História Fade to Helena - Terceira Temporada - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Guns N' Roses, Metallica, Mötley Crüe
Personagens Axl Rose, Duff Mckagan, James Hetfield, Jason Newsted, Kirk Hammett, Lars Ulrich, Matt Sorum, Mick Mars, Nikki Sixx, Personagens Originais, Robert Trujillo, Slash, Tommy Lee, Vince Neil
Tags 1980's, Cliff Burton, Helena, Hell, James Hetfield, Kirk Hammett, Lars Ulrich, Metal, Metallica, Rock
Exibições 24
Palavras 3.000
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OOOOI GENTE!!! SUMI MAS VOLTEI!!!

1- Eu fiz um trailer pra essa temporada da fic! É só a parte 1 acho que vou fazer uma parte 2 e 3
2- Por favor comentem!!!! Me incentiva muito <3 obrigada a todos que comentam <3

Fiquei com preguiça de fazer capa pra esse cap, amanhã faço ahauhauah

VEJO VOCÊS LÁ EMBAIXO!

Capítulo 3 - Pânico


-Então... vocês vão explicar? – Lars disse enquanto a van sacolejava a caminho do hotel.

-Explicar, explicar o que? – falei prestando atenção nos prédios passando pela minha visão, tentando me esquivar de uma explicação que eu simplesmente não sei dar.

-Não se faça de retardada né Helena, pelo amor de deus.

-Nossa me chamou de Helena, tá revoltado mesmo hein? – impliquei, mais uma vez tentando me esquivar.

Lars somente me olhou com aquela cara de deboche que eu não sabia como responder, então James se meteu.

-A gente fez as pazes e agora vamos nos casar, é bem simples assim

-Mas – Lars tentou responder.

-Sem mas

-Vocês estava quase se matando, arquinimigos e

-Estamos bem agora, só aceita

-NÃO TEM COMO ACEITAR FÁCIL ASSIM POR QUE PORRA VOCÊS SE ODIAVAM, QUERIAM SE MATAR, NÃO AGUENTAVAM NEM ESTAR NO MESMO LUGAR QUE OUTRO E

-LARS PASSOU SUPERA

-NÃO FAZ NEM UM DIA EU N SUPERO

Comecei a gargalhar da confusão que estava acontecendo e da insistência de Lars em não acreditar que estávamos falando sério.

Chegamos no hotel sem trocar muitas palavras, pois lá só falava, enquanto eu fingia estar dormindo para não ter que responder seu interrogatório.

-Graças a Dio – falei pulando da van e arrastando minha mala fugindo de Lars.

-Ta fazendo a sua própria versão de Run to the Hills? – James riu, se escorando no balcão da recepção ao meu lado – Run to the Hills, run from Lars – cantou, o que me fez gargalhar – senti falta da sua risada – ficou nostálgico.

-Eu pareço um ganso sendo engasgado quando rio James, pelo amor de Dio – respondi.

-Na verdade parece mais uma galinha sendo assassinada, mas... – implicou e lhe dei um tapa no braço.

-Você é terrível – falei tapando a cara.

-Quarto pra dois? – a recepcionista perguntou.

Olhei para James, ele olhou para mim, e ficamos nos encarando, por tempo demais, sem saber o que responder. Fizemos alguns gemidos confusos esperando que o outro respondesse, mas não estava funcionando.

A verdade é que não havíamos discutido nada além que nos casaríamos. Não pensamos no que falar as pessoas, a mídia, aos fãs, não pensamos nem como faríamos com as casas, o nosso cachorro (que eu não vejo há anos, saudade), onde moraríamos, se moraríamos juntos, se dividiríamos quartos, não havíamos discutido porra nenhuma.

E agora era a primeira decisão, depois da noite de insanidade que nos tornarmos noivos, que estávamos tomando uma decisão.

-Sim? – James respondeu mais em forma de pergunta.

-Pode ser? – falei no mesmo tom que ele.

-Penúltimo andar... – a recepcionista começou a falar.

-Não, a gente só fica no último andar – respondeu por mim, pois eu já estava prestes a resmungar.

É impressionante como ele me conhece e não se esqueceu de porra nenhuma.

