História Exate - Capítulo 7


Escrita por: ~, ~ShiroKohta e ~moonshiro

Postado
Categorias EXO, Sense8
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Lay, Sehun, Suho, Xiumin
Tags 2ho, Chani, Kaisoo, Layhun, Sense8!au, Sexing, Sookai, Xiubaek
Visualizações 156
Palavras 6.055
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá galerinha do mal!
Atrasado por motivos de: Não sei. Acho que virou um padrão de atraso comum (?)
Mas sês perdoam a gente né?
Enfim, não vou alongar muito as notas inicias PORQUE ESSE CAPÍTULO TEM MUITO TIROOOOOOOO
TE AMO VOCÊS
Boa leitura!

Capítulo 7 - Orexígenos


Fanfic / Fanfiction Exate - Capítulo 7 - Orexígenos

 

Paris, França. XX:XX


 

A francesa estava sentada em uma das cafeterias em frente a tal famosa Torre Eiffel. Mexia a colherzinha em seu café, totalmente distraída. Estava sentada em uma das mesas mais distantes, quase num cantinho escondido enquanto fitava um ponto qualquer sem estar visualizando de fato. Estava preocupada com algumas coisas que vinham acontecendo nos últimos dias e cogitava sair da França nos próximos dias pelo menos até que a poeira abaixasse um pouco.

— Você fica sofrendo com dor no estômago depois mas não abre mão do café. Que coisa feia, tsc — A mulher ergueu os olhos e abriu um imenso sorriso ao ver quem falava. Olhou para os lados e ao perceber que ninguém lhe fitava, abraçou a outra mulher com um sorriso sincero nos lábios.

— Então vocês decidiram vir me ver. O que me deixa chocada é que nos ligamos pela mente e ainda assim vocês não dão as caras! Os piores amigos de um cluster que eu poderia ter — A francesa disse num bico, vendo o coreano abrir um sorriso e lhe abraçar também, ainda que não estivesse ali fisicamente.

— Levamos a sério a ideia de não se conectar por hora depois da última reunião. Não queríamos colocar ninguém em risco — Jongdae pontuou e a francesa fora forçada a concordar — Porém, me diz quando nego alguma coisa para a Tarcila.

— Você é um pau mandado, Jongdae — Brincou enquanto via a brasileira jogar os fios negros para trás dando ênfase no que havia dito — E por que a Tarci queria tanto me ver?

A garota não disse nada, apenas ergueu a mão direita mostrando o anel em seu anelar com o maior sorriso que poderia ter nos lábios carmim. A francesa levou a mão aos lábios levemente surpresa, mas logo abriu um sorriso tão largo quanto o da amiga e pulou em cima do casal, apertando-os contra seu corpo.

— Eu não acredito que meu casal vai se casar! Eu to tão feliz por vocês — Ditou animada, voltando a sua cadeira antes que chamasse atenção já que para quem visse, ela estaria sozinha.

— Não queria muito né? Mas bichinho, saiu da Coréia para o Brasil só pra ficar comigo… Tinha que reconhecer seu esforço — A morena ditou baixinho enquanto o Kim mostrava sua maior expressão indignada.

— Também não caso mais.

— Você não vive sem mim, ChenChen.

— Ai casal, nem comecem — A garota revirou os olhos e ambos riram — Mas estou realmente feliz. Faremos o casamento mais incrível do mundo! E ah… Eu tava com tanta saudades de vocês!

— A gente também tava com saudades de você, Belli.


 

 

Colorado, EUA. 20:30


 

Um jazz suave tocava no recinto, o chef de cozinha transitava pelo apartamento vestindo um pijama de seda cinza, os pés descalços contra o chão frio de mármore. Com uma taça repleta de vinho na mão caminhou tranquilamente até o pequeno escritório que tinha na casa, contornou a mesa de madeira e se sentou na poltrona de couro sorvendo um gole generoso da bebida. Kyungsoo tirou a pasta preta de dentro da gaveta na mesa de mogno em seu escritório, seus dedos deslizaram pela maciez dos sacos plásticos transparentes que tinha dentro. Cada saco tinha um documento diferente. De laudos periciais, a reportagens que abordavam o assassinato de seus pais, possíveis suspeitos que Kyungsoo sabia que não eram de fato os culpados, para por fim ter as fichas dos homens de fato eram responsáveis. Ali também estavam todas as fichas dadas a si pela Luna, todos os homens e mulheres que tiveram alguma participação nem que fosse mínima sequer na morte de seus pais e que encontraram o inferno por suas mãos. Ainda faltavam alguns e nem todos o jovem Do tinha uma lembrança concreta, por isso recorria a ajuda da garota hacker e seus amigos encrenqueiros, mas no meio disso tudo tinha um que não esquecera, que recordava do rosto pois fora o que lhe poupara a vida e parecia que o garoto JongIn o conhecia.

