História Fade to Helena - Terceira Temporada - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Guns N' Roses, Metallica, Mötley Crüe
Personagens Axl Rose, Duff Mckagan, James Hetfield, Jason Newsted, Kirk Hammett, Lars Ulrich, Matt Sorum, Mick Mars, Nikki Sixx, Personagens Originais, Robert Trujillo, Slash, Tommy Lee, Vince Neil
Tags 1980's, Cliff Burton, Helena, Hell, James Hetfield, Kirk Hammett, Lars Ulrich, Metal, Metallica, Rock
Exibições 95
Palavras 3.633
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OOOOI MEUS AMORES! ADIVINHA QUEM É A LOUCA QUE VOLTOU <3
Sim gente, eu sei que eu sou extremamente irresponsavel e que eu to com umas nove fics, oito, doze, sei lá, um numero alto, mas falta 3 semanas pra esse inferno de vestibular acabar e eu vou entrar em um longo periodo de ferias que eu só vou praticamente escrever ehueheuheuh
Essa é a terceira e agora oficialmente ultima temporada da fanfic Fade to Helena
Bem, espero muito que gostem! Podem ter se passado uns 2 anos que eu postei a Fade mas eu nunca a superei, Helena perpetua em meu coração loucamente e eu sempre soube que dava para escrever mais e mais da história, então aqui está! Heleninha de volta para vocês!
Comentem o que acharam!

PS: tinha esquecido de colocar o trailer da fic aqui, então vai estar lá embaixo!

Capítulo 1 - I Still Love Him


Fanfic / Fanfiction Fade to Helena - Terceira Temporada - Capítulo 1 - I Still Love Him

Ainda me assusto como tempo modifica o espaço e tempo em que vivemos. Nascemos nus, inocentes, puros, com tendências um tanto ruins (como diria o filosofo Hobbes), sendo ensinados por nossos pais o que é certo e errado, a sermos seres humanos morais e éticos, o que é uma hipocrisia necessária. Em questão de meses ou anos, nos modificamos por completo, há uma mutação em nosso comportamento, nosso modo de pensar e agir, adquirimos maturidade podendo usufruir ou não, sabemos o que é certo e errado, confundimos o bom com o ruim, tomamos nossas próprias decisões, nos fodemos quando seguimos os caminhos errados ou tomamos essas decisões de forma errada. Existem aqueles que sabem lidar com isso, que no final das contas, acham seu caminho para o bem, a felicidade, seguem uma vida normalmente não ambiciosa, mas satisfatória.

Eu não sou assim.

Pensei que passaria o resto de minha vida inundada pela solidão de ter nascido diferente do ordinário. Pensei que era a única a sempre tomar as decisões erradas, sempre pegar o caminho mais difícil, ser regida pela raiva e ter um descontrole emocional um tanto quanto impressionante. Papai dizia que eu devia ser estudada por cientistas. Fui a psicólogos quando mais nova, conquanto, nada adiantou. Nada curou minha insanidade, minha incessante busca por auto destruição, ninguém soube desativar o código da bomba que se chama minha mente, sempre prestes a ser ativada e me fazer explodir, em um ato de raiva ou um ato suicida. Agora que estamos em 1990 consigo encontrar algumas outras almas assim, que vejo em revistas, mas realmente percebo quando coloco seus álbuns, como o Kurt Cobain, mas creio que ele é uma alma perdida, não creio que parar ele há solução, creio que temos um destinos a seguir, e o dele já foi marcado, como o de todos nós.

Mas não estou sozinha.

James é como eu.

Mais uma alma perdida, vagando por esse mundo complexo e horrendo, cheio de malícia e descaso, de pessoas falsas e desumanas, de monstros escondidos dentro de nós e escondidos em nossas memórias. Atormentados, destroçados, perseguidos, amargurados, mas calmos, calmos por termos encontrados um ao outro, por finalmente ter encontrado alguém que complete, que concerte nossos pedaços quebrados, que seja sua outra peça do quebra cabeça, que faça a dor diminuir e a raiva se tornar aceita.

Pois somos iguais. Somos doentes, lobos solitários, complexos, complicados, insanos, raivosos, enlouquecidos, torturados pelo mundo, uma grande piada cômica, uma brincadeira do destino, problemáticos e excluídos da sociedade ordinária e falsa, além de extremamente hipócrita, mas somos completamente, loucamente e doentemente apaixonados um pelo outro.

