História Exatamente a mesma coisa - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fairy Tail
Personagens Cana Alberona, Lisanna Strauss, Lucy Heartfilia, Natsu Dragneel
Tags Fairy Tail, Fluffy, Lali-chuawn, Nalu, Romance, Youtuber
Exibições 564
Palavras 5.020
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Eu ia postar só amanhã, mas eu já fiz e acabei tendo tempo >< espero que gostem.
Agradeço a Fadatail pela cada <3

Capítulo 2 - Parte 02


Fanfic / Fanfiction Exatamente a mesma coisa - Capítulo 2 - Parte 02

Centro de Magnolia. 16h: 11min.

 

— Já disse que eu amei o seu estilo de hoje? — Cana mais uma vez admirava o visual da loira.

Lucy usava um vestido tomara que caia de cor azul, mas a estampa floral quase apagava aquele tom. Calçava um par de simples sapatilhas que combinava perfeitamente com o casaco marrom claro que caia até a cintura. Seu cabelo portava uma trança frouxa, estendida por cima da clavícula e a maquiagem estava na medida certa.

— Obrigada. — Sorriu. — Acho que estava precisando de uma elevada na auto estima.

— Você tava mesmo deprimida esses dias. — Pressionou os olhos em direção a ela.

— É nada demais. — Lucy negou com as mãos. Depois de tudo não possuía coragem de tocar no assunto, além do mais, quais seriam as chances de vê-lo novamente? Por mais que estivessem na mesma cidade, Magnolia era enorme, ela permanecia no internato e assim que concluísse o ensino médio, faria faculdade fora do país. Era apenas uma paixonite.

— Bem, eu preciso fazer uma pequena retirada na minha mesada. — Cana explicou, fingindo conferir algo em sua bolsa.

— Não precisa eu pago.

— Nem pensar, além disso, é algo que tenho de fazer hoje. — Viu a loira erguer as sobrancelhas. — Talvez demore um pouco, mas pode me esperar aqui? — Ambas fitaram a sorveteria ao lado.

— Tudo bem, eu vou ocupar uma mesa e tomar um sorvete enquanto te espero.

— Vou sacar o dinheiro, tem uma agência bem ali. Não vai demorar.

Lucy concordou e por um tempinho, observou sua amiga atravessar a rua para logo depois sumir de seu campo de visão. Ela adentrou o estabelecimento e comprou uma casquinha com sorvete sabor morango, coisa que lhe deixou em conflito. Gostava daquele, mas a cor lhe lembrava de alguém em especial.

Sentou-se em uma das cadeiras na mesa mais próxima da rua, achou que seria melhor um ponto em que Cana pudesse encontrá-la com facilidade.

[...]

 

Não muito longe dali, porém completamente vidrado na tela do celular, andava um rapaz de quase um metro e oitenta. Ele usava casaco preto, uma bermuda com estampa de exército e possuía no pescoço seu precioso cachecol escamado, sua marca registrada.

Ele caminhava sem pressa com uma das mãos no bolso dianteiro, lendo mais uma vez a mensagem da albina horas antes, que dizia:

“Toma banho. Escova os dentes. Troca de cueca. Passa desodorante. E vem me encontrar, vou explicar como chegar lá por áudio.”

— Ela me trata como se eu fosse um bebê.

Naquele momento enquanto ele conferia mais algumas mensagens parado no meio da rua, Lucy foi dar uma olhada aos arredores, seus olhos não encontraram Cana, passou ao lado esquerdo e viu um rapaz de cabelos rosa mexendo no celular, mas não parou sua atenção nele, voltou a fitar o sorvete e só então recebeu o click.

— “Não pode ser!” — Gritou em pensamentos, sem pensar duas vezes, ela abaixou-se ficando escondida debaixo da mesa. — “Ele mora por essas bandas da cidade?” — Começava a suar frio, aquele local era longe até mesmo do internato.

Natsu terminou de ler a mensagem de Lisanna e procurou pela mesa com a numeração que ela informava. Estava desocupado, o que lhe deixou confuso. Por que diabos ela escolheria uma mesa sem nem ter chegado?

— Essas mulheres são um mistério. — Guardou o celular no bolso e sentou-se na cadeira diante da que antes Lucy sentava.

