História Explanation - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens D.O, Kai
Tags Boyxboy, Exo, Kaisso
Visualizações 74
Palavras 4.239
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - Quatro


- Que porra é essa, Byun? – Baekhyun deu um pulo ao ouvir o soco no armário ao lado do seu. Ele olhou para o lado, encontrando um Jongin mais do que enfurecido. A pele morena do garoto estava vermelha e o maxilar do mesmo, trancado. Ele estendeu o próprio celular na direção do mais novo, mas ele negou, já sabia exatamente do que se tratava.

- Não estou entendendo o porquê de tanta raiva. Você devia estar me agradecendo por ter retirado todas as outras coisas e não ter colocado a sua entrevista também. – O moreno voltou a organizar as coisas dentro de seu armário, fingindo não temer o Kai enfurecido próximo a ele.

- Estar te agradecendo por cumprir sua obrigação de não ser um filho da puta, chato pra cacete e intrometido? – Enumerou nos dedos - Oh, verdade, como pude esquecer? – Bufou irritado - Eu pensei que nosso combinado era que você não iria falar mais nada relacionado às fotos do Kyung naquele seu blog maldito. E então você me vem com essa de Entrevista exclusiva com nosso amadinho? Eu poderia até dizer que você vai para o inferno, Baekhyun, mas você já é o próprio capeta.

- E eu pensei que ia sair com o Chanyeol. – Byun fechou o armário com força e olhou nos olhos do outro, logo abaixando a máscara que usava sobre a boca. – Parece que eu não sou o único quebrador de promessas, caríssimo Jongin. – Kai percebeu a boca estranhamente inchada do outro, as bochechas cheias de intrigantes bolinhas e o nariz vermelho.

- O que aconteceu com você? – Perguntou assustado, vendo-o ajeitar a máscara no lugar e quando desceu o olhar pelo resto do corpo do dongsaeng viu que ele estava encapotado demais. Casaco de moletom, jeans largos, coturnos e luvas. Estava apenas fresco, não frio para aquilo.

- Nada que te interesse. Agora se me dá licença. – Baekhyun tentou "driblar" ao mais velho, mas o loiro além de mais alto, era também jogador de futebol, então, logo segurou o outro pelos braços, atraindo alguns olhares de pessoas próximas. Byun se remexeu, tentando se soltar, mas a tentativa foi falha.

- Isso tem a ver com o seu encontro de ontem? – Contrariado, Baek assentiu. – Cara, desde quando você é traveco?

- Fala baixo, seu babaca. – Byun empurrou Kai com o máximo de sua força, conseguindo fazer com que esse lhe soltasse, mas não que saísse da sua frente. – Se puder ter o mínimo de respeito e chamar de cross dresser, eu agradeço, viadinho enrustido. – Kai sentiu as palavras doerem, mas a consciência de que Baekhyun só estava revidando, não deixou que ele ofendesse ao outro mais uma vez.

- Me fala a razão dessa... Alergia? Eu só quero saber.

- Preocupadinho, é? – Byun riu irônico. – Eu não sou o Kyungsoo. Não precisa fingir que está aflito. – Ele olhou para os lados, colocando as mãos nos bolsos. – Eu sou alérgico à cravos, margaridas, tulipas, amendoim, cachorros, ursos de pelúcia e girassóis... O Suho me presenteou, foi um perfeito cavalheiro... Tivemos uma noite perfeita e eu estava tão animado com tudo que eu não me importei se hoje iria acordar como um monstro – apontou para o próprio rosto – ou não. Sabe Jongin, eu nunca havia sido paquerado... E Baek A Byeon também não.

Kai sentiu a dor naquelas palavras e viu a tristeza nos olhos enrugados de Baekhyun quando ele, provavelmente, sorriu. Ele não segurou o garoto, quando o mesmo pôs-se a ir embora novamente. Tudo bem, ele sempre soube que o Byun mais jovem era um completo idiota, mas nunca se perguntou o que o levava a ser assim. É claro que não há justificativa para ser babaca, mas existe uma grande diferença entre você ter ou não ter uma desculpa para infernizar a vida dos outros, não é?

