História Expurgo - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren, Norminah, Ot5
Exibições 44
Palavras 1.894
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá gente,meu nome é Sarah e essa é a primeira fanfic que eu tenho coragem de postar.
Eu tive essa ideia depois de assistir ao filme The Purge : Anarchy,que aqui no Brasil se chama Uma Noite De Crime : Anarquia. Este é o primeiro capítulo só para dar uma introduzida na história. Espero que gostem,boa leitura.

Capítulo 1 - Capítulo I


Fanfic / Fanfiction Expurgo - Capítulo 1 - Capítulo I

 

Estados Unidos,2024.

'' O ano é 2024. O país vivencia os menores índices de criminalidade e desemprego de sua história. Isso tudo devido a : purificação.''

 

16 : 58 - 2 horas antes da purificação.

       Dentro do elevador o silêncio era sepulcral. Allyson Brooke se sentia bastante claustrofóbica e o silêncio carregado de peso a fazia sentir que a qualquer momento aquela caixa metálica iria despencar em queda livre. Além dela,mais quatro garotas estavam espalhadas em um canto do espaçoso e moderno elevador. Nenhuma delas se atrevia a abrir a boca e também não pareciam incomodadas.

        No canto direito estava Normani Kordei. Os braços cruzados firmemente abaixo dos seios e o olhar concentrado no painel que indicava os andares. Ao seu lado estava Dinah Jane,ocupada com o celular e os fones de ouvido,deixando claro como estava sem disposição nenhuma para conversa naquele momento. Allyson suspirou e olhou para o lado esquerdo. Lá bem do seu lado estava Lauren Jauregui,com sua carranca já habitual,os braços também cruzados e o corpo totalmente tenso. E o motivo de toda sua tensão se encontrava encolhido no cantinho do elevador,abraçando o próprio corpo para tentar ter certeza de que nenhuma parte sua encostaria em Lauren para não causar um estouro desnecessário da mesma : Camila Cabello. Ou uma versão menos alegre e enérgica dela.

     Bem no meio de todo aquele campo minado,estava Allyson, que não sabia até quando aguentaria toda aquela situação. As coisas tinham mudado bastante para as cinco e ela queria de verdade que tivesse sido para a melhor. Conseguiu respirar um pouco mais aliviada quando o elevador parou e as portas se abriram,revelando o térreo do prédio da gravadora. Lauren foi a primeira a sair, pisando rápido para fora do local metálico,sua tensão dissipando aos poucos quando se viu longe o bastante de Camila. Esta,por sua vez,soltou seu corpo e deixou os ombros caírem,antes de sair arrastada para o piso irritantemente branco da recepção. Ally ficou, acompanhando com os olhos Normani e Dinah seguirem para fora também, sem olhar para trás. Mordendo o cantinho do lábio, ela enfim saiu, jurando ter enxergado um olhar complacente de Normani para Camila. Mas nas atuais circunstâncias, ela não duvidava que fosse só coisa da sua cabeça.

         Com passos moderados e até um tanto desanimados,Ally se juntou á suas colegas de banda na sala de espera,onde aguardariam a chegada da van,que as levariam seguras de volta para a casa. A televisão estava ligada no canal de notícias e a loira se sentou em um dos sofás,ao lado de Dinah que ainda não tinha desgrudado os olhos da tela do celular. 

        – .... por isso eu aconselho que se não forem participar da purificação este ano,que se apressem para estarem seguros em casa,pois faltam apenas algumas horas para o início do expurgo. - a voz masculina do âncora se espalhou pela salinha,atraindo finalmente a atenção de Dinah. Um arrepio gelado trespassou o corpo de Allyson naquele momento. Ela tinha quase se esquecido de que dia era hoje.

      – Não se procupe,até lá já estaremos seguras em casa. - Dinah sussurrou para que apenas Ally escustasse,adicionando um sorriso tranquilizador ao final da frase. Ally devolveu o sorriso de modo agradecido e um tanto quanto emocionado por estar recebendo apoio de sua amiga. Desde que as coisas começaram a mudar,Dinah se fechou bastante. Ela era sempre a que estava disposta a criar situações para que todas se divertissem juntas e a que dava colo e conselhos quando alguém precisava. Dinah,na maioria das vezes,também era quem defendia com unhas e dentes qualquer uma das quatro por dizer que era assim que se fazia com a família. Era devastador para Ally ver o quanto ela tinha de afastado de todo mundo. Se tinha alguém que não merecia tudo aquilo,com certeza Dinah era uma delas. 

