História Extensões - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Jikook
Visualizações 7
Palavras 993
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Incesto
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Minha praia não é escrever fanfics de BTS, mas há um tempinho atrás escrevi esse mimo para minha princesa Gabriela. Sem mais delongas, espero que gostem e boa leitura! ^-^

Capítulo 1 - Guerras


Os dias de outono indicavam a chegada do dia tão esperado por milhares de famílias coreanas separadas cruelmente pelas relações nada amistosas entre a Coreia do Sul e a Coreia do Norte. Pelo menos uma vez ao ano, as famílias separadas pelo caos se encontram na fronteira sob olhares ríspidos de soldados por algumas horas, matando a dor e a saudade de um rompimento. Com a família de Jimin e Jungkook não acontecera diferente, os dois eram primos, e antes que a família pudesse se reunir em um só lado, a guerra começara deixando rastros de lembranças.

Nada de aparelhos eletrônicos, presentes ou lembranças, nada que lembrasse o lado sul-coreano da península era permitido, sendo assim, as famílias norte-coreanas não provariam o sabor da liberdade. Porém, Jimin nunca fora de obedecer a regras, mesmo que elas fossem regras de estado, então sempre que pode, levava algo para o menor. Desta vez não foi diferente, carregava um presente simplista, mas muito significativo para os dois. Se colocasse esse sentimento em palavras, diria que este presente selaria oficialmente o amor de ambos. Era um colar feito à mão com cordão enseirado e uma pedra de âmbar. Não que fosse um amante de signos, mas tinha lido que além daquela pedra indicar o signo do mais novo, ela significava sucesso, proteção, motivação e sexualidade. Sim, Park Jimin não era nenhum santo. No mesmo artigo havia lido que virgem é o inferno astral de libra, mas pouco se importava, a opinião dos astros não interferia no seu amor por Jungkook.

O frio na barriga se tornava presente cada vez que se aproximava do tal horário de visitas. O mais velho sempre odiara passar por essa situação, mas infelizmente, ainda era necessário. Na cabeça de Park Jimin, um dia ele levaria Jungkook para viver juntos no lado sul-coreano, mas tinha ciência que não seria tão simples assim, a não ser que o menor aceitasse sua ideia absurda de fugir com ele e Jimin sabia das consequências caso fossem pegos. Mas por Jungkook, enfrentaria o frio e a fronteira para mostrá-lo a verdadeira liberdade.

Os olhos de Jimin marejaram-se ao ver seu pequeno Jeonggukie sentado em um dos bancos ao fundo da enorme sala branca, de cabeça baixa, com um moletom maior do que seus braços. “Esse lugar me intimida, parece um manicômio.” Disse quase como um grito, aproximando-se do mais novo, que não hesitou em atira-se nos braços do seu hyung, recebendo olhares constrangedores e ameaçadores dos guardas presentes. Ficaram um tempo se tocando, se admirando, percebendo que em um ano pessoas mudam muito. O primo mais novo lançou seu melhor sorriso, quebrando o transe e aquecendo confortavelmente o coração do mais velho. Os garotos se abraçaram novamente, sem muito ligar para comentários e olhares alheios. Nos braços de Jungkook, Jimin sentia-se em casa depois de anos no exército – costumava comparar desta maneira mesmo que não tenha passado pela experiência e temia em passá-la em alguns anos – Mas para ele, Jungkook era seu lar, onde sempre estaria acolhido e muito bem-amado.

Ouviram risadas se alastrarem, elas eram dedicadas àquele dia. Era a felicidade mútua que invadia a monstruosa sala branca, como definia Jimin. “Tenho algo para te propor.” Começou o mais velho, de cabeça baixa e com um sorriso meio tímido. “Mas antes, tenho algo para te entregar.” Jungkook prestava atenção a cada movimento de Jimin, o vendo puxar um cordão de seu bolso com uma pedrinha amarela amarrada na ponta. “Você é louco?” Gritou, encarando o mais velho boquiaberto. “Shhh. Todo ano é a mesma coisa Jungkook, você já deveria estar acostumado com meus presentes. É uma pedra de âmbar, ela te dará proteção quando eu não estiver por perto. Foi a maneira que achei para ter você sempre comigo.” Os rubores nas maçãs do mais novo eram visíveis, aquela cena arrancou um sorriso do mais velho. O encarou por alguns minutos lembrando que foi por aquele jeito de Jungkook pelo qual se apaixonou há alguns anos atrás. Ele tinha sido seu primeiro e único amor, seu primeiro beijo. Aquele sorriso despertava os desejos mais insanos de Jimin; queria levá-lo para conhecer a vida e o mundo ao seu lado, mas o baque era bem maior quando se lembrava da possibilidade disso nunca acontecer. A probabilidade da família de Jimin conseguir tirar Jungkook da Coreia do Norte era baixa e ele teria que ser obrigado a se casar com uma mulher que não amava para honrar o nome da família Park. Isso doía mais do que ele temia, para falar a verdade.

“Então hyung, qual é o seu plano? Digo, sua proposta.” Jimin acordou do seu momentâneo transe ouvindo aquela delicada voz que soava como música para seus ouvidos. “Espero que não seja mais um daqueles planos incogitáveis de fugir enquanto estão distraídos.” Proferiu descontraído, mesmo sabendo que aquela seria a tal proposta. Todos os anos eram assim, o mais velho pedia, quase numa súplica, mas Jungkook estava ciente das consequências e não queria assinar seu próprio atestado de óbito. “Eu quero te dar uma vida melhor e não vai ser lá que você vai ter.” Disse, apontando em direção ao lado norte da fronteira. “Você precisa confiar em mim, por favor.” Suspirou derrotado. “Nós já conversamos sobre isso, amor.” A última palavra foi dita quase como um sussurro, mas em volume suficiente para o mais velho ouvir. “Vamos dar tempo ao tempo, como combinamos, tudo bem?” Jungkook mal tinha terminado a frase e já se ouvia os sons das sirenes que indicava o fim da visita. A partir daqui começava a tarefa mais difícil: Ambos não sabiam lidar com despedidas, mesmo depois de todos esses anos. Jimin sempre acabava como uma criança chorando nos braços da mãe enquanto via Jungkook de costas, sem poder olhar para trás por ordens dos guardas. Assim começava mais um ano para Jimin sem primaveras, invernos, outonos e principalmente verões, pois o seu sol está brilhando do outro lado da fronteira.

 



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