Será que Suho havia se encantado por Baek A Byeon tal como parecia Baekhyun ter se encantado por Junmyeon? Jongin pressupunha que sim. Na verdade, torcia para que sim. Depois de ter se relacionado com Kyungsoo, mesmo que não assumisse, havia se tornado outra pessoa; um alguém muito melhor. Antes de se relacionar com o baixinho em que universo pensaria uma segunda vez antes de socar Baekhyun por ter ofendido a quem não devia? Quem dirá então torcer para que Suho quisesse um pouco mais de A Byeon, apenas para que pudesse ajudar Baekhyun.

Arrumou a mochila nas costas e olhou para frente com a intenção de seguir seu caminho, mas seu olhar cruzou com o de outra pessoa. Kyungsoo vinha na direção contrária a dele, seguido pelo sobrinho do diretor. Kai iluminou-se, vestiu seu melhor sorriso e caminhou a passos largos na direção do moreno, na doce esperança de que falaria com ele, mas não demorou a Do quebrar toda aquela troca de olhares. O garoto agarrou o braço do ruivo atrás de si e passou o mais longe que conseguia de Kai. O mais alto apenas observou estupefato, não teve coragem de ir atrás dele assim como não teve coragem de também ir atrás de Baekhyun há alguns segundos, sentia-se um covarde e talvez realmente fosse.

- O que foi isso? – Jongdae perguntou assustado assim que viraram o corredor. Kyungsoo enfim o soltou e se encostou aos armários, enfiando uma mão entre os cabelos, bagunçando-os. – É ele? Ele é seu ex? – Sussurrou.

Do o olhou querendo negar, mas assentiu. Mesmo que tivesse quebrado a cara milhares de vezes com pessoas nas quais depositava confiança, sentia que Jongdae faria jus à palavra amizade.

- O popular, bonitão e cobiçado Kim Jongin é gay? – Chen disse baixo e encarou o corredor de onde vieram, não encontrando o loiro no meio das pessoas que por lá transitavam. – Uau, por essa ninguém esperava. – Ele riu e cutucou a barriga do outro que riu.

- Jongdae? – O ruivo se virou para encarar Suji que andava firmemente em sua direção. A garota de longos cabelos escuros era presidente do grupo de debate, e só havia descoberto o nome de Jongdae no dia anterior quando o diretor Jibeong convocara uma reunião com toda a liderança estudantil para anunciar que o sobrinho era seu novo representante.

- Sim? – Assentiu, com um sorriso simpático, quando a garota parou em sua frente de braços cruzados.

- Eu realmente não quero ser instrumento de intriga e perante a você e ao próprio Kyungsoo, lavo minhas mãos, mas eu preciso falar algo que está preso em minha garganta que realmente não me desceu bem. É descaramento demais... – Ela olhou para as próprias mãos que mexiam na barra da saia jeans. A garota parecia embaraçada, mas logo voltou a falar. – Oh Sehun está dizendo aos quatro ventos que foi você quem espalhou as fotos do Kyungsoo e agora vocês estão "amiguinhos" porque você está arrependido então vocês reataram... Ou algo assim. Achei que deviam saber.

Os dois amigos se encararam. Ambos estavam sem palavras. Suji murmurou algo sobre ter que ir a algum lugar e em segundos já estava longe, como se fugisse da bomba que ela mesma jogara.

- Eu disse que você não devia andar comigo. – Foi tudo que o moreno cuspiu com a voz amargurada. Jongdae ignorou as palavras duras e rodeou Kyungsoo num abraço. Pensava bem nas palavras que o namorado lhe dissera na noite passada: era seu dever como amigo trocar as ataduras de Kyungsoo, cuidar dele. – Pare de me abraçar, Dae, pelo amor, 'tá todo mundo olhando. – Do tentou empurrar o peito de Chen, mas o mesmo só o apertava mais, transmitindo calor e carinho. – Se o desgraçado do Yifan brotar do inferno com aquele objeto de tortura que ele chama de câmera eu juro que começo a gritar que você tava tentando me molestar.

