História FAC - Fantastic Analogy Continues - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Drama, Família, Hetero, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, Taehyung
Exibições 52
Palavras 1.989
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


VOLTEI <33

Ainda não desisti da fic ahsuahus

Bem... boa leitura para quem lê <33

Capítulo 11 - Capítulo 10 - Essa é uma escolha sua


Capítulo 10: Essa é uma escolha sua


 

– Você é uma garota?!

Assim que o moreno fez tal pergunta o silêncio predominou. Até o taxista havia ficado quieto diante da ‘revelação’.

– Eu vou repetir... – Suspirou – Você é uma garota?

Olha... apesar de eu já estar estudando coreano a um tempinho, ter vindo à Coréia – e estudado por aqui – em 2010 por seis meses e voltado um tempo depois – lê-se em abril de 2011 –, não me acostumei com o coreano e nem entendo tudo, então vamos com calma. Falo absolutamente tudo em português ou inglês com meus amigos e eu frequentava uma escola onde a maioria dos professores falavam inglês comigo ao invés de me ensinar o coreano, assim fica difícil!
Portanto, em minha legítima defesa digo que a culpa não é 100% de minha parte por eu não saber e entender coreano de forma correta – talvez 80% minha, 10% dos meus amigos e 10% da escola coreana. Ou seja, vir para a Coréia só me ajudou a treinar o inglês. Coreano que eu não sei e preciso aprender, nada.
 

Não respondi, apenas por não saber que palavras usar. Então, ainda calada, recolhi minha touca, indo me sentar em seguida, se não fosse pelo moreno insistente agarrando meu braço e me olhando no fundo dos olhos, ainda esperando uma explicação de minha parte.

 

O que eu iria dizer?! Sim, eu poderia falar tudo que aconteceu, mas isso geraria mais dúvidas e vamos relembrar que, eu não sei falar coreano, e o garoto é lesado demais pra perguntar em inglês, imagine entender.

 

E foi em meio do meu ataque interno que olhei para Henry – o único que sabia falar coreano entre eu e Chris –, esperando que ele respondesse por mim – depois disso, alguém me dê um tiro. Nunca achei que fosse admitir isso, mas; obrigada senhor Choi por trazer Henry e Lalice para Coréia ainda novos e obriga-los a aprender coreano.

 

Assim, meu irmão explicou toda a situação, e como quem não quer nada, o Jeon simplesmente virou-se para mim com um olhar irritado – ainda segurando meu braço – e perguntou:
– Por que simplesmente não respondeu por si só? É muda também?

– Não fale assim com ela. – Henry encarou-o friamente. – Ela ainda não sabe coreano tão bem. – Defendeu-me.

– Solte a garota e entre no carro, não tenho a tarde toda. – E pela primeira vez o taxista deu um sinal de vida, mandando o garoto se sentar e aquietar a bunda no banco.

Relutante, soltou meu braço e se sentou no banco ao meu lado, tentando manter uma notável distância, tentativa totalmente falha, vale ressaltar. Ao decorrer do caminho, as curvas iam me empurrando, hora contra o garoto de feições emburradas, hora para cima de Henry, que sorria um tanto sem graça, por conta da situação.

 

Chris fora o único a se manter calado, tanto durante a discussão, quanto durante a viagem até o aeroporto. Eu imagino que o pessoal do outro táxi – que aguardava atrás de nós, esperando para nos seguir até o aeroporto – ficou pensando ao ver nossa demora para simplesmente entrar no carro. Tenho que admitir, hoje é meu dia de armar barraco, mas não interprete como algo bom, eu odeio discutir.

 

Quando chegamos ao aeroporto, já estávamos um tanto atrasados e Ryo nos esperava, com um semblante preocupado, mas claro que isso não me impediu de ouvir alguns murmúrios vindos do garoto ao meu lado. 

– Obrigada e me desculpe. – Duas das poucas palavras que eu sabia em coreano, mas que foram de grande utilidade no momento, afinal, o garoto sorriu, mostrando-se muito mais amigável.

– Desculpe pelo meu ataque. – Falou em inglês o que me fez ficar perplexa. Poxa, falava em inglês comigo antes, e o barraco ia ser desnecessário!

Por fim, nos despedimos do garoto e começamos a nos preparar mentalmente para o sermão vindo de Ryo. Mas foi aí que nos demos conta, ela não estava com raiva.

