História Extinct World - Capítulo 43


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Categorias Andrew Lincoln, Chandler Riggs, Nick Robinson, Norman Reedus, Ryan Newman, The Walking Dead
Personagens Abraham Ford, Carl Grimes, Carol Peletier, Daryl Dixon, Enid, Eugene Porter, Gabriel Stokes, Glenn Rhee, Maggie Greene, Michonne, Negan, Paul "Jesus" Monroe, Rick Grimes, Rosita Espinosa, Sasha, Tara Chambler
Tags Carl Grimes, Ivy Dixon, Nathan Lightwood, Perigo, Romance, Zumbi
Exibições 148
Palavras 1.940
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Crossover, Famí­lia, Luta, Romance e Novela
Avisos: Canibalismo, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Aqui estou eu novamente!! Não demorei muito,né? Então amores,já começo agradecendo aos 255 favoritos!!! Amo vocês <<3

A música do cap de hoje é Everybody Hurts -R.E.M. Uma das canções mais tristes do mundo,se não a mais! Espero que gostem! Bjs e boa leitura!!

Capítulo 43 - Tears of pain


Fanfic / Fanfiction Extinct World - Capítulo 43 - Tears of pain

Não desista de si mesmo.Pois todo mundo chora
E todo mundo sofre, às vezes.Às vezes tudo está errado.
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Ivy Pov's on

Abro os olhos lentamente tentando me acostumar com a claridade que os faz doer.Sinto um leve incômodo no braço,olho para ele e vejo que há uma mangueirinha presa ao mesmo.Levo minha mão até ele e a retiro.

—Ei, vamos com calma. Você não deveria tirar  isso. –Uma voz fala. Olho rapidamente para a direção de onde ela vinha e vejo o garoto dos cavalos,se não me engano,Kyle. —Você ainda precisa tomar soro. Seu amigo acabou de sair,ele disse que precisava resolver uma coisa,mas que logo voltaria. –Não digo nada,respiro fundo e fecho os olhos novamente,deixando uma lágrima escapar. A vontade de chorar era incontrolável.—Você está bem?

Escondo meu rosto entre as mãos e começo a chorar copiosamente. Eu precisava colocar tudo para fora,toda a raiva,tristeza e principalmente o ódio,ódio do Negan e de todos os Salvadores. Eles levaram o meu pai e eu não ao menos tentei impedir,nem ao menos me mexi. Eu queria fazer alguma coisa,mas o meu corpo simplesmente parou de me obedecer.Tudo estava uma bagunça dentro de mim e eu só sentia vontade de chorar.

—Desculpa,eu...desculpa. –Digo com a voz embargada pelo choro.

—Está tudo bem. –Ele se senta na beirada da cama. —Olha,se você quiser desabafar,pode falar comigo.

—Eu não desabafo com estranhos. –Mesmo sem querer acabo sendo grossa e ele solta um riso anasalado.

—Bom, tecnicamente eu não sou um estranho. Já não conhecemos antes. Eu sou…

—O garoto dos cavalos, Kyle McCallister. –Eu o interrompo. —Eu me lembro.

—Fico muito feliz que você se lembre de mim. –Ele sorri. Ficamos em silêncio,eu não queria conversar,eu queria ficar sozinha. Queria chorar,gritar e viver o luto.

—Será...será que eu posso ir no banheiro? –Eu pergunto.

—Claro. É ali. –Ele aponta para uma porta e eu assinto. Me levanto e vou em direção a mesma,entro e fecho a porta. Olho o meu reflexo no espelho que havia no banheiro e vejo que estou acabada. Meus olhos estão vermelhos e inchados de tanto chorar,minha testa está ferida e minha blusa manchada com respingos de sangue,o sangue do Glenn. Fecho os olhos por alguns instantes e aquela cena horrível vêm em minha mente,as lágrimas voltam a descer sem que eu tenha controle.

Você se sente culpada,não é mesmo? Porque no fundo você sabe que tudo isso é sua culpa.

Ouço uma voz e então abro os olhos,levando um susto ao ver pelo espelho a figura de Jhonny atrás de mim,rapidamente me viro,mas não encontro nada. Chacoalho a cabeça,ligo a torneira e jogo um pouco de água no rosto.

As pessoas ao seu redor sempre se machucam por sua causa,você é a destruição delas,você é a vadia nojenta que só atraí coisas ruins.

Ouço a voz novamente e sinto a raiva percorrer o meu corpo. Eu sabia que aquilo era uma alucinação,Jhonny estava morto,não tinha como ser real.

—Volte para o inferno,desgraçado. –Digo olhando para a figura que me encarava com o típico sorriso psicopata.

A sua mãe morreu por sua causa,assim como o Billy,a Molly,Jhenny e todas as pessoas do acampamento. Você é a destruição,Ivy.

—EU MANDEI VOLTAR PARA O INFERNO,DESGRAÇADO! –Grito e desfiro um soco no espelho,fazendo o mesmo se partir em milhares de pedaços. Sinto uma dor em minha mão e a olho,notando que a mesma está sangrando.