- Tudo bem, Soo. – Ele riu, finalmente sentindo os braços do amigo cercarem sua cintura e o mesmo apoiar o queixo em seu ombro. – O que me importa é que você se sinta melhor, ok? Esquece essa história e esquece o Jongin. – Kim sussurrou, recebendo apenas um suspiro como resposta. – Espero que isso seja um sim, claro, sem dúvidas, com certeza.

Do assentiu e então conseguiu fazer o ruivo lhe soltar.

- Acredito que você tem muita história para me contar.

½ 

- Jongin, anda logo, eu não tenho o dia todo pra te esperar escolher uma dupla.

O garoto loiro olhou para o lado. Chanyeol havia formado dupla com uma garota nerd, Sehun estava com Suho e até mesmo Krystal e mais metade da sala estava com suas duplas. Ele olhou em volta. Seus olhos grudaram em Kyungsoo como imãs. As orbes brilharam e os dedos batucaram ansiosos sobre a mesa.

- Kyungsoo. Eu escolho o Kyungsoo. – Sorriu confiante, assistindo o mesmo se virar, lhe olhando como se quisesse matá-lo.

- Sem chances. – Vociferou. – Eu já tenho dupla, senhor Lee.

- Quem seria? – O professor perguntou desinteressado. Encarou o aluno moreno que se virava para ele com uma careta.

- O Jongdae... Da outra turma. Ele comentou que não teria dupla para o trabalho do senhor por quê... Porque a turma B tem um número ímpar de alunos, então combinamos que iríamos fazer juntos.

- Você é da turma B, senhor Do? – O homem perguntou e, de olhos arregalados, o aluno negou veemente – Foi o que eu pensei. Espero que você e o senhor Jongin possam fazer um bom trabalho. – Com um sorriso irônico Samdong anotou a mais nova dupla antes de continuar a montar as próximas.

Kyungsoo se encolheu o máximo que pode em sua carteira e "escondeu-se" com um livro, fingindo estar lendo algo. Por fora tentava parecer natural, como se não estivesse afetado, mas em seu interior uma tempestade acontecia, e nessa tempestade ele era o sem teto que morria afogado debaixo da ponte.

- Você não podia fugir de mim pra sempre Kyung. – A voz de Kai era calma e controlada. O moreno sentiu o ex abaixar-se ao lado de sua carteira e olhou-o de soslaio. Ele mordia os lábios e apertava fortemente as mãos nos joelhos, talvez para não perder o equilíbrio, talvez por nervosismo.

- Com a exceção desse trabalho, Jongin, pode ter absoluta certeza que, sim, eu vou fugir de você até o último dia da minha existência. – Ele voltou a olhar para o livro, tentando parecer interessado, mas na verdade sua mente estava tão bagunçada que as páginas pareciam estar até mesmo embaçadas.

- Desde quando você lê de cabeça pra baixo? – Assim que o sinal tocou e a menina que se sentava ao lado de Kyungsoo se levantou, ele sentou na carteira dela, puxando o livro grosso das mãos do outro.

- Pessoas mais inteligentes podem ler de qualquer ângulo... Um estudo comprovou... Recentemente. – O mais baixo murmurou, numa mistura de nervoso e aborrecido. Ele se levantou pelo corredor que não era dividido com Kai e começou a guardar seu material. – Eu faço o trabalho e na data de entrega você coloca seu nome. – Ele se esticou para pegar o livro das mãos de Kim e o jogou dentro da mochila com o resto das coisas, fechando-a.

