História Facínora - Capítulo 19


Escrita por: ~ e ~JuliaVictory

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Exibições 80
Palavras 1.784
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


CHEGUEEEI!
Não me matem, sério suhua. Nas notas finais eu explico para vocês.
Já peço desculpas pelos erros ortográficos.
~ Até as notas finais.

Capítulo 19 - Capítulo 18


Jonas

 

Tento conter um sorriso ao ver a cena que se desenvolve em minha frente.

Estou no enterro de Peter.

Só consigo ouvir o barulho de murmúrios e choros mais a frente.

Estou afastado de onde tudo ocorre, não posso me aproximar. Por mais que eu queira ver o corpo de Peter ser jogado em um buraco qualquer, mas não posso.

Olho uma última vez para o caixão negro. Ao longe.

Menos um para nos atrapalhar, meu amor.

Me viro em direção a minha moto e caminho até ela, preciso ir embora daqui antes que alguém me veja.

Felizmente já consegui arrumar minha moto. Era só um pequeno problema no motor... Subo na mesma, antes de dar partida, sinto dois olhos me encarando por trás, mas quando me viro, não vejo nada. Quem poderia ser?

[...]

Ao olhar para o espelho uma raiva sobre humana me atinge. Aquele desgraçado conseguiu me acertar no olho direito. Passo meus dedos levemente sobre o roxo que se formou ao redor dos meus olhos.

Se o infeliz ainda estivesse vivo, eu teria o prazer de arrancar seus olhos fora e o fazer come-los.

Terei que dar um jeito nisso. Não posso ser visto assim.

Esses dois dias que se passaram, não saí de casa. Sr. Cooper tinha suas consultas de rotina, e nessas datas ele não abre o posto.

Vou ter que ir na farmácia comprar algo que tampe esse ferimento, as pessoas podem desconfiar de algo. Mesmo que eu ache bem difícil que alguém desconfie.

 

[...]

 

Paro no estacionamento da farmácia. Tiro meu capacete e o coloco na minha mão esquerda, deslizo a mão direita para o meu bolso, pego o óculos escuros para disfarçar o roxo do meu olho.

Sigo para a farmácia, ignoro tudo a minha volta e me dirijo para o caixa.

- No que posso ajudar? - Vejo um senhor de meia idade na minha frente. Ele tem por volta de 40 anos, consigo identificar alguns cabelos brancos em sua cabeça.

- Gostaria de algo que tampasse o roxo em meu olho.

- Poderia retirar o óculos, por favor? - Diz suavemente.

- Claro. - Digo com contragosto. Não quero tirar, vai que encontro alguém na farmácia? Mas as chances são quase nulas. Retiro meu óculos e coloco sobre o balcão. O senhor olha diretamente para o roxo e o avalia calmamente.

- Acho que tenho algo para isso. - Diz e caminha rapidamente até os fundos para pegar o que pedi.

- Jonas? - Ouço uma voz conhecida chamar pelo o meu nome.

Viro me rapidamente e encontro Chloe perto da porta de entrada.

- Olá Chloe. - Digo calmamente.

- Que prazer te encontrar aqui. - Diz com tristeza na voz.

- Digo o mesmo.

- Vim comprar alguns remédios para dor de cabeça. - Balança os remédios em suas mãos.

- Fiquei sabendo do que aconteceu, aliás, sinto muito. - Finjo uma cara triste.

 Também sinto. - Chloe olha para o chão.

- Como a Alex está? - Digo tentando obter alguma notícia da minha garota.

- Está um caco. Ela não consegue parar de chorar... - Fala cabisbaixa. - Ainda não consigo acreditar que isso aconteceu...

- Foi cruel isso que fizeram com ele. - Digo com deboche, mas felizmente, Chloe não percebe.

- Foi completamente monstruoso! - Diz com certa repulsa. - Quem está pior nessa história é a Alex. - Em seu rosto forma uma careta de tristeza.

- Queria poder ajudar Alex em algo... - O rosto de Chloe se ilumina.