— “Como isso foi acontecer?” — A loirinha começa a tremer. Sua posição era constrangedora em diversos sentidos, qualquer movimento brusco e ela seria descoberta. Pior, seu sorvete caíra no chão.  — “Como eu vou sair dessa furada?”.

Sabia que se ela levantasse, ele a veria, obviamente. Se o mesmo estivesse esperando alguém chegar? Essa pessoa a notaria ali. Até cogitou simplesmente levantar e sair andando, correndo? Afinal ele não tinha porque reconhecê-la, o próprio tinha cortado ela do vídeo.

— “Mas cadê a coragem de levantar?” — Choramingou interiormente. Não tinha jeito, ficaria ali entregue a sorte.

Coisa que Lucy não parecia acreditar possuir. Seu celular tocou pouco depois e a vibração junto do ruído da chamada fez à loira se assustar, acabando por bater o topo de sua cabeça na mesa.

Natsu segurou a borda da mesma com aquele impacto e o som do celular tocando chegando até seus ouvidos. Estranhou aquilo, mas realmente havia alguém ali? Foi quando um lampejo clareou tudo. Era Lisanna! Por isso ela tinha escolhido a mesa.

— Pensou que ia me fazer um susto hein! — Disse depois de pôr a cabeça para baixo. — Não fun-cio-nou... — Não era Lisanna, aquela era. — Vuce? Quis dizer você! — Negou freneticamente. — Quis dizer, Luce?! — Se levantou, talvez se preparando para vê-la sair do esconderijo e poder confirmar a si mesmo.

— “Ele lembra meu nome” — Não conseguiu deixar de corar e sentir um tantinho de felicidade. — Por que só me meto em furada? Deveria ficar trancada de vez naquele internado. — Murmurou baixinho.

Ela foi se erguendo devagar, tocou a borda da mesa, deixou visível a ele parte de sua testa e logo os olhos castanhos com o cenho franzido. Estava irritada com Natsu, consigo e com a situação.

— Como você apareceu aqui, do nada? — O rosado não conseguiu esconder a surpresa. Parecia que estava vendo uma criatura de outro mundo.

— Porque o espanto disso, moramos na mesma cidade. — Ela se recompôs, arrumando seus trajes sem perder a expressão birrada. Coisa que o deixou encantado.

Natsu passou os olhos por ela, não havia segundas intenções, era mais como. “Realmente é ela, diante de mim”.

— Ah, então você mora mesmo por aqui. — Ficou sem jeito. — Cheguei mesmo a pensar que nunca mais ia te encontrar por aí. Sei lá, você podia está de passagem naquele dia...

— Não se preocupe, acredito que nossos caminhos serão cortados pelo encontro casual a partir de hoje. — Lucy falava com seus olhos observando qualquer ponto inferior aos olhos de Natsu. Ela virou o corpo e começou a andar em direção a rua, decidida a ir embora.

— Ei, c-como assim? — Sua pergunta saiu em tom forte, tal como a batida de pavor em seu coração. Nunca mais a veria? Não sabia se conseguiria lidar com isso. — Espera, Luce. — Pediu e a loira cessou os movimentos.

— É Lucy. Lucy! — Por mais chateada que estivesse, quando ele desviou a face e coçou a bochecha, ela amoleceu.

— Eu sei que é Lucy, mas você brilha tanto diante de mim que não consigo deixar de usar Luce. — Natsu pôs a mão direita no bolso dianteiro enquanto a sua outra parou atrás da cabeça. — Desculpe...

A Heartfilia precisou ficar de costas, não queria mostrar seu rubor, muito menos fazê-lo se sentir vitorioso na arte de encanta-la. Ele a cortou do vídeo.

— Até parece que vou cair nesse seu papinho de novo. — Disse um tanto seca, coisa que fez Natsu erguer a sobrancelha. — Eu vi o vídeo... — Ele arregalou os olhos e não percebeu a mesma fazendo sinal com a mão para um táxi.

— Você viu? Quer dizer, você entrou no meu canal? — O rosado animou-se com aquela ideia.

— Eu te seguia...

— Me seguia? — Natsu sorriu. — Quer dizer que- — Foi interrompido.

— Sim, eu seguia. No passado. Não sigo mais. — A cada frase dita, ele sentia uma estaca de ferro lhe atravessar o peito. — Eu acreditei na sua palavra e participei da brincadeira, mas sabe como me senti ao ver que fui cortada? Se você não tinha intenção de me incluir não deveria ter gravado. Fui uma trouxa, não é?

