História Faça-me Forte - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias Death Note
Personagens L Lawliet, Misa Amane, Raito Yagami, Rem, Ryuuku, Sachiko Yagami, Sayu Yagami, Shuichi Aizawa, Soichiro Yagami, Touta Matsuda, Watari
Tags Death, Forte, Kira, Lawliet, Misa, Morte, Note, Raito, Remu, Romance, Ryuuku, Ryuuzaki, Shinigami, Suspense
Exibições 35
Palavras 2.162
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, meus unicórnios <3
Eu disse que estava de volta. Talvez, eu demore uma ou até duas semanas no máximo para o próximo capítulo, porque vou adiantar vários capítulos para que não tenha problemas, pelo menos uns três até eu postar. Diferente da minha outra fic (a nova que eu comentei no capítulo de aviso), essa eu demoro pra fazer os capítulos, porque eu preciso ler alguns capítulos do mangá e bolar como eu vou pôr na história de um modo que não fiquei repetitivo, afinal já sabemos tudo que acontece.
Bem, vamos ao capítulo. Espero que gostem ^^

Capítulo 14 - Reconstrução


Fanfic / Fanfiction Faça-me Forte - Capítulo 14 - Reconstrução

Todos têm uma dupla personalidade dentro de si, lutando diariamente para decidir quem realmente somos. Às vezes, um lado ganha, e outras é a vez do outro lado. É assim que funcionam nossas ações e é assim que funciona quando fazemos algo que nos arrependemos depois. Por mais que tentemos esconder nosso lado “ruim”, sempre haverá algo que despertará, pode ser um fato, uma palavra ou, até mesmo, alguém. Até hoje, eu não descobri o que desperta o meu lado ruim, mas, naquele banheiro, ao toque de um, aparentemente, simples e inofensivo pedaço de papel, eu pude entender tudo isso. Algumas coisas ainda estavam estranhas em minha mente, mas uma luz se acendeu, quando Remu me tocou com outro pedaço de papel.

Eu fiz isso sem que Raito soubesse, deixei com Remu uma carta escrita por mim, contendo cada um de meus objetivos e um pedaço do death note de Raito. Ao mesmo tempo que eu o segurava, Remu me tocava com um fragmento de seu death note, o qual um dia foi meu. Fiquei feliz em perceber que conquistara muito mais do que calculara, porém continuava pensando em Ryuuzaki, nossa última conversa naquela noite e simplesmente em seu ser. Ele falara tanto sobre eu não conhecê-lo... Isso me fez querer conhecer. Não por pura curiosidade, mas por se tratar dele. Não me pergunte o que estava acontecendo comigo, pois nem eu sabia. Estava mais confusa do que em qualquer outro instante em minha vida.

Não, não me tornei outra pessoa quando reencontrei Remu, talvez você esteja se perguntando, entretanto o faria mais para frente, então resolvi sanar essa dúvida de uma vez. Bem, voltando ao assunto... O que aconteceu foi que eu reencontrei a mim mesma. Era como se todo esse tempo como Segundo Kira fizera com que isso fizesse parte de mim. Esses últimos meses foram confusos, pois mesmo que eu não me lembrasse de nada, sentia falta de algo - o Segundo Kira. Pare hipocrisia eu dizer que Kira está se apropriando de Raito, uma pessoa boa, enquanto o mesmo acontece comigo, porém é um sacrifício necessário para ajuda-lo. Mais do que isso, à toda a humanidade. Sim, eu deveria apoiar Kira por tudo que ele fez. “Um novo mundo” parece ser tudo que precisamos, contudo a verdade é que ele quer construir esse mundo e se colocar no topo. Não haveria crimes, no entanto o desejo de cometê-los continuaria oprimido nas pessoas. Os cidadãos viveriam com medo, presos às regras criadas por seu dono. Parece tentador acabar com os crimes, mas a que preço? Não podemos esquecer que Kira é capaz de tudo por seus objetivos, até mesmo matar. Nunca confie em um assassino. É este o líder que gostaria de ter?

Voltei-me sorridente para Remu. – Você não acreditaria em tudo que me aconteceu.

- Posso me esforçar.

- Nossa, é tanta coisa – tentei resumir o máximo possível para que não ficássemos tanto n banheiro, e ninguém desconfiasse de minha demora. – Precisamos evitar que Raito consiga o death note. O plano dele está funcionando. Qualquer Kira é melhor que ele. Ele é inteligente demais pra mim, então, se ele voltar a ser Kira, não sei se seria capaz de para-lo, não sozinha. Eu preciso de ajuda.

- Tem uma pessoa.

- Você não entenderia, L é complicado, é totalmente diferente do que pensamos. Além do mais, precisaria saber quem sou pra me ajudar. Resultado: prenderia a mim também. De qualquer maneira, pensarei em algo. É muito bom vê-lo, Remu – sorri.

- Digo o mesmo, MisaMisa.

- Ah... Por favor, não me chame mais assim. Tenho que ir, antes que desconfiem.