– Vocês me mataram de susto, achei que não estavam aqui, ou que as audições não haviam acabado! – Suspirou. – Ainda bem que eu acabei de chegar, ou vocês estariam muito encrencados! – O quê? Ela acabou de chegar?! E eu aqui achando que ela estava parada ali, nos esperando a dois séculos!

– Como foi a viagem? – Kai perguntou, tentando desviar o assunto.

– Boa, eu dormi o tempo inteiro. – Falou rindo. – E vocês, passaram na audição?

– Não... – Math respondeu, até porque, ninguém mais queria responder. – Mas já nos informamos em outra empresa para fazer audição. Como é o nome?

– Era Big alguma coisa. – Lice falou.

Big Hit Entertainment. – Chris, o calado e observador, respondeu. – Mas vamos para o apartamento, tudo que eu mais quero é deitar em uma cama e dormir.
 

– Ah, sobre isso, não consegui alugar um apartamento. – Ryo falou, assustando a todos. – Mentira! Mas a cara de vocês foi muito boa. Eu consegui sim alugar o apartamento, só tem um problema, ele tem apenas dois quartos, e tem que ver se a mudança já chegou, ou vamos ter que dormir em um hotel por hoje.

 

Com isso, nos dividimos e pegamos um táxi para os dois grupos seguindo para o tal apartamento da tia Ryo. Eu fico muito feliz apenas pelo fato de Ryo nos acolher e cuidar de nós.

-x-

 

Assim que chegamos, discutimos por um bom tempo sobre como seria a divisão de quartos, pois havia um quarto maior – o que julgávamos ser do casal – e um menor. Por conveniência, eu, Ryo, Lalice e July ficamos com o menor quarto, que não era tão pequeno assim, e os garotos ficaram com o maior quarto.
Com a “conveniência” eu quis dizer “aposta”, pois apostamos para ver quem ficaria com o maior quarto, pois é....

 

 

 

 

As semanas seguiam, todos nós íamos a escola. Ryo, Henry, Lalice e Kai continuavam a tentar ensinar coreano para mim, Chris, Math e Julia, e devo ressaltar, é muito difícil. Math até agora é o que está se saindo melhor, talvez por ter Ryo como “tutora”.

 

Embora não parecesse, eu já havia perdido as esperanças em relação a realizar nosso sonho. Só de pensar nisso meus olhos se enchiam de lágrimas e meu coração doía. Quer dizer, nós demos o nosso melhor, certo? Talvez esse sonho não seja feito para nós...

 

-x-

Última semana de fevereiro, sábado.

 

Acordei com o som estridente do celular de Ryo, aliás, todos da casa acordaram, menos Ryo, que estava ao lado do celular. Sinceramente, nunca vou entender o sono de pedra dessa mulher...
 

– Alô? – July atendeu, ainda sonolenta. – Big Hit...?
 

– Dai Carolina! Me dá esse celular, você ainda tá dormindo. – Alice falou, pegando o celular das mãos da morena mais velha. – Alô? Big Hit? – Falou ao celular, fazendo uma cara surpresa. – O nosso vídeo da audição na CUBE? Como assim?! – Franziu o cenho, olhando para mim, que observava toda a cena.

Ela ficou por pelo menos meia hora falando ao celular, com uma expressão surpresa. Acho que Lalice vai levar uma bela bronca da tia Ryo, porque a conta dessa ligação não vai ser barata.

– Sim, eu aviso eles, estaremos aí. – Sorriu e encerrou a ligação. – Fleur! Um caça talentos da Big Hit viu os vídeos da nossa audição individual na CUBE, e ele está convidando-nos para assinar contrato com a empresa! – Quase gritou – Mas antes, temos que falar com a mamãe e a tia Ryo.

 

E foi assim a manhã inteira, Lalice contando – diga-se se passagem, gritando – a novidade a todos e ligando para mamãe, pedindo sua autorização e falando com a tia Ryo, nossa responsável legal aqui na Coréia.

Naquela tarde, poderíamos ir na empresa assinar o contrato e negociar como funcionaria a partir de agora. Eu estou até estranhando, está tudo muito fácil, tenho medo de ser alguma pegadinha...