Desejo seu toque forte e impactante por toda a eternidade, trazendo-me um choque que percorre todo o meu corpo, me deixando eletrizada; sentir sua mera presença na minha vida, em especial no mesmo recinto que eu, é uma necessidade, não um pedido, não um simples querer, pois tê-lo longe de mim se tornou meu maior pesadelo, uma situação inaceitável e imperdoável; preciso ouvir sua voz, pois me preenche de uma paz inexplicável, travando meus atos tenebrosos, abençoando meu caminho, me dizendo qual direção tomar, me excitando, me levando a uma boa loucura; eu ansiava todos os dias por seus lábios nos meus, para me trazer felicidade, amor, eu amava beijar seus lábios repetidamente, adorava sua língua preenchendo minha boca, amava o calor da mesma, eu estava, não, eu era e sempre serei viciada em seu beijo, em beijar sua boca, em arrancar-lhe sua alma por alguns segundos enquanto estamos presos em um transe de paixão, amor, sempre amando a toxicidade do lábio um do outro; eu só desejava sexo com ele, não sentia atração por mais ninguém, só ele me excitava, precisava de suas mordidas, de seus chupões que me levavam a loucura, de seu corpo, de sua maneira de controlar a situação, sua pose, seu jeito, seus lados, suas façanhas, seus truques, adorava o fato dele conhecer meu corpo por completo, sabendo me dar prazer como só ele entende.

Eu o amava, por completo, eu o amava, por inteiro.

 Eu era sua Harley Quinn e ele meu Curinga, eu era sua Julieta e ele meu Romeu, eu era sua Ilsa e ele meu Rick, eu era sua Daisy e ele meu Gatsby, eu era sua Capitu e ele meu Bentinho, eu era sua Nancy e ele meu Sid, eu era sua Courtney e ele meu Kurt, eu era sua Beatrix e ele meu Bill.

Foram-se anos até que eu aceitasse isso. Foram-se momentos e ações. Nos deixamos escapar pelos dedos um do outro, como areia, como a agua, mas não, nunca mais.

Eu não iria mais a lugar algum.

Nem ele.

Estaríamos juntos.

Finalmente.

 

Rio de Janeiro, Brasil, agosto de 1992

 

Seu rosto estava tão sereno, mesmo com as olheiras cor purpura, o pesar de suas pálpebras, o suspiro de seus lábios semi abertos, mesmo com o cansaço impregnado em cada traço de seu rosto. Como eu amava assisti-lo dormir, o único momento em que o remorso e a raiva deixavam de reinar, dando espaço para os sonhos e a calmaria. Quando não se afundava em pesadelos.

Acariciei seu rosto com ternura e delicadeza, tomando cuidado para não acorda-lo. James se acomodou em minha palma e perpetuou em seu sono profundo.

Eu estava noiva.

Ainda não sei como chegamos a isso, mas cá estou eu, nua junto a James, em um quarto de hotel destruído no Rio de Janeiro.

Noiva.

Me surpreende em como senti falta de seu toque, da textura de sua pele, do calor de seu corpo, da maciez e do gosto de seus lábios, de seu sorriso indecifrável, da sua voz emblemática, da suavidade firme do toque de seus dedos em minha pele. Eram tantas recordações que retomavam a ser o que sempre deveriam ser, a realidade.

Obviamente eu senti falta do sexo, claro que não fiz celibato, mas com ele era diferente, sempre foi.

Conclui que nos últimos anos me fechei de tal modo que não me permiti viver, somente existir, como James sempre me indagou. Ignorei todas as lembranças felizes de minha juventude, deixando que o rancor e a dor me preenchessem, que cada celular do meu corpo estivesse berrando “rage”, fraca e magra, morta viva.

Levei tanto tempo para perceber a razão para minha vida, corpo e mente, estar tão despedaçada, a ausência dele. Pois no momento em que se ajoelhou e me propôs nos juntarmos pela eternidade, como um toque de mágica, tudo fez sentido. Os ferimentos começaram a sarar, o insistente peso em meu peito foi retirado, fazendo com que eu respirasse direito pela primeira vez em meses, a angustia, a aflição, o amargor, desaparecendo, pouco a pouco, como papel em água, me deixando incrédula, perplexa, renovada. Ele era a maldita peça perdida de meu quebra cabeça destroçado.