- E você pode! - Diz com uma nova animação. - Você pode ir até a casa dela e distraí-la. - Seus olhos brilham como o de uma criança que ganhou doce.

- Claro, será um prazer.

- Certo, posso falar o endereço de cabeça? Você vai lembrar?

- Claro.

- Ela mora no maior prédio da cidade, aquele que fica perto do MACDONALD's sabe? - É claro que eu sei, afinal, já perdi as contas de quantas vezes fui lá.

- Sei. - Dou um meio sorriso.

- Ótimo! - Diz satisfeita consigo mesmo. De repente Chloe para e encara os meus olhos. - Jonas?

- Sim?

- O que é isto no seu rosto?

Droga. Mil vezes droga. Esqueci da merda do roxo em meu rosto. Maldito Peter! Espero que você esteja queimando no inferno neste exato momento.

- Isso? - Aponto para o hematoma disfarçando. Chloe balança a cabeça em afirmativo. - Bati no armário de casa. - Invento uma desculpa qualquer. Chloe balança a cabeça satisfeita.

Ela é realmente muito inocente. Eu até poderia me preocupar se fosse outra pessoa, mas é a Chloe. Ela é inofensiva.

 

[...]

 

Antes de vir para o apartamento de Alex, fui ao banheiro da Farmácia e passei a maquiagem no roxo, e milagrosamente o roxo desapareceu! Não posso ficar esbanjando esse roxo para todos os lados. Creio que Chloe já tenha esquecido do acontecido.

Toco a campainha do apartamento de Alex. Ouço passos raivosos pelo corredor, um sorriso se abre em meu rosto.

A porta se abre com força, a imagem da minha garotinha aparece em minha frente.

Alex está com a mesma roupa do cemitério. Ela está com uma calça e uma blusa, ambos são pretos. Os lindos cabelos loiros estão graciosos em coque bagunçado. Os lindos olhos cor de mel estão avermelhados, ao redor deles tem olheiras profundas.

Quem fez minha menina chorar? Peter... O nojento do Peter fez minha menina chorar. Por que esse inútil nasceu? Ele só atrapalha a vida da minha querida Alex, mesmo depois de morto, aquele imprestável. Meus punhos se fecham.

Mas fique tranquila querida, agora será somente nós dois.

- Jonas? - Alex pronúncia confusa.

- Olá Alex. - Dou um sorriso de lado.

- O que está fazendo aqui? - Diz com os olhos perdidos.

- Não vai me convidar pra entrar? - Pergunto direto.

- Ah, claro. - Alex diz franzindo a testa. - Mas...

Antes que ela fale mais alguma coisa, atravesso a porta e chego na sua sala de estar. Encaro as paredes a minha volta.

O lugar é a cara da Alex! Nas paredes há vários quadros brancos que combinam com a sala monocromática. Vejo que seu gosto é requintado e moderno, mas ao mesmo tempo simples, nada de extravagante. Ótimo, quanto menos cores melhor. Os móveis são claros,  com algumas luminárias pelas paredes. O que era para ser um lugar vivo se tornou sombrio pelas cortinas fechadas.

- Não me disse o que quer aqui Jonas. - Alex diz com a voz cansada.

- Depois que me der um café, talvez eu te conto. - Digo com um certo humor na voz.

- Certo. - Alex aperta os lábios.

Sua cozinha também segue o mesmo estilo da sala de estar, cores monocromáticas. Sua cozinha é grande, com um balcão de mármore negro, os armários são pretos também. Nada chamativo.

Alex coloca café em uma xícara e me entrega. Dou um pequeno sorriso em sua direção e caminho até a sala, me sentando no sofá maior, quero que Alex se sente ao meu lado. Ela caminha com passos pesados até a sala, me ajeito no sofá para que ela se sente do meu lado, mas para a minha surpresa e para minha raiva, Alex passa direto e se senta em uma poltrona do outro lado da sala.

Lugar errado, querida.

- Poderia me dizer agora o que quer, Jonas? - Alex fala séria.

- Vim ver como você está.

- Como eu estou? - Pergunta confusa.