— Ei, Luce! Não é isso, me deixa te explicar! — Naquele instante, notou o veículo parado e seu peito apertou quando ela entrou batendo a porta. Sem perder muito tempo o motorista prosseguiu seu trajeto enquanto o rosado a via ir embora.

Natsu permaneceu parado com seu meio sorriso congelado na face. Não acreditava naquilo. E agora, o que faria sobre aquela situação? Não conseguia pensar em nada.

Pouco longe dali as duas cúmplices se escondiam na esquina, enquanto a albina fazia uma careta de repreensão sobre Lucy, Cana apenas assimilava tudo.

— Qual o problema da sua amiga? Não sei o que falaram, mas ela o deixou plantado.

— Hm. — A morena pressionou os olhos. — Tem algo que você me escondeu? Algum detalhe? Lucy estava agindo no seu modo chateada.

— Natsu não fez nada, ok? Sua amiga parecia mais fofa.

— Você não conhece a Lucy, muito menos ele. — Cana repreendeu a outra. — Algo ele fez.

— Quer saber, chega de espiar de longe. — Lisanna segurou o pulso da conhecida e a puxou, levando-a para perto do rosado. — Natsu! — gritou chamando atenção dele que no mesmo instante, deu a entender que iria embora.

— Desculpa, Lisanna. Vou para casa.

— Não vai, não! Quero saber o que aconteceu com a Lucy. Por que ela foi embora?

— Você viu? — Natsu a encarou surpreso e notou a morena que acompanhava sua amiga.

— Quem você acha que armou o encontro?

— Você? — Empalideceu e a Strauss suspirou.

— Na verdade foi ela. — Apontou para Cana. — Ela é uma velha conhecida minha, e amiga de Lucy. Desde o começo estranhei a sensação de já ter visto a loira... Acabou que uma coisa ligou outra e estamos aqui.

— Houve um mal entendido... — Ele abaixou o olhar e seus ombros caíram. — Ela mencionou o fato de eu tê-la cortado do vídeo e acha que fiz por motivos negativos... Acha que a descartei...

— Falei que ela estava chateada. — Cana cruzou os braços e passou a receber atenção de Natsu. — Lucy é sua fã, ela deve sentir algo por ti. Se você falou que ia adiciona-la e não o fez, você a cortou.

— Não foi intencional, Cana. — Lisanna se meteu. — Ele teve bons motivos, só precisa explicá-los. Acha que ela voltou pro internato?

— Internato?! — Natsu não entendeu.

— Lucy chateada e solta na cidade... — A morena tocou o queixo pensando sobre aquilo. — Eu sei onde ela foi. — Aquilo fez o Dragneel criar esperanças.

[...]

 

Natsu segurava no corrimão de cor amarela no transporte público. Estava tão impaciente que sua vontade era sair do veículo e empurra-lo, queria viver em um mundo mágico com Harry Potter e se alegrar por estar em um ônibus que conseguia passar pelo trânsito em alta velocidade sem que os “trouxas” vissem.

“Ei cabelo de cerejeira, não esqueça que todas as internas livres hoje precisam comparecer ao internato até às dezenove horas.”

A voz de Cana ecoou em sua mente e reprimiu os pensamentos negativos. Tentou absorver as poucas coisas que descobriu sobre a garota que o intoxicou. O Colégio interno dela estava a mais de trinta quilômetros de seu bairro, se Natsu quisesse ir visitá-la, precisaria pegar dois coletivos, se fosse de ônibus, obviamente.

Ele tentava imaginar como poderia ter sido difícil para ela viver naquele tipo de prisão e analisou a situação em que aquele mal entendido lhe colocava. Tinha certeza que a loira possuía seus momentos de tristeza por ter pais que viajem pelo mundo e a deixam de lado. Ele tinha ter feito bem parecido, embora sem intenção nenhuma.

Alguns minutos depois e ele estava no seu ponto de descida bem próximo a um dos shoppings mais populares da cidade e que segundo Cana, era o qual a loira estaria principalmente pela proximidade com o internato.

“Conhece a GameStation?”