Noiva.

Coloquei as pernas para fora da cama, pensando em jogar uma agua no meu rosto, escovar os dentes, algo assim. Senti dedos trêmulos agarrarem meu pulso. Me virei e me deparei com aquele mar azul, antes calmo, agora preocupado e ansioso.

-Onde vai? – James indagou, provavelmente assustado com a ideia de que eu estaria fugindo dele, fugindo da nossa promessa.

Mas era um contrato selado com nosso sangue. Literalmente.

-Ia ao banheiro – respondi, contente com seu toque.

-Ah, pensei que...

-Fosse fugir? – respondi e ele me fitou, torcendo para que a respostasse fosse a que eu estava prestes a dar – não mais James, não mais

O medo dissipou de sua expressão, agora tomada por alivio.

-Deita aqui – choramingou, me puxando para perto de seu corpo.

Creio que essa é a primeira vez que vejo James... carente?

Carente.

Seus dedos passeavam acariciando meus cabelos, desembaraçando os nós com cuidado, mas de forma tão inconsciente, como se fizesse isso todo dia.

-Então... – começou a falar, a medida em que eu me aconchegava em seu peito suado e ofegante – o que achou de ontem? – notei que ele me olhava, esperando a resposta.

James inseguro? Em que universo paralelo estou?

-Amei, perfeição feita no inferno – sibilei em seu ouvido, sentindo um sorriso se formar em seu rosto e consequentemente no meu.

-Ainda não acredito que estamos noivos – falou, fitando o nada.

-Noivos – pensei alto.

Um silencio perpetuou por exatos três minutos e vinte segundos, finalmente deixando tempo para que digeríssemos o ocorrido da noite anterior.

-Então... – James disse quebrando o silencio – o que quer fazer?

-Não pensei nisso ainda

-Nem eu

-Você já pensou em como quer que seja? – arqueei a sobrancelha, fitando sua face.

Ao olhar naquela face, já adulta e madura, maltratada pelos anos de sofrimentos, recordei-me da primeira vez que o vi, tão embebedado na sua juventude, tão elétrico, inquieto, seco, distante, cheio de discórdia e as respostas mais acidas na ponta da língua. Sua face não tinha mais espinhas, não parecia mais uma criança de 1 metro e 85 cm, com os cabelos desgrenhados que nem conseguia crescer uma barba. Mas me apaixonei insanamente por ele. Na primeira vez que meus olhos encontraram os seus, já sabia que estávamos pré destinados, ao que quer que seja que estávamos nos metendo. Aqueles olhos, aqueles olhos denunciaram todo nosso destino, mas por estarem sempre tão confusos e aflitos, assim como os meus, nunca notamos que nosso caminho é um ao lado do outro, para vagarmos pela eternidade de mãos dadas.

“E lembro-me de quando o conheci, foi-me tão claro que ele era o único para mim.
Ambos de nós soubemos, de imediato “

-Diz em relação a cerimônia? – James disse, quebrando meus pensamentos.

-Uhum – respondi, ainda presa na memória de sua face juvenil.

-Do jeito que você quiser

-Isso é uma mentira

-Verdade – riu, com sua gargalhada gostosa que perpetuava em meu timbre pela eternidade – queria casar na igreja

-Mas eu sou ateia, o padre vai querer me queimar viva – falei, imaginando a ridícula cena da minha pessoa entrando na casa de deus – ia me chamar de bruxa, profana, filha do capeta, ainda mais com meu apelido.

James gargalhou tão alto, de maneira tão sincera que fiz o mesmo, me perdendo em seu riso contagioso.

Tantos tempo que eu não ria, tanto, tanto tempo.

-É só você mentir, ninguém precisa que você é filha do capeta, que mordeu a maça do pecado

-Não me traz recordações boas, Igrejas sabe – falei, me lembrando do dia que meu corpo jazia inerte e morto, com os olhos revirados e esbranquiçados, com Cliff insistindo que eu estava morta. E eu estava.

-Tem isso... – ficamos em silencio, revivendo um dos momentos mais fodidos e decisivos em nossa vida.