— O que você está fazendo?

A voz de sotaque forte o pegou de surpresa. Kyungsoo fora rápido em guardar a pasta de volta na gaveta e então encarou o morrendo a sua frente. JongIn continuava bonito como das últimas vezes que o vira, vestia um jeans apertado, um suéter de lã branco e uma jaqueta de couro por cima, seus cabelos castanhos estavam em um topete que o deixava com o ar mais maduro.

— Nada demais. O que faz aqui?

Desconversou observando ele cruzar os braços e se sentar em sua mesa lhe olhando com um sorriso sacana nos lábios carnudos.

— Não sei. Talvez estivesse pensando em você, o Sehun me disse que essas conexões acontecem geralmente quando pensamos um no outro ou precisamos de ajuda.

— Sehun?

— É, existem outros sabia? E talvez nos conectaremos com todos eles. Sehun é um garoto da Escócia, ele tem a mesma idade que eu, é um pouco calado, mas nos demos bem — JongIn respondeu escolhendo se mexer, ele contornou a mesa indo parar ao lado de Kyungsoo que prendeu a respiração quando o moreno se esgueirou no espaço entre suas pernas e a mesa se sentando na sua frente — Seu restaurante não abriu hoje?

— Não. Estamos fazendo uma pequena reforma, vamos abrir uma nova ala no segundo andar.

O Americano conseguiu responder, mas sua concentração estava toda nos movimentos alheios. Seus olhos escuros atentos em um JongIn lhe tomando a taça de vinho da mesa e bebendo todo o líquido vermelho, seu pomo de adão se movimentado a cada gole e talvez não fosse intencional, ou talvez fosse, mas estava deixando Kyungsoo quente.

— E você? Não corre hoje?

— Não. Quer passear de moto?

— Não — Do respondeu empurrando a poltrona para trás e se levantando. Estava difícil se manter na posição sem fazer alguma coisa e precisava colocar uma distância entre os dois. Caminhou até a saída do escritório, cortando o corredor em direção a sala.

— Vamos lá Soo, vai ser divertido, posso te mostrar minha cidade — Ignorou  o outro abrindo a porta da varanda com o intuito de se sentar na cadeira que ali tinha, mas JongIn não parecia que iria desistir e segurou seu braço o puxando antes que saísse — Soo, por favorzinho.

Ele olhou pra cima encarando o bico que havia se formado nos lábios do moreno e suspirou resignado.

— Eu vou se você me responder uma pergunta, sem me questionar o porquê dela.

JongIn concordou com um aceno de cabeça.

— Aquele homem Joey Barton, ele sempre trabalhou para seu pai? Ele por um acaso tem alguma ligação com a Bifrost?

O Kim franziu o cenho para suas perguntas, Kyungsoo o encarava sério não demonstrava nada na expressão, mas por dentro estava ansioso, precisava saber daquela informação para entender melhor tudo o que lhe havia acontecido no passado.

— Ele trabalha para meu pai desde que nasci — JongIn ditou pensativo — E meu pai é acionista da Bifrost, pelo menos era quando eu ainda vivia debaixo do mesmo teto que ele.

Kyungsoo encarou o Kim por alguns segundos sem saber o que tirar de sua resposta. Não fazia sentido algum para si, como também o fato de uma empresa de medicamentos ter tido um contrato com seu pai. Havia ainda muitas peças a serem desvendadas no quebra-cabeça e parecia que apenas se vingar não era o caminho que deveria seguir. Por fim suspirou e sorriu para o maior, afinal promessa era dívida.

— Vamos dar uma volta.


 

Depois de bem arrumado e agasalhado Kyungsoo se pegou em uma garagem escura repleta de ferramentas e ferro velho. Em seu centro uma moto de corrida bem polida nas cores azul e branco destoava o lugar.

— Eu nunca andei de moto, então vá devagar — Kyungsoo ditou sentando na garupa da motocicleta enlaçando os braços na cintura de JongIn que riu.

— Devagar? Eu não conheço essa palavra.

A moto deslizou pelas ruas movimentadas a toda velocidade, ignorando quaisquer leis de trânsito JongIn guiou a motocicleta pelas ruas de Londres a toda velocidade. Conhecia cada curva, cada sinal e quebra-molas com a palma da mão e principalmente sabia onde as autoridades ficavam e era bom em desviar para não ser pego. Atravessou a London bridge a todo vapor, o vento frio lhe açoitando a pele de forma refrescante os braços fortes de Kyungsoo se agarraram a sua cintura quando fez uma curva brusca, quando vieram parar o Do tinha o rosto vermelho e os olhos escuros arregalados em total descrença.

— Divertido certo? — JongIn perguntou sorrindo.

