História Fade Into You - Capítulo 1


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Categorias Bleach
Personagens Aizen Sousuke, Gin Ichimaru, Hanatarou Yamada, Hinamori Momo, Ikkaku, Izuru Kira, Mayuri, Nanao Ise, Personagens Originais, Rangiku Matsumoto, Shihouin Yoruichi, Shuuhei Hisagi, Toushirou Hitsugaya
Tags Bleach, Drama, Pós-história, Revelaçoes, Romance
Exibições 26
Palavras 920
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishounen, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Harem, Hentai, Lemon, Mistério, Seinen, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shounen, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


- A obra Bleach é de total autoria de Tite Kubo da editora Shueisha e publicado semanalmente na Weekly Shonen Jump até a data de seu término neste ano. Todos os direitos são reservados aos responsáveis.

- Faço o possível para explicar os eventos e o universo de Bleach em minha história, mas nem tudo é facilmente explicável. Se você nunca leu ou assistiu e seu primeiro contato foi através dessa fanfic, não se acanhe, procure saber mais, talvez a obra te cative da mesma forma que me cativou e me fez acompanhá-la por nove anos. E por favor, se gostar de algo ou tiver alguma crítica não deixe de comentar, não há estímulo maior para um escritor do que saber que há pessoas acompanhando e avaliando o seu trabalho.

Capítulo 1 - Se você fosse o oceano e eu fosse o sol


Bar Ikimichi – Duas Quadras a Leste do Kokuryomon (Portão Norte)

Tempo, um fator determinante para superar, esquecer ou simplesmente apaziguar tudo aquilo que atormenta o coração ou a memória. Faziam quantos anos? Nove, dez, onze! Exatos onze anos e menos de meia dúzia de meses desde que Aizen Sousuke foi derrotado pelo shinigami substitui Kurosaki Ichigo. Uma guerra sangrenta que nem a Soul Society e nem os humanos estavam preparados para travar. Exatos dezessete meses depois alvorece uma nova era, cujo nome os livros de história tratariam como: A Guerra Sangrenta dos 1000 Anos, onde os quincys invadiram o Hueco Mundo e depois a própria Soul Society. Mataram o rei das almas e por pouco, muito pouco, não tomaram e destruíram todos os três mundos.

O mar de lembranças agia com ondas agitadas, ela não fazia a menor ideia do motivo daquele turbilhão de memórias voltar naquele momento. Só então, Matsumoto Rangiku, concluiu que não estava bêbada o suficiente. Mirou o pequeno copo de barro cozido depositado sobre a mesa de madeira lustrosa, provavelmente envernizada dias antes da visita deles, e virou sem pestanejar os três dedos de saquê que ali estavam. Por um breve momento, de relance um flash surgiu em mente, as lágrimas que caíram no dia em que Aizen foi derrotado, respostas que nunca viriam e palavras que nunca foram ditas. Mortos esquecidos e renegados, um homem tão misterioso que as poucas três letras de seu nome eram incapazes de fazer jus à figura: Gin.

— Matsumoto...Matsumoto-san... – a voz trêmula da vice-capitã sequer chegou aos ouvidos da loira. Não satisfeita Hinamori esticou a mão até que esta pousasse apressadamente sobre o ombro direito de Matsumoto que, após duas chacoalhadas, pareceu despertar de seu transe e encarar a jovem vice-capitã do quinto esquadrão com certa surpresa.

— Você está bem Matsumoto-san? Parece tão distante... – a voz de Hinamori era uma verdade graça, a garota havia recuperado toda a sua saúde e vitalidade desde os últimos eventos, mas ainda tinha aquela voz fraca de tom baixo e tímido, a mesma que uma colegial recatada e envergonhada tem ao falar com a sua paixonite de escola.