- Certo – o shinigami pareceu se lembrar de algo. – E sobre... Os olhos... Gostaria de tê-los de volta.

Tinha me esquecido completamente desse detalhe. Eram importantes, contudo não sabia dizer se eram tanto assim... Eu faria de tudo para impedir Kira, porém eu não fazia ideia do quanto isso custaria a mim. Não me importava com o que quer que eu perdesse, estava disposta a qualquer sacrifício. A questão era que eu necessitava de certos recursos para executar meus planos e o principal deles era tempo.

- Remu... – passei a sentir a tensão no ar e suspirei com isso. – Preciso dos olhos, mas eu não tenho ideia do tempo de vida que tenho.

- Não posso contar.

- Eu sei, nunca pediria isso a você – fitei o chão, abalada. – É só que... Não sei o que fazer. Pode ser que ter os olhos me ajude, mas também pode colocar tudo a perder. Preciso pensar.

Remu me olhou com seriedade, e eu pude jurar que uma ponta de tristeza passou por seu único olho visível. – Não posso dizer quanto tempo você tem, Misa, mas posso dizer quanto o shinigami que morreu por você tinha.

 

 

- MisaMisa, não vai acreditar – Matsuda se aproximou de mim, quando cheguei da entrevista, dando pulos de alegria, – voltamos a ser todos uma esquipe só de investigação. Bem, por um mês, mas isso não é bom? – seus olhos brilhavam.

- É mesmo? – olhei surpresa para Ryuuzaki. – Sim, é muito bom. Enfim, eu fui contratada e dei a eles meu número de telefone e e-mail, e três deles já me ligaram me chamando pra sair – olhei de relance para Ryuuzaki para ver se haveria alguma reação o mesmo, contudo continuou de costas sem sequer se mover. – Agora, vou ligar para eles investiga-los, como planejamos.

- Por falar nisso, parece que o plano foi cancelado – Ryuuzaki nem olhou para mim.

- Este plano pode coloca-la em perigo, Misa. Continue com  o emprego, mas, de agora em diante, deve negar a história que contou para eles, a de que era o Segundo Kira e foi detida por L. Mogi-san continuará agindo como seu guarda-costas, e continuará a trabalhar como modelo – explicou Raito calmamente.

Apenas suspirei. – Está certo. Bem, vou pra cama, preciso acordar cedo amanhã novamente. Raito, vem comigo? – pedi inocentemente. Antes de retornar com minhas memórias, queria terminar com Raito, pois nosso relacionamento era um fracasso, no entanto, agora, eu acabaria com ele, como prometi antes. Eu tinha um plano. Ninguém pisa em Misa Amane.

- O que está dizendo, Misa? – provavelmente, Raito pensou que estava com segundas intenções.

- É sério – franzi o cenho, – precisamos conversar.

Raito me olhou confuso, mas veio em minha direção. Assim que se virou, Ryuuzaki me olhou pela primeira vez, e eu pude ver seu rosto e seu nome.

 

 

- Qual é o problema, Misa-chan? – Raito perguntou tranquilamente, ao chagar em meu andar, Ryuuzaki sempre em seu encalço. Não estava verdadeiramente preocupado, eu sabia e não me magoei com isso. As pessoas falavam de Ryuuzaki, porém o mais frio entre nós era o moreno à minha frente, mas eu daria um jeito nisso.

- Serei direta, Raito-kun. Ambos sabemos que nosso relacionamento é só fachada, chegou a hora de acabar com isso..

- Está falando sério? – pareceu-me confuso. Um pouco atrás dele, Ryuuzaki me olhava com curiosidade. – Eu pensei que...

- Eu estivesse satisfeita? Não, não estou. Prezo pelos sentimentos dos outros e meus próprios e cansei de me enganar. Sei que não gosta de mim e eu estou bem com isso, é sério. Também não sinto mais nada. Somos muito diferentes, e eu mudei muito, o que me fez perceber que jamais deveríamos ter ficado juntos. Simplesmente não faz sentido. Chega de nos enganar.

- Não sei o que dizer, de verdade – permaneceu sério, contudo havia confusão em seus olhos.

- Não precisa dizer nada – sorri e estendi minha mão. – Vamos iniciar uma amizade, o que acha?

Raito olhou minha mão por um instante, relutando, mas por fim a apertou. Até seu toque me dava nojo.

 

 

No dia seguinte, dei um jeito de enganar Mogi-san e fui ter meu “encontro” com Kira ou, pelo menos, o homem que se passava por Kira. Enganei-o com sucesso, me identificando como Segundo Kira. Minha ótima persuasão fez com que ele revelasse sua identidade. Claro que eu já sabia, porém precisava que ele se revelasse. Estava tudo indo bem, a não ser pelo fato de a equipe ter descoberto meus planos e terem ficado loucos atrás de mim. Quando mostrei a gravação da confissão de “Kira”, a reação de todos não foi muito boa.

- Misa, como conseguiu obter essa confissão de Higuchi? – indagou Raito.

- Eu disse que me casaria com ele – dei de ombros. – Ele pensa que eu sou o Segundo Kira.