— Você é louco, achei que iríamos morrer.

O moreno riu e puxou o mais baixo para segui-lo por entre as ruelas da cidade, ele havia dito que queria mostrar sua terra natal ao outro, mas não queria fazer o óbvio que era levá-lo para passear pelo Big Ben ou pela roda gigante bem às margens do Tâmisa apelidada de London Eye.

Caminharam lado a lado pelas margens do rio Tâmisa até verem uma construção medieval, um pequeno castelo no meio da cidade, não havia ninguém à vista o horário de visitação já havia passado há muito tempo.

— Essa é a Torre de Londres, meu lugar favorito. Durante muito tempo ela foi usada como prisão para os traidores e inimigos do reino, diz uma profecia que quando os seis últimos corvos abandonarem a Torre de Londres será o fim da cidade.

JongIn ditou se esgueirando por entre uma brecha nos portões fechados por correntes e cadeado e Kyungsoo apenas o seguiu.

— Eu costumava vir aqui quando era criança com a minha mãe, depois passei a vir sozinho quando queria fugir dos meus problemas.

Eles caminharam por uma trilha de cascalho, o castelo estava iluminado apenas com alguns refletores lhe dando um ar sombrio, atravessaram um jardim em direção a duas estátuas, uma representava um leão e outra uma leoa, os dois pareciam caminhar tranquilamente em posição de ataque como se estivessem espreitando uma presa, mas naquele momento apenas guardava uma ruína de um calabouço a sua frente. JongIn segurou a sua mão e  puxou para se sentar entre as duas estátuas de pedra.

— Não é perigoso ficarmos aqui expostos? Os guardas podem nos pegar.

— Eu tenho decorado os horários deles. Eu venho aqui há anos e ninguém nunca me pegou e não vai ser hoje.

— E o que fazemos aqui?

— Estamos relaxando Kyungsoo, admirando as estrelas, veja como as ursas e a constelação de capricórnio brilham para nós dois.

Ele olhou na direção que o dedo indicador de JongIn apontava e riu baixinho, porque de jeito nenhum que brilhando ali no céu era a constelação de capricórnio, não tinha como ser. Mas conseguia ver claramente a ursa menor, as três marias e a ursa maior.

— Eu costumava sentar aqui, entre esses dois caras e pensar, o porquê da minha vida ser tão fudida. Hoje em dia eu só venho para admirar as estrelas mesmo.

Os olhos escuros de Kyungsoo se perdem no céu banhado de estrelas, era engraçado como depois de adulto você não conseguia encontrar tempo para admirar as coisas simples da vida, a quanto tempo ele não sentava assim ao ar livre e apenas se deixava devanear? Aprendera a crescer rápido demais e havia perdido a inocência e a vontade de sonhar. Ele tirou os olhos da ursa menor e se virou para encarar Kim JongIn. Se deixar encantar por um garoto que aparecia apenas na sua mente era algo surreal demais, porém o inglês tinha algo em si que Kyungsoo havia perdido há muito tempo, JongIn era banhado por malícia, mas também era agraciado por inocência e doçura. Ele tinha um olhar que dizia ter aprendido muitas coisas a duras penas, mas que também não havia se deixado consumir pela escuridão.

— Eu sei que sou bonito, mas você está me deixando constrangido sabia?

JongIn sussurrou próximo demais e Kyungsoo se mantivera tão distraído que não percebera que o moreno agora estava perto demais, se ele se mexesse, seus narizes acabariam se tocando.

Ele não soube ao certo quem fez o primeiro movimento, se fora ele ou se fora JongIn e se tinha alguma dúvida que o outro era real, não tinha mais. A mão na sua nuca era fria assim como os lábios nos seus. Mas Kyungsoo não se importou nem um pouco em sentir a leve aspereza dos lábios rachados do mais novo nos seus, não quando se sentia quente por todas as direções como se uma descarga elétrica consumisse seu corpo que desejava por mais. Suas mãos se embrenharam nos cabelos castanhos alheios puxando JongIn para mais perto de si, entreabrindo a boca e permitindo a língua alheia batalhar contra a sua em uma dança sensual. Não precisava de comprovação de mais nada, não precisava entender a nada, só queria poder beijar Kim JongIn até o amanhecer.



 


 

Lyon, França. 14:31

 

Em um momento muito raro, o Byun estava sentado em uma das cadeiras existentes na varanda de sua casa, tomando um pequeno gole de vinho dos poucos momentos que seus pais o permitia. Era Páscoa e por isso estava distraído vendo algumas crianças ainda correndo pela rua atrás de seus ovos de chocolate.