 

Flashback On

 

As vezes eu sinto falta de uma vida normal, sem jatinhos, sem hotéis luxuoso, sem mil fãs cabeludos na porta do hotel a minha espera, sem entrevistas, boatos, pessoas interesseiras. Sim, eu sinto falta de uma vida comum, sinto falta de chegar no “meu” apartamento fodido em um canto escondido de São Francisco e encontrar uma caixa com metade das cervejas já tomadas, com Cliff e James rindo no sofá sobre alguma coisa boba, Lars tentando cozinhar usando cerveja ou vinho e Kirk lendo seus gibis de terror com os pés sujos em cima da mesa de centro. Sinto falta de me jogar em cima de Cliff e James, roubando a cerveja de um dos dois e conversar sobre alguma banda nova ou bem velha, discutir sobre qual banda é melhor, levar uma cantada, de sentir o cheiro de cerveja saindo da boca de James ou do tecido do jeans boca de sino de Cliff roçando em minhas costas, ah e como esquecer do típico “abraço sedutor e beijinho na bochecha matinal” de Lars? Ou das madrugadas de filmes de terror da década de 40 com Kirk? Ir ao mercado ou correr para pegar o ônibus, coisas simples, mas que por alguma razão sinto falta.

 

Cheguei ao hotel com vagas lembranças percorrendo minha cabeça, coisas bobas, mas que me traziam um sorriso ao rosto e logo em seguida, uma cara fechada e um tom ranzinza na voz. Quem é essa pessoa que eu me tornei? O tempo passa, as coisas mudam, nós mudamos, é engraçado notar isso. Com os olhos semi abertos embaixo de um óculos bem escuro, recorri a recepcionista um quarto no ultimo andar, do jeito que gosto.

 

-Não temos quartos vagos no ultimo andar senhora- ela respondeu com uma voz anasalada.

 

-Como assim? Ninguém gosta do ultimo andar

 

-Está lotado, não prefere um quarto no... – ela disse checando o computador que parecia mais um grande pedaço quadrado de metal – no anti penúltimo andar?

 

-ANTI PENULTIMO? Por que merdas estão ocupando três andares

 

-Não tenho permissão para te falar isso senhora, perdão

 

Foi ai que eu me toquei. Por que alguém precisaria de três andares? Que tal duas bandas junto com todos os funcionários, roadies, entre inúmeras outras pessoas que trabalham pra essas bandas? Eu estava no melhor hotel daquela cidade, obviamente eles também estariam ai.

 

-Nem para mim? Eu te daria um autografo especial... – falei  tirando os óculos e apontando para a capa da revista que estava em cima da bancada com a banda Hell na capa – eu pareço mais gorda nessa foto, eu entendo que não tenha me reconhecido

 

-Com o que eu posso ajudar senhora Furnier? – ela disse com um sorriso enorme no rosto.

 

Fama sempre compra as pessoas. Fama e dinheiro.

 

-Bem... eu tenho esse amigo... Lars Ulrich, conhece?

 

-Claro, baterista do Metallica, ele é meu favorito – ela disse mostrando a camiseta do Metallica escondida por trás de seu uniforme.

 

-Então, o que você acha de conhecer ele? Mas claro que você me faria um favor antes....

 

-Você fala sério? Claro!

 

-Me da a chave do quarto do meu amigo Larsie, que te prometo uma noite com ele

 

-Eu não devia fazer isso... mas... – ela disse me entregando a chave – não conte para ninguém...

 

Querida, você  não acha que quando o Lars chegar e notar que tem uma pessoa no quarto dele, algum já vai ficar sabendo?

 

-Não irei, juro – falei fazendo uma cruz com os dedos e dando dois beijinhos.

 

A agradeci, peguei minhas malas e subi para o quarto de Lars, que era o penúltimo do corredor do ultimo andar.

 

Chegava a ser ridículo o tamanho do quarto. Uma cama de casal enorme, um frigobar cheio de bebidas, dos vinhos mais caros as cervejas mais baratas, uma mesa cheia de porcarias e mais um monte de merda a espera da chegada dele. Como eu sou abusada mesmo, abri uma garrafa de champanhe, taquei minhas coisas no chão, tirei a rouba  fui tomar um banho de banheira. Eu estava cansada, havia saído direto de um show para vir para cá ( ainda me odeio por ter feito isso), eu precisava de um banho.