         Camila estava no outro sofá,de frente para onde estavam Ally e Dinah. A latina suspirou baixo,olhando para a loira mais alta com uma nostalgia infindável lhe assolando o peito. Sentia uma falta imensa de Dinah e sua vontade era de sumir para ver se as coisas entre as meninas voltavam ao normal. Camila sabia que tinha uma parcela muito grande de culpa naquela situação desagradável. Se fosse em outros tempos,as cinco estariam botando aquela sala de espera ao avesso em meio a gargalhadas e implicâncias,como todas irmãs faziam. Mas do que adiantaria lamentar aquilo agora? Ela tentava concertar as coisas mas acabava piorando ainda mais. 

         – Christopher,eu não vou discutir isso com você - a voz rouca e baixa de Lauren veio de trás do sofá, um pouco mais na frente onde ficava uma grande parede de vidro que dava visão para a rua lá fora. Lauren estava a alguns minutos no celular, conversando de forma enfática,com o cenho contorcido e as mãos agitadas. Mantinha a voz baixa o tempo todo, mas Camila conseguiu ouvir uma coisa ou o outra e podia dizer que a conversa não estava sendo agradável. Se encolheu um pouco mais no estofado escuro do móvel,se martirizando por estar ouvindo a conversa de Lauren com quem, agora ela sabia, ser o irmão da mesma. Sua relação com Lauren foi a mais danificada no final das contas e prova disso foi o momento no elevador. Camila sabia que se encostasse em um fio de cabelo que fosse de Lauren,as coisas ficariam bem feias, por causa disso,evitava o máximo de contato possível.

         Após longos minutos de espera,o motorista da van finalmente apareceu na salinha,segurando a chave do veículo entre os dedos. Pediu desculpas pela demora e apenas recebeu um aceno de cabeça de cada uma das meninas. Todas as cinco estavam exaustas do dia que acabaram de ter e do clima extremamente pesado que só aumentava a carga de exaustão. Entraram na van e se distribuiram pelos bancos, não tendo como fugir uma da outra ali dentro. Nos três bancos de trás ficaram Normani,Lauren e Dinah, deixando os bancos da frente livres para que Ally e Camila se acomodassem. Camila achou que foi melhor mesmo assim, Ally era a única que ainda se mantinha neutra naquela confusão toda e a latina agradecia por poder se sentir confortável perto de uma delas. A porta foi fechada e o motor do carro ligado,fazendo o veículo se emaranhar no meio de tantos outros. Com a testa grudada no vidro da van, Camila observou como os comerciantes já se apressavam para fechar os estabelecimentos, dispensando seus funcionários que cruzavam com passos apressados as ruas da cidade. Estavam parados no sinal quando um carro esportivo parou ao lado da van, o som alto tocando If You Want Blood do AC/DC. Camila apertou os olhos para tentar ver algo lá dentro quando a janela de vidro fumê desceu e uma figura usando uma máscara sinistra de coelho  se debruçou na porta do carro,conectando seus olhos cinzentos e frios em Camila. A latina engoliu em seco com certa dificuldade, sua garganta doía um pouco por estar tão seca. A figura levantou sua mão esquerda,adornada por um soco inglês de prata que parecia leve mas a garota sabia que fazia um grande estrago se chocado contra o rosto de alguém. Dando um lento aceno com a mão,o mascarado manteve seus olhos penetrantes fixados nos de Camila,antes de piscar e voltar a subir o vidro da janela. Camila ainda estava paralisada,sua nuca se arrepiando fortemente. Após se recuperar,pegou de dentro da bolsa seu celular e com certa pressa, começou a digitar uma mensagem para seus pais, querendo saber se já estavam seguros em casa com sua irmã mais nova, Sofia. Em questão de segundos recebeu uma resposta e conseguiu respirar aliviada, mandando outra para garantir a sua mãe que estava a caminho de casa.  