De maneira geral, se sentia tranquilo. Gostava de feriados porque significava que não precisaria pisar na escola e poderia ficar no conforto de sua casa e de suas máquinas. Os machucados que tinham em sua pele já sumiam quase por completo e a única coisa que rondava a sua cabeça era tentar entender aquelas ligações telepáticas estranhas que estavam acontecendo. Realmente achava que era m x-men, mas como nem o professor Xavier e nem o Wolverine apareceram para lhe buscar, aquela teoria caía por terra.

— Você deve ser o Baekhyun — Ouviu uma voz dizer ao seu lado, no francês mais carregado se deparando com o jogador de futebol do time que seu pai torcia.

— Suho?

— Oh, você me conhece! — O jogador ditou animado — É meu fã?

— Meu pai, na verdade. Eu não sou fã de futebol. Desculpe — Disse num meio sorriso — Como sabe o meu nome?

— Por causa de um americano que me ligo normalmente, o Chanyeol. Ele perguntou de você num dia desses e como você é francês descendente de coreano, imaginei que fosse você!

— Ah, o Chanyeol. Ele é uma pessoa legal. Queria que ele fosse meu professor. Ele parece ser bem legal em sala de aula. Você se conectou com alguém além dele?

— Só você, hoje. Acho que pela calmaria do país e porque fiquei curioso sobre você desde que ele comentou. E você?

— Com ele, você e um alemão chamado Minseok. Ele é traficante, mas é gostoso pra caralho. Estava com raiva dele, mas a gente meio que se resolveu e tudo que eu queria era sentar nele. Mas ele fica me chamando de pirralho!

— Se ajoelha na frente dele, dá aquela chupada e diz que o pau dele é chupeta já que ele te chama de pirralho — Ditou sério, mas acabou ambos gargalhando quando um olhou para a cara do outro — Mas sério, eu te entendo. To meio que numa situação parecida. Sabe o MinHo do Paris?

— Não. Desculpa. Só te conheço porque meu pai é super seu fã.

— É um gostosinho ai, enfim… Queria muito sentar nele também mas ele é um otário. Desisti. Sou bonito demais pra ficar me arrastando por um infeliz só porque ele tem um abdômen legal.

— Nossa, nem me fale. Eu vi o do Minseok e só queria esfregar minha cara ali. Ainda mais quando ele tá com aquela cara de mal de quem vai matar qualquer um — Suspirou baixinho e novamente ambos riram — Parece que falando assim é só um interesse sexual né? Mas sei lá, ele desperta algo em mim. Não sei se pela pose séria ou se é por causa dessas ligações mentais. Eu queria me aproximar mais dele, de alguma forma, e fazer com que ele percebesse que eu sou mais do que uma criança.

— Eu tenho certeza que sim. Você tem o que? Dezoito?

— Dezenove.

— Dezenove e parece ser muito mais maduro do que eu com meus vinte e quatro anos na cara — Confessou em meio uma risada, levando um chocolate a boca.

— Ele tava com uns problemas ai de carga roubada, sei lá. Ai tava muito nervoso e meio agressivo. Então, não achei que dava pra fazer muita coisa, ainda que eu tenha tentado ajudar ele resolver essas coisas e ele até conseguiu.

— Pede uma recompensa pela ajuda!

— Pensei em fazer isso. Mas acho que ele não vai me levar a sério. E nunca me envolvi com muitas pessoas, não é como se eu soubesse seduzir um cara.

— Não precisa seduzir ele. Só se mostre decidido do que quer. Se ele levar na brincadeira, chegue mais perto, atice. Coisas assim… Deixa ele cercado contra uma parede e se ele engolir em seco, é porque ele quer! Ai, você só precisa jogar mais alguns verdes e vai ter o alemão todinho para você.

— Acho que farei isso. Digo, o que posso perder? Ele é uma ligação telepática, nem pode me matar. Digo, não que eu vá forçar ele a qualquer coisa, céus, não sou essa pessoa. Mas… Ah, você entendeu!

— Entendi sim — Riu baixinho, bagunçando levemente os fios castanhos do mais novo — Ta sendo legal se conectar com você. O Chanyeol só sabe gritar e chamar a noiva. Fora que ele nem é tudo isso pra eu ter uma paixãozinha como você ta tendo com seu alemão.

— Do que você ta falando? Eu sou gostoso pra caralho.

A voz grossa do Park ditou assustando aos dois.

— Ah tá, Chanyeol — O Kim ditou risonho vendo a figura que tinha acabado de surgir na varanda do Byun — Além do pau grande, o que mais você tem?

— Mas… O quê? — Indagou envergonhado, as orelhas completamente avermelhadas.

— Te vi tomando banho. A bunda é murcha e feinha, o tamanho compensa mas não sei se trabalha bem. Fora isso, você é bem médio, Park — Suho debochou, fazendo o americando ficar ainda mais vermelho e o Byun soltar uma gargalhada gostosa.