 

Eu brincava com a torneira da banheira, a abrindo e fechando enquanto tomava uma taça de champanhe, ok é muito bom ser rico, famoso nem tanto.

 

Ouvi um barulho mas não me importei muito, devia ser Lars chegando e eu estava certa.

 

-Ruivas são as melhores – era a voz de Kirk.

 

Que porra? Será que esse é o quarto dele?

 

-A Deborah é ruiva – Lars falou.

 

-E você acha que eu não sei disso?

 

Os dois deram uma risada sacana.

 

-Vocês só sabem falar de garotas? – merda merda merda merda merda.

 

-Virou gay por acaso James?

 

-Não, só não fico falando de garotas o tempo todo

 

-Já pensou em arrumar uma? – era Lars a falar.

 

-Não obrigado, prefiro ficar só com as putas de uma noite mesmo, porque você não arruma uma, por que depois da Carol você só fica nas groupies

 

-E você já teve alguma namorada depois da Helena?

 

Houve um breve silencio.

 

-A Courtney não conta

 

-Cala a boca Lars

 

COURTNEY? MAS O QUE?? AQUELA PUTA DA TURNÊ DO MASTER OF PUPPETS? VOCÊ TEM QUE TA DE BRINCADEIRA COM A MINHA CARA, EU VOU ESPANCAR ESSA MULHER ATÉ A MORTE.

 

Ouvi passos se distanciando e outros se aproximando.

 

-Mas que porra... essa mala não é minha – Lars falou.

 

-Não acho que você use calcinha nem sutiã,  bem, não que eu saiba – era Kirk falando - Será que uma fã conseguiu entrar e está te esperando pelada em algum lugar?

 

-Tomara

 

Mais uma risada sacana. O barulho dos passos aumentou até que houve o ranger da porta.

 

-Heey Larsie – falei fechando a torneira com o pé.

 

-Helena? Wtf? – ele falou abrindo um sorriso – tenho muitas perguntas mas não sei nem por onde começar, quer resumir?

 

-Eu não fico em quarto que não seja no ultimo andar

 

Flashback Off

 

Uma maldita lembrança desencadeou um momento de pura raiva em mim.

Maldita Courtney.

Se existe um ser humano nessa face da terra que me consegui torar do sério, tantas vezes, a ponto de cometer agressões e sujar ainda mais minha ficha na polícia, foi ela.

Eu ainda lembro da sensação reconfortante que me levou a um nível considerável de psicopatia ao bater naquela vadia com tanta força que dessa vez ela revoltou e me processou. Me arrancou dinheiro? Claro, me deixou mais puta ainda? Claro, mas só de tê-la fora da minha vida, para sempre, já me serve de consolo por tudo que essa prostituta com AIDS me fez passar.

Espero que ela não tenha passado sífilis para o James.

Ótimo, agora estou imaginando os dois transando.

E eu vou vomitar.

-Helena? – James disse confuso – você ta bem?

-To, to sim – respondi, torcendo para aquela imagem abandonar minha cabeça – só tive um leve desconforto estomacal e talvez até intestinal com uma recordação nojenta

-Duas opções – Lars se jogou entre nós – pensou em você e a mãe dela se pegando

-ECA NÃO – fiz som de vomito – se bem que isso seria nojento, as chances dela te passar uma DST são muito altas, de verdade, transar com ela pode até fazer seu pau cair

-Então já sei – Lars disse como se tivesse tido um esclarecimento espiritual – James e Courtney transando

-POR DEUS LARS – dei um tapa forte em sua cabeça –BENZE ESSA BOCA ESCROTA

James gargalhou alto a ponto de chamar a atenção de todos no hall do hotel.

-Que foi? – falei, irritada.

-Você tava imaginando eu e a Courtney transando? Que horror Helena – riu mais alto.

-A culpa não é minha se depois de mim você teve uma recaída com a sua vadiazinha do passado – revirei os olhos.

-A gente não transou, idiota – deu um tapa na minha testa.

-Não?