*Flashback*


Procurei que nem um louco em meio as inumeras arvores que haviam naquele lugar, mas nada da Helena. Ouvi um grito agudo, era de Carol. Sai correndo que nem um maluco para fora daquela mini floresta, indo em direção ao grito. Eu ouvia Lars gritando o nome da Hell e a medida que me aproximava, ouvia os choros. Vi Kirk correndo junto de Debora, apressei o passo.

 

Eu não acreditava em meus olhos.

 

Helena estava deita de bruços, sua pele palida como nunca vi antes, ela estava com os olhos semi abertos e ridiculamente brancos, seus labios estavam levemente roxos e um tipo de espuma branca sai de sua boca semi aberta, deixando o liquido formar uma pequena poça no chão de concreto em que ela estava deitada, seu corpo estava largado, imovel naquele lugar. Corri até ela, e a virei de lado, sua pele estava muito fria e seus olhos tão... vazios, essa cena me recorda a morte de Cliff. Como ela pode, ela não tinha esse direito, ela não pode fazer isso, não de novo, não comigo.

 

Tão previsivel.

 

Tão real.

 

Tão Irreal.

 

Alguém me acorde desse pesadelo.

*Flashback Off*

-Eu não me importo de casar na Igreja, desde que eu esteja me casando com você – falei a verdade, não me importava com isso.

Pensei em todas as vezes que rejeitei o amor, por duas razões, primeiramente pelo desconhecimento total desse sentimento, segundo, pelo medo. Somente o pensamento de me tornar dependente de alguém já e trazia ânsia de vomito e desespero, já havia me metido demais em vícios e já necessitei de drogas por tempo demais. Mas James era uma droga na qual não posso viver sem, sua inexistência seria sinônimo para minha morte certa, meu coração precisa de seu toque para bater, meus pulmões precisam de seu beijo para respirar, meu corpo fraqueja só da mera possibilidade de ter nossos corpos distantes, precisava dele como um dia precisei da minha heroína, mas ela, presa aquela seringa, era somente efêmero, seus efeitos logo se dissipavam, mas ele? Não, ele não, seus efeitos nunca passavam, eram eternizados em meu corpo efêmero e minha mente desgastada, cada palavra jamais esquecida, cada toque preso a minha pele, seu cheio impregnado em meus brônquios, seu gosto deixando meus lábios sedentos por mais, mais mais. Era o ecstasy que nunca ia parar.

Eu não precisava mais de nenhuma droga, por que eu o tinha, e se eu o tinha, nada mais era necessário.

-Você está tão magra... – James disse, percorrendo a mão pela lateral de meu copo, da axila até metade da cocha.

-Sempre fui magra, a bebida fodeu a sua memória por acaso?

-Não, louca – sorriu de leve – é só que você está... muito magra, mesmo – e ele continuava a deslizar suas másculas mãos por meu frágil corpo.

Seu toque era tão delicado, penso que em sua cabeça, se me tocasse com nem que seja um pouco de brutalidade, me desfaria em suas mãos e voaria junto ao vento, como as cinzas.

-Não estou tão magra assim

-Quanto você está pesando?

-Que?

-Quanto você está pesando Hell

-46 acho

-QUANTO?

-46

-Deus Helena, você está louca?

-Não estou, eu sou – corrigi-o – por que está tão assustado?

-Você pesava 52 antes de...

-Antes de tudo

-Sim

-Emagreci, e dai?

-Só... estou preocupado

-Não se preocupe, estou bem

-Como você está bem?

-Por que tenho você ao meu lado, besta – dei-lhe um tapa no meio da testa e ele riu. 