- Não. De jeito nenhum. Eu quero te ajudar... Como nos velhos tempos. – Jongin se levantou e apoiou-se na mesa de Soo, inclinando-se para ficar cara a cara com ele. – Por favor. – Pediu baixo.

Kyungsoo prendeu a respiração com a aproximação de Kai. Era estranho tê-lo tão perto. Ao mesmo tempo em que queria beijá-lo e sentir novamente o gosto de menta característico dos lábios do loiro, sentia que aquela era a ocasião perfeita para esfolá-lo até que este não tivesse mais voz para implorar por misericórdia. Ele viu Jongin fechar os olhos e se aproximar mais de si. Deus, eles se beijariam novamente. Como seria? Reavivaria ainda mais o sentimento que os dois ainda sentiam explodir em seus peitos ou faria com que menos ainda Kyungsoo quisesse ver ao outro? Mal se encostaram os lábios e Do empurrou com força o corpo alto do outro ao ouvir a voz de Chen.

- Kyung, não queria atrapalhar, mas realmente preciso falar com você. Urgente. – O ruivo disparou. Parecia alarmado e as palavras correram de sua boca,

- Claro, Dae. – Ele esfregou as mãos na boca, buscando eliminar do local qualquer resquício que pudesse haver do breve toque que tivera vindo de Kai. Ele olhou o mais novo que havia recuado dois passos, seu olhar era triste sobre o ato de Kyungsoo, doía-lhe ver que o mais baixo limpava a boca, e que muito provavelmente tentava limpar-lhe de sua mente. – Eu mando o trabalho pra você imprimir. Já estará fazendo algo. – Dito isso ele saiu apressado da sala, carregando Jongdae pelo braço.

- Eu interrompi algo? Eu cheguei assim que a aula acabou. Assisti tudo. Intrometi-me porque tinha quase certeza que depois você iria se arrepender de tê-lo beijado. – Disse rápido novamente, seguindo o amigo por entre os poucos estudantes que ainda zanzavam pelos corredores, em sua maioria, indo aos seus grupos ou às aulas extracurriculares.

- Estava certo! – Afirmou assim que ambos pararam em frente ao seu armário. – Eu devo ter merda na cabeça. Parece que eu nunca aprendo. – Ele começou a dar tapas no próprio rosto, mas logo foi parado pelo amigo.

- Para! – Chen agarrou as mãos do outro, abaixando-as. – Não vai ser a primeira vez que vou te falar isso hoje: Esquece essa história e esquece o Jongin. A não ser que te faça bem, eu não quero mais ouvir coisas relacionadas a ele saindo da sua boca. Entendido? – Kyungsoo assentiu – Ok... – Suspirou soltando as mãos do moreno e prontamente colocou a mochila em frente ao corpo, logo após procurar por algo, puxou de lá uma prancheta e uma caneta. – Meu tio me contou que você precisa de atividades extras para sanar... Os acontecimentos. – Do torceu o rosto em uma careta e assentiu. – Não tem o Taehyung? Kim Taehyung? Que estava sem saber se iria para os Estados Unidos ou não? – Soo concordou – Então, ontem durante a tarde o pai dele ligou dizendo que eles decidiram ir de última hora e mais cedo hoje a mãe dele veio buscar o histórico dele e tudo mais...

- Resume, Dae.

- Enfim, ele era presidente do grupo internacional. – Kyungsoo assentiu interessado. – Como você obviamente sabe o que é, eu imagino que não seja necessário explicar. De qualquer forma, eu e meu tio pensamos sobre você ficar no lugar dele.

- Graças a Deus! Onde eu assino? – Perguntou animado. Respirou com profundo alívio quando a ficha caiu que não precisaria mais entrar nas aulas de teatro, ou culinária, ou até mesmo no grupo de jornalismo liderado pelo Byun. Um peso foi tirado de suas costas e com um grande sorriso ele assinou onde Jongdae lhe instruiu.