— Você não devia falar essas coisas na frente de uma criança, Jummyeon!

— Lá vem você também com isso de criança. Já tenho dezenove anos, que saco — O francês mais novo murmurou, cruzando os braços.

— O que você quer falar com a gente, Chanyeol? — Suho perguntou rindo apertando o bico que o mais novo tinha nos lábios.

— Lembra quando fomos naquele laboratório há três dias atrás? Recebi no meu email os resultados do teste que eu fiz. Ele tem um composto estranho que eu não conheço, mas que também encontrei em outro medicamento. Não tome em hipótese alguma e nem qualquer outra coisa que você receba da mesma fonte.

— Você acha que estão querendo me matar? Eu recebi de um patrocinador, a Bifrost.

— Bifrost?

— Isso. Enfim. Eu vou tomar mais cuidado e avisar a Belli a respeito. Desde que fui pego no antidoping na copa Sub-17, fico neurótico com essas.

— Tudo bem. E o MinHo lá?

— Quero mais é que ele se foda — Resmungou e Baekhyun acabou rindo mais uma vez. Nunca havia se sentindo tão bem com outras pessoas. Ainda que fossem pessoas apenas ligadas mentalmente, o francês mais novo se sentia sortudo. Finalmente conseguia estar perto de pessoas que não o intimidavam e ainda o faziam ficar feliz.


 

 

Berlim, Alemanha. 00:00


 

Um bar era consumido pelo fogo bem a sua frente como se não fosse nada, onde antes era um lugar onde as pessoas do gueto iam para beber, conseguir sexo fácil e drogas era reduzido a um montante de cinzas. As ruas antes lotadas de pessoas estavam vazias de curiosos deixando apenas ele e sua gangue. Minseok estava encostado no capô de sua pick-up, os olhos castanhos admirando as chamas. Pensara que reaver a carga roubada seria mais difícil do que imaginara, ele e seus homens não tiveram dificuldade em invadir o QG inimigo que funcionava em cima daquele bar, muito menos tiveram dificuldade ao atirar em cada um dos presentes ali, obviamente a droga não estava ali e sim em um galpão fora da cidade que havia sido posto abaixo logo cedo, o produto até mesmo já estava nas mãos de seus superiores. O que Minseok queria ali mesmo era vingança e dar um aviso para qualquer um que ousasse cruzar seu caminho e o da Tricalae novamente.

Saiu de perto do carro e caminhou lentamente até onde quatro homens estavam ajoelhados no asfalto, três deles de cabeça erguidas lhe encarando em desafio o outro de cabeça baixa, aquele Minseok conhecia bem, Keoff fora o líder do Setor 3 antes de Minseok aparecer e lhe tirar o posto.

— Uau! O próprio líder da gangue veio até nós, parece que o que roubamos é muito importante.

Um dos homens ditou debochado levando um chute no rosto por um dos rapazes de Minseok que estavam de tocaia.

— Qualquer produto nosso é importante. Vocês não acharam que eu não viria atrás de vocês não é? O que tinha na cabeça, Keoff?

Se dirigiu para o que estava de cabeça baixa que riu baixinho e por fim lhe encarou.

— Eu só queria te ver decair assim como eu fiz um dia.

— Você deveria ter dado graças a deus que te deixaram vivo! Mas eu não vou cometer esse erro, se tem uma coisa que não suporto são traidores.

— Isso não vai ficar assim, nossa gangue é tão grande quanto a sua, eles vão se vingar.

Minseok riu alto engatilhando a pistola, se tinha uma coisa que sempre ouvia era a tal da ameaça. Não tinha medo de perder a vida, se tivesse, não estaria nesse tipo de ramo, e aquela não seria a primeira vez que alguém lhe queria a vida.

— Últimas palavras?

Perguntou vendo o puro medo nos olhos dos homens a sua frente assim como puro ódio.

— Vá pro inferno.

Keoff ditou cuspindo no chão ao seus pés.

— Vocês primeiro.

O barulho dos disparos deflagrados ecoou por toda a noite junto com o barulho do fogo consumindo a construção. Tirar a vida de uma pessoa não era dos sentimentos mais confortáveis, mas Minseok já havia aprendido há muito tempo que não deveria pensar muito sobre isso, afinal a lei que governava ali era a do mais forte, se não fosse eles seria seus miolos que estariam espalhados pelo asfalto.

— Os queimem os três e o Keoff o deixem bem aí, para todos saberem o que acontece com quem tenta desafiar a Tricalae.

Murmurou dando as costas para a confusão e se dirigindo a seu carro.



 


 

Arizona, EUA. 20:02


 

Estava deitado na cama, sem qualquer vestígio de roupa e o corpo levemente orvalhado. A respiração estava calma, diferente de outrora, e os dedos compridos acarinhavam com calma os fios castanhos da noiva que estava com a cabeça deitada em seu peitoral igualmente desnuda.

