Eu já voltei naquele parque diversas vezes e fiquei esperando. Mostrei uma foto dela no vídeo para algumas pessoas, ninguém conhece. — Choramingou. — Ela sumiu do mapa.

— Ah Natsu, você tem a melhor arma em mãos e não usa. — Lisanna o fitou com uma sobrancelha erguida. — Faz um vídeo explicando a situação, você tem as cenas, pode tirar uma foto. Dizer o nome dela e pedir ajuda.

Desta vez o rosado que a encarou com repreensão, sua amiga não havia entendido.

— Lisanna. — Seu tom foi mais firme. — Eu não quero expor a imagem dela dessa forma. Imagina como ela ficaria ao ser apontada nas ruas. Iriam caçar a menina como se ela fosse um Pokémon raro!

— Tem razão, se você me expusesse desta forma, eu te odiaria. — Novamente uma flecha atravessou o rosado. — Chegou mensagem do quatro olhos. — Conferiu. — Loke diz nunca ter visto ela na cidade. — Tremeu de tanto espanto. Como assim uma garota tão linda não estava na lista de Loke? Era surreal!

— Por um lado me sinto feliz... Mas o outro me diz que é caso impossível. — Perdia a cor.

Entretanto Lisanna parecia muito mais analítica que o comum, algo nela dizia que a loira morava sim em Magnolia. Lá no fundo, bem no fundo mesmo, seu interior apontava ter visto ela em algum lugar, aquele tom de cabelo, o contorno dos olhos.

— Posso passar o vídeo para mim? — Perguntou de forma trivial, mas Natsu ficou em alerta.

— Para quê? Olha, não quero que ninguém mais veja! — Ele derramou um pouco do líquido quente no colchão.

— Não se preocupe, minha intuição feminina está me dizendo que vamos acha-la. — Sorriu animada. — Até lá vê se você se cuida. Tira essa barbicha e toma um banho decente porque talvez seu fedor que esteja espantando a garota.

— Minha melhor amiga... Ela é minha melhor amiga...

— Estou de saída Natsu, qualquer coisa eu te aviso. — Apontou em direção a ele. — Avisa pras lunáticas que você tá vivo! Eu não mandei ficar famosinho em youtuber. — Bateu a porta do quarto dele para dar um efeito de mandona e logo após concentrou-se naquela missão. — Eu já vi essa Lucy em algum lugar, tenho certeza. — Murmurou, não queria dar falsas esperanças ao amigo.

Residência dos Strauss. 19h: 17min.

 

Lisanna assistia pela quinta vez toda a interação entre seu amigo e a Lucy misteriosa. Eles juntos, seus diálogos, a forma que a garota o olhava.

— Kyah! Eu já os shippo! — Largou o celular na mesa e cruzou os braços, pensativa. — Como ficaria a união dos nomes? — Sorriu. — Nossa, faz tempo que não fico perdendo tempo com essas coisas... NaCy? NaLuc? Ou... NaLu. — Bateu as palmas. — NaLu é perfeito!

Permanecia tão perdida que acabou sem conseguir notar sua irmã mais velha adentrando a casa, depositando seus livros no sofá e indo até ela, sorrateiramente, divertindo-se com os murmúrios animados que Lisanna dava.

Mirajene permaneceu detrás da menor e levou suas mãos em forma de garras, atacando a cintura da mais nova que chegou a cuspir e engasgar-se pelo susto e risada forçada.

— P-Pare, pare. — Ria e precisou levantar-se da cadeira.

— Te peguei de guarda baixa. — Ela se sentou no lugar que antes Lisanna estava. — Chegou agora?

— Sim, estava na casa do Natsu e — Foi interrompida pela mais velha.

— Ora, não me diga que é o Natsu e a Lucy? — Mira pegou o celular da irmã, assistindo o restante do vídeo sem se dar conta de como a outra estava estagnada.

— C-Como assim?

— Essa é a Lucy não é? Não sabia que vocês se conheciam.

— Como você a conhece, Mira-nee?

— Ela é minha aluna. — E naquele instante Lisanna recebeu o estalo que faltava. — Como mora no internato, é uma surpresa para mim.

— É claro, o internato! — A agarrou sua irmã, dando-lhe um beijo na bochecha. — Então ela é sua aluna. — Fazia todo o sentido agora, o fato de Lucy não ser reconhecida nas redondezas, principalmente, Loke não a conhecer. — Ela está lá há muito tempo? — Mira concordou.

— Desde bem nova. Os pais dela são empresários que viajam por todo o mundo, raramente estão na cidade.

— Que triste...

— Talvez, mas ela é bem alegre. Tem várias amigas, inclusive... — Sorriu. — Você se lembra da Cana?