Claro que ele conhecia, já fez comercial dela no canal e perdeu as contas de quantas vezes ia em uma, entretanto esta não era um local de jogos fixo, existia uma em qualquer shopping renomado do país.

Natsu mal adentrou o prédio e foi diretamente ao segurança pedir informação exata de como chegar à gamestation daquele shopping, era a primeira vez que ia naquele. Ele andou a passos apressados, rezando internamente para encontrá-la.

“Vá até a parte inferior, onde as paredes são pintadas de preto, ela vai estar jogando algo de terror, provavelmente matando zumbis.”

A entrada era colorida em laranja e azul marinho, bastante iluminada e movimentada. Ele ignorou todas as pessoas circulando, jogos e parques. Ignorou qualquer um que talvez tenha o reconhecido. Apenas notou o clima mudar para algo mais sombrio, observou as máquinas escuras, os desenhos de personagens sombrios e correu os olhos nos jogos de tiro.

Engoliu a saliva e tomou fôlego deslumbrado com a visão dela, bem posicionada com a imitação de uma metralhadora militar, apontada para uma enorme televisão com diversos mortos-vivos surgindo no labirinto ou qualquer lugar escuro.

Natsu sorriu colocando as mãos nos bolsos dianteiros, era sua forma de tentar manter a calma. Perceber que suavam demais parecia uma tortura. Ele se manteve a um metro de Distância dela, querendo que a mesma o notasse ali por sua própria conta.

Lucy manteve os olhos faiscando nos alvos, seu cenho franzido e havia momentos em que nem respirava, tudo uma forma de aumentar sua concentração e mira. Ela o notou assim que se postou ao lado, mas não iria pausar seu jogo, de jeito nenhum, ele que esperasse plantado.

Os minutos se passaram, ela continuava matando todos os zumbis e Natsu permanecia ali, assistindo todos os seus mínimos movimentos. Foi quando a loira passou de nível que resolveu dar um basta naquilo, ela suspirou e abaixou a arma. Ao olhar o rosado, recebeu um sorriso amarelo e quase riu, quase.

— Você está com algum radar de Lucy? Não é possível.

— Nossos caminhos estão fadados a se esbarrar.

— Fala sério, o que você quer? — Ela desviou o olhar.

— Eu só queria explicar o mal entendido, eu não te cortei, eu só fiquei tão maravilhado que não pude expor você. — Falou rápido, não queria que Lucy o mandasse calar a boca. — A verdade e que se eu pudesse eu apagava a memória dos idiotas que filmaram e somente nós dois lembraríamos.

— Por que eu acreditaria?! — Estava acreditando. Ela já acreditava e seu coraçãozinho pulava por dentro. Como assim foi tão maravilhoso para ele? Quer dizer, foi para ela também, mas ela é uma fã que já caiu no encanto dele e apenas se arrebatou com seu beijo. Ela para ele era apenas uma estranha que cruzou na rua, mas ele não lhe cortou! Não cortou!

— Por que é a verdade! Eu entrei em conflito na hora de editar o vídeo, por isso atrasei na postagem. Não consegui inclui você, pois meio que senti ciúmes. — Ele gesticulou com as mãos. — Eu queria te guardar num potinho só para mim... Embora seja crime, mas ao menos eu pude imaginar, mas não foi nada demais tá?! Eu não sou nenhum perseguidor. — Se atrapalhava. — T-Tudo bem que eu te procurei nas últimas semanas e vim aqui, mas eu só queria explicar. Eu...

Lucy começou a rir, sua risada transmitia felicidade e aquilo aqueceu o peito de Natsu, aumentando sua circulação e fazendo o sangue subir a cabeça. Corou tapando a boca.

— Eu estudo em um internato, por isso você não me acharia assim, tão fácil.

— Agora eu sei... — Se entreolharam. — Me desculpa?

— Eu acredito em você, não precisa se desculpar. — Corou. — Obrigada por ter vindo me explicar, desculpe ter sido grossa antes. — Natsu concordou e depois daquilo, eles permaneceram estagnados até um quebrar o silêncio.

— B-Bem, então... Eu... — Ele começou. — Acho que já ficou meio na cara que eu tô na s-sua... — Coçou a bochecha esquerda.

— Na minha? — Lucy entendeu algo, mas as palavras dele não eram muito concretas.