O motorista deu uma olhada pelo painel da van para a fila de carros mais a frente, percebendo que por aquele caminho demorariam um pouco mais para chegarem em casa. Suspirou e girou o volante, entrando na próxima esquina, por onde poderia pegar um atalho. 

– Vou ter que pegar o caminho alternativo,meninas. O trânsito por aqui vai demorar um pouco para andar. - avisa em voz alta, olhando pelo retrovisor o rosto de cada uma das cinco. Ally, do banco mais próximo do motorista, se limitou a dar um aceno de cabeça. concordando com a decisão do homem mais velho. A partir dali, o resto do caminho foi em puro silêncio, como estavam sendo todas as vezes que as cinco se reuniam nos tempos mais recentes.

Lauren tinha a cabeça jogada para trás no encosto do banco, os olhos fechados e sua mente concentrada na música que saía de seus fones de ouvido, usando aquilo como um relaxante para os seus músculos. Música não era só música para Lauren,era uma terapia mais eficaz do que qualquer outra que custasse milhões e milhões de dólares. Foi tirada bruscamente de sua bolha quando o carro deu um tranco e estremeceu,antes de parar completamente. Sem entender,Lauren abriu aos poucos os olhos verdes, encontrando umaNormani igualmente confusa ao seu lado. Retirando os fones do ouvido,Lauren se levantou o suficiente para se debruçar sobre o banco da frente, tentando ao máximo ignorar Camila, olhando diretamente para Ally.

– Por quê paramos? - perguntou, franzindo as sombrancelhas para dar mais ênfase a sua questão. Allyson parecia tensa, tinha o corpo todo retesado e olhava para a janela e o banco do motorista de forma preocupada. 

– Eu não sei,mas não deveríamos de jeito nenhum ter parado agora. - respondeu quase atropelando as palavras de tão anciosa. Com um pulo, Lauren conseguiu passar para o banco da frente,se sentando no meio,de costas para Camila e de frente para Ally. Colocou suas mãos nos ombros da menor em um pedido silencioso para que ela retribuísse o olhar, Ally o fez.

– Ally, calma. O carro só deve ter dado uma freada brusca. Nós vamos chegar em casa logo,ok? - disse,controladamente e sorriu para Allyson quando a mesma acenou com a cabeça devagar, tentando ser otimista. Enquanto isso, Dinah também passava para o banco da frente, com o objetivo de tentar falar com o motorista. 

Passou por Camila,Lauren e Ally e colocou  a cabeça entre os dois bancos frontais, encontrando o motorista debruçado sobre o volante, tentando encontrar a origem do problema. Seus olhos passaram pelo rádio da van e ela sentiu um pico de nervoso começar a crescer em seu peito. Faltavam agora menos de 1 hora para o começo da purificação. 

– Senhor Winston? - Dinah chamou, mantendo um tom de voz calmo, ela precisava pensar positivo. O velho homem fez um som de quem estava ouvindo como resposta e Dinah segurou mais firme no banco. – Aconteceu alguma coisa? Por quê paramos?

A falta de resposta preocupou Dinah. Sr. Winston ainda se encontrava debruçado sobre o volante mas não mexia mais no painel do carro, ao invés, parecia murmurar consigo mesmo algo inteligível. Depois de longos minutos, Sr. Winston levantou o rosto e a expressão contida ali não tranquilizou Dinah de jeito nenhum.

– Senhorita Hansen, temos um problema. - ele disse, com a voz carregada de uma inquietação perturbante. Dinah rezava mentalmente para que não fosse o que sua intuição dizia que era. Não podia ser,não a tão pouco tempo do começo do inferno. Dando um suspiro longo,o velho motorista olhou para Dinah como se pedisse desculpas pela notícia que teria de dar. – O carro morreu,Senhorita Hansen. E eu não estou conseguindo de jeito nenhum fazê-lo pegar novamente.


Notas Finais


Por hoje é isso. Se você leu, por favor comente sobre o que achou desse primeiro capítulo para que eu possa saber se continuo ou não. Beijos de luz.


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