História Expurgo - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren, Norminah, Ot5
Exibições 65
Palavras 2.488
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Percebi que tive um retorno do primeiro capítulo,o que eu esperava o contrário,então resolvi voltar com o segundo. Obrigada a vocês que favoritaram e a quem comentou também,já amo vocês.

Capítulo 2 - Capítulo II


Fanfic / Fanfiction Expurgo - Capítulo 2 - Capítulo II

 

 

18 : 00 - 1 hora antes da purificação


             As ruas começavam a ficar cada vez mais vazias e silenciosas. O sol já estava quase se pondo e o frio da noite começava a dar suas caras aos poucos. A van estava encostada no mesmo lugar em que parara e o velho Sr. Winston tinha metade de seu corpo para dentro do capo aberto, mexendo em todos os fios e motores possiveis para tentar achar uma rápida solução para o problema. A porta do veículo estava aberta, mas a única que tivera coragem de descer foi Dinah,com o motivo de que tentaria conseguir um táxi ou um guincho. 


         Normani permanecia no mesmo lugar de quando entrou na van algumas horas mais cedo. Seu corpo estava todo em alerta mas a jovem tentava a todo custo mostrar que estava tranquila. Camila estava com o rosto enfiado na tela do celular,mandava mensagens para todos os seus contatos,tentando ajuda em qualquer canto. Lauren tinha o olhar fixo na rua,a janela aberta e a cabeça para fora,observando com cautela todos os cantos,rezando para todos os deuses existentes por uma carona ou uma pessoa solidária o bastante para socorrer um velho motorista e cinco garotas. Ally estava paralisada e a cada número passado no relógio do rádio era um pouco de nervosismo a mais.


        – Não,não,não - Dinah dizia ao telefone de forma enérgica,andando de um lado para o outro. – A senhora não está me entendendo,eu e minhas amigas estamos presas no meio do caminho e precisamos de um carro agora! - aumentou um pouco o tom de voz pela frustração,quase grunhindo de raiva quando ouviu mais uma negação. – Vocês tem tempo o suficiente para virem e voltarem antes desta merda começar,o problema é que vocês não querem fazer a porra do trabalho de vocês! - gritou desta vez e recebeu como resposta uma linha muda. Se segurando para não arremessar o celular para longe,Dinah passou nervosamente a mão pelos cabelos,os bagunçando. 


         Ally estava assustada dentro do veículo,aquilo não era nada bom. Dinah quase nunca se estressava porque se tinha uma coisa que ela sabia fazer,era levar as coisas no bom humor,sempre tendo uma resposta esperta para tudo. Mas daquela vez,o assunto era tão sério a ponto de fazê-la perder a cabeça.


         – Maldito,Simon. - foi Lauren quem praguejou desta vez,afundando seu corpo no banco da van. – Hoje era o nosso maldito dia de folga! Mas não...aquele mercenário infeliz tinha que nos tirar de casa justo hoje. 


           – Era algo importante,Lauren. - Camila deixou escapar, sem nem perceber o que tinha feito. Mas os olhos verdes fuzilaram sua nuca, com uma quantidade de raiva tão grande, que não seria surpresa se Camila se desintegrasse ali mesmo.


           – Não diga como se você se importasse com essa maldita banda. - foi a resposta que a latina recebeu, uma única frase espelindo ódio e deboche para todos os lados.


           Camila sentiu o impacto de cada uma daquelas palavras lá no fundo. Mas como já estava acostumada a fazer,apenas engoliu a seco a resposta atravessada e resolveu se calar. O visor do celular já estava apagado,mas ela se obrigou a se focar apenas neles,pois sabia que Normani e Allyson também olhavam para ela. A verdade é que Ally sempre esperava que Camila revidasse todas aquelas acusações. No fundo, a pequena ainda acreditava que a latina se importava sim e reconhecia que nada do que aconteceu era só culpa dela.


