História FAC - Fantastic Analogy Continues - Capítulo 35


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Drama, Família, Gemêas, Hetero, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, Taehyung
Visualizações 16
Palavras 2.078
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Estrelinhas do meu coração, perdão por não postar ontem. Estou tendo alguns conflitos internos e eles me desmotivam a postar algumas vezes, sei que muitos não tem nada a ver com isso, mas, acontece, não é mesmo?

Desejo uma boa leitura a todos, beijinhos, amo vocês <3
[ qualquer dúvida ou confusão, é só pedir pelos comentários, dar uma olhada no jornal dos perfis, ou pedir por mensagem ]

Capítulo 35 - Capítulo 34 - Me salve, por favor


Fanfic / Fanfiction FAC - Fantastic Analogy Continues - Capítulo 35 - Capítulo 34 - Me salve, por favor

Capítulo 34: Me salve, por favor

[ Seoul – 22 de Janeiro; 2014 – 12:07 ]

POV LUNA

 

Estou sempre indo até você

 

Eu estava chegando atrasada na escola, pra variar. Eunha havia me enchido de mensagens, mas eu não respondi nenhuma, pois dormi a manhã inteira. Infelizmente, acordei após um sonho – pesadelo – onde eu recebia um zero na prova de matemática que eu faria hoje. Um horror.

Assim que passei pelos corredores, os alunos começaram a me olhar e cochichar. Normalmente eu não me importaria, mas sei que algo está errado.

Quando você fala comigo para que só eu possa ouvir
         Eu lembro de como eu costumava ser sozinha

– Luna, foi você que fez isso?! – Fui puxada para um canto. Eunha me mostrava um vídeo em seu celular. Era uma gravação de 2011, uma briga entre eu e... Yang-Mi? – Aliás, onde você estava todos esses dias? Eu fiquei preocupada!

Como eu odiava estar sozinha

– Seongsan-gu. Eu encontrei Fleur, ela está bem. – Sorri.

– É bom saber que a perdedora está viva. Talvez ela chegue a tempo de ver eu acabando com você. – Yang-Mi apareceu ao meu lado, típico de assombração.

– Tente. – Olhei em seus olhos. Aos poucos, as pessoas iam se reunindo ao nosso lado. Nossa escola apenas abrangia turmas secundárias – alunos entre 12 e 17/18 anos, mas eu, com meus 11 anos na cara, estava ali de intrusa –. Neste momento, dei graças a Zeus pelo colégio não ser muito conhecido e conduzir poucos alunos.

– Vocês sabem quem é essa garota? – Yang-Mi falou, em alto e bom som. Todos os alunos começaram a responder a si mesmos com “Luna Inoue”, ou até mesmo faziam perguntas.

Você sabia? Eu sei de tudo...

– Ei, Son Yang-Mi, o que quer que você esteja fazendo, pare agora. – Eunha pediu, em tom amargurado.

– Não. Eu não acho certo ela enganar a todos, então vou dizer a verdade. – Yang-Mi apontou em minha direção. – Essa é Fleur Inoue, uma pobre coitada que está mentindo para vocês e se passando por Luna. – Todos passaram a se perguntar o que diabos Yang-Mi dizia, outros até mesmo riam da situação. – Fleur me agrediu, quando morávamos em Namhae-eup, perdeu tudo, portanto, veio se passar por Luna.

– Yang-Mi, pare agora. Não é um pedido, e sim uma ordem. – Eunha encarou-a, com os olhos faiscando.

– Unnie, deixe-a continuar, quero ver até onde ela é capaz. – Pedi, segurando delicadamente o braço de Eunha. Em minha voz, eu entoava o deboche e a raiva. Deixei minha mochila cair no chão e logo alguns garotos insinuavam que teria agressão física em meio à discussão.

– Nunca notaram? Luna sempre aparentou ser calma, aceitava os abraços... agora ela está agressiva, rude, e rejeita qualquer toque. Ou até mesmo para seus colegas de sala... não perceberam que a média dela em Matemática abaixou, enquanto a de Coreano aumentou? Antes, era absolutamente o contrário...

Céus, onde eu estava com a cabeça ao choramingar por minhas notas baixas em Matemática, ou pular de alegria por minhas excelentes notas em Coreano, logo na frente de Yang-Mi. Afinal, como eu iria saber que ela usaria isso contra mim algum dia?

De longe, avistei Jungkook, que também chegara atrasado. Seu olhar recaiu sobre mim, e eu quis morrer internamente.

– Son Yang-Mi, pare de falar o que não sabe. – Jungkook se intrometeu, o rosto inundado em uma expressão séria. – Esta é Luna sim, eu a conheço muito bem; aliás, não apenas eu, mas Eunha, Iseul, So-Young, Eunji e ChenLe.

– Quão bem você a conhece? – Yang-Mi desafiou.