- Bem, agora, como o primeiro de seus atos como presidente das relações internacionais, você vai ao aeroporto comigo buscar os novos intercambistas.

- Você tá abusando do meu cargo, Kim. – Ele riu e quando saiu da escola ao lado do amigo, mas não seguiram até o Toyota prata de Jongdae e sim a uma das vans pertencentes à escola. – Tenho uma dúvida que não quer calar... Você pode dirigir? Digo... Legalmente? – Chen parou com a chave na porta e encarou a Kyungsoo com os olhos arregalados. – Ok. Já entendi a resposta. – Gargalhou, vendo Jongdae rolar os olhos e logo abrir a van para entrarem.

Já no caminho, Jongdae não parecia perder o costume de correr pelas pistas, mesmo sabendo que o veículo não era seu. Uma música internacional que a dupla não conhecia tocava baixo na rádio, mas preenchia todo o ambiente com sua melodia tranquila. O sol brilhava no céu claro, mas não fazia calor. Seul como sempre estava movimentada, pessoas corriam para cima e para baixo, sempre parecendo ocupadas demais, atrasadas demais. Demasiado presas em seus próprios mundos para imaginar do que acontecia fora deles.

A janela do lado de Kyungsoo estava aberta no máximo, fazendo o vento entrar com toda velocidade possível. O ar não era tão gostoso quanto podia; tinha cheiro de lugar cheiro, de ônibus lotado em horário de almoço. Tinha gosto de fumaça, era amargo. Parecia uma grande indústria. Fedia a progresso. Os cabelos do garoto se bagunçavam, entravam em seus olhos e batiam contra sua testa. Era uma sensação gostosa que não sentia sempre.

- Chegamos. – Jongdae anunciou quando entrava na grande área de estacionamento do aeroporto internacional. Como quase tudo, o lugar parecia cheio, e Chen teve dificuldades para estacionar. – Espero que o voo tenha atrasado, – Ele encarou as horas no celular. Eram quase quatro e meia da tarde e o voo dos intercambistas estava marcado para chegar as quatro e quinze – senão temos sete intercambistas perdidos e um problema.

Os dois saíram da van e a passos largos e rápidos chegaram até a área de desembarque do aeroporto. Nenhum deles conhecia a feição dos sete chineses que chegariam naquele dia, mas rapidamente identificaram o pequeno grupo cheio de malas que em seu meio tinha um garoto loiro segurando uma folha com o nome da escola escrito.

- Vá e se apresente! Só estou aqui para dar apoio moral. – O ruivo empurrou Kyungsoo que prontamente vestiu um sorriso que não era seu e se aproximou dos adolescentes quase perdidos.

Annyeong amigos! – Saudou abrindo os braços. – Meu nome é Do Kyungsoo e sou presidente das relações internacionais da nossa escola e junto com o meu amigo Jongdae – Apontou para o mesmo que acenou tímido – vou levar-lhes até a casa das famílias de vocês. – Ele puxou desajeitadamente a carteira do bolso e pegou na mesma sua identificação de estudante para provar aquilo que falava. – Vocês estão bem?

Todo o grupo assentiu, acanhado, sem falar nenhuma palavra.

- Eu acho que todo mundo está quieto porque está com fome, mas se vocês sorrirem pra mim eu compro Chikin pra todo mundo! – Um por um os intercambistas abriram, pequenos mas, belos sorrisos, arrancando um alto Yay do coreano. – Vamos todos então! – Kyungsoo e Jongdae ajudaram as três garotas do grupo com suas malas já que os outros "não achavam necessário" tal ato.

Mesmo que apertado, todas as bagagens couberam no porta-malas da van e nos bancos traseiros do automóvel os estudantes se sentaram confortavelmente. Do ia à frente ao lado de Chen, mas tentava puxar assunto a todo o momento com os intercambistas e assim que passaram em frente a um pequeno restaurante de esquina o moreno fez questão de descer e comprar uma porção média de Chikin para cada um.