— Acho que me bateu algo novo sabe? Algo por você. Eu até olhei para trás depois que demos as costas... — A fitou. — E você?

— Eh? — Tremeu.

— Você olhou para trás? — Houve um tempinho de silêncio antes dela responder.

— Olhei. — Confessou colocando a arma no lugar e desistindo do jogo.

— Luce. — Voltaram a se entreolhar. — Gostaria de te conhecer melhor. Conversar mais. Ter uns encontros se quiser... Talvez, se tudo corresse bem, namorar.

— Namorar?! — O coração dela saltitou, mas sua expressão de alegria foi desmanchada. — Seria tão maravilhoso... Mas eu estou interna num colégio e só posso sair duas vezes no mês, você não poderia ir me ver sem o consentimento dos meus pais, além disso é proibido qualquer troca inapropriada dentro da escola. Você se cansaria...

— Como eu disse, podemos conversar por mensagens, ligações. Podemos sair quando você estiver livre e se a gente namorar eu farei o possível para pedir aos seus pais. — Sorriu meio triste. — Não me dá um fora, por favor, eu nunca senti isso antes por uma menina... Ao menos vamos tentar.

— Estou com um pouco de medo, eu nunca fiz isso antes...

— Eu também nunca saí com uma garota antes. — Fez cara de pensativo. — Bem, eu já saí com algumas amigas, mas elas não contam, pois nunca teria vontade de beijá-las. — Foi aí que teve uma ideia. — Está livre agora não é? — Ela concordou. — Então, tenha um encontro comigo agora.

— Agora? Aqui?

— Sim. Eu nunca vim nesse GameStation, você poderia me mostrar o que gosta de ir sem ser os zumbis. — Cruzou os dedos enquanto Lucy pensava e nem piscou ou respirou quando ela estava prestes a responder.

— Tudo bem, isso seria divertido.

— YES! — Ele saltou animado conseguindo mais uma vez arrancar sorrisos dela.

— Então... Por onde eu deveria começar... — Ela estalou os dedos. — Já sei! Vem comigo!

E no momento seguinte estavam na fila para os carrinhos de bate-bate, parecia um tanto constrangedor ao rosado, eles eram os maiores da fila, mas não era como se aquilo o incomodasse. Foram na rodada seguinte, cada um em seu próprio veículo tentando desviar da criançada e bater somente em si.

Natsu admitiu que era vencido por ela, o fato de fazer anos sem ter brincado deste poderia ser uma desculpa válida, mas o real motivo era seu estômago embrulhado. Minutos depois Lucy o arrastou para a barca, não parecia ser tão enjoativa quando ele via de fora, mas no momento seguinte em que sentou na ponta esquerda ao lado dela e o motor foi ligado, sua cabeça gelou junto das entranhas.

A sensação de queda livre lhe parecia pior, ele segurava na barra com força e buscava não gritar para Lucy fazer o mesmo ou iria morrer, pois a loirinha se manteve de pé com os braços erguidos sem nenhum medo de cair ou ser arremessada para marte.

Quando o brinquedo parou seus movimentos de ida e volta, os mais velhos foram os últimos a saírem devido ao fato de Natsu ter se fundindo ao assento.

— Você realmente não vai vomitar, não é? — Lucy duvidava, a face do rosado estava mais amarelada que a cor de seus cabelos.

— T-Tudo bem. Eu estou bem. — Ele se abraçava. — Só havia esquecido o motivo de ter desistido dos parques...

— Hm... — A Heartfilia tocou seu queixo e observou o teto por alguns minutos. — Eu estava pensando em te levar no carrossel agora.

— Você tá brincando comigo né? — Ela riu da forma espontânea pelo qual ele usou na frase.

— Estou. Acho que tenho um jogo de adulto para você. — Colocou as mãos na cintura e sorriu para ele.

— É? — Natsu a olhou torto. — Qual?

— Aero Hockey.

— Agora você tá falando a minha língua.

[...]

 

— Nunca pensei que fosse ganhar sem levar um único gol de você. — Lucy debochava de um jeito íntimo, caminhando ao lado dele.

— Olha só, eu machuquei meu dedo tá?! — Ele tirou a mão direita do bolso e fez cara de dor.

— Não tinha sido uma câimbra?!