– A ponto de saber o que você fez com a irmã dela. – Jungkook respondeu, olhando nos olhos da mais velha. – Essa é Luna. A garota a qual Yang-Mi se refere é Fleur, a irmã gêmea mais nova de Luna, a qual boatos dizem que ela morreu após sofrer bullying constantemente, não é, Son Yang-Mi? – Os murmúrios se intensificaram e eu afastei Jungkook, parando frente à frente com Yang-Mi. No fundo, queria rir após ouvir um: “Uau, isso está intenso”, vindo de algum garoto.

– Son Yang-Mi, aonde você quer chegar com tudo isso? – Perguntei, em tom seco, enquanto cruzava meus braços. – Já não basta o que fez com minha irmã em Namhae-eup? Por que quer continuar com isso? – Olhei em seus olhos.

– Deve ser divertido para você, enganar todos. – Levantou seu olhar. – Eu não fiz nada, vocês viram no vídeo, eu fui a vítima. Fleur não está morta, e está bem aqui em minha frente.

– Son Yang-Mi, você perde todos os seus créditos quando fala por si mesma que é a vítima. Ah... – Suspirei, forçando um tom frustrado – Como quer que eles acreditem que você é vítima se foi você que espalhou o vídeo? Pode ser apenas uma montagem. E aí, quem será a mentirosa? – Ergui minhas sobrancelhas, a desafiando em uma troca de olhares carregados.

– Está tentando jogar a culpa para mim?

– Você mesma faz isso e não percebe. – Joguei a verdade. – Na época, eu estava irada, revoltada, cega de ódio, e muitas vezes quando olho para você, tudo volta. Como acha que é olhar para cara de quem maltratou sua irmã e saber que ela está impune? Eu posso ter cometido muitos erros, mas nada é comparado à suas atitudes, Yang-Mi. – Caminhei, parando ao seu lado, de frente para os alunos que nos assistiam, e olhei para o perfil de seu rosto. O maxilar trancado, os olhos repletos de raiva. – Eu deveria contar tudo que você fez, Yang-Mi?

Os alunos – que antes estavam em silêncio, prestando atenção em nossa “conversa” – se agitaram, gritando “conte” ou outras coisas do gênero, mas o sinal tocou, e logo o vice-diretor se aproximou.

– O que está acontecendo aqui?! Todos para suas salas, já! – Gritou com sua voz áspera, e o monte de alunos se desfez. – Vocês duas, é bom não me arrumarem problemas. – Avisou.

Segui para minha sala, sendo recebida com alguns comentários de meus colegas. ChenLe parecia assustado e animado, e confesso que fiquei conversando com o chinês o tempo todo, e não prestando a devida atenção na aula de Geografia.

 

 

No fim da aula, Yang-Mi me puxou para um canto. Ela parecia irritada, e eu via um pouco de graça nisso.

– Ei, Inoue, acha que vou parar só por suas ameaças idiotas? Isso pode provar que sou inocente, e que vocês estão mentindo. – Entregou-me uma folha e um CD, onde provavelmente estaria o vídeo.

– Você deve me odiar muito, só porque lhe humilhei duas vezes. – Falei, olhando para os papéis e o CD, analisando o conteúdo. – Só têm isso? Ah, sinceramente – fingi estar decepcionada –, eu esperava mais de você, grande Son Yang-Mi. – Debochei. – Já parou para pensar como eu me sinto quando olho nos seus olhos? Sabendo que você fez minha irmã quase tirar a própria vida... convenhamos, você é muito azarada de me encontrar logo aqui, estudando com você, mas ao mesmo tempo tem sorte, porque... eu tenho pena de pessoas como você, e por mais que eu queira muitas vezes lhe ver a sete palmos abaixo da terra, não vou ser igual a você. – Quebrei o CD, jogando os cacos no chão, pisando em cima. Por fim, olhei para seu rosto, rasgando a folha. – Você não precisa disso, se é tão vítima como diz e se faz.

– Yah! Você vai me pagar por isso. – Seu olho tremia, um pleno sinal de raiva.

– Ei, Son Yang-Mi, pare de fazer ameaças e achar que elas me assustam. – Puxei sua gravata com o colarinho da blusa. Sua mão se levantou, indicando que ela me estapearia, mas não permiti, assim que segurei em seu pulso. Olhei no fundo de seus olhos, finalmente soltando meu ultimato. – Eu posso não lhe ameaçar, mas eu garanto que cumpro com minhas ações.

 

[Seongsan-gu – 26 de Janeiro; 2014 ]

POV FLEUR

 

Por algum motivo, eu não consigo dormir hoje
         Eu não quero ir para casa se eu estiver assim

 

Desde que Luna voltou para Seoul, as coisas continuam as mesmas. Katy permanece com suas ameaças, as provas voltam, os treinos se intensificam e minha saudade aumenta. A única “novidade” é que estou mais próxima de Sun-Hi e Hwa-Young. Luna me prometeu que falaria com Bang e indicaria as duas para uma audição particular, e no internamente, eu pulei de alegria.

Faltavam alguns minutos para última aula, a qual era livre, pois minha professora de História havia feito uma cirurgia na mão, e agora estava em recuperação.

