História Experimental Alchemy - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aventura, Luta, Magia
Exibições 16
Palavras 2.027
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Romance e Novela, Saga, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Eeeeeeeeeeh Finalmente postei o segundo capítulo. Acharam que eu não ia continuar não é?
Passei por alguns problemas pessoais então acabem demorando, perdoem-me.
Enfim, espero que gostem do capítulo.
Boa leitura

Capítulo 2 - Magos VS Alcool


Muito tempo havia se passado desde o desconhecido confronto, quase 24 horas. Lukas e Lara ainda não haviam sequer aberto os olhos desde então. Marina já se recuperara dos ferimentos, e estava sentada em uma cadeira bem quieta do quarto, esperando alguma melhora dos seus dois “heróis”. Há poucos minutos, a enfermeira estava ali, e disse à garota que em breve eles iam acordar.

 

- Eu trouxe comida! – Thomas bateu na porta.

 

- Ah que bom, eu estou faminta – Marina atacou uma das marmitas que o garoto trazia consigo, se sentando novamente.

 

- Uou! Que fome.

 

- Muita! – Disse de boca cheia.

 

Logo os dois haviam terminado, foi quando eles viram Lukas se levantar. Ele se sentou na beirada da cama, e sem abrir os olhos, começou massagear a própria nuca.

 

- O que aconteceu? – Sua cabeça ardia.

 

- Você acordou! – Marina correu e o abraçou, deixando o garoto com um leve rubor no rosto.

 

- Eh, eu acho que sim. – Seus pensamentos eram confusos, até perceber que estava em um quarto de hospital - O que aconteceu? Você está bem?

 

- Qual é a última coisa que você se lembra?

 

- Ehr, eu e Lara, tínhamos tentado te salvar e... Um minuto, Onde está ela? – Só então ele a viu em uma maca ao lado. – Como ainda estamos vivos?

 

- Ele nos salvou – Disse apontando para Thomas no canto sala.

 

- Obrigado – Lukas fez uma reverência.

 

- Eu não fiz nada demais – Thomas se aproximou. – Acha que sua amiga vai ficar bem?

 

- Na verdade, nós nem conhecemos.

 

- Como assim?

 

Lukas explicou da aposta, e da luta com a garota. Logo em seguida, Marina contou tudo que aconteceu. Depois de um tempo, Lara também havia despertado, seu irmão entrara no quarto para vê-la.

 

- Acompanhei a luta mana, você foi incrível. Mas me assustei quando vi vocês sendo atacados. Toma! – Ele entregou a espada.

 

- Foi merecido. – Lukas sorriu para Max. – Então, já que estamos todos recuperados disso... QUE TAL IRMOS PARA O BAR MAIS PRÓXIMO? A PRIMEIRA RODA É POR MINHA CONTA!!!

 

- É ISSO AÍ! VAMOS! – Lara o acompanhou os berros e os dois saíram pelo quarto.

 

A enfermeira que estava no corredor tenta impedi-los mas os dois causam uma baderna e saem do hospital. Max os seguiu.

 

- Vocês dois são amigos deles não são? – A enfermeira apontou para Thom e Marina. – Fala que eles não deveriam enlouquecer por aí assim depois de sair de um estado de quase coma.

 

- Acho que eles vão ficar bem, parecem resistentes. – Thomas diz.

 

- Resistente, pff. Estão mais para irresponsáveis. – A enfermeira sai de perto dando passos pesados. Deixando Thomas e Marina em risadas.

 

- Isso foi engraçado. – Thomas disse enquanto saíam do hospital

 

- Ela está certa. O ataque que eles receberam parecia ser poderoso.

 

- Ele transformou o corpo dele em uma fumaça venenosa, nunca vi nada igual.

 

- Será que ele faz parte da...

 

- “Da”...?

 

- Ah... Nada. Deixa pra lá. Vamos procurar os dois beberrões. – Ela sorriu

 

- Espera, um pouco. Por que você ficou tanto tempo no hospital esperando os dois acordarem?

 

- Ah, eu me preocupei, eles tentaram me salvar. Acho que era meu dever. – Ela tentava trançar alguns fios do seu cabelo. - Mas e você? Só me salvou, não precisava ficar comigo lá. Por que fez isso?

 

Thomas ficou sem jeito, e deu um sorriso envergonhado.

 

- Bom, eu também posso me preocupar.

 

- Claro. Vem vamos! – Marina segurou a mão de Thomas e começou leva-lo pelas barracas da cidade. – Acho que sei onde os dois estão.

