História Expelled from Hel - Capítulo 2


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Hentai, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Jigoku


-Ei, garota? O que você acha que está fazendo?! – Bettany podia ser mais assustadora do que o imaginado. Permaneci calada. – Saia daí agora! – Ela me empurrou e eu caí de lado, machucando meu braço. Ela estava tão focada em Hel que não se importava comigo.

-Corre, Hel! – gritei, com esperança de que ela levantasse e fugisse. Permaneceu parada, do jeito que estava. – Ei... O quê está fazendo? Saia daí... – Mackenzie voltou a prender Hel.

Bettany pegou o próximo ovo e levantou sua mão, Hel estava de cabeça baixada chocada com tudo que estava acontecendo.

-Hihihi, agora você vai ver. – Britney disse, observando tudo.

Hel levantou a cabeça e olhou diretamente para Bettany, tudo parou, como se o tempo estivesse pausado, sua mão segurando o ovo estava parada, assim como seus olhos, arregalados. Não conseguia entender o que estava acontecendo, as duas se encaravam e nenhuma movia um músculo.

-Bett? J-Jogue logo esse ovo! O quê você está fazendo? – Mackenzie disse, irritada. – o mais inacreditável aconteceu naquela hora, Bettany abaixou sua mão e guardou o ovo.

-Vamos embora, meninas. – ela dizia calmamente.

-Quê? Você quer que depois de tudo isso que fizemos, deixarmos ela ir embora sem nada? – as garotas estavam se olhando, sem saber o que fazer. – Bettany hesitou todos os comentários e começou a andar, se afastando. Assim como as outras meninas.

Não posso mentir, eu estava igual elas, sem entender absolutamente nada. Hel começou a se levantar, olhou pra mim.

-Que garotas estranhas, não acha? – Hel me disse, dando uma risada. Ela não parecia assustada. Não respondi nada. – Que tal irmos até nosso dormitório? Está tarde e estou cansada.

Fomos juntas até nosso quarto, enquanto andávamos o silêncio dominou. Não sabia o que falar ou pensar no fato dela ter ignorado tudo que as meninas fizeram. Eu precisava tomar banho, estava andando na ponta dos pés para não sujar o chão de clara de ovo podre. Ao chegarmos, Grace e Jasmine ficaram aterrorizadas com o que estavam vendo, a menina mais famosa da escola no nosso quarto, ou eu fedendo estrume. As contei o ocorrido e apresentei Hel. Elas pareceram ficar bem amigas enquanto eu tomava banho. Tentei parar de pensar no que aconteceu, e consegui.

Ao sair do banho as três ainda estavam conversando, o que parecia uma coisa boa, já que elas se enturmaram rápido.

[Segunda-feira 12:00p.m, dormitório]

-Yaaay, agora que estamos prontas para dormir, vamos ter assuntos de meninas a noite toda! – Grace falou, animada.

-Acho melhor não, Grace. Hel chegou hoje e deve estar cansada de tudo que aconteceu. – falei.

-Não, tudo bem Molly. Eu adoro conversar e depois desse banho estou totalmente bem.

-Eba! – Jasmine e Grace disseram, parecendo ser sincronizado.

Grace começou o assunto perguntando de onde Hel veio.

-Sou de Wisconsin.

-Wow! Que legal! – Jasmine comentou.

-Sério?

-Sim, nunca conheci ninguém daí.

Um assunto puxava o outro e conversamos até as duas, lembrando que tínhamos aula na terça.

[Terça-feira 8:30a.m, sala de aula]

Nós quatro estávamos conversando antes da professora chegar, até que Bettany e suas amigas apareceram.

-Escutem, se vocês contarem para qualquer um o que aconteceu ontem, a gente vai ferrar com vocês. Ouviram?

Todas nós ficamos quietas, trocando olhares. Hel olhou para Bettany e abriu um sorriso grande.

-Sem problemas! – ela disse, como se aquilo fosse um nada. Mesmo Hel sendo simpática e legal, seu jeito de lidar com tudo é estranho, apenas com um sorriso.

-Escuta aqui garota, você está querendo me provocar? Não tente mexer comigo, vadia. – Bettany falou, a provocando. Hel ignorou-a completamente, continuando conversando conosco.