Assim como em Seoul, aqui não era diferente. Os alunos não se mantinham quietos, e eu me senti levemente deslocada. Logo Katy e seu grupinho de amigas vieram ao meu lado, torrando a pouca paciência que me restava.

– Há uma coisa que me ajuda a diferenciar você de sua irmã... ela aguenta tudo calada, e você, logo perde a paciência. – Falou baixo. – Vamos ver se você aguenta calada enquanto eu conto a todos a verdade.

– Você... – Segurei seu pulso.

– O quê? Agora está com medo? Você mesma falou que seria bom falar toda verdade. – Seu tom debochado apenas fazia meu coração acelerar de uma forma ruim e minha garganta trancar. A Kim sorriu debochada, seguindo até a frente da sala. 

– Pessoal, sei que estão todos aproveitando o tempo livre, mas eu gostaria de falar uma coisa. – Instantaneamente, meus colegas voltaram a atenção à Jung-Ah. – Há uma estudante nova aqui em nossa sala, certo? – Todos olharam para mim. – Vocês nunca se perguntaram, por que ela está aqui?

Senti meu celular vibrar, e por curiosidade, olhei. Era uma mensagem de um número desconhecido.

“O que você está fazendo?”

Respondi imediatamente com um belo e seco: “Quem é você?”. Logo uma nova mensagem chegou, mas a fala de meu colega me chamou mais a atenção.

– Qual a finalidade disso? – Kim Joon Seok perguntou. Assim que ouvi, voltei a atenção ao aparelho. Uma foto. Seu rosto parecia tão calmo em meio as diversas flores...

As flores seguram nós dois, elas não vão embora

– J-Jeon Jungkook? – Sussurrei, desacreditada. As palavras de Katy foram invadindo meu consciente. Tremendo, digitei minha última mensagem.

“Me salve, por favor”

Por favor, estenda essa mão, me salve, antes que eu caia

– Eu vou dizer. Ela está fugindo de Seoul, por ser acusada de me maltratar em nossa antiga escola. Seu nome é Fleur Inoue, e ela tem uma irmã gêmea, esta chamada Luna Inoue. Uma das gêmeas supostamente morreu em 2011, e a culpada é Fleur. – Foi neste momento que me levantei, assustando meus colegas. Em passos firmes, segui até onde Katy estava, parando em sua frente. Apesar de nossa diferença de altura, eu fazia questão de olhar em seus olhos.

– Como você tem coragem de acusar uma pessoa sem provas, sem saber de nada ou testemunhar algo? Para você... é tudo extremamente fácil, apontar o dedo para quem quiser, maltratar quem quiser, jogar a culpa em quem for, menos em você. Já parou para pensar como minha irmã se sentiu? – Dei um passo para frente, e Jung-Ah recuou. – Acredito que não. Para você, a vida de uma pessoa é apenas um brinquedo, uma diversão. E se fosse você? – Olhei no fundo de seus olhos, controlando minha respiração. – Tirar a vida de uma pessoa é mais baixo que roubar todos os bancos de Seoul. Você é marcada, por culpa. Você retirou tudo de bom daquela pessoa, aos poucos, sem se importar. Como acha que ela se sentiu? Sendo esquecida, ignorada... maltratada. Quer que eu cite a autópsia oficial, talvez lhe faça repensar. – Sugeri, soando cínica. – Morte: suicídio. Causa: Bullying. Agressor... – Olhei-a de cima a baixo, voltando a focar no fundo de seus olhos, trincando meu maxilar. – Eu preciso dizer quem é?!

Eu quero respirar, eu não gosto dessa noite

– Ei... por que você fala como se tivesse acontecido com você? Ah... eu esqueci. Você é Fleur, não é mesmo?

Logo meus colegas voltavam a comentar. As lágrimas escorreram de meus olhos. De repente, ouvi um baque e olhei para porta ao meu lado. Eu não queria, porém, não conseguia acreditar. Aqueles olhos. Mesmo com o rosto coberto por uma máscara hospitalar, o boné e os óculos de fundo de garrafa... aqueles olhos negrumes pertenciam a ninguém mais ninguém menos que Jeon Jungkook.

Por algum motivo, hoje é um bom dia, você está sempre do meu lado

O mesmo deu passos pesados em minha direção, afastou a Kim com brutalidade e me puxou para fora da sala de aula, correndo logo em seguida.

Ele estava apenas começando...

 

Não é impossível, então venha mais perto
         É uma história secreta que só nós conhecemos

Obrigado, por se tornar um “nós”


Notas Finais


Dobradinha das bad girls, quem esperava por essa? Luna e Fleur tretando e mostrando quem manda aqui e por fim, Jeon Jeongguk brotando magicamente

Espero que tenham gostado do capítulo, perdão qualquer erro <3
Confesso que meus complexos com fac estão aumentando, e estou frustrada com diversas coisas, mas vida que segue, então, até a próxima atualização <3

[ se eu demorar a postar, peço perdão, estou dando um mini tempo de fac, percebi que estava me fazendo mal, e não quero que minha paixão por escrever se torne um desgosto, jamais ]


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