- Sua idiota, eu disse pra negar isso a todo custo – alterou-se. – As acusações a cerca do Segundo Kira deveriam ser falsas.

Franzi o cenho. – Em primeiro lugar, idiota é a senhora que lhe concebeu e, em segundo, você deveria ser mais agradecido. Enquanto estou lá fora me arriscando com Mogi-san, vocês ficam com a bunda esquentando a cadeira, olhando para telas de computadores.

- Pode ser, mas agora todos os sete vão parar de cometer assassinatos, então jamais saberemos quem é Kira – não me importei com a fala de Raito, afinal eu sabia quem era e só isso importava.

- Você que é o idiota aqui, não percebe o que acabou de dizer? – revirei os olhos e me joguei no sofá. – Basta pedir a Namikawa que diga se esse tipo de conversa ocorreu entre eles.

- Verdade – falou Ryuuzaki, deixando Raito irritado – Se Higuchi detém o poder de Kira, então tudo deve parar sem que ninguém diga nada. Se ele não o possuir, então ele terá de pedir no encontro que “os assassinatos devem parar”. Eu não acho que Higuchi agiria individualmente e apelaria a Kira. Enfim, tudo que temos de fazer de fazer é perguntar a Namikawa.

- Mas podemos mesmo confiar em Namikawa? – perguntou Yagami-san.

- Não se chegarmos a tal ponto – Ryuuzaki iniciou uma torre com cubos de açúcar na alça de sua xícara, – precisamos contar-lhe que Higuchi é Kira e então ele não mentirá, sabendo que não tem escolha a não ser unir-se a L. Enfim, se os assassinatos de criminosos pararem agora...

- Higuchi certamente detém o poder de Kira – completei com um meio sorriso.

- Isso é verdade.

- Possivelmente – Raito disse, e eu revirei os olhos. Orgulhoso... – Não podemos dizer isso, Ryuuzaki. Neste momento, ainda não sabemos que métodos Kira utiliza para matar.

- Sim. Mais do que capturar Higuchi, quero saber meios ele utiliza para os assassinatos.

- E se as mortes de criminosos pararem, não saberá qual é o método, certo? – ele me olhou ao ouvir a concordância de Ryuuzaki, fazendo-me fita-lo seriamente. – Então, o que faremos? Tudo indica que Misa será a próxima vítima.

Ryuuzaki pensou antes de responder. – Misa-san, como fez Higuchi achar que era o Segundo Kira?

“Ah, eu matei um cara”. – Disse que provaria ser o Segundo Kira, se ele me provasse que é Kira.

- Então, se os criminosos pararem de morrer, Misa-san terá de matar pessoas ou estará em maus lençóis.

- Isso não é nada bom, Ryuuzaki – Raito parecia... Preocupado? – Não podemos perder tempo discutindo os métodos do inimigo, temos que pegar Higuchi.

- Para prevenir o perigo à pessoa de Misa-san?

- Sim.

- Como se você se importasse – levante-me e olhei em seus olhos, já irritada. – Eu coloquei o meu na reta de propósito, não estou pedindo para que tirem. Eu me sacrifiquei, não percebem? Não aguento mais essa caça do gato ao rato – dei a volta e comecei a andar em direção à saída.

- Aonde vai? – perguntou Raito.

- Meu quarto – meus planos iam bem, muito bem.

 

 

- Está tudo bem, Misa-san? – Ryuuzaki me perguntou ao telefone, naquela mesma noite. – Está esquisita. Nunca a ouvi falar coisas como as que disse hoje.

Suspirei. – Só estou estressada.

- Mas também nunca a vi tratar Raito daquela maneira. Tem a ver com o que houve ontem? – falou se referindo ao nosso término.

- Talvez, eu não sei...

- Entendo – eu gostava do modo como ele sempre entendia.

- Pois é... O que aconteceu depois que eu saí? – prontamente, ele me contou cada detalhe de seu plano para fazer com que Higuchi se revelasse Kira e o método que utilizava. Era um bom plano sim, porém fiquei impressionada com o fato de colocarem em risco a vida de Matsuda-san dessa forma. Não me pareciam os métodos de Ryuuzaki.

- Misa-san... – falou ele após um tempo. – Por que está se sacrificando?

- Eu já disse. Cansei de dessa caça do gato ao rato e decidi dar um jeito de pegar Kira de uma vez, não importam as consequências.

- Não precisa colocar sua vida nisso.

- Por quê? Você colocou a sua, lembra?

Ryuuzaki ficou em silêncio, por um momento. – Está fazendo isso porque eu disse que vou morrer?

Paralisei no mesmo instante, consegui somente engolir em seco. Realmente não queria que ele morresse, mas... Só então eu percebi que Ryuuzaki tinha sentimento por mim, pois estava lhe enganado sem nem ter a intenção. L e Kira podem ter um grande nível de inteligência, porém o poder de uma mulher é muito maior.


Notas Finais


Minha nova fic pra quem ainda não viu.
https://spiritfanfics.com/historia/save-me-my-butterfly-7185848

Beijon :3


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