— Ai. Meu. Deus. — Largou a irmã e pegou seu celular. — Eu vou ao meu quarto.

— Tudo bem, vou esquentar o jantar.

[...]

 

Lisanna procurava nos contatos o número da Alberona, uma antiga vizinha na época da infância. A garota acabou sendo transferida por motivos de família e pelos seus cálculos, passaram-se mais de seis meses desde a última conversa.

No histórico das mensagens havia uma foto que não era mais disponível no dispositivo, provavelmente porque a Strauss deletou, mas conseguia ver pelo embaçado, uma parte amarelada.

— Será? — Retorceu a boca.

Viu que Cana estava online, mas certo receio atravessou o interior da albina. Se a antiga conhecida guardasse a mesma personalidade brava, certamente jogaria na sua cara o fato de tê-la esquecido.

— E-Estou com medo... — Não tinha coragem nem de olhar o nome dela. — M-Mas... É pelo NaLu. — Reuniu coragem e digitou:

— Olá, Cana. Faz um tempo né?

— Estou alucinando ou a falsane se lembrou de mim?

— Eu já imaginava sua delicadeza...

— Qual o favor que tu queres? Só assim para me procurar.

— Continua com aquele temperamento forte, hein...

— Claro meu amor e quanto mais ele aumenta, a paciência diminui.

— Calma. Antes de tudo eu gostaria de saber se você conhece uma loira chamada Lucy?

Cana parou diante daquela pergunta. A morena acabava de sair do banho, ainda permanecia com o corpo coberto pela toalha e com o celular em mão, observou Lucy deitada na cama ao lado da sua, de fone no ouvido e pensamentos em júpiter. Ela respondeu:

— Lucy Heartfilia?

— Uma loira de olhos castanhos? Poderia me mandar alguma foto dela, só para eu confirmar?

— É minha colega de quarto. — Cana enviou uma foto recente com a loirinha. — O que você quer com ela?

— Meu deus, esse mundo é mesmo pequeno. Cana, o que diria se eu dissesse que essa Lucy, conquistou meu melhor amigo? Notou algo diferente nela nessas últimas semanas?

— Eu sei que nós estamos em um colégio interno, só temos permissão para passear de quinze em quinze dias. Essa Lucy jamais estaria em um romance. — Porem a Alberona trouxe a si o jeito distante no comportamento da amiga. — Mas se quer saber, ela está meio pra baixo, talvez...

— Ela beijou meu melhor amigo.

Quando Cana leu aquilo, virou-se em direção da garota que ainda sonhava acordada. Parecia um robô ao tentar expressar incredulidade. Aquela Lucy? Beijando um garoto? Por que não lhe disse nada?

A morena não sabia se estourava de perguntas à loira, ou a albina.

— Algum problema? — A Heartfilia perguntou depois de notar que era secada.

— Nada, pode usar o banheiro agora. — Viu a colega concordar, voltando a dar atenção para Lisanna:

— Brotou com a corda toda hein. Explica logo isso.

— Espera um pouco, farei melhor. Vou te mostrar.

[...]

 

— Quem diria que você ia ser amiga de um cara tão idiota, Lisanna.

— Quem diria que você seria amiga de uma idiota que gosta desse meu amigo.

— Lucy não é idiota, é apenas melosa demais.

— O Natsu é idiota e dramático demais.

— Até que o clima foi palpável entre eles.

Naquele momento a Heartfilia saiu do banheiro, já vestida com seu pijama e pronta para se enfiar na cama novamente.

— Ei, Lucy.

— Sim?!

— Vai sair amanhã? — Viu a loira negar.

— Vou ficar dormindo o dia todo. — Se jogou de corpo e alma no colchão.

— Ah não, vamos passear, eu e você. — Sugeriu e notou-a pensando sobre aquilo.

— Não tô com muito ânimo... Mas... Tem planos?

— Tenho sim, ótimos planos. — Cana sorriu e visualizou a nova mensagem da albina:

— Pode me passar o número dela para eu dar ao Natsu?

— Você acha mesmo que depois de séculos, vai chegar pedindo favor de boas e eu vou aceitar? Tá brincando né?!

— Sabia... O que vai querer?

— Não vou fazer isso por você ou pelo seu amigo. Eu já desconfiava que Lucy fosse fã dele, mas agora tenho certeza. Darei a ela uma chance de escolher.

— O que vai fazer?

— “Um encontro é acaso, mas um reencontro é o destino”. Já ouviu isso? É a cara da Lucy.

— C A N A.

— Que tal nós duas sermos o “destino”?

 

Continua...

 


Notas Finais


Amanhã eu posto o último ^^'
Obrigada por lerem


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