— L-Luce, você não precisa ficar lembrando tudo que eu falo. — Suplicou se fingindo de ofendido e avistou um quiosque e sorvete. — Quer tomar um? — Ela confirmou.

— Mais cedo eu acabei derrubando o meu...

— Quando se escondeu de mim feito uma gatinha assustada. — Foi empurrando de leve.

— Para seu bobo.

Andaram juntos até o local. Enquanto Natsu tirava a carteira do bolso, Lucy conferia o horário em seu celular.

Ele pediu dois sorvetes na casquinha, um de morango e outro de banana ao perceber que faria graça pela cor dos cabelos de ambos. Tomaram a delícia gelada sentados em um banco próximo enquanto conversavam mais sobre si mesmos e ao terminarem ela deu a fadiga notícia.

— Em breve eu terei de ir ao internato... — Sorriu tristonha. — Eu me diverti muito.

— Esse tal internato é muito longe daqui? — Ela negou. — Gostaria que eu te acompanhasse? — Foi sugestivo.

— Acho que seriam uns vinte minutos de caminhada e dependendo da velocidade eu chegaria por um triz.

— Posso te acompanhar? — Se entreolharam. — Podíamos conversar mais no caminho.

— Seria ótimo.

[...]

 

A calçada pelo qual andavam se estendia como um tapete. Ao lado direito via o asfalto, pessoas praticando corrida e ciclismo. Carros e motos num tráfego calmo e as ruas permaneciam iluminadas por postes quase gigantescos e potentes.

Ele olhava para o céu de vez em quando, talvez buscando alguma estrela, mas nada via. Era apenas um escuro céu com algumas nuvens iluminadas pela luz lunar. Voltou a olhá-la, Lucy andava com calma mantendo seus braços cruzados.

— Está com frio? — Mal deu tempo para ela responder e lhe envolveu com seu cachecol. Ambos coraram. — B-bem, se não quiser usar...

— Obrigada. — Olhou para seus pés e esquivou-se até a face dele, quando notou seu rosto virado, ajeitou melhor o lenço em si e pôde sentir a fragrância do mesmo. Quase suspirou alto, quase.

Havia um silêncio incômodo entre ambos, infelizmente devido a fatos fáticos de um futuro que nem sequer podiam dizer que afetaria sua relação.

Lucy contou sobre seus pais viajarem por todo o mundo, sua mãe era modelo e o pai administrava toda a parte burocrática, ela poderia está com eles, pulando aqui e ali, mas preferiu um local fixo.

Seus planos depois do ensino médio eram ir embora para o exterior, cursar design de moda e se tornar uma estilista. Dentro de um ano e alguns meses iria embora do país e não sabia se voltaria ao mesmo.

— Que tipo de curso você vai fazer? Você já vai se formar né?! — Tentou puxar um assunto novo. — Vai, eu te falei bastante sobre mim. — O ouviu suspirar.

— Desculpa... — Natsu colocou suas mãos nos bolsos. — Eu vou continuar morando com meu pai, trabalhar com ele em meio período em nosso comércio e cursar computação gráfica.

— Falando nisso, como você resolveu criar o canal? — Ela chutou uma pedrinha que parou metros depois, bem diante de Natsu.

— É uma longa história. — Ele chutou a mesma pedrinha, mas desta vez se perdeu na pista escura.

— Você é nenhum pouco bom em jogos.

— Como você descobriu meu segredo? — Disse quase espantado. Ela riu baixinho. — Minha professora de literatura nos passou um trabalho sobre comunicação e expressão, eu e meus colegas de equipe decidimos gravar um jornal fictício.

— Que trabalho legal, eu estou fazendo um portfólio sobre todas as aulas. — Ela fez um bico de birra.

— Toda a turma curtiu, acho que foi a primeira vez que agradei aquela professora. — Deu de ombros. — Falaram que deveríamos postar no youtube... Ai nossos amigos compartilharam, a escola toda viu, os amigos destes amigos viam e compartilhavam... Então acabou que me pediram um novo... Aí estou aqui até hoje...

— Nem foi tão longa. — Seus ombros roçaram naquele momento.

— Por que eu encurtei, se fosse falar tudo, seria preciso fazer um filme. Dois filhos de Francisco.

— Que tosco. — Gargalhou tentando ao máximo se conter o som com as mãos.

