História Eyes on you - Chanbaek - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Lay, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Suho, Xiumin
Tags Chanbaek, Preconceito, Romance, Superação
Visualizações 345
Palavras 2.695
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Fluffy, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá pessoas! Desculpem a demora!
Desculpem os erros e boa leitura! <3

Capítulo 3 - Where did you came from?!


Fanfic / Fanfiction Eyes on you - Chanbaek - Capítulo 3 - Where did you came from?!

Baekhyun’s POV

- Da onde você surgiu? –Pergunto sendo completamente descarado.

- Sou da sua turma. –Ele suspira. – Eu estava doente e não vim durante todo esse tempo para não prejudicar mais ninguém.

- Você entrou numa briga por mim... Por que, Chanyeol?

- Porque você estava indefeso, seu cachorro estava sendo chutado de todos os lados e não conseguia fugir e você estava sangrando no chão. Ainda está sangrando, aliás.

- Você poderia me ajudar? –Pergunto sem graça.

- Claro. –Ele responde e uma movimentação começa no espaço em que estávamos. – Vai arder, está bem? –Afirmo.

- Já estou acostumado. –Sorrio triste e ele suspira.

- Não deveria estar. –Ele encosta o algodão em minha bochecha.

- Ai!

- Eu avisei. –Ele solta uma leve risada e se apoia em minha perna. O que eu não esperava era que fosse doer como o inferno.

- AAAAAAAAAH! SAI! SAI! –Ele sai rapidamente e eu começo a lacrimejar pela dor.

- Eu acho que você quebrou a perna. –Minha surpresa era tão óbvia que veio junto com meu choro.

- Tá doendo muito, Chanyeol!

- Calma, Baek... Logo sua mãe chega e estará tudo bem.

- Filho? –Sinto minha mãe pegar em meu rosto e choro ainda mais.

- Mãe... Mãe, minha perna... –Soluço.

- Ele deve estar com a perna quebrada Sra. Byun... Ele gritou quando eu encostei...

- E você, quem é? –Minha mãe pergunta desconfiada.

- Park Chanyeol, prazer! Eu ajudei Baekhyun e o cachorro a fugir. O trouxe pra cá imediatamente.

- Lucky... Onde está o Lucky? –Pergunto segurando a mão de minha mãe que a aperta.

- Filho... O Lucky está em uma situação complicada... Os veterinários estão cuidando dele e logo teremos notícias.

- Ele vai morrer? –Pergunto já começando a chorar novamente.

- Não, não vai, meu amor. Ele e você ficarão em ótimo estado.

- Sra. Byun!

- Não me venha com essa, diretora! Você quebrou sua palavra! Olha o estado do meu filho! O cachorro dele está em cirurgia por culpa do mesmo babaquinha que a senhora insiste em manter num lugar como esse, onde a promessa é inclusão! Meu filho está apanhando sempre que aparece por aqui e a senhora não faz nada sobre isso! Sabe o que vai finalmente fazer você mexer essa sua bunda gorda? O processo que eu vou colocar nas suas costas!

- Creio que possamos conversar sobre isso...

- Não! Nós não podemos. Ou aquele palerma paga pelo o que fez com meu filho ou quem paga é a instituição. E esteja ciente de que eu vou pedir indenização pela perna quebrada de Baekhyun e pelo tratamento do Lucky.

- A senhora está se equivocando.

- Me equivocando? Eu sou advogada, minha senhora! Conheço as leis como conheço minha própria casa! Eu estou no meu direito e a senhora está sendo ignorante com meu filho que precisa de cuidados especiais.

- Conversaremos mais tarde, senhora Byun.

- Com certeza iremos. Com o processo em minhas mãos. –Minha mãe ameaça e a diretora sai batendo os pés com firmeza.

- Mãe... Podemos ir ao hospital agora?

- Claro, meu amor. –Ela passa meu braço em volta de seu pescoço, mas Chanyeol impede.

- Eu levo ele.

- Não precisa.

- Mãe... –Encosto nela. –Precisa sim.

- Está bem... Então precisa. –Ela suspira e então Chanyeol me guia em seus braços. – Pode colocá-lo aqui atrás.

- Quer sentar ou deitar, Baek?

- Pode me pôr sentado... Eu não sei se consigo esticar a perna.

- Tudo bem. Aqui vai. –Ele então me põe sentado e arruma a coberta que sempre ficava no banco sobre mim.

- Muito obrigado, Chanyeol. De verdade. Eu nunca tive alguém como você na minha vida...