James me agarrou pela cintura, puxando-me para cima dele. Me aconcheguei em seus braços, deitando minha cabeça em seu peito. Me peguei hipnotizada pelo bater constante de seu coração, dois toques, o sangue entrando e saindo por suas veias, passando por suas artérias, um ciclo lindo e constante, o ciclo da vida. Me recordei de quando meu coração abandonou tal ato vital para minha sobrevivência, obrigando minha alma a abandonar meu corpo e vagar por uma terra desconhecida e me fornecer o reencontro tão único com Cliff. A saudade preencheu meu peito, me recordando de todos os momentos magníficos que sei que nunca abandonaram minha memória, nos quais ele foi o ator principal, seja me fazendo rir, me consolando, me deixando feliz, sendo  o melhor amigo que tive durante minha vida, e mesmo anos após sua morte, após o trágico acidente que tirou sua vida e quase levou a minha juntas. A tragédia une, a tragédia separa, não importa como seja, qual sua consequência, qual destino nos leva, ela te marca como o ferro quente e avermelhado faz com o rebanho, por seu sangue percorrerá eternamente a sensação que aquilo te proporcionou, muda sua mentalidade, te amadurece, te faz crescer como pessoa ou simplesmente te joga no chão e te pisoteia, furando-te com seu stiletto, perfurando seus músculos e órgãos, sangrando até a morte, a não ser que tenha alguém, ou a si mesmo, que te contenha, que estanque o ferimento e te traga de volta a vida. 

Deslizei minhas mãos por sua barriga, me aproveitando de cada contorno hipnotizante que seus músculos e ossos faziam, subindo até seu pescoço, deslizando meus dedos no sentido das veias pulsantes, roxas e esverdeadas bombeando o líquido avermelhado e viscoso, litros e litros de sangue quente, se dividindo em veias, artérias, capilares. Circulei sem pomo-de-adão com meu dedo, pensando na potência que sua garganta dava as cordas vocais que transmitiam as mais impactantes músicas e aquecia os corações destroçados de tantos jovens perdidos e amedrontados como um dia fomos, refleti também sobre como amava a masculinidade constituída em cada pedaço de seu corpo, especialmente na voz, rouca, grossa e arranhada, sua risada contagiante  

-Helena? Helena? - James falou, passando a mão na frente do meu rosto e ao perceber que havia falhado em me retirar do estado de hipnose que estava, agarrou minha face e começou a sacudir como louco – HELENA? HELENAAAA? 

-SOCORRO JAMES – falei agarrando sua mão que ainda me sacudia, me deixando tonta – PARA SEU LOUCO – comecei a rir. 

-Você estava pensando no que? - soltou meu rosto. 

-Em nada  

-Estou te chamando há séculos e você me responde tamanha calúnia? 

-Para de ser melodramático - bati em seu braço - você é teatral de mais  

-EU? - colocou a mão no peito, se fingindo de ofendido – TEATRAL?  

-começou - revirei os olhos com um sorriso bobo no rosto. 

-Se eu sou teatral você é o que? A porra do Alice Cooper?  

-Fazer o que, sou filha dele – dei de ombros. 

-Eu sempre esqueço que você é a porra da filha do Alice Cooper – James contemplou o fato - sério, eu namoro a porra da filha do Alice Cooper 

-Namora não, está noivo – ri – cuidado para não machucar a filhinha dele, papai costuma ficar com bastante rancor de quem me faz qualquer tipo de mal, e é bem vingativo 

-FODEU – James falou, sentando, realmente com uma cara de pavor, não captando o tom de brincadeira na minha fala – ELE TEM A PORRA DE UMA GUILHOTINA  

-Eu sei – respondi, me segurando pra não rir de seu desespero. 

-ELE VAI ME GUILHOTINAR 

-Estilo Revolução Francesa babe – brinquei, mas sua expressão de terror ainda não havia abandonado seu corpo. 

-CARALHO, SE ELE ME MATAR MESMO, POR FAVOR ESCREVE NA MINHA LÁPIDE "James Hetfield, fanfarrão dono da melhor banda do mundo, comedor da filha do Alice Cooper, assassinado pelo grande rei Alice Cooper" 

Gargalhei tão alto com seu comentário que a barriga chegou a doer e uma lágrima se formar no meu rosto.  

-James você é louco 

-SOU LOUCO MESMO DE TER TE PEDIDO EM CASAMENTO QUANDO SEU PAI É ALICE COOPER O DEUS  

-Ele é só mais um mero mortal, James 

-ELE É UM DEUS, NÓS SOMOS MEROS MORTAIS, COOPER É O REI 

-Então isso me faz uma princesa? - arqueei a sobrancelha. 

-Ta mais pra bruxa do 71 – brincou, mostrando a língua. 

-JAMES! - lhei dei um tapa em seu braço - você não sabe seguir uma lógica, mas é claro, é acéfalo mesmo 

-EI! 