— Não reprima sua risada, Luce... — Ele tocou o dorso de sua mão direita e trouxe em sua direção com leveza, olhando-a com admiração. — Ela é muito linda de se ouvir.

O rubor foi perceptível nas bochechas alvas, ela concentrou-se no toque terno e caloroso que as mãos tinham, mas quando notou a distância começa a ser quebrada, voltou a encará-lo.

Ele ia beijá-la novamente? Talvez sim. Ela estava preparada? Talvez não. Mas embora houvesse conflitos interiores sobre aqueles sentimentos recém-descobertos, Lucy acreditava que a paixão trazia isto. Sempre esperou experimentar algo do tipo e estava ali, acontecendo. Mas antes daquilo tudo continuar, todos os postes da rua apagaram-se e tudo que os iluminou por uns instantes foi o farol da moto quando cruzou a pista brevemente deixando-os atrás.

— Será que foi um apagão?! — O rosado deixou suas mãos abaixarem enquanto olhava aos arredores. Não soltou a mão dela.

— Pelo contrário... — Lucy chamou atenção dele, embora não conseguissem se enxergar direito. — As estrelas acenderam. — Ambos perderam alguns minutos fitando o céu.

Não era nada particularmente incrível como se podia encontrar em fotos pelo google, mas aquele parecia especial de alguma forma.

Ela notou quando a palma áspera apertou mais sua mão.

— O que você pretende comigo?

— Neste momento?

— Sim, neste momento. — Sentiu a silhueta masculina virar para si.

— Eu quero sentir seu beijo. Te abraçar e te beijar novamente. Conhecer você e passar o máximo de tempo possível até você necessitar da minha presença. — Natsu deu um passo adiante. — E você? O que você pretende?

Lucy parou de respirar no momento, avaliando tudo aquilo.

— Quero ter seus lábios tocando os meus novamente. Sentir como seria receber seu abraço, pois eu gostei da sensação de nossas mãos dadas. — Suspirou. — Quero passar tempo suficiente contigo até que você se torne um motivo para eu voltar a Magnolia.

— Isto seria... Exatamente a mesma coisa... Suponho.

Eles riram juntos e definitivamente pareceu uma boa combinação.

Natsu soltou a mão feminina e deixou as pontas dos dedos correrem pelo braço dela indo direto a nuca. Quebrou toda a distância entre eles quando sua mão livre repousou na cintura fina.

Ela sentiu seus lábios secarem pela expectativa, o vento também não ajudava nada. Arrepiou com o toque da mão bem posicionada entre as mechas curtas e a outra passava uma segurança absurda. Fechou os olhos quando tocou a maçã do rosto dele e o trouxe até si.

Beijaram-se, com um atrito tão intenso que sibilavam juntos. Seus corpos estavam a poucos centímetros de colarem e a umidade do beijo já matava a secura de antes. Natsu chupou o lábio inferior dela com certa força, deixando um estalo surgir ao soltar.

— Gostou disso?

— Faz de novo.

Ele atacou novamente, concentrando-se apenas em um alvo, mas antes de soltar, mordiscou com leveza para em seguida depositar três selinhos nela.

Natsu a envolveu com os braços, gostando do contorno de seu corpo. Podia sentir o cheiro de seus cabelos e quase fungou descarado. Era o tipo de aroma inédito as suas narinas e rezava para sentir apenas nela. Ele tinha as mãos em suas costas e passou a puxar delicadamente os fios loiros que permaneciam presos no fim da trança.

— S-Sabe que isso arrepia? — A testa dela pairava em seu peito.

— Sei. — Riu. — Mais um beijo? — Ela concordou com um maneio e Natsu encostou suas testas quando Lucy ergueu a face. Ele roçou seus narizes e os lábios pela bochecha macia e beijou o canto da boca dela, depois o outro.

— O q-que você tá fazendo?! — Corou por ter gaguejando, mas não era algo que pudesse evitar. Tudo que o rosado fazia era bastante mágico. Podia ficar horas ali, perderia o tempo facilmente.

Enquanto aproveitavam um ao outro, só perceberam a volta da iluminação quando uma voz estranha e brincalhona debochou de ambos se pegando na rua.

Lucy enterrou seu rosto no peito dele, totalmente constrangida. Naquele instante ela se assemelhou a uma tartaruga enquanto Natsu era seu casco, estava agradecida por tê-lo a protegendo.