- Sim, soube o que aconteceu com Peter. - Finjo pena na minha voz. Até então, a face de Alex estava sem emoções, mas quando cito o nome de Peter, nasce lágrimas ao redor dos seus olhos, sua aparência é frágil.

Não precisa fingir para mim, meu amor. Eu sei que você não gostava dele.

- Como você sabe que ele... Ele... Disso? - Parecia que ela não conseguia falar de sua morte. Ela é uma ótima atriz!

- A cidade inteira só fala nisso. - Dou ombros.

- Hum... - Ela abaixa a cabeça.

- Mas sabe, Alex?! Eu não queria que isso acontecesse... Ele era uma ótima pessoa. - E ficou melhor ainda enfiado em uma cova.

- Peter era uma das melhores pessoas que já conheci. - Murmura baixo, mas consigo ouvir. Ela ainda insisti nesse teatro?

- Gostaria de ter o conhecido melhor. - Luto contra um sorriso. - Foi muita crueldade o que fizeram com ele. - Continuo.

- Como você descobriu onde moro, Jonas? - Alex diz desesperada pra mudar de assunto. Ela realmente não gosta dele.

- Chloe me deu seu endereço. - Respondo.

- Ela o que?!  - Alex diz com raiva. Ah que linda, ela está brava porque ela mesma queria ter me passado o seu endereço.

- Ela disse que você precisa de distração. - Digo contendo um sorriso.

- Claro. - Alex xinga baixo.

- E o trabalho? Como anda? - Digo desinteressado.

- Bem. - Responde seca.

- Fico feliz com isso. - Bebo o resto do café que está na xícara, em seguida coloco a xícara na mesa. A manga da minha camiseta sobe um pouco, revelando o meu relógio. Alex para seus olhos nele por um tempo. Logo depois os sobe novamente para os meus olhos.

Seus olhos cor de mel me fitam. Encaram os meus seriamente.

- Acho que já está um pouco tarde. - Suspira cansada.

- Claro, já vou indo. - Digo relutante.

Gostaria de ficar um pouco mais, mas minha garota precisa de um pouco de espaço. Não se preocupe meu amor, vamos ter o resto da vida para ficarmos juntos.

Levanto do sofá arrumo minha roupa. Alex levanta de sua poltrona e caminha até a porta.

- Alex, anote o meu número. - Digo firme. Alex franze as sobrancelhas, me fita por alguns segundos enquanto pensa em algo, mas balança a cabeça. Ela caminha até o quarto, minutos depois ela volta com o seu celular em mãos.

- Anote ai. - Diz mordendo o seu lábio inferior em um tique. Pego o celular nas suas mãos e dígito rapidamente o meu número.

- Você pode me ligar para qualquer coisa. - Digo devolvendo o celular em suas mãos. - E não se importe com as horas ou com qualquer outra coisa. Estarei sempre livre para você. - Falo lentamente. Alex aperta os olhos e balança a cabeça em afirmativo. - E lembre-se: me ligue caso precise de. qualquer. coisa. - Digo dando ênfase nas últimas palavras. - Tenha uma boa noite, Alex.

Caminho até a porta e a abro, antes de ir me viro e sorrio docemente.


Notas Finais


Olareeees! Como vocês estão?
Pois é gente, atrasei mesmo, sorry.
Mas é que tipo, ontem eu sai, e eu não fui avisada que eu ia sair, só na hora mesmo.
Voltei quase nove da noite... E bem, eu tinha que terminar o capítulo, mas ai descobri que tinha trabalho de matemática, fui obrigada a terminar o trabalho. Então sorry. Sério.
E gente, me chamaram pra comer, né?! Tive que ir. hsuauh
Só não me matem, obrigada.
O que vocês acharam do capítulo?
Só faltou o Jonas falar: ''Só falo depois te trazer minhas malas.'' Menino folgado. sushu
Obrigada pelos comentários do capítulo anterior. <3
Só isso mesmo, tô morrendo de sono, vou dormir.
Até domingo galerooo.
Tchauzito.


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