História Experience - Capítulo 5


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Drama, Lesbian, Revelaçoes, Romance, Triângulo Amoro, Universidade, Yuri
Exibições 1
Palavras 1.267
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - 4- Que maravilha...


7:17

- Caralho, que horas são? - olhei pro relógio e era tarde, muito tarde - Puta que pariu, o colégio!

Deixei uma almofada embaixo dela e saí correndo.

- Eu esqueci que você estava aí, quer café? - D. Clô estava pondo o café na mesa

- Adoraria! Mas tenho que ir pra casa, rápido, muito rápido!

Cheguei em casa às pressas e todos já haviam saído. Que ótima mãe eu tenho, nem ligou pro fato de eu não estar em casa na hora de ir para o colégio. Queria ver se eu fosse uma vagabunda qualquer que caga pro que é certo. Se eu fosse hétero já estaria grávida.

- A mamãe saiu com o carro? Que merda...

Ela costuma ir para o trabalho de bicicleta e o Érick vai de ônibus pra escola, àquela altura o ônibus já tinha passado.

- É, acho que terei que ir pedalando... mas que merda!

Todos na escola sentiram falta da Natalie, se o mesmo tivesse ocorrido comigo todos estariam cagando. Perdi o primeiro horário e acabei pegando detenção por tentar entrar atrasada na aula de inglês. Aquela professora é uma vadia. Ela não gosta de mim pelo simples fato de eu ter derrubado purê no vestido dela. Foi mais ou menos assim: no nono ano aconteceu a maior revolução alimentícia da história do CEOVF. Nessa época, todas as verbas do governo foram cortadas pela metade e a educação foi a principal vítima da história. Nossa escola recebeu batatas por um ano, todos estavam cansados de comer purê todos os dias. Patrick Willian, o cara mais mala da escola jogou uma colherada de purê na porta da diretoria, em seguida todos começaram a jogar comida uns nos outros e eu me vi em meio a uma guerra. A escola foi tomada por batatas, nessa confusão eu tentei correr com a bandeja e acabei escorregando. A Juliana apareceu bem na hora e aí já sabemos o final. Acho que ela ainda me vê como uma "pequena marginal" sendo que o que aconteceu foi mero acidente, fui tão vítima quanto qualquer um.

Andei em passos lentos até a sala de detenção arrastando a mochila pelos corredores de mármore polido. Olhei pela janelinha e vi uma série de jovens de cara amarrada, alguns jogando bolas de papel e aviões, outros simplesmente sentados escutando música e aguardando a libertação da prisão. Abri a porta lentamente na finalidade de não chamar atenção, mas não funcionou, aquela porta fazia mais barulho que meus vizinhos às sextas. Todos pararam por um instante e olharam pra mim. Que vergonha... Deviam estar pensando no porquê de eu estar ali já que pra eles eu era certinha demais para ficar detenta. Tecnicamente eu não fiz nada, né, mas é isso aí. A reputação que eu não tinha acabara de ir para o esgoto. Mas foda-se, não tô nem aí, eu não sou santa e não tenho que fingir ser uma pra que alguém formule um pensamento bom sobre mim.

Sentei no fundo da sala e nos primeiros 5 minutos eu já queria ir embora daquele lugar. Estava concentrada olhando para as linhas da parede, levei um susto quando senti um toque gelado no meu ombro.

- E aí? - era o Ron sentado do meu lado, as linhas da parede estavam tão interessantes que eu nem reparei

- Oi? O que você tá fazendo aqui? - eu realmente estava surpresa em vê-lo

- Então, acontece né... Mas e aí, o que você fez?

- Pra variar, nada né.

- Sei... - ele riu

- É fácil te encontrar aqui?

- Mais do que você pensa - sabia que ele era um sem vergonha! - Senti falta da Natalie hoje, o que aconteceu?

- Ela se feriu ontem, achei que você como namorado soubesse.

- Pow, sério? Caraca, ela nem me avisou nada. Quando eu sair vou falar com ela. - não que ela se importasse já que não mencionou o nome dele a noite inteira

- É, muito sério. Mas eu estava com ela. Tá tudo bem, relaxa.

E ele tentou puxar vários assuntos comigo mas eu estava preocupada demais com meu histórico pra prestar atenção. Talvez aquele pequeno fato pudesse interferir na minha bolsa. Esse é um dos problemas de passar para uma faculdade um mês antes de acabar as aulas, qualquer merda pode acontecer e cagar com tudo. As universidades aqui geralmente são assim, fazem as provas antes de acabar o ano pra poder selecionar e organizar todas as papeladas com calma. É um bom tempo pra arrumar e colocar todos os pingos nos i's antes de começar o ano universitário, tipo o fato de eu ter que me mudar e tals.

Fui liberada depois de meia hora que, pra mim, pareceram horas. Pude perceber que uma garota ruiva olhava pra mim do outro lado da sala, quando viu que eu reparei ela voltou a balançar o lápis sobre a mesa. Eu ainda podia ouvir aquele barulho na minha cabeça, como um mosquito chato que não larga nosso pé.

O sinal tocaria para Educação física. Odeio.

É o momento em que todos podem exibir sua "beleza". Eu não consigo entender como eles podem enxergar algo bonito num corpo esquelético. Onde está a beleza em querer parecer algo que você não é? Prefiro me juntar aos gordinhos que vestem uma camisa menor que eles (pelo fato idiota da escola não disponibilizar roupas de educação física GG) e tão pouco se fodendo se vão mostrar um pouco da barriga. Pelo menos comigo no grupo eles terão alguma defesa, sou a única que tem coragem de levantar a voz pra qualquer panaca que quiser mexer com eles, eles me chamam de hero.

Sempre espero todos saírem dos vestiários para que eu possa me vestir, detesto ficar ali com as outras garotas que só sabem falar de maquiagem e de homens. Eu queria alguém que não pensasse só em quiz de revista teen, alguém que entendesse minhas referências às séries que assisto ou que não ligasse se eu sou ou não popular, se não sigo as tendências ou se eu jogo com os gordinhos. Eu sei que acabei de descrever a Nat, mas ela não passa o dia inteiro comigo, e dificilmente ela vai ao vestiário, já que detesta qualquer atividade que envolva se mover. Nesse sentido até parece um pouco comigo.

- Oi, tá sozinha por que? - uma voz grossa soou do outro lado dos armários, era voz feminina

- Quem tá aí?

- Oi, sou a Benny, quer dizer, Bernadete, mas prefiro Benny, é menos... sacomé... constrangedor - ela estava só de short e sutiã.

- Anne, prazer. Mas pera... você é a garota que estava na detenção - achei engraçado.

- Ah, é você. Aquele era seu namorado?

- O Ron? Claro que não.Vai jogar?

- Entendi... bem, eu não sou muito fã de vôlei, eu só troco de roupa pra acharem que sou participativa. Enfim, achei que estava sozinha aqui... - ela riu e deixou à mostra seus dentes separados, era estranhamente sexy

- É, também não, penso a mesma coisa e... achei que estava sozinha também. Como eu nunca te vi por aqui?

- Ah, não sei. Geralmente eu troco de roupa com todo mundo aqui mesmo mas acabei me atrasando, fiquei quase 1 hora naquela sala. Sou do terceiro ano B.

A escola era divida em dois blocos: A e B, então são duas turmas de cada série, uma turma em cada bloco. As aulas eram as mesmas mas em dias diferentes, só ficávamos juntos nas aulas de Educação Física, no intervalo, nos Jogos Interclasse e claro, no baile de formatura.


Notas Finais


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