— Qual o problema? — A garota perguntou de um tempo, erguendo a cabeça para fitar o rosto do outro.

— Uh? — Perguntou confuso, fazendo-a abrir um meio sorriso enquanto virava na cama para se apoiar melhor.

— Você tá distraído. Acho que você só se concentrou há minutos atrás porque minha boca é fantástica — Ditou baixinho e o garoto acabou rindo da outra.

— Desculpa. To pensando no meu aluno e no que eu estou pesquisando. Tem tanta coisa errada e isso está me incomodando. E acho que pode ter haver com essas pessoas que eu também consigo ver e ouvir mentalmente.

— Você reencontrou o garotinho que apanhou? — Perguntou realmente interessada e Chanyeol assentiu com a cabeça.

— Ele estava bem quando o vi. Encontrei ele e o francês jogador. Ambos estavam animados e ele já não tinha marcas, acredito que ele está bem ainda que eu ache que isso vai voltar a se repetir — Suspirou frustrado acabado por receber um leve beijo da noiva no peitoral.

— Então ele deve ser bem tratado em casa, não é? Cancelado então o plano de adotá-lo como filho?

— Você realmente estava pensando em adotá-lo?

— Claro. Todos os bolinhos fofos do mundo tem que ser cuidados — Disse sorrindo antes de receber um selar do outro — Mas o que você ‘tá achando exatamente?

— Não sei ainda. Sei que meu aluno está em estado grave e acho que o medicamento tem algo haver com isso. Na verdade, dei uma pesquisada e percebi que doenças estranhas estão aparecendo em alguns locais…

— Isso é estranho. Quando existem surtos de doenças, toda a fábrica se volta para estudo para fornecer novos medicamentos, o que não tá sendo bem o caso. Na verdade, estamos até com tempo livre, produzindo vitaminas e complementos alimentares para mandar pra África em parceria com o governo.

— E seu projeto?

— De limpar aquele medicamento novo? Desisti. Sério. Só volta mais e mais pior. Eu sinto que se eu continuar, vou criar uma bomba atômica em forma de cápsula. Alguém precisa demitir meu supervisor — Disse num biquinho enquanto o outro assentia.

No fim, ambos ficaram em silêncio, apenas curtindo o outro.

— Sabe Hani…

— O que? — Perguntou curiosa.

— A gente devia foder de novo. Agora — Ditou sério fazendo a garota gargalhar.

— Posso ser ativa dessa vez?

— Hani. Para de querer me comer, nossa, você me broxa.

— Meu amor, se você é broxa a culpa é totalmente sua — O tom fora totalmente sarcástico.

— As vezes, eu duvido que você me ama.

— Cala boca vadia, fica de quatro — Ditou enquanto deixava um tapa na coxa do maior que a olhou totalmente indignado fazendo-a rir outra vez.


 



 

Berlim, Alemanha. 04:50


 

Baekhyun estava frustrado, tanto que nem conseguira se concentrar em seu computador e invadir alguns sistemas para se distrair, fazia tempo que não quebrava códigos e desestruturava defesas de bancos e multinacionais porque não conseguia a paciência necessária. As palavras de Suho não saiam de sua mente, apesar de tosco o conselho do jogador de futebol não era de um tanto ruim, sabia que se não tomasse algum tipo de atitude não obteria o que queria com Minseok. E afinal, não tinha muito o que perder, o mais velho não poderia lhe dar um tiro como ameaçara antes, talvez ele pudesse pegar um avião e parar na França para fazer isso pessoalmente o que seria muito perigoso e muito do gostoso, ou Baekhyun mesmo poderia ir para na Alemanha. Ele tinha dinheiro, tinha o poder para viajar pra qualquer lugar do mundo num piscar de olhos era só invadir o banco de dados da companhia aérea, mas talvez não fosse uma idea inteligente, afinal Minseok tinha uma arma no alcance da mão.

O jovem grunhiu batendo a cabeça contra a mesa do computador passando as mãos nos cabelos, sem saber o que fazer de fato. Talvez só estivesse mesmo enlouquecendo.

— Você sente tanto a minha falta assim? — A voz de Minseok ditou ao seu lado o fazendo levantar a cabeça rápido e constatar que não estava mais em seu quarto e sim num canto abastado da boate do Alemão. Minseok tinha um copo de uísque na mão e encarava Baekhyun com um olhar divertido.

— Você não é lá essas coisas — Murmurou petulante, olhando com cuidado e curiosidade ao redor. Eles estavam no segundo andar da boate, lá embaixo na pista, muitas pessoas dançavam ao som de uma batida EDM. Do outro lado no mesmo andar tinha um bar e alguns homens que reconheceu das outras vezes que tivera ali, bebiam aparentando felicidade. Onde se encontrava com Minseok não havia ninguém, apenas o alemão sentado com sua bebida.