 

Chegaram em uma espécie de bar ao ar livre, que se localizava em uma das diversas praças da cidade. ‘É o melhor bar da região’, disse Marina a Thomas. Várias mesas estavam espalhadas e repletas de copos e garrafas. Os dois conversaram, trocaram informações como onde moram, idade e etc. Marina notou um sorriso bobo no rosto de Thom, toda vez que ela respondia. Andando mais um pouco encontraram Lukas e Lara bebendo, Max ria da cara deles.

 

- Finalmente vocês chegaram.

 

- Achei que não viriam. – Lara se levantou – Mari vamos ali comigo pegar umas bebidas. – E então puxou Marina para a parte interna do bar.

 

Thom resolveu provar um pouco da bebida e rir junto de Lukas. Até que uma conversa na mesa ao lado o distraiu.

 

- Ei – Um homem loiro e esguio pega um cigarro e acende. – É verdade, o que estão dizendo por aí? Que aquela organização secreta pretende agir novamente?

 

- Está falando dos... – O homem, de cabeça raspada, que falava teve sua boca tapada pela mão do outro.

 

- Está maluco? Não ouse falar o nome deles em um lugar como esse.

 

- Tudo bem. Me disseram que eles já sequestraram mais de 20 magos no país todos.

 

- Eles estão agindo por debaixo do pano nesse festival, isso me assusta.

 

- Acabou de começar, mas aposto uma garrafa que esse país estará um caos até o final. – Ele disse rindo como um bêbado, e os dois saíram da mesa.

 

Thomas apenas observou os dois indo embora, tomou mais um gole e pôs-se a pensar.

 

"Eles estão certos, mais vítimas estão surgindo. Eu vim aqui com uma missão, não posso perder o foco dela. Mas essa garota... ela estava sendo atacada por eles, ela quer esconder isso, mas eu sei que estava. Eu vim atrás deles, e vou encontra-los."

 

Marina e Lara chegaram à mesa.

 

- E então garotos, ainda não conseguiram terminar essa. - Lara colocou mais 3 garrafas na mesa.

 

- Meu Deus vocês bebem muito. - Marina rio.

 

- Acho que não nos apresentamos direito. Marina, maga dos mares.

 

- Lukas Klame, mago do vulcão - Ele disse com uma caneca de cerveja na boca.

 

- Lara, maga espadachim.

 

- Thomas, mago dos céus.

 

- E eu sou o Max, irmão da Lara.

 

- Um brinde a Thom, que salvou a vida de todos nós. - Lukas levantou o copo.

 

- É isso aí - Todos brindaram.

 

...

 

O festival tinha começado há pouco mais de um dia. Porém toda a alegria e diversão que prometia continuar por ainda vários dias estava ameaçada, alguns sabiam disso, alguns suspeitavam e alguns espalhavam. Mas tudo estava acontecendo em uma grande cabana a oeste de Marine.

 

O esguio homem havia acabado de se recuperar do que havia acontecido. Seus homens derrotados por alguém que ele conhecia bem: Thomas Bolt. Estragou diversos planos de sua “gangue” desde que eles realizaram vários trabalhos na cidade dele. “Ele tem uma sede de vingança, ou algo do tipo. Eu podia ter acabado com ele, mas não posso arriscar revelar meus poderes agora.”, pensou.

 

- Senhor! – Um dos capangas se aproxima.

 

- O que quer?

 

- O ataque que sofremos ontem, pode ser por pura coincidência, mas, os 4 jovens envolvidos, a garota, os dois do chão, e Thomas. São todos magos, cada um tem uma predominância significativa dos seus elementos dentro da sua aura. Pode ser o que estava procurando. Nosso Transcedente sente isso.

 

- Está falando... Que poderemos finalmente começar o ritual?

 

- Sim.

 

- Muito bom saber. Convoque alguns espiões. Quero tudo sobre a vida dos 4...

 

...

 

4 horas já havia se passado desde quando chegaram no bar. Todos encheram cara, e o movimento ali ia e vinha cada vez mais. Marina era a única sóbria, já que Max partira para o hotel algum tempo atrás. Lara tentava se manter acordada enquanto competia, com um homem, de quem bebia mais. Thom cantava e dançava com outros, enquanto Lukas tentava paquerar as mulheres dali.

 

Dois homens, então, param à beira da praça. Eles usavam longos mantos que escondiam seus rostos. Um deles levantou seu braço, e na sua mão um círculo de magia se formou.

 

(Nota: Círculos de magia são desenhos circulares que se formam na palma da mão de um mago. Existem 4 tipos principais conhecidos: Fogo, água, terra e ar, cada um com símbolos e cor diferente. Magias que utilizam 2 elementos ou mais misturam os círculos respectivos dos elementos usados.)

