História Eyes on You - Capítulo 47


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Exibições 89
Palavras 1.344
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Nossa querida Margot Churchill na capa do capítulo de hoje.
Enfim. Eu voltei! E finalmente com um capítulo novo. Ouso dizer que fiz algumas alterações no último da história e acho que vocês vão gostar bastante.

Ah, e para quem quer entrar no grupo da história no whatsapp, deixe seu número COM O DDD PELO AMOR DE DEUS E NOME DE CONTATO, nos comentários ou no meu twitter @indulgennt (na famosa DM, para as mais reservadas). Não fala que quer entrar sem me mandar o número que eu vou ficar louca aqui dentro, viado.
Enfim, é isso.
Amo vocês.
Se preparem para dar tchau para o Heath.
Foi mal o spoiler.
É nois.

Capítulo 47 - Quarenta e Sete


Fanfic / Fanfiction Eyes on You - Capítulo 47 - Quarenta e Sete

Com a comida mexicana em mãos, eu e Franklin decidimos não ir aos três primeiros períodos de aula daquele dia. Estávamos sentados no capô de seu carro com tacos extremamente recheados já mordidos. Havia migalhas em meu colo e provavelmente, algumas em fios de meu cabelo.  Frank insistia em colocar ketchup na massa crocante, o que deixava os cantos de sua boca sujos.

− Frank, você está todo sujo de molho.

− E você de migalhas de taco, Ally. – Ele retrucou de boca cheia. – Se algum garoto bonito aparecer você avisa que eu me limpo e jogo isso aqui longe.

Dei risada e concordei.

− Hm, queria te contar uma coisa. – Falei após engolir a comida. Frank me olhou esperando que eu falasse, os olhos puxados mais apertados do que são naturalmente, devido a claridade do sol. – Não contei antes porque tive que resolver algumas coisas com o Heath, mas enfim. Quando descobri que Bryanna era a dona do Trinity News, ela me contou também que Margot estava envolvida, de certo modo.

− Que piranha. – Ele respondeu. Neguei com a cabeça. – Não é uma piranha?

− Não necessariamente, ela meio que estava do meu lado, me ajudando a não ficar mais exposta do que já estava.

− E falou com ela sobre isso?

− Deveria? –Pergunto após um silêncio curto. Franklin revira os olhos e limpa os cantos da boca com um guardanapo.

− Acredito que sim, vai que você acaba descobrindo algo mais sobre o relacionamento dela com o Heath, ou sobre o próprio Heath, sei lá. – Deu de ombros.

Não respondi, olhei para frente e continuei comendo junto dele, em silêncio. A ideia de Heath poder esconder algo de mim a essa altura do campeonato me deixou desconfortável, não que eu tenha acreditado, mas se fosse verdade, não penso em realizar um término, mas dependendo da informação, eu ficaria bem chateada.

Frank me cutucou. Olhei para ele.

− Duvido muito que há algo sobre Heath que você não saiba Alicia. Não precisa ficar pensativa e preocupada desse jeito, vai ficar tudo bem.

Dei um sorriso para meu amigo, agradecendo silenciosamente pelas palavras confortantes. É como ele me disse, vai ficar tudo bem.

- - - - - -

Heath e eu estávamos em seu carro. Uma banda desconhecida por ambos tocava aleatoriamente no rádio, a voz da cantora era o único som que impedia o silêncio por completo. Ele tamborilava os dedos no volante e tinha uma expressão tranquila e despreocupada no rosto, sem se incomodar pelo fato de estarmos quietos e sem sobre o que falar um com o outro. Ora ou outra, sentia seu olhar sobre mim e ele voltava a olhar a estrada. Eu só estava pensativa, não queria que pensasse que estivesse distante ou algo assim.

− No que está pensando? – Ele pergunta, tirando-me do transe.

− Como sabe que estou pensando em algo?

Seu olhar foi direcionado pra mim rapidamente junto com um sorriso de canto divertido.

− Eu te conheço. – Deu de ombros. – Então, o que está passando na sua cabeça agora?

− Meus pais. – Respondi olhando a estrada empoeirada do Texas. – Na nossa discussão idiota depois que eles foram embora.

− Quer que eu te conte o porquê namorei Margot, então? – Heath disse. Não soou bravo, muito menos receoso de falar sobre aquele assunto. Ainda estava tranquilo, as mãos tocavam no volante ao invés de apertá-las quando ele tentava não se irritar. Suspirei em alívio por não ouvi-lo fugir do assunto mais uma vez. Era engraçado meu interesse não ser mais tão alto quanto antes, só estava curiosa. Curiosa em um nível de: se me contar tudo bem, se não, tudo bem também. – É simples. Os pais dela são ricos, o meu mais ainda, sobrenomes famosos, empresas boas para coordenarmos juntos... Por aí vai. Não tem nada de mais, sério. Se nos beijamos mais de dez vezes, acho que foi muito. Na escola a gente tinha que dar alguns selinhos e andar de mãos dadas só para disfarçar um pouco, afinal aquele site ridículo não deixava a gente em paz um segundo.