- Bem, agora tem. –Pude sentir ele sorrir e então sorrio de volta. – Vá se cuidar, está bem? Você está cheio de sangue.

- Eu vou. –Afirmo e hesito em colocar a mão no rosto do garoto que me ajudou.

- Muito obrigada, Chanyeol. –Minha mãe diz.

- Não foi nada, senhora Byun.

- Muito obrigado. –Agradeço de novo e ele sorri mais uma vez.

- Não precisa ficar agradecendo. Apenas vão logo. –Então ele fecha a porta com cuidado e minha mãe dá a partida.

- Gostei dele. Pode continuar com ele.

- Mãe! Ele apenas me ajudou!

- E é desse tipo de pessoa que você precisa. É uma pena você não ver a bondade no olhar dele... Chanyeol vai ser um bom amigo, meu amor.

- Mas e se ele não quiser ser meu amigo?

- Isso teremos que ver com o tempo... Mas ele me parece uma boa pessoa, ele vai querer ser seu amigo sim.

- Isso é intuição de mãe?

- Isso é intuição de mãe. –Ela ri e eu acabo sorrindo. – Seja amigo dele, meu amor.

- Eu serei. Espero que ele seja o meu também.

[...]

E essa é a parte onde eu vou para a escola com a perna quebrada e sem ajuda de ninguém. Eu estava com aquela botinha ruim de andar. O médico disse que era necessária, mas que eu não poderia ficar sozinho. Claro que eu tentei convencer minha mãe a me tirar da escola, mas não deu certo.

- Mãe... Eu não vou conseguir. –Digo triste.

- Claro que vai! Você é forte e sempre conseguiu tudo, filhote.

- Baekhyun! –Viro a cabeça para a direção que me chamaram e então logo sinto Chanyeol por perto.

- Bom dia, Chanyeol.

- Bom dia, senhora Byun. –Sinto-o sorrir e acabo sorrindo junto. –Você não me parece muito melhor...

- Eu não estou... Mas eu preciso vir.

- Eu poderia te passar a matéria depois.

- Mãe! Vamos embora! –Ela ri alto.

- Você vai acostumar ele mal, Chanyeol.

- Desculpe. –Ele ri sem graça.

- Pode levá-lo até a sala para mim?

- Pode deixar que ele ficará seguro comigo. –Sorrio sem graça e então sinto-o pegar em minha mão e trazer até seu braço.

- Tchau, filhote! –Ela me dá um selar no nariz e logo em seguida um beijinho de esquimó.

- Tchau, mãe! –Sorrio e então ouço os saltos dela se distanciarem.

- Vocês são fofos. –Chanyeol comenta e eu rio segurando firme em seu braço para poder pegar a muleta com o outro. – Não precisa disso. –Ele pega a muleta e minha mochila de minhas costas. –Segure em mim com suas duas mãos e coloque a botinha no chão.

- Eu tenho medo. –Confesso.

- Vai por mim, vai ser melhor assim. –Afirmo e então seguro firme na área onde ficava o cotovelo dele.

- Você é alto, Chanyeol? Parece bem alto. –Digo dando o primeiro passo.

- Tenho 1,85 de altura.

- O que significa isso? –Pergunto confuso e ele ri.

- Que eu sou bem alto, Baek. –Sinto meu rosto queimar e abaixo a cabeça. –Eu disse algo errado?

- Bem... É que... – Engulo em seco e sinto o peso do olhar dele em mim. – Ninguém nunca me deu um apelido antes.

- Nunca? – Nego.

- A não ser minha mãe, claro. –Ele ri e logo chegamos na sala de aula.

- Seu lugar, Baek. –Ele me senta e coloca minha mochila ao meu lado.

- Obrigado, Chanyeol. –Sorrio.

- Seu sorriso é lindo. Deveria sorrir mais vezes. – Sinto meu rosto esquentar de novo e ele ri. –Você é fofo.

- Estou com vergonha.

- E isso é fofo. –Ele afirma.

- Tudo bem então... –Sorrio fraco.

- Como está o Lucky?

- Se recuperando em casa... Ele também quebrou uma perna.

- Coitado! Por isso estava gritando tanto!

- Eu não gosto nem de lembrar. Os gritos dele foram agoniantes para mim... Eu só queria poder salvá-lo...

- Sua mãe nunca te levou para aulas de autodefesa?

- Não... Eu não saia de casa.

- Por que não?

- Porque as pessoas me faziam mal, mesmo sem me conhecer...