— Por que você está aqui sozinho?

— Não gosto de festas, mas não achei justo deixar meus homens comemorarem sozinhos, mas terminando esse drink eu vou embora.

— O que estamos comemorando?

— Meu sucesso. Lembra aquela vez que te pedi pra verificar umas câmeras nas ruas? — Baekhyun acenou encarando o mais velho com puro interesse sob a franja — Conseguimos recuperar o que havia sido roubado.

— Ah, então isso significa que você me deve.

Baekhyun ditou risonho passando o braço por cima dos ombros de Minseok, com a outra mão pegou o copo que o mais velho havia deixado em cima da mesa e levou aos lábios, mas logo desistiu da ideia de ingerir um pouco do conteúdo ao sentir o cheiro da bebida fazendo uma careta.

— E quem disse que eu te devo alguma coisa?

— Se não fosse por mim o lobinho não teria reavido a carga.

— Eu não sou lobinho, pirralho.

— Então prova.

Minseok ficou de pé assim que ouviu suas palavras e caminhou em direção ao outro lado para perto do bar e onde estavam as escadas. Observou o mais velho passar por seus homens que o cumprimentaram e quando chegou a descer dois lances de escada sorriu na sua direção. Baekhyun não sabia ao certo se deveria seguir Minseok ou dar o fora, mas como não era de dar o pé, ele seguiu o alemão por entre os corpos dançantes na pista.

 

O garoto o seguiu até a parte de trás da boate, não havia ninguém dentro do QG todos tinham sido liberados para comemorar, então caminhou livremente por entre os corredores mal iluminados até chegar onde queria. Abriu a porta de uma pequena sala que era usada para interrogatório e esperou Baekhyun entrar para então trancar a porta. Minseok sabia que estava brincando com fogo, mas nunca teve medo de se queimar de qualquer forma. Ou talvez as três doses de uísque que havia tomado fizeram efeito rápido demais lhe tirando o bom senso. A questão era que, o alemão queria a boca do Byun na sua e garoto parecia querer a mesma coisa e parecia não haver motivos plausíveis para negar. Empurrou Baekhyun contra a superfície de madeira não lhe dando muito tempo de reação, a mão direita firme em seus cabelos lisinhos empurrando sua cabeça para trás enquanto sua mão esquerda se fazia em um aperto firme na cintura do mais novo. Seus lábios foram de encontro a os do mais novo e lhe beijou como se dependesse disso para respirar, as mãos do francês parou na sua camisa lhe puxando para mais perto e Minseok encaixou uma perna entre as do mais novo enquanto sua boca abusava da do outro chupando e mordendo o Byun de forma lasciva. Um gemido longo e necessitado deixou os lábios finos do Byun quando o joelho do mais velho fez um movimento pra cima roçando contra sua ereção e Minseok parou. Ele soltou os cabelos castanhos e se afastou do corpo alheio, seus olhos finalmente pareceu enxergar sob a névoa de luxúria e seu cérebro percebeu o que estava prestes a fazer. Baekhyun a sua frente parecia a pura tentação do demônio, com sua boca vermelha e inchada dos beijos dados, a respiração ofegante e cabelos desgrenhados.

— Porra, que ‘cê tá fazendo Minseok.

O alemão murmurou baixinho finalmente colocando uma distância considerável entre ele e o francês.

— Acho melhor você ir embora Baekhyun.

— O quê?! Por quê?! MINSEOK! QUAL É!!!

O garoto gritou e Minseok apenas o ignorou por completo saindo da sala e voltando para o mundo real. Ele precisava ir pra casa, precisava de um banho gelado e dormir pra esquecer a burrada que quase havia feito.


 

 

Edimburgo, Escócia. 00:27

 

As mãos estava completamente trêmulas e levemente ensaguentadas. Os braços mostravam os mais diversos cortes que pingavam na cerâmica branca do banheiro que já perdia sua pureza por conta da navalha jogada no chão. O nariz estava vermelho e as lágrimas caíam incessantemente pelas suas bochechas.

Odiava aqueles momentos. Odiava quando aquele sentimento de descontrole lhe tomava conta. Não queria morrer. Mas sentia essa vontade absurda de se machucar, se ferir, na esperança de sentir alguma coisa, qualquer coisa que fosse diferente daquela angústia que lhe tomava o peito.

Mas nada parecia adiantar.

Nada adiantava.

Acabou por gritar alto no banheiro, chutando a própria porta enquanto puxava os próprios fios de cabelo, tirando tufos consideráveis do mesmo. Tão agoniante. Tão doloroso. Os soluços se tornavam mais altos e a vontade de simplesmente apagar, morrer ou qualquer coisa que tirasse a mente daquela psicose absurda se tornava totalmente gritante.