- Esse é um dos motivos pelo qual sempre te achei um ótimo presidente do grêmio. – Chen sorriu ao amigo. A van estava parada em frente ao restaurante e, mesmo que os dois já tivessem terminado de comer, esperavam alguns dos intercambistas que comiam mais devagar. – Você é animado, muito atencioso, dedicado e faz questão de responder prontamente a cada pergunta que te fazem. Você é um exemplo, Kyung. – O mais novo corou e o ruivo riu. – É sério.

- 'Tá todo mundo pronto aqui, galera. – O garoto loiro denominado Jackson colocou o rosto entre os acentos dos dois e lhes sorriu, com os dentes sujos de frango antes de se sentar novamente. Ele, até o momento, era o mais desenvolto dentre os sete e, aparentemente, quem tinha o melhor coreano, com alguns erros de coerência às vezes, mas ninguém é perfeito.

Nos momentos seguintes Chen voltou a dirigir e Kyungsoo logo tinha um novo assunto com os estrangeiros. Kim se guiou pelos endereços que havia anotado em seu celular e um por um deixou os intercambistas em suas respectivas casas. Algumas famílias pareceram surpresas, como se tivessem se esquecido de que receberiam novos "filhos", enquanto outras já esperavam nos portões de casa de braços abertos para acolherem aqueles que passariam um ano letivo inteiro consigo.

- Foram todos? – Perguntou à Kyungsoo quando os endereços haviam terminado. O moreno olhou para trás e encontrou um dos mais quietos meninos no último banco, olhando pela janela. Não se lembrava do nome dele e nem sequer sabia se havia escutado a voz dele. Jongdae seguiu o olhar do amigo e fez uma careta. Odiava quando alguma coisa saia do esperado.

Ele arrancou de onde estava e dirigiu o automóvel de volta para a escola.

- O que você está fazendo? – Do perguntou baixo.

- Eu não tenho o endereço da família que vai acolher esse... Eu não sei o nome dele. Temos que entregar a van na escola de qualquer forma, eu vou aproveitar para ligar para a família e resolver esse problema.

Kyung assentiu e se recostou no banco, respirando fundo. Se não desse algo errado, se não saísse da comanda, não seria sua vida. Ele fechou os olhos e contou até três, sentindo-se desligar, somente voltando à órbita quando teve o corpo balançado por Jongdae.

- Fale com o garoto enquanto eu vou resolver o problema. – Chen já estava do lado de fora, com a porta de Kyungsoo aberta. O moreno assentiu e encarou o ruivo se afastando até entrar na escola, então saiu da van para entrar novamente pelos bancos traseiros.

- Ei – Chamou, atraindo o olhar do moreno que olhava o por do sol através da pequena janelinha da van. – Você ainda não me disse seu nome. – Com um sorriso, sentou-se na frente do garoto que parecia confuso. – Qual é o seu nome? – Perguntou devagar e depois de alguns segundos o menino assentiu.

- Eu ser Yixing. Zhang Yixing. – Ele se curvou e Kyung retribuiu o gesto, ganhando um sorriso em troca. – Pensei que ia odiar a Coreia, mas só estou com muito vergonha. Seu país ser muito legal. – Kyung mordeu o sorriso ao perceber os erros gritantes do menino. Era extremamente adorável. – Eu nunca ter comido esse Chikin. É bastante bom.

- Fico feliz que tenha gostado Yixing. – O outro respondeu simplório, assistindo o estrangeiro assentir mais uma vez. – Nós estamos aqui porque o Chen não recebeu o endereço da sua casa, então ele vai arrumar um jeito da sua host family vir te buscar.

Não problemas. Eu penso que Kyungsoo é uma pessoa legal. Sua companhia me agrado. – Ele disse naturalmente, fazendo o baixinho corar, se levantando um pouco inclinado para não bater no teto.

- Vamos lá para fora. O pôr do sol fica mais visível. – Zhang assentiu, seguindo o coreano.