Fico parada por alguns instantes,observando o meu sangue pingar no chão,até que a porta se abre bruscamente e me tira do transe.

—Meu Deus,você está bem? –Kyle pergunta olhando para os cacos de vidro espalhados pelo chão,depois para a minha mão machucada. —Caramba,você vai precisar de uns pontos nisso. Vem,deixa eu cuidar disso. –Não digo nada,apenas o sigo. Me sento na cama enquanto ele pega o kit de primeiros socorros. —Me avise se doer,tudo bem? –Ele se senta ao meu lado e pega em minha mão machucada. Kyle joga um líquido que faz o ferimento arder,fazendo com que eu soltasse um ‘’ai’. —Isso vai evitar que o machucado infeccione. –Ele começa a limpar o machucado com um pedaço de algodão. Depois,ele pega uma agulha e uma linha. —Isso vai doer...–Kyle olha para mim como se pedisse permissão para continuar,assinto e então ele começa a dar os pontos. Faço uma carreta, a dor incomoda muito,mas consigo aguentar.

—Desculpa pelo espelho. –Digo num tom baixo.

—Tudo bem, você me livrou de ter que acordar todos os dias e ver essa minha cara feia.–Ele diz num tom brincalhão. Tento sorrir,mas isso não funciona muito. —Eu sinto muito pelos seus amigos...de verdade.

—Obrigado. –Engulo o choro entalado na garganta.

—Você pode achar que eu não entendo sua dor,mas eu entendo. Quando tudo aconteceu, meus pais,meus irmãos e eu saímos de Druid Hills rumo a Washignton,mas no meio do caminho sofremos um grave acidente. Meus pais morreram na hora e minha irmã,Suzy, de apenas 2 aninhos, foi lançada para fora do carro e também morreu. Eu e meu irmão,Rory,sobrevivemos e encontramos Hilltop. –Ele sorri,mas a expressão de seu rosto era de tristeza. —Quando os muro foi construído,os Salvadores apareceram.Eles fizeram muitas exigências e ameaças. E mataram o meu irmão. –Noto que seus olhos estão marejados. —Eles o espancaram até a morte bem em minha frente,eu fui obrigado a assistir tudo e não pude fazer nada.

Jesus já havia nos contado essa história quando o grupo veio aqui pela primeira vez,mas agora,depois de saber que o menino era irmão de Kyle,ela ficou ainda mais triste. Eu sabia o que ele sentia,a dor,a raiva e a sensação de não ter feito mais,eu sentia o mesmo. Tenho certeza de que, a cena do irmão morrendo em sua frente jamais saíra de sua cabeça,assim com a cena da morte de Glenn e Abraham jamais saíra da minha. Toda vez que eu fechar os olhos,vou me lembrar daquilo.

—Sinto muito pelo seu irmão. –Digo sincera.

—Obrigado. –Kyle sorri de canto. —Pronto...–Ele solta a minha mão. —Você só não deve fazer muito esforço com essa mão,ou os pontos podem abrir.

Eu o agradeço com um leve menear de cabeça. A porta do trailer se abre e Carl passa por ela,assim que ele me vê ele vem em minha direção e me abraça fortemente. Kyle se levanta e sai,deixando Carl e eu a sós.

—Eu fiquei preocupado. Você está bem? –Ele se afasta um pouco. Olho em seu olho e nego com a cabeça,o abraçado novamente e voltando a chorar.

—Ele levou o meu pai...–Digo entre soluços. —E ele pode matá-lo.

—Ei, calma. Vamos dá um jeito e…

—Que jeito? –Eu o interrompo e me afasto. —Não tem mais jeito,Carl. Está tudo ferrado, Negan ferrou tudo. Ferrou com o Glenn,ferrou com o Abraham,ferrou com o meu pai e vai ferrar com a gente.

—Não se ferrarmos com ele primeiro. –Carl diz firme. —Eu juro para você,Ivy, na primeira oportunidade eu mato aquele desgraçado.

—Não é tão simples. Você viu quantos homens ele tem? Mesmo que eu odeie admitir,não temos chances.

—Temos Hilltop…

—Mesmo assim eles ainda terão mais.

—E o que vamos fazer? Nós ajoelhar?–Ele cruza os braços.

—Jamais vou me ajoelhar.–Digo decidida — Eu também quero matá-lo e faria sem hesitar,mas os Salvadores estão com o meu pai e eu não quero arriscar.– Eu estava com medo do que aqueles homens pudessem fazer com ele agora que vi do que são capazes.

—Daryl é esperto. Ele vai dá um jeito nisso.

—Ele está sozinho. E quando se está sozinho nessa vida,ficamos fracos.

Carl fica quieto apenas me encarando. No fundo ele sabe que o que acabei de dizer é verdade,quando temos alguém,só pensamos em sobreviver.Mas quando estamos sozinhos,só pensamos em morrer.