— Nada com que se preocupar Hinamori-chan! Vamos beber! – era nítido que ela forçava o tom alegre e o sorriso miúdo que surgiu em seus lábios, mas mesmo percebendo isso Hinamori não falou nada. As vezes lhe parecia mais sábio deixar certas coisas sem serem ditas. – Veja Shuuhei e Izuru, esses dois já viraram tanto o saquê que nem sabem mais quem são!! – comentou novamente a shinigami loira virando sem pestanejar mais uma dose de saquê enquanto apontava para Hisagi Shuuhei e Kira Izuru que estavam babando sobre a mesa do bar.

Parando para olhar agora aquilo era realmente uma reunião diferente. Se nos lembrarmos bem anos atrás Kira deveria ter morrido durante a batalha contra os quincy, sua única salvação foram os métodos nada ortodoxos do capitão Kurotsuchi Mayuri e uma boa ajuda de seus zumbis, uma vez misturados a mágica da vida estava feita e se somada à droga que o capitão Kurotsuchi fez metade dos shinigamis ingerir antes do confronto em si, então aquele homem tinha verdadeiramente operado um milagre.

Longe dessas conclusões loucas e experimentos ainda mais loucos Matsumoto percebeu a inquietação de Hinamori, o olhar de filhote pidão dela era ainda mais letal que o olhar de reprovação de seu próprio capitão. – Fale logo, o que te incomoda tanto para me olhar com essa cara de órfão? – indagou a mulher de seios fartos e honra um tanto quanto questionável.

A ação de Hinamori inicialmente foi recuar, talvez esconder-se atrás da própria timidez, aspecto que não mudou mesmo depois de ter assumido um relacionamento com Hitsugaya Toushirou. – Você... – gaguejou e hesitou por alguns instantes – ...você sente falta de algo ou alguém do passado? – terminou suas palavras ainda sem conseguir encarar Matsumoto, olho-no-olho era uma pressão grande demais para alguém tão introspectivo, talvez, somente talvez, Hinamori tinha se aberto tanto para uma pessoa no passado que simplesmente quebrou seu coração, e isso não era algo que se recuperava em dez anos.

As palavras tamborilavam entre os ouvidos de Rangiku, rodopiavam num ciclo infinito dentro de sua cabeça, queria dizer não, mas sabia que a resposta era sim. Um leve espasmo muscular atingiu sua mão que tremeu involuntariamente. Ela mordeu o lábio inferior como se aquilo pudesse tirar-lhe a voz e impedir de dizer qualquer coisa, mas por mais que ela soubesse ser uma ótima mentirosa aquela ausência, aquela saudade era algo que não podia ser calado. – Sabe Hinamori-chan, eu estaria mentindo se dissesse que não. Eu sinto que fui a ruína dele, sinto por todas as palavras não ditas e... – se calou, queria continuar despejando suas lamúrias mas era irrelevante. Num instinto de autoproteção as palavras simplesmente desapareceram de sua boca e Hinamori pareceu perceber o alerta, para ela era difícil falar de Aizen Sousuke, até porque o que ela sentiu pelo homem preso nas profundezas do inferno foi muito além de admiração e respeito. Ela amou Aizen Sousuke, amou uma intensidade fora de si e aquilo foi a sua maior ruína.

— Eu entendo Rangiku-chan, eu te entendo, eu também já senti algo assim por uma pessoa. – a pequena Hinamori até tentou buscar palavras de consolo, mas estas lhe faltavam muito facilmente. Se ela mal sabia como lidar com seus próprios sentimentos como poderia consolar alguém? – O mais estranho é que sinto, de alguma forma, que não terminou. Eu sonho que ele não morreu, eu...deixe para lá, deve ser apenas o saquê fazendo efeito.


Notas Finais


Os capítulos iniciais serão um poucos mais lentos no que diz respeito à lutas épicas, entenda que antes trazer a ação preciso ambientar o cenário da história. Espero que tenha gostado e já começado a pensar mil e uma coisas sobre a história.
Até o próximo capítulo!


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