— Queria ficar mais tempo agora. — Ele disse.

— Eu também... Mas já está em cima da hora...

— Un-hum.

— Será que tem alguém nos olhando? — Ela o sentiu mover seu rosto.

— Tudo limpo por enquanto.

Lucy suspirou e se afastaram, mas deram suas mãos em seguida. Caminharam mais uns cinco oito minutos antes de estarem frente da entrado para o internato. Havia um porteiro que observava os dois com expressão séria, mas Natsu o ignorou, preferia admirar aquela feição delicada. Ele tocou sua bochecha e beijou sua testa.

— Senhorita. — O segurança alertou, estava para fechar as grades.

— Vai ficar tudo bem? Como vai voltar para casa? — Adentrou e o portão foi fechado, mantendo-os separados embora bem próximos um do outro.

— Eu vou pegar o circular, não se preocupe, eu... — Parou quando viu o ônibus que deveria pegar. — É aquele. — A fitou e sorriu. — Até logo, Luce.

— Até logo Natsu. — Ela o assistiu correr, atravessando a rua e dando-lhe vários acenos de despedida.

Quando ele entrou no transporte, correu para a janela mais próxima e gritou:

— Luce, tome conta do meu cachecol, por favor!

— O q- — Foi aí que notou, ele tinha se esquecido nela. — Tudo bem!

— Na próxima vez eu vou pega-lo! — Foi à última coisa que disse antes de sumir, deixando-a corada.

— Espera um pouco, Natsu! — Lucy deixou seu corpo amolecer, só ficou de pé graças à grade que segurava. — Ele não deu o número do celular... — Choramingou.

— Senhorita, é melhor não se demorar a entrar. — Falou o segurança que pouco depois começou a se afastar, estava na hora de trocar o posto.

— Como vamos nos encontrar?

Naquele instante os galhos da árvore ao lado foram chacoalhados e a loira ouviu uma voz familiar.

— Sério que você não tem ideia de como? — Cana saltou, caindo agachada, disfarçando sua entrada atrasada e triunfal do novo segurança que dava sinais de proximidade. — Shh, eu cheguei com você. — Lucy riu.

— Você não tem jeito.

— E você muito menos, como não pegou o número do carinha depois daqueles amasso na rua? — A loira corou.

— Você viu? — Seus lábios tremiam de vergonha.

— Eu tenho fotos de hoje. O vídeo do seu primeiro beijo. O contato pessoal dele. — Enquanto a morena falava, a loira era soterrada por rochas.

— Você é uma diaba... C-Como tem isso tudo? — Lucy retorceu a boca. — Eu não me surpreendo com nada mais vindo de ti, já percebeu? Tem dedo seu no encontro de hoje né?

— Talvez... — Murmurou enquanto continuava desfilando. — Dei seu número para minha velha conhecida que é por acaso, a melhor amiga dele, então ele vai te atazanar. Relaxa.

— Você é incrível.

— Sei que sou. — Pouco depois a morena prosseguiu. — E você me deve.

— Amizade não paga? — A loira arriscou e obviamente recebeu um gesto negativo. — Tão delicada.

Lucy sorriu e suspirou lembrando-se dos momentos com ele, puxou seu cachecol para perto e respirou seu aroma, só parou quando o celular vibrou e logo, seu coração vibrou. Era ele e dizia:

— Vou me lembrar de hoje para sempre. Eu não pensei em nada melhor que esse clichê... Mas é verdade. — Lucy riu e respondeu.

— Eu sinto exatamente a mesma coisa.

— Essa frase vai virar nosso bordão.

— Sim, ela vai.

Fim.

 


Notas Finais


*--* hehe o/ Foi um prazer escrever essa two-shot.
:v eles tiveram música tema ahuah e de novo a Fadatail me dando as músicas certas mds, mas eu resolvi não por letra no meio rs mesmo assim só quis dizer XD

Link: https://www.youtube.com/watch?v=ccMlCsl6G5E

OBS: Neste mês eu ainda estou comprometida a postar uma one-shot de terror que estou combinada com umas amigas, então esperem a semana do terror com 7 escritoras e 7 casais, sendo um Yuri :v quem me conhece pega a referencia auhauhuahua até dia 27
Agradeço por terem lido, muito obrigada ^^ <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...