-Aposto que você nem sabe o que é acéfalo 

-Não importa sei que foi pejorativo – empurrou de leve minha cabeça e rimos – Helena 

-Diga futuro príncipe da corte Cooper 

Riu. 

-Que dia é hoje? - James falou, procurando por um calendário ou algo do tipo. 

-29 de agosto, por que? - indaguei o vendo procurar que nem um louco e parar repentinamente. 

-Ops – abriu um sorriso amarelo. 

-O que foi?  

-Err, tenho um show hoje - coçou a cabeça. 

-Você sabe o quão irresponsável você é? - ri – pegou a porra de um voo sabe de deus onde para vir pro Rio de Janeiro sabendo que  tinha show? 

-Tente entender que eu estava possesso de raiva e querendo te matar e minha ânsia por assassinato me leva a cometer estupidezes caras e com graves consequências como a porra do Axl Rose reclamando no meu ouvido – revirou os olhos. 

-Não fala assim dele, coitado, ele é só meio desmiolado – defendi Axl – e estupidez? 

-Pegar um avião para te matar foi estupidez 

-Claro 

-Mas pegar um avião e acabar te tendo como noiva foi a porra da melhor coisa, mesmo com intenções sangrentas 

-Ah sim, claro – ri. 

-Que horas são? - levantou, colocando a cueca preta e lembrei de todos os momentos que o vi assim. 

-Uma da tarde – chequei o relógio. 

-Puta merda, pega suas coisas ai e vamos logo pro aeroporto –falou, pegando a mochila que trouxe consigo. 

-Que? 

-Pega sua coisas ai 

-Como assim? 

-VAMOS, VAMOS – falou me rolando para fora da cama até cair no chão - TEMOS UM AVIÃO A PEGAR 

-Mas 

-A MALA HELENA 

-Mas James é muita coisa eu... 

-SÓ JOGA NA MALA 

-Jam... 

-E LIGA PRO LARS AVISANDO QUE ESTAMOS INDO – James ordenou, tentando colocar o  roupa. 

-TA, TA, CALMA AI SENHOR ROSE DOIS PONTO ZERO – falei, procurando pelas minhas coisas enquanto arrastava o telefone que já chamava. 

-NÃO ME XINGA DE ROSE EU NÃO SOU LOUCO 

-TÁ, TÁ - o telefone deu linha e não hesitei em falar – OI LARS, JÁ ESTAMOS A CAMINHO NÃO SE PREOCUPE 

-HELENA? É VOCÊ HELENA? - Lars falou do outro lado da linha – KIRK É A HELENA, ELA ME LIGOU, ME LIGOU  

-AI MEU DEUS, OI HELENAAAAAAAAAA – ouvi a voz de Kirk no fundo. 

-Vocês cheiraram cocaína né seus vagabundos – falei rindo, eu sabia exatamente como esses safados ficavam após umas duas carreirinhas. 

-HELENA, Ô HELENA, ME EXPLICA UMA COISA 

-FALA RÁPIDO LARS QUE A GENTE TEM UM AVIÃO PRA FICAR 

-É RÁPIDO - falou de maneira muito acelerada – A GENTE QUEM? 

E foi ai que a ficha caiu que ninguém sabia que eu e James fizemos as pazes e que estávamos noivos. Todos acreditavam veemente que ainda nos odiávamos profundamente e que iriamos nos matar no  final das contas. 

-Err... eu e o James – falei, embolada. 

-QUEM? FALA DIREITO HELENA 

-EU E O JAMES – berrei de uma vez só. 

-É O QUE – Lars e Kirk berraram ao mesmo tempo. 

-TENHO QUE IR BEIJOS TCHAU MEUS AMOREEES – e desliguei na cara deles, antes que me bombardeassem de perguntas – Mas para onde vamos mesmo James? 

-Nova Orleans, para combinar com sua personalidade e áurea de bruxa – falou, imitando um barulho escroto de bruxa igual aquelas de plástico com botão que tem no Halloween. 

-Haha, engraçadinho  

-VAMOS LOGO!  


Notas Finais


EAI MEUS AMORES! O que acharam? gostaram? Sentiram saudade da fade? Gostaram de eu ter voltado? Ou eu nem devia ter voltado? Me contem o que acharam!

trailer : https://www.youtube.com/watch?v=doirEy9-tsA


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