A gilete que jazia no chão fora pega rapidamente e quase automaticamente fora em direção ao pescoço. Sehun sabia exatamente onde devia cortar, lutava, sabia onde podia e não podia bater em seu oponente. Mas antes da pele sequer se tocada pelo metal, uma mão envolveu o pulso alheio parando o braço no meio do percurso.

Sehun levou os olhos marejados a frente até encontrar os olhos puxados do chinês de outrora que mostrava uma expressão totalmente preocupada. O escocês esperou o sermão unido de algo como “Você não deveria fazer isso”, mas não ganhou nada além do olhar compreensivo enquanto via a navalha sendo tirada de sua mão.

Yixing se permaneceu em silêncio por longos minutos, enquanto o polegar ia em direção a bochecha úmida do mais alto, limpando os resquícios de lágrimas que ali havia. Sentou o garoto na bacia sanitária enquanto mexia no pequeno armário do banheiro procurando antiséptico e pequenos curativos.

Com muito cuidado, passou a limpar e cuidar das feridas com a habilidade única que sua formação de médico havia lhe dado sobre o olhar atento do garoto que estava tão perdido com a mudança das coisas que seus sentimentos estavam numa total bagunça. O médico apenas se deu por satisfeito até ter certeza que não havia nenhum corte profundo e todos estavam devidamente cuidados.

— Vamos pro quarto? — Ditou pela primeira vez num tom baixo, pegando o outro gentilmente pela cintura para que o mesmo se erguesse.

Sehun ainda permanecia quase estático enquanto era levado para o quarto e deitado em sua cama. Viu o corpo do chinês tremer provavelmente pelo pijama e pela falta de costume com o clima sempre gélido da Escócia, mas não o viu ditar nada. Na verdade, Yixing cobriu o corpo do escocês com cuidado, fazendo um leve carinho sobre os fios claros recentemente pintados.

— Quer falar sobre o que está sentido? — Tornou a falar, vendo o Oh negar com a cabeça — Tudo bem. Não precisa fazer o que não quer.

— Por que você está aqui? — Finalmente falou, vendo o chinês sorrir.

— Acho que você precisava de mim.

— Você não pode me curar. Toda essa história de amor, carinho e amizade curam é falsa. Isso que eu sinto não é algo que possa passar com atenção. Meus pais me sufocam e nada disso muda.

— Não tenho a ideia romantizada de que amor cura tudo, se não, qual o sentido do meu diploma de médico? Mas sei que pode ser um apoio importante num tratamento adequado — Ditou em mais um sorriso, as covinhas aparecendo em suas bochechas — Você não faz terapia?

— Meus pais acham que não é útil. Remédios. Remédios. Sempre remédios.

— Entendo. Mas você precisa de mais do que simples drogas que te dopam, não é?

— Eu só quero fazer isso ir embora.

— Da forma como isso está sendo levado, só está sendo maquiado — Suspirou enquanto fitava a caixa de comprimidos no criado mudo do garoto — Eu não posso te ajudar como deveria. Não sou psicólogo e estou longe de entender a subjetividade humana. Mas podemos conversar até eu pensar em alguma forma de fazer você ter a ajuda adequada.

— Por que você está fazendo isso? Não é como se eu fosse muita coisa. O mundo não vai ser diferente se eu não estiver aqui.

— Sehun. Toda vida é importante. Toda. Pode não parecer, mas cada coração que bate tem uma importância para alguma coisa nesse mundo. Faço isso porque sua vida é importante. Você é importante.

— Você está errado.

— Não tenho a intenção de mudar sua ideia, querido. Estou falando no que penso e acredito — Respondeu gentilmente, acariciando sua bochecha mais uma vez — Eu sei que você não só é importante, mas também precioso.

Sehun permaneceu em silêncio, o olhar caído em qualquer ponto do teto.

— Quero dormir — Ditou depois de um tempo.

— Vou deixar você dormir — Yixing respondeu, levantando da cama, mas logo voltou a sentar quando fora puxado pelo pulso com um tanto de força.

— Pode me abraçar e dormir comigo? — A voz pediu quase frágil.

— Claro querido. Eu estou aqui — Respondeu dócil, deitando ao lado do garoto em sua cama, puxando-o para seu peito vendo-se aninhar quase como um gatinho indefeso.

— Xing — Chamou num tom quase infantil — Acho que não quero mais tomar meus remédios.

— Por que, meu bem?

— Acho que você é só uma invenção da minha cabeça. Fruto da minha doença. E eu não quero que os remédios te façam ir embora.

— Sehun. Nada me fará ir embora. Eu vou cuidar de você.

 


Notas Finais




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