       – Você precisa ser assim tão desagradável o tempo todo,Lauren? - a voz de Normani foi ouvida pela primeira vez no dia,e para a surpresa não só de Camila,foi para repreender a conduta de Lauren. Por conta dessa atitude inesperada,Normani sentiu o peso dos olhos verdes agora nela,confusos e profundamente indgnados. Ally também olhava para Normani,como se esperasse que sua mente não estivesse lhe enganando.


      – Como é? - Lauren rebateu,a voz saindo uma oitava mais alta pelo confronto inesperado. Normani,sem se abalar,se virou de lado,encarando Lauren como uma calma assustadora.


         – Você ouviu. - foi o que ela disse,sem em momento nenhum vacilar diante da intensidade dos olhos da amiga. – Desde o momento que você saiu de casa e entrou nessa van para cumprirmos com a nossa obrigação,tudo o que tem feito é soltar veneno e farpas gratuitas para todo mundo. Ou você acha que eu não percebi a sua falta de educação com a Ally quando ela te ofereceu um simples copo de café? - choque era tudo que Normani conseguiu receber de resposta. Lauren estava completamente chocada.


        A menção de seu nome,Ally abaixou a cabeça para esconder sua expressão magoada pela cena de horas atrás. Ally esquecia as coisas bem rápido e quase não se lembrava mais daquilo. A verdade é que ela já tinha se acostumado a grosseria rotineira de Lauren que nem se lembrava mais da última vez que a amiga tinha sido ela mesma,sem aquela fachada toda de garota durona que não se importa com ninguém. Lauren por sua vez,não tinha resposta para aquilo. Por isso desviou o olhar de Normani e cruzou os braços,se mantendo em um silêncio contemplativo. Repassou em sua cabeça tudo o que tinha feito e falado desde a hora em que saiu de casa e se sentiu bastante mal pelo jeito como tratara todo mundo. Normani tinha ficado do seu lado sempre,era sua melhor amiga ali dentro e sempre lhe apoiava no que era necessário. E mesmo não concordando com suas atitudes,esteve ali do seu lado,tomou as suas dores. Se sentiu mais mal ainda por ter sido ela a jogar tudo aquilo na sua cara


         O momento incômodo foi interrompido por Dinah,que entrou novamente na van,olhando para cada uma delas,com um pouco de cautela ao perceber que o clima tinha piorado. Mas ela precisava dar as novidades.


         – Gente,precisamos conversar. - disse,puxando a porta da van e a fechando com um baque surdo. As três esqueceram do assunto anterior por enquanto e se focaram na expressão séria de Dinah. – O carro morreu definitivamente,o Sr. Winston já detectou o problema e seria necessário levar o veículo até uma oficina para concertar. Mas com isso,temos um segundo problema. Eu liguei para todos os guinchos da cidade e até para a concessionária,mas ninguém vai ter a audácia de sair de casa para nos ajudar agora.


         – Quais são as nossas outras opções? - Normani resolveu participar mais uma vez,olhando com certa expectativa para a loira. Se tinha uma coisa que Dinah odiava fazer,era quebrar as esperanças de Normani. Mas ela temia não ter outra escolha no momento.


       – De verdade? Acho que não muitas. - respondeu com pesar,vendo cada uma das três garotas deixar cair os ombros em derrota. Elas sabiam que aquela altura,todo mundo já estaria bem seguro dentro de casa,com as barreiras todas construídas. – Nós temos pouco tempo agora e eu já tentei pedir um táxi,mas também está fora de cogitação. Eu pensei em....não sei,irmos andando.


       – Você enlouqueceu,Jane? - Lauren se pronunciou mais uma vez,os olhos arregalados para a sugestão. – Nós não estamos nem na metade do caminho ainda. Se sairmos agora,nem se formos correndo,conseguimos chegar a tempo. 


       – Bom,o que você sugere então,gênio? - Dinah rebateu,já sentindo a irritação voltar. Ela não precisava dos resmungos de Lauren naquele momento. – Eu estou tentando achar uma saída.


        – Vocês não ousem começar uma discussão logo agora! - Allyson foi rápida em repreender,usando seu tom maternal que sempre se aflorava em situações como aquela. Levando as mãos a cabeça, a pequena começou a massagear as têmporas. 