- Mas você tem o Lucky...

- Ele nunca foi obstáculo. Não vê pela situação de semana passada? As pessoas tiravam a atenção dele e me deixavam perdido em qualquer lugar. Eu ia a um parque perto de minha casa e sempre tinha que ligar para minha mãe me buscar, pois eu não conseguia achar o caminho de volta.

- Sério? Eles enganavam o Lucky só para te prejudicar? –Afirmo. – Que crueldade.

- Bem... Está tudo bem agora. –Sorrio de lado. – Ao menos eu tenho meu celular e eu posso ligar para minha mãe...

- Eu posso te ajudar também.

- Por que você é tão bom comigo, Chanyeol? –Pergunto com curiosidade.

- Porque eu já estive em seu lugar, Baek. Eu já fui alvo de muita chacota na escola.

- Mas por quê? Você não é cego, não é surdo e nem mudo... O que eles faziam com você? –Pergunto com certo medo.

- Por isso aqui. –Ele pega minhas mãos e leva em sua direção.

Senti suas orelhas e usei minha curiosidade para desenhá-las com meus dedos. Eram aveludadas e gostosas de mexer. Sorri e continuei mexendo nelas.

- Se divertindo? –Levo um pequeno susto e então tiro minhas mãos rapidamente.

- Desculpe... Elas são realmente gostosas de tocar. –Sinto meu rosto queimar novamente e ele ri.

- Gostosas? Apenas isso? –Afirmo. –Elas são grandes, Baek. Desproporcionais a minha cabeça e sempre tiraram sarro de mim. Me apelidaram de dumbo e até hoje algumas pessoas me chamam assim.

- Isso é crueldade! A culpa não é sua!

- Assim como a culpa também não é sua, concorda? –Fico envergonhado e afirmo. –Por isso estou aqui para te ajudar.

- Bem... Obrigado. –Sorrio e ele dá um leve aperto em minha mão.

- Não tem de quê.

[...]

- Chanyeol...

- Sim?

- Pra onde está me levando?

- Pra cantina, você não come? –Nego.

- Nunca fui à cantina. As pessoas nunca me ajudam a chegar em algum lugar e Lucky não sabe vir.

- Bem, eu vou ensiná-lo então. –Sorrio largo. – Vamos ficar com meus amigos, tudo bem?

- Mas e se eles não gostarem de mim? –Pergunto desconfortável.

- Ninguém precisa gostar de você, Baek. O que importa é o respeito. –Fico admirado e acabo afirmando. –Gente, Baekhyun, Baekhyun, gente. Tratem ele bem, eu vou buscar comida.

- Oi pra você também, Chanyeol. –O garoto bufa e eu me encolho ao não sentir mais a presença do mais alto.

- Não sejam mal educados! Prazer, Baekhyun, sou Kyungsoo.

- Hm... É um prazer. –Sorrio e então todos eles riem, me fazendo ficar envergonhado.

- Desculpe, Baekhyun. Eu esqueci que era cego e estava estendendo minha mão, por isso eles riram.

- Ah... Está tudo bem... Eu peço desculpas também.

- Mas não precisa, não é sua culpa. –O garoto de antes falou. – Sou Minseok, é um prazer.

- Igualmente. –Respondo e então os outros começam a dizer seus nomes... Eram mais dois garotos: Jongin e Sehun, ambos mais novos.

- Voltei. –Chanyeol ocupa o lugar ao meu lado e então coloca algo em minha mão. –Para você, coma.

- O que é? –Pergunto curioso, cheirando.

- Apenas coma, você vai gostar.

- Tem certeza? –Ele solta um resmungo em afirmação e então eu mordo. Era gostoso, um pão assado com queijo quentinho.

- E então?

- Gostoso. –Sorrio de lado. –Obrigado.

- Se continuar me agradecendo assim, vamos passar o dia todo só ouvindo você dizer obrigado.

- Ele está sendo educado, Chanyeol! –Minseok o repreende.

- Mas com tantas coisas que eu faço, ele realmente vai passar o dia agradecendo.

- Não liga para o hyung... Ele é meio bruto às vezes.

- Pode deixar. –Sorrio.

[...]

Ligação ON

- Mãe?

- Baek... Filho, será que você consegue ir para casa sozinho?

- Eu não sei... Acho que não, mãe... Por quê?

- Lucky precisa de mim... Ligaram-me do hospital e me querem lá agora.

- Sério? Será que aconteceu alguma coisa?