Seus olhos azuis olharam em direção aos meus, fixos nele.

− Você deve estar se perguntando sobre os pitis do meu pai, não é? Bom, você viu com os próprios olhos que ele é um tanto quanto... Materialista, entende? Eu não o culpo, de verdade, depois que minha mãe morreu quando Mary Jane era pequena, ele ficou um pouco perdido sobre como cuidar de nós dois, e acabou se afastando, acho que ele não queria que criássemos esperança nele. Mas... Não consigo odiá-lo. – Dá um riso sarcástico. Continuei em silêncio. – Deve ser porque ele é meu pai acima de tudo, quem paga meus estudos de agora e que pagará os do futuro quando me formar em TrinityVille. Mary não entende isso muito bem agora, ainda acha ridícula a ação dele em relação a nós, mas tudo bem, acho que ela vai aprender ainda a gostar dele nem que seja por ele ser seu pai.

Coloquei a mão em sua coxa após ele terminar de falar.

− É bem legal você pensar assim, Heath.

− Ah, sei lá. Acho que é a maneira mais correta. Está com vontade de comer torta? Nós iríamos a um restaurante japonês, mas... Acabei me perdendo. Não sei muito bem onde estamos...

− Estamos perdidos? Heath! – Exclamei, ele deu risada.

− Sem pânico, se formos sortudos, irá ter um lugar para a gente transar aqui por perto.

Dei um soco em seu braço, vendo-o praguejar de dor em meio aos risos.

− Ai Alicia! Eu estava brincando, cruzes.

− Vai ter torta de morango? – Pergunto após uns segundos. Heath explode em uma gargalhada.

- - - - - -

Sábado.

Eu e o trio de pessoas mais engraçadas e loucas estávamos em minha casa. O dia finalmente tinha chegado. Hoje, oficialmente, era o baile de meio de ano. Addison e Bailey ajustavam os vestidos ao corpo enquanto Franklin ajeitava o nó em sua gravata borboleta na cor vermelha. Eu já estava vestida, mas meu cabelo cismava em não enrolar em algumas pontas e isso estava me deixando irritada e um pouco desesperada. Os sentimentos que lhe invadem no dia do baile são tantos e tão variados que você acaba se transformando em uma metamorfose emocional ambulante. Era horrível, e ao mesmo tempo bom. Viu só? Já estou começando a ficar confusa.

− Puta que me pariu, eu acho que vou raspar meu cabelo. – Respondi tentando não arremessar o baby liss o mais longe possível da minha visão. – Caralho.

− Calma. – Franklin falou entre risos. – Se você for mais paciente, vai sair.

− Esse vestido está me apertando. – Bailey reclamou, tentando puxá-lo para que ficasse menos apertado. – Vou sufocar dentro dele.

− Vai sufocando mesmo, se você ficar roxa a gente te leva para o hospital. – O japonês responde de volta.

− Desisto desse delineado! Foda-se, vou sem maquiagem, quem achar ruim que me maquie. – Addison reclama.

− Gente, pelo amor de Deus. Mulher só reclama em véspera de festa, credo. Ainda bem que não namoro essa raça. – Frank revirou os olhos puxados. – Seguinte, Ally, seu cabelo está lindo. É sério, está maravilhosa. Bailey, esse vestido é um número maior que o seu, compramos nesse tamanho para evitar exatamente esse surto que você sempre tem. E Addison, vem aqui que até eu faço um delineado melhor que esse.

Escutou-se batidas na porta antes de três garotos adentrarem-na. Connor, Heath e Cameron.

− Estão prontas? – Heath pergunta.

− Nossa, que bagunça. – Connor comenta olhando ao redor. – Oi gatinha. – Cumprimenta a namorada com uma piscadela. Addie sorri de volta.

− Só um minuto – pede Franklin, terminando a maquiagem da loira – pronto. Podemos finalmente sair de casa.

− Frank, quem é seu par? – Cameron pergunta a ele.

− Eu mesmo. Mas se quiser, pode ser você ou pode ser a Bailey, escolhe. – Lança um sorriso travesso. A mulata lhe dá um peteleco no pescoço, para que ele se calasse. – Desculpe, vamos logo, o baile começa nove horas e são quase dez e meia!


Notas Finais


Vou repetir, número com DDD e nome de contato abaixo. Agradecida KASJDHASKJD
E então, o que acharam do Heath não odiar o pai dele acima de tudo? Acredito ser um pensamento bem maduro da parte dele e fico orgulhosa da minha personagem pensar dessa forma. Eles crescem tão rápido! :')


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