 

-x-

Sábado, 13:47

 

Olha que lindo! Estamos atrasados, isso porque Math disse que deveríamos pegar o metrô que saia antes, mas ele não constou que esse metrô nos levaria para um lugar no meio do nada. Até Ryo – que morou por aqui boa parte da vida, chuto eu por dezessete anos – está perdida. Ótimo...
– É só pegar o metrô que sai agora, ele vai para o centro de Seoul e de lá é só algumas quadras até a Big Hit. – Henry falou, olhando para o mapa disponível em um dos pilares.

 

Chegamos na Big Hit atrasados – aliás, MUITO atrasados. Acho que já era duas e trinta quando chegamos lá, e Ryo – toda envergonhada pelo atraso – explicou que ainda não havíamos nos acostumado com o sistema de metrô.

 

Momo foi chamada por um tempo para conversar com as pessoas que haviam ligado e feito a proposta, enquanto nós ficávamos sentados no sofá, ali na recepção do prédio.

O que eu não contava era com a presença de mais alguns garotos, e com eles, o moreno que discutiu comigo a algumas semanas. Só não esperava que ele fosse me reconhecer... 
 

Por alguns minutos ele ficou cochichando com mais três garotos que estavam junto consigo e olhando em nossa direção. E foi aí que Henry – meu tradutor particular, dá licença – me falou em alto e bom som, em português:
– Estão falando de você.

 

Meu mundo desceu até o chão e ficou por lá mesmo. Eu até imagino o que eles estão falando: “Olha aquela menina no canto, ela estava vestida de garoto e me enganou e se fez de muda. Cuidado”. Ok, talvez isso seja um pouco – muito – exagero de minha parte...

 

Os quatro garotos se aproximaram e puxaram assunto, e aos poucos todos iam conversando, até Julia, Chris e Matheus, que estavam começando a entender coreano. Era uma boa forma de treinar o coreano, mas eu não consegui abrir a boca para sequer cumprimentar eles, não sei se pelo medo de errar a palavra, ou por timidez mesmo.

Parecia que eu era nova demais para me encaixar em suas conversas, ou sequer entende-las. E talvez Henry tenha notado meu silêncio – coisa que ninguém percebeu –, e fez questão de me puxar para seu colo e perguntar se estava tudo bem. É tão incomum assim me ver calada?! Que eu me lembre, sempre fui a mais quieta do grupo...

– Por que não está falando com eles? – Perguntou baixinho, em coreano, esperando que eu entendesse. E eu entendi, só não sabia como responder. – Vamos Fleur... – olhei-o com uma expressão dura, e ele sabia o porquê, mas ignorou, o que me deixou mais irritada ainda. – É um jeito de você treinar sua pronuncia ou o entendimento do coreano, apenas responda em inglês se tiver entendido.

– Eu não sei coreano tão bem, e sinto que sou nova demais para entender a conversa de vocês... – Falei em inglês, meio envergonhada. E foi nesse momento que a conversa parou e eu senti os olhares de todos voltados a mim. Essa sensação... não, não gosto dela. Ela me lembra a quando...

– Luna, aconteceu algo? – Math perguntou em inglês, com medo que eu não entendesse. Mas acredito que quem não está entendendo nada são os coreanos sentados a nossa frente, pois eles estão com uma careta...

Neguei com a cabeça enquanto sorria timidamente, para evitar os olhares sobre mim e o clima pesado.
– Estou bem. – Sem perceber, falei em coreano, o que gerou mais olhares curiosos. Parece que quanto mais eu tento me livrar da atenção, mais chamo por ela.
 

Ryo logo chegou, quebrando o clima desconfortável e explicando tudo o que conversou com não sei quem.

Ela disse que poderíamos continuar a morar com ela, ou nos dormitórios da empresa, caso a mesma fosse muito longe de seu apartamento. Teríamos alguns dias para voltar para casa e matar as saudades. A escola continuaria sendo a mesma, já que era próxima da empresa.

Ryo nos avisou que já havia falado com nossas mães, e que todas choraram – principalmente a mãe de Math – ao saber que toda aquela viagem não havia sido em vão. A última fala foi de longe a que mais nos surpreendeu:

– É agora ou nunca. Essa é uma escolha de vocês. E aí, aceitam? 

 

 


Notas Finais


E AÍ??
Tô tão feliz hoje que nem essa coisa de "favorito-não-leitor" vai me desanimar!

Como alguns já sabem, SAIU A FIC NOVA COM O YOONGI <33
https://spiritfanfics.com/historia/soul-dreamer-6705564

Deem uma passadinha lá, prometo (tentar) não decepcionar :')

É isso, beijinhos sz


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