Do guiou o mais novo colega até um banco de concreto que havia em frente à escola. De lá tinham uma bela visão do céu em tons avermelhados. Kyungsoo se sentou no banco, mas ao contrário dele Yixing ficou em pé sobre o banco, tirando várias fotos do céu com seu celular antes de finalmente sentar, arrancando um risinho baixo do outro.

- É um belo lugar para tirar fotos. Eu concordo. – Ele observou o chinês virar-se de costas e ligar o celular novamente, mas dessa vez na câmera frontal. – O que você está fazendo? – Perguntou risonho vendo Zhang focar ele ao seu lado e bater uma foto sorrindo largamente.

- Kyungsoo é muito bonita. Vou mandar essa foto para minhas amigos na China. Todos vão invejar. – Afirmou.

A conversa dos dois foi cortada pela presença de Jongdae afobado, acompanhado por um Minseok tão desnorteado quanto.

- Ya Yixing! Lembra-se de mim, certo? – O psicólogo perguntou alto com um sorriso. O garoto moreno se levantou num pulo e correu até o mesmo, abraçando-lhe forte pelo pescoço. – Até que enfim você chegou, garoto.

- Você é muito mais baixo do que eu pensava quando nos via por vídeo. – Quando o chinês soltou Minseok, mesmo que sorrisse, limpava lágrimas nos cantos dos olhos.

- Aqueles que vão acolher o Yixing são os pais do Minseok e ele. – Jongdae explicou à Do, abraçando Zhang e Xiumin pelos ombros. – Os Kim esqueceram de enviar a segunda parte da lista e nós não percebemos, por isso não havia endereço.

Do tentou formular algo para responder, mas Minseok fora mais rápido.

- Vamos pegar suas malas e ir para casa, Zhang? – O mais novo assentiu – Nossa mãe deve estar louca para lhe conhecer também.

- Também estou louca para conhecer ela – Animado, curvou-se desajeitadamente à Dae e Do antes de correr para a van.

- Tchau meninos... Até amanhã. – Jongdae segurou Xiumin pela manga da camisa social antes do mesmo seguir Yixing e o abraçou. Kyungsoo desviou o olhar, afinal, não era educado ficar encarando. – Chen... – O médico disse baixo, mas não o suficiente para que Kyungsoo percebesse o incomodo em sua voz.

- Eu confio no Soo, hyung. E, afinal, é só um abraço. – Do riu audivelmente, tranquilizando o loiro que se permitiu abraçar a cintura do secreto namorado e deixar um beijo entre seus cabelos.

- Eu tenho que ir... Com meu irmão. Vemos-nos amanhã, Dae. – Ele disse baixinho, tirando os braços de Jongdae da volta do seu pescoço. – Bibimbap com kimchi? – Perguntou, recebendo os olhares confusos de Kyungsoo e um aceno positivo acompanhado por um risinho de Chen.

- Sem dúvidas, Kimchi com Bibimbap. – Foi a última coisa que o psicólogo ouviu antes de, enfim, ir ajudar Yixing com suas malas. Os dois adolescentes observaram em silêncio os "dois irmãos" até que os mesmos entrassem no carro vermelho um tanto quanto "surrado" do psicólogo.

Chen corou quando Kyungsoo caçou seu olhar. O moreno tinha um sorriso zombeteiro e o ar curioso, logo repetindo a frase que o amigo lhe disse mais cedo, e recebeu um tapa estalado do mesmo.

- Acredito que você tem muita história para me contar.


Notas Finais


Adivinha quem já conseguiu fazer um capítulo com menos de 4,5k de palavras? Eu mesma. Posso nem ver uma oportunidade que eu não perco kfjehfjehfh

Joguei algumas bombas? Ah, tentei né.

Espero que tenham gostado!!

NÃO SEJA UM LEITORZINHO FANTASMA EIN

사랑해 ❤

Beijo da gorda.


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