—Ele vai aguentar firme,porque ele tem você. –Carl diz e meus olhos se enchem d’água.—Você pensa nele. E uma vez me disseram que o lugar em que alguém está pensando em você,é o lugar para onde você deve retornar. –Sinto minhas lágrimas descerem,o abraço forte e me permito chorar.

Ficamos abraçados por um bom tempo,eu chorava silenciosamente enquanto Carl acariciava os meus cabelos.Eu não conseguia parar de pensar no meu pai,sozinho e em um lugar onde nem ao menos sabemos onde fica. A minha mão latejava,mas a dor física não se comparava a dor que eu sentia no peito.

—Como a Maggie está? –Eu pergunto me afastando um pouco de seus braços.

—Não sabemos. O Dr Carson ainda não saiu do trailer.

—Ela vai ficar bem,não é? Todos nós vamos...–Eu disse,mesmo sabendo que não era verdade.

—É. –Sua resposta foi vaga e eu sabia que ele não achava que tudo ficaria bem. —O que houve com a sua mão?

—Ahn...–Fito a mesma que estava enfaixada. —Eu dei um murro no espelho e acabei me cortando...–Ele me encarava com uma expressão preocupada. —Eu estou bem,mas não quero falar sobre isso.

—Tudo bem. –Ele coloca uma mecha do meu cabelo para atrás da minha orelha e depois deposita um beijo em minha testa.

A porta se abriu novamente e Kyle passou pela mesma.

—Seus amigos já estão voltando para Alexandria.–Ele diz e Carl e eu nos levantamos.  

—Obrigado,Kyle,por tudo. –Eu agradeço.

—Não precisa agradecer.Pode contar comigo,sempre. –Ele sorri. Balanço a cabeça e então Carl e eu saímos de seu trailer.

Seguimos caminhando até a casa no centro na comunidade,onde todos estavam reunidos. Rick e Michonne conversavam com Jesus enquanto Rosita,Aaron e Eugene esperavam perto do nosso trailer.

—Nós enterramos os dois aqui. Acho que não íamos aguentar olhar para os corpos deles até chegarmos em Alexandria. –Carl diz e eu concordo com a cabeça.

—Você pode me levar até lá? Eu quero me despedir. –Peço e Carl assente.

Caminhamos até onde Glenn e Abraham haviam sido sepultados. Não foi difícil encontrar suas covas,pois só tinham duas,ao que parece,o pessoal aqui não enterram seus mortos.Me ajoelho entre as duas covas e coloco uma mão em cada uma e fecho os olhos.

A morte não é nada.Eu apenas passei para o outro lado do caminho.

Que o meu nome seja pronunciado como sempre foi,sem ênfase de nenhum tipo.

Sem nenhum traço de sombra ou tristeza.A vida significa tudo que significou,o fio não foi cortado.

Eu não estou longe,apenas passei para o outro lado do caminho.

—Que em paz vocês deixem a terra.Que no amor encontrem o próximo. Façam uma passagem segura nas suas viagens,até nossa última jornada em terra firme. Que nos encontremos novamente. –Digo deixando algumas lágrimas escaparem. Fico mais alguns instantes com os olhos fechados,até que sinto uma mão em meu ombro.

—Ivy,temos que ir. –Carl diz. Me levantando devagar e olho uma última vez para as covas antes de seguir de volta para perto do pessoal.

[...]

O percurso de volta para Alexandria foi em completo silêncio. Ninguém disse nada desde que saímos de Hilltop. Todos estavam alheios,perdidos nos próprios pensamentos,com semblantes tristes e cansados.Eu estava encolhida em um canto qualquer do trailer,abraçada com as minhas próprias pernas. Eu pensava em Maggie,não tivemos nenhuma notícia dela,e como Rick precisava voltar para Alexandria,Sasha ficou em Hilltop para cuidar dela.Espero que fique tudo bem com ela e com o pequeno Glenn Junior.

O movimento do trailer cessa,demoro alguns instantes antes de descer do veículo e quando o faço,noto que está garoando.

O mundo está chorando e lamentando por aqueles que nos deixaram.

Fecho os olhos e deixo o cheiro de terra molhada invadir o meu nariz. Tudo parecia estar tão calmo por aqui,mas isso logo irá acabar. O tempo da calmaria se foi e agora virá uma tempestade,uma grande e devastadora tempestade. A partir de hoje teremos que nos manter firmes e unidos,só assim nosso barco não irá afundar.


Notas Finais


Então? O que acharam?
Bom,gente apenas para deixar claro...a Ivy estava consciente quanto o Negan matou o Dwight levar o Daryl. Mas uma pessoa em choque não reage ao que acontece no mundo exterior,por isso não não reagiu. O que de uma certa forma foi bom,imagina se ela reagisse e o Negan matasse mais alguém? (Já que ele adora fazer isso). Espero que vocês tenham gostado do cap! Beijão e até o próximo<<3


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