-Essa saia do uniforme é muito fofa, como nenhuma outra escola pensou nisso? – Bettany ficou furiosa e deixou nossas carteiras.

-Sim!!! Eu falo sobre nossa saia o tempo todo. – Grace respondeu.

A professora havia chegado e todos se sentaram. Passou cinco minutos de aula e Grace mandou um bilhete para mim, Jasmine e Hel, dizendo: “Querem matar aula?”. Todas se olharam com um sorriso malicioso e após o intervalo, nos escondemos no campo. Coitada da Hel, seu segundo dia de aula e já está matando aula com nossa má companhia.

Nos reunimos no centro do campo e começamos a conversar e brincar de várias coisas, estava muito divertido desde que Hel se juntou a nós. Jasmine interrompeu nossa conversa.

-Ei, gente. Que tal brincarmos com o jogo dos espíritos?

-Aqueles que fazem na internet? – respondeu Grace.

-Sim! Não acham interessante?

-Eu tenho um pouco de medo dessas coisas... – Hel disse, hesitante.

-O que você acha, Molly? – Jasmine disse.

-Acho interessante.

-Legal! Então vamos fazer!

Jasmine pegou um pedaço de papel e começou a desenhar o alfabeto nele, junto das palavras “sim” e “não”. O tempo começou a fechar, nuvens cinzas dominaram o céu e relâmpagos a longa distância podiam ser vistos. Não vou mentir, adoro chuva.

-Está pronto! Tudo que precisam fazer é colocar seus dedos na peça triangular e vamos começar. – Jasmine disse, empolgada. Hel continuava hesitante, contudo colocou seu dedo mesmo assim.

-Pronto, e agora?

-Deixa que eu faço as perguntas, Grace.

-Tudo bem.

-Então... Tem alguém aí? – todas estavam ansiosas com o que podia acontecer, mas nada. – hm... Tem alguém aí? – A peça começou a se mexer.

-AH! Parem! Quem está mexendo? – Grace gritou.

-Grace, calma! Vamos continuar, vamos! – Jasmine retrucou. – Como é seu nome? – ela continuou. A peça não saiu da palavra “sim”.

-Acho que ele ou ela não quer dizer seu nome, pergunte outra coisa! – eu sugeri.

-Bom, quantos anos você tem?

Desta vez o tabuleiro respondeu, dizendo ter dezesseis anos, igual todas nós.

-Uau! Que novo! É... Já que não quer dizer seu nome, você é mulher? – A peça se moveu para o “sim”. – Hm, interessante. – Quando o jogo começou a ficar bom, uma garoa se inicou. – É só uma garoa, gente, vamos continuar!

-É... é... eu estou me sentindo mal, acho que vou para a enfermaria me deitar, desculpa. – Hel disse, ainda com seu rosto de preocupada.

A peça do tabuleiro começou a se mover lentamente em direção onde Hel andava, junto de nossos dedos, então parou. Parou de responder nossas perguntas.

-Acho que deve ter quebrado.

-Como uma coisa assim pode quebrar, Jasmine?

-Sei lá, haha. Vamos voltar para a sala?

-Melhor não, estou meio cansada também, podíamos ir para o dormitório, não acham?

-Tudo bem. – todas concordamos e fomos para o dormitório.

Uma hora depois de ficar no dormitório sem fazer nada, decidi ir à enfermaria ver como Hel estava.

Quando cheguei, a vi deitada em uma maca, e fui em direção a ela.

-Tudo bem com você, Hel? – perguntei.

-Sim, a princípio.

-Que bom... Saiba que tudo que fizemos no campo foi brincadeira, tá? Não existe esse tipo de coisa.

-Não?

- -é...

-Eu sempre acreditei “nesse tipo de coisa”.

-Ah, me desculpe se te ofendi.

-Sem problemas...

Um pequeno silêncio predominou o local, apenas a chuva podia ser ouvida.

-Ei, Molly.

-O quê?

-Devo te mostrar?

Eu não estava entendendo o que ela queria dizer.

-Você quer ver? Minha verdadeira forma?



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