 

Pequenas pétalas azuis começaram surgir da mão do homem e se espalhar pelo lugar. Marina percebeu a magia e conjurou uma bolha em volta de si e se protegeu. Alguns segundos se passaram e todos no bar se tornaram lento e sonolentos, até estarem todos adormecidos. Marina se livrou da bolha e se escondeu atrás de uma mesa.

 

– Vai logo! A magia não durará muito tempo.

 

Os dois revistaram os bolsos e mochilas de todos, levando carteiras jóias e tudo de valor. “Malditos ladrões”, pensou Marina.

 

- Ei!

 

- O que foi?

 

- Olha isso. Esse filho da mãe está nos procurados dos mercenários. Não está? - Disse apontando para Thomas

 

- Um minuto. - O homem pega uma folha do bolso. - 200 mil.

 

- O quê? Tudo isso? Que se foda os roubos, vamos levar esse idiota.

 

- Com certeza.

 

Eles jogaram tudo que carregava no chão, e tentaram levantar o corpo adormecido de Thomas. Porém, Marina se levantou e atacou um deles.

 

- Crystal Make. - Marina faz com que estranhos cristais brancos prendam os pés dos bandidos do chão.

 

- Quem é você, vadia?

 

Um dos homens fez um círculo de magia do fogo. Suas pernas entraram em chamas e ele se libertou, após isso, voltaram ao normal.

 

- Um minuto. - Ele passou a mão sobre as pernas. - Isso é sal?

 

- É. E posso fazer de novo, deixe meu amigo em paz.

 

- Ah não vai precisar fazer de novo. - Ele avançou rapidamente tentando ataca-la. Onde seus socos e chutes a atingiam, uma chama se acendia.

 

Sua pele já ardia e suas roupas estavam chamuscadas. Marina desiste do combate físico e consegue fugir para cima de uma mesa.

 

-  Pega essa! - Ela faz um enorme círculo e água começa fluir dele. Logo ela lança uma enorme e devastadora onda.  Porém o homem faz um círculo de fogo enorme em volta de si, e se protege do ataque.

 

- Desculpa, não foi o suficiente. - Ele riu sarcasticamente.

 

- Tem certeza? Vine Catch! - Várias algas marinhas surgiram das poças de água remanescentes e agarram os membros dele, imobilizando-o.

 

Marina se sentou na mesa, e observou o homem agonizar. "Dia cheio", ela pensou. O ladrão tentou se libertar mas Marina apertava mais as plantas ao redor do seu corpo. Alguns guardas chegaram e levaram o homem. Lukas, Thomas e Lara acordaram e conversaram com Marina, que explicou tudo.

 

- Uou, eu nunca mais bebo na minha vida. - Lukas massageava a própria cabeça.

 

- Ah eu duvido. - Lara ainda acordava.

 

- Você foi incrível. É mais forte do que pensei. - Thomas fez Marina se envergonhar. - Se machucou?

 

- To bem. Não quero ir para os hospital duas vezes em tão pouco tempo.

 

- Parece que você atrai confusão. - Lara rio.

 

Assim que os dois homens estava acorrentados, o mago que lutou com Marina, obervou os 4 rindo. Com raiva, jurou se vingar da garota.

 

- Acho que hoje o dia foi cheio o suficiente. Foi bom conhecer vocês, agora eu tenho que ir pro hotel encontrar com meu irmão. Tchau. - Lara se despediu.

 

- Tchau. - Lukas tentou se sentar para descansar. - Espera um minuto. Eu não tenho lugar pra dormir, preciso encontrar um hotel! - Disse se desesperando.

 

- Calma Lukas. - Marina o segurou. - Eu conheço a cidade. Vamos procurar um hotel. Quer vir Thom?

 

- Não obrigado, vou para o meu. A gente se vê amanhã?

 

- Claro.

 

Os três se despediram. Thomas observou os dois novos amigos andando e virando em uma esquina. “Chegou a hora.”, ele correu por entre alguns becos e pulou em um prédio. Retirando um papel do bolso verificou aonde ficava o lugar que ele queria encontrar. Passou do limite da cidade, e pulou entre as árvores da mata. Era ali, uma pequena casa de madeira, a chaminé liberava fumaça.

 

- Tem alguém ainda acordado... – Thomas disse para si mesmo, antes de pisar na varanda e ver alguém abrindo a porta.

 

- Eu sabia que você viria.


Notas Finais


Espero que tenham curtido.
O próximo capítulo sai logo mais, prometa tentar não demorar.


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