        Camila ascendeu novamente a tela do celular,mordendo o lábio ao constatar que já haviam se passado 20 minutos desde que estavam paradas ali. Elas estavam perdendo tempo,e tempo era a última coisa que precisavam perder. Sem mais nenhuma outra alternativa,as cinco garotas permaneceram ali,sentadas e com as cabeças maquinando mil e uma possibilidades para saírem intactas dali. O Sr. Winston ainda estava do lado de fora,o celular grudado na orelha enquanto explicava ao Sr. Cowell a situação em que se encontravam.


       Se passaram mais 15 minutos e um carro com os faróis baixos foi se aproximando da van parada,diminuindo a velocidade até parar completamente. Lauren,que tinha voltado a sua posição original a de antes de Dinah entrar na van novamente,sentiu seu corpo ficar em estado de alerta e seu coração acelerar. Ela conhecia aquele veículo. O velho motorista,virou o rosto ao ouvir a buzina e receosamente,deu dois passos em direção ao mesmo,olhando com os olhos apertados para a janela do veículo que aos poucos foi abaixando até revelar um jovem de cabelos castanhos,maxilar quadrado e uma barba a fazer. Seus olhos castanhos de um tom bem claro passaram pelo rosto do Sr. Winston até a van atrás dele,reconhecendo o rosto de Lauren grudado no vidro. 


      – Senhor Winston? Por quê vocês estão parados aqui a essa hora? - o rapaz perguntou aflito,dando uma olhada de soslaio para o relógio em seu pulso. 


         – A van deu um problema no motor e....


    – Christopher Jauregui! - a voz gritada de Lauren disse,após ela ter saltado apressada do veículo para se aproximar do carro blindado,quase soltando fogo pelo nariz de nervoso. Chris apertou o volante um pouco nervoso e abriu um sorriso amarelo para a irmã mais velha que agora tira o rosto praticamente para dentro do carro,lançando um olhar fulminante para si. As outras garotas,curiosas,também desceram do carro e agora olhavam para Chris e o carro,totalmente confusas. - O que você pensa que está fazendo,garoto? Era pra você estar em casa!


         – Eu te avisei pelo telefone,Lauren. Era pra você estar em casa a essa hora! Tem noção do quanto nossa mãe deve estar pirando a essa altura??


          – Seu moleque inconsequente da porra!  É lógico que ela deve estar pirando,você nem teve a descência de dizer pra ela que ia fazer parte dessa estupidez!


             – Ahn....Lauren? - Ally se aproximou em passos cuidadosos,olhando para Lauren com medo de que fosse receber outra resposta rude como a de mais cedo. A garota se virou,respirando fundo para poder se controlar. Maneou a cabeça,sinalizando para que Ally continuasse.

 – Eu não sei se você percebeu mas estamos sem nenhuma saída aqui e seu irmão acaba de cair do céu. Então,deixe pra discutir a maluquice dele depois e vamos sair rápido daqui?


      Chris fez um rápido cálculo mental e entortou levemente o lábio para o lado. Seu carro tinha bastante espaço mas....bem,haviam algumas coisinhas no banco de trás. O local mais próximo onde poderia deixar todos eles em segurança era a casa de sua mãe,mas mesmo assim teria que pisar fundo no acelerador. Elas definitivamente  não deveriam estar na rua.


     – Entrem agora. Temos que ser rápidos. - ele disse com certa pressa e Lauren engoliu todos os sermões que tinha para dar a  Chris,abrindo a porta do carona,entrando para dentro do carro. 


         Suspirando com um alívio descomunal,Ally abriu a porta de trás e parou por um momento,observando a quantidade de armas jogadas displicentemente nos bancos de trás. Piscou duas vezes e olhou para Chris,que se mexeu desconfortável no banco do motorista. Sem dizer nada,Ally jogou as armas para o porta malas e se expremeu no canto,deixando espaço o suficiente para que Camila,Normani e Dinah entrassem respectivamente. O Sr. Winston ficou do lado de fora,olhando para a porta aberta do carro para o celular em suas mãos,sem saber ao certo o que fazer.  


