História Experimento 223 - Otávio Blasser - Capítulo 6


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Loucura, Psicopata, Romance Gay
Exibições 46
Palavras 1.247
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Estou de volta, em paz, resolvida na vida, ou quase isso, e bem para escrever...

Esse capitulo vai confundir vocês, mas prometo que os outros vão explicar tudo aos poucos.

Capítulo 6 - Testes


 

Contado por Otávio.

Acordei atordoado e a dor na cabeça ainda era bastante forte desde o dia anterior, estar ali era um inferno...pelo menos era o que eu pensava, mas o inferno mal tinha começado, tudo aquilo era um prévia, uma preparação para dores muito maiores. Érike estava enganado quando me disse que ele não queria me machucar, ou quem sabe ele estivesse tentando enganar a si mesmo, o fato é que ele me machucaria da pior forma possível, acabando com a minha mente, me tirando tudo que me matinha vivo.

-Me deixa ver a ficha dele. - Um rapaz que me lembrava muito Érike conversava com meu carcereiro.

O irmão mais velho do Érike que eu ainda não conhecia, até agora.

-Está tudo aqui Nicollas, desde o prontuario médico até amostras de DNA que eu mesmo coletei para analise, pode ver.

Os dois olhavam papéis que eu deduzi serem minhas fichas trocando olhares satisfeitos.

-Perfeito, ele está pronto para os testes.

Passos lentos se aproximavam de mim, senti um frio na espinha e eu sabia que não era um bom sinal, nunca era.

-Você deve ser o Otávio. - Ele sorriu simpático...se eu não estivesse nessa situação podia até acreditar que ele era uma boa pessoa, mas o tempo só me mostraria como ele podia ser frio e traiçoeiro. - Já sabe que você vai ajudar eu e meu pai com testes não sabe? Claro que sabe, os testes começam hoje.

Ele me encarou por alguns minutos com aqueles olhos penetrantes que me assustaram de uma certa forma, desviei e ele saiu por uns minutos me deixando sozinho. Divaguei um pouco lembrando dos momentos bons que eu vivi antes de estragar tudo por ser um idiota passional, eu queria minha liberdade, era tudo que eu pensava até Érike aparecer.

-Otávio? - A voz tímida dele era inconfundível. 

-O que você quer? - Perguntei sem olhar para ele, mas eu sabia que era o Érike ali.

Ele ignorou meu desprezo e se esquecendo dos nossos problemas me roubou um beijo, instintivamente correspondi, Érike era minha nova fraqueza e eu tinha que lidar com isso, ficava difícil ter raiva com ele me beijando daquele jeito.

-Eu vou te ajudar a sair daqui. - E depois de segredar essas palavras no meu ouvido ele saiu.

(...)

Segundos depois de Érike me deixar sozinho seu irmão mais velho e meu mais novo carcereiro volto. Nicollas me tratava como se eu realmente fosse um paciente que estava ali por pura e espontânea vontade, o que obviamente não era verdade, ele era tão doente quanto o pai, a diferença é que mesmo sendo louco ele conseguia ser mais humano que seu pai, ou pelo menos fingia bem. 

-Não vai doer ok, vai ser só um picadinha. - Ele segurava uma agulha e eu não precisava pensar muito para saber o que aconteceria comigo, essa cena já tinha acontecido antes.

Nicollas injetou um líquido estranho na minha veia que em questão de minutos me deixou enjoado, ele disse que essa semana seria "especial para mim", e comigo ainda atordoado Nicollas não pensou duas vezes na hora de me trancar num quarto apertado e escuro.

Foram uma semana, uma semana servindo como rato de laboratório, sendo submetido a testes estranhos, trancado naquele quarto escuro sob efeito de drogas que me deixavam alucinado, era um pesadelo real. Minhas noites e madrugadas ali eram perturbadoras, nunca me senti tão perto de enlouquecer.

O que eles pretendiam com isso? Pra mim não fazia o menor sentido, mas na mente doentia deles aquilo tudo fazia parte de uma experiência onde eu era o cabaia. E a cada dia eu me sentia mais fraco, eu não tinha ideia do que eram todas aquelas substâncias que eles injetavam em mim, e nem por que me trancavam num quarto escuro todas as noites quando eles sabiam que era torturante para mim, a minha única certeza é que aquela situação estava me matando aos poucos.

Todos ignoravam meus gritos de desespero dentro daquele quarto, foram madrugadas sombrias.

Érike não apareceu nem uma vez sequer para me ver e todas as poucas vezes em que eu estava consciente eu pensava nele e na promessa que ele me fez, e sempre que eu me via sozinho no meio daquela escuridão meu coração se partia um pouco mais, meus sentimentos eram confusos, contudo eu era esperto o bastante para saber que eu gostava dele, mais do que isso eu estava apaixonado.

-Bom dia experimento 223. - Nicollas abriu a porta com um sorriso no rosto. - Estamos progredindo, seus testes deram resultados incríveis, sabia disso 223?

-Meu nome é Otávio. - Respondi ríspido.

Nicollas fechou o sorriso me encarando com aqueles olhos tão penetrantes e sombrios, eu podia não admitir mas ele me assustava ainda mais do que seu pai. Levantei do chão recebendo uma pontada aguda na cabeça e me vi obrigado a parar no meio do caminho, ele revirou os olhos de impaciência e me puxou pelo braço contra a minha vontade.

-Meu pai está de plantão, hoje seremos só nós dois. - Ele sorriu como se essa notícia fosse mais agradável e em parte podia até ser já que ele pelo menos tinha o bom senso de não me machucar enquanto fazia os seus "testes", mas estar com ele não tornava aquela experiência menos perturbadora.

Nicollas era metódico e seguia cada um dos seus testes a risca.

-Eu já sei que você não se recuperou do último teste e como eu sou muito bondoso vou te dar um dia de descanso.

Continuei calado, estar na presença dele me deixava tenso e ele sabia disso por que sempre me encarava com mais afinco quando notava minha inquietação. No começo cheguei a pensar que ele estava só querendo brincar quando disse que esse dia eu não passaria por testes, mas vi que eu estava enganado, ele até me deixou sair de dentro daquela casa, acompanhado por ele é claro, mas ele não era burro, Nicollas jamais me deixaria sair se soubesse que eu tinha uma chance, mesmo que miníma, de escapar.

-Bonito nosso jardim, não acha? - Ele dizia apoiando a mão no meu ombro.

Eu estava admirando sim o lugar, mas não era o jardim bem cuidado que chamou minha atenção, mas sim os muros enormes que cercavam tudo, aquela casa era uma verdadeira fortaleza. Foi então que eu tive noção do quão ferrado eu estava e por algum motivo eu sentia que ele não tinha me levado até ali por bondade, mas sim com a única e exclusiva intenção de debochar de mim, Nicollas estava me mostrando claramente que por mais que eu pensasse em mil maneiras de fugir isso não seria possível.

Me sentei num banco bonito daquele jardim, eu estava tão cansado que ignorei quando Nicollas se sentou do meu lado. Pendi a cabeça para trás tentando encontrar uma esperança no meio daquele caos e em minha mente tudo que vinha era o Érike, mesmo tendo tudo para acreditar que ele me abandonou naquela semana de "testes" meu coração queria acreditar que ele teve motivos especiais para isso, mas tudo morreu quando eu vi de longe ele beijar uma garota em frente ao imenso portão.

Quem era ela? Por que ele trouxe ela até ali? Essa experiência não era nova para mim, mas eu nunca me acostumaria em ser trocado.

Mas é claro que tudo tinha uma explicação e aquela mulher era só mais uma peça naquele jogo de loucos.



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