- Eu não sei filhote. Tente ir pra casa, está bem? Se não conseguir eu vou até você ou peço um táxi, não sei.

- Tudo bem, mãe. Eu vou tentar. –Suspiro.

- Eu te amo, está bem?

- Eu também te amo. Até logo.

- Até, filhote.

Ligação OFF

- O que houve, Baek?

- Eu tenho que ir pra casa sozinho...

- Sua mãe não vem? –Nego.

- Lucky precisa dela, então ela não poderá vir hoje.

- Eu te acompanho. Sabe onde mora? –Nego.

- Está na minha agenda.

- Posso pegar? –Afirmo e então ele retira a mochila de minhas mãos. – É perto de minha casa, Baek! Podemos realmente ir juntos!

- Sério?

- Seríssimo. Vamos, vou te acompanhar até sua casa. –Ele põe meu braço no seu e logo estávamos andando. –Como está sendo pisar no chão?

- Um pouco incômodo, mas tudo bem. Dá pra suportar.

- Então tudo bem. –Ele continua me guiando e eu me segurava cada vez mais forte nele tanto por medo quanto por dor em minha perna.

O que mais me chamou a atenção era que o quanto mais eu subia com minha mão, mais alto ele parecia. Aquilo atiçava minha curiosidade, pois eu não podia ver sua altura e não tinha noção alguma de espaço.

- Chanyeol...

- Sim?

- Posso sentir sua altura? –Ele para de andar e eu fico com medo de ter pedido algo feio.

- Claro. –Ele pega meus pulsos e coloca em seus ombros. – Pode ir subindo por conta própria, Baek.

- Está bem. –Digo nervoso e vou descobrindo o maior com minhas mãos, até o topo da cabeça, onde eu quase não alcancei. Foi preciso me por na ponta do pé para alcançar. – Você é realmente bem alto. –Ele ri e então faz carinho em meu cabelo.

- Sim, eu sou. –Ele diz ainda rindo. – Agora vamos, já estamos quase chegando. –Afirmo e então ele volta a me guiar.

- Chan, pega a minha bengala na mochila?

- Claro. –Ele começa a mexer no zíper da bolsa e então meu celular toca.

Ligação ON

- Mãe?

- Filho, onde você está? –Ela pergunta preocupada.

- Quase em casa. Chanyeol está comigo.

- Deixa eu falar com ele.

- Chanyeol, minha mãe quer falar com você. –Estendo o celular e logo o sinto pegar.

- Sra. Byun? Sim... Estamos em frente a sua casa. Ficar com ele? Posso sim. Claro, tudo bem. Posso mesmo? Tudo bem então. Não há de que. Até logo.

Ligação OFF

- O que houve?

- Ela me pediu para ficar com você até que ela chegue. Vamos pedir uma pizza e faremos alguma coisa para passar o tempo.

- Tudo bem. –Sorrio.

- Sua chave está aqui? –Afirmo.

- No bolsinho de fora. No menor.

Logo ele já fazia barulho com a chave e abria as portas para nós. Fui ao meu quarto e coloquei minha mochila encostada em minha cama, como sempre, logo voltando para a sala onde pude sentir a aura dele.

- Onde você está? –Pergunto. – AAAAH! –Sinto suas mãos em minha cintura e grito alto pelo susto.

- Desculpe, não quis te assustar assim. –Ele ri alto e eu me encosto na parede respirando fundo. –Desculpa, Baek.

- Tá... Tudo bem. –Suspiro e vou andando até o sofá, onde me sento. – Estou com fome.

- Vou pedir a pizza.

- Mamãe te disse onde está o dinheiro?

- Sim senhor. Vou usar seu telefone.

- À vontade. –Sorrio e espero por ele sentado sem fazer barulho.

- O que você faz quando está sozinho em casa?

- Depende... Tem um programa que minha mãe me contou que é um desenho e eu gosto de ouvir... Mas ele só passa final de tarde. Eu leio, escuto música e saio no jardim pra brincar com Lucky.

- E agora, quer fazer o que?

- Eu não tenho preferência. Quer escolher?

- Bem... Eu notei que você tem um violão... Posso tocar?

- Minha mãe chegou. –Tensiono e sinto o clima ficar pesado. – Aconteceu alguma coisa.

- O que? Como sabe? –Ouço a porta ser destrancada e logo os passos de minha mãe.

- Mãe? O que houve?

- Filho... O Lucky... Ele... Não resistiu.

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado!
Até logo! <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...