          – Senhor Winston? Vem,nós precisamos sair daqui agora. - Dinah disse olhando para o homem que olhou mais uma vez para o celular e por fim fez um aceno negativo com a cabeça.


          – Vocês podem ir,eu vou ficar por aqui. O Senhor Cowell mandou um chofer a caminho e logo eu vou poder ir. - disse com uma calma e firmeza que quase convenceu a loira. Mas Dinah não estava 100% segura de se deveria deixar aquele senhor ali sozinho. Winston entendeu a dúvida escrita na expressão de Dinah e deu um sorriso tranquilizador. – Vai,senhorita Jane. Eu vou ficar bem. 


        – O senhor tem certeza disso? - foi a vez de Normani contestar,sentindo aquele famoso aperto no peito. Jonathan Winston era uma figura sempre muito presente na vida do Fifth Harmony. Era ele que sempre as levava para os compromissos da banda e sempre foi um senhor muito amável e prestativo. Deixá-lo ali era uma questão bastante delicada. 


               – Vão agora,vocês tem pouco tempo. - e sem dar brecha para mais contestação,Winston deu as costas para o carro,voltando a falar com alguém do outro lado da linha,dando as coordenadas do que Normani julgou ser a localização deles. Se forçou a colocar na cabeça de que Jonathan ficaria bem.


          – Vamos,Chris. - a morena disse e Christopher acentiu,girando a chave e dando a partida no carro. A poucos metros mais a frente,Chris pisou fundo no acelerador,tendo certeza de que precisaria de toda potência daquele carro para que conseguisse deixar as garotas seguras. 


         Christopher Jauregui tinha um plano todo arquitetado para aquela noite e para isso,precisava que Lauren estivesse junto de sua família.


          Por mais rápido que Chris estivesse dirigindo,a distância ainda era bastante,já que a gravadora de Simon ficava em uma parte bastante nobre e seletiva da cidade. Ally tinha os olhos grudados na rua deserta,as únicas pessoas que transitavam aquela hora eram aquelas que iriam participar do expurgo anual. Alguns pequenos grupos munidos de armas,tacos de baseball metálicos e vários outros instrumentos que fizessem um estrago significativo já rondavam as ruas,apenas esperando o sinal. O mesmo não demorou muito para aparecer. 


             No rádio ligado do carro de Chris,a música que tocava parou de repente e um longo bip anunciou que uma mensagem estava prestes a ser dada. E todos ali presentes sabia exatamente do que se tratava. Eram 19:00.


Isto não é um teste.
É o seu sistema de transmissão de emergência anunciando o começo da purificação anual sancionado pelo Governo dos Estados Unidos.
Armas de categoria 4 ou mais baixas podem ser utilizadas na purificação. Todas as outras armas são proibidas. As autoridades do governo com hierarquia 10 estão imunes.
Depois da sirene,todo e qualquer crime, inclusive homícidio,vai ser legal por 12 horas seguidas. A polícia,os bombeiros e serviços médicos de emergência estarão indisponíveis até amanhã de manhã às 7 horas,com o fim da purificação.
Deus abençoe os novos pais fundadores e os Estados Unidos,uma nação renascida. Que Deus esteja com todos vocês.

 

 

   Um riso tanto amargo saiu da gargante de Normani com a última frase,e Ally sentiu todo seu corpo arrepiar com a sirene alta e aguda que soou por toda a rua,anunciando finalmente o início do inferno.


               De uma hora para outra,Chris deu uma freada no carro,fazendo os pneus cantarem pelo asfalto. Lauren se segurou como pode no banco e arregalou os olhos mais uma vez,os direcionando para o seu irmão. Chris já estava nervoso desde o momento que a mensagem começou a ser passada. Mas agora o problema era mais sério ainda. Bem na frente deles,uma barreira de carros impedia o caminho. Rastros de lixeiras pegando fogo podia ser visto por todo canto e barulhos de baques secos adentravam a janela fechada.


                 Eles estavam totalmente barrados e o inferno tinha acabado de começar.



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