-Claro que não, não queria pegar gonorreia – fez cara de nojo – chamei ela só para te fazer inveja, obviamente

-E funcionou – Lars riu

-Funcionou tão bem que eu fui presa – mais um riso alto de James – agora minha ficha na polícia deve estar mais suja que pau de galinheiro

-QUE EXPRESSÃO DE CEM ANOS ATRÁS – Lars riu – vai usar outras da idade do seu espirito Helena? Eu sabia que você era possuída por um demônio de 1800

-Ha, super engraçado Lars

-O dia que você foi presa também foi o dia que você quase me matou – James comentou.

-EU QUASE TE MATEI? VOCÊ NÃO SABE DIRIGIR

-VOCÊ PUXOU O VOLANTE, LOUCA

 

Flashback On

 

Ele acelerou de novo. Estávamos a pelo menos 150 km/h e eu sabia que desse jeito ia morrer. Me desesperei.

 

-JAMES EU NÃO QUERO MORRER, ASSIM VOCÊ VAI NOS MATAR

 

-Velocidade contra o tempo, você acha que isso vai nos matar? Um pouco de adrenalina.

 

-EU ACHO QUE VOCÊ BATENDO NUM POSTE VAI NOS MATAR, ISSO SIM

 

-Ta vendo algum poste por aqui? Só tem arvores

 

-ENTÃO BATENDO NA MERDA DE UMA ARVORE

 

-fica calminha Helena, vai – ele disse revirando os olhos.

 

-Quer saber? Eu não vou morrer por sua culpa não – falei puxando o volante, fazendo o carro mudar de pista e quase sair da mesma.

 

-TA DOIDA? ASSIM QUE A GENTE VAI MORRER, VOCÊ JÁ MORREU UMA VEZ, QUER MORRER PRA VALER DESSA VEZ?

 

-IDIOTAAAAAAAAA- falei tentando puxar o volante para a esquerda enquanto James puxava para a direita.

 

-DOIDA, VOCÊ É DOIDA, A COURTNEY TAVA CERTA, VOCÊ TEM QUE IR PRA UM SANATÓRIO, S-A-N-A-T-Ó-R-I-O – ele falou me encarando.

 

-OLHA PRA ESTRADA JAMES

 

-PARA DE PUXAR O VOLANTE

 

-DESACELERA

 

-NÃO, SOLTA SUA LOUCA

 

-SOLTA VOCÊ

 

-SOLTA

 

-NÃO, SOLTA VOCÊ

 

-DEIXA DE SER DROGADA HELENA

 

-JAMES A ARVORE – foi a ultima coisa que consegui falar antes de atingirmos em cheio uma arvore.

 

Flashback Off

 

-Você fez o que Helena? – Kirk disse se metendo.

-VOCÊ FEZ COM QUE EU CAISSE E ROLASSE UM MORRO ATÉ QUASE CAIR DO PENHASCO

-VOCÊ O QUE JAMES? – Lars berrou.

-MAS EU TE SALVEI, NÃO TE SALVEI? – James respondeu.

-Vocês tão falando do dia que tacaram fogo em um carro e quase morreram? – Jason se meteu.

 

Flashback On

 

Eu estava cansado de sua birra, cansado de sua voz, cansado de seu cu doce, cansado de seus lindos olhos azuis e de sua carnuda boca, eu estava cansado daquela merda toda. Eu não parava de cogitar larga-la e deixa-la cair ladeira a baixo. No momento que ela puxou o braço, a soltei e quando a mesma percebeu que ia cair, segurou minha blusa e eu, distraído, cai junto com ela. Rolamos descontroladamente ladeira abaixo, só se ouvia os gritos de Helena e o barulho dos galhos a quebrar com nosso peso.

 

-CACETEEEEEEE – gritei quando senti que meu corpo estava acelerando – COMO QUE EU PARO ISSO

 

-CADE O FREIO DESSA MERDA – Helena gritava tentando agarrar meu pé que estava logo atrás dela.

 

-AI CACETE CACETE CACETE CACETE BUCETA MERDA DO CAPETA CAGADA AO CARALHO DO QUADRADO  – Falei ao atingir um pedaço de arvore apodrecido – ARVORE MAL COMIDA, DESGRAÇA DE LADEIRA, DESGRAÇA DE HELENA

 

-AAAAAAI MINHA MÃO – ela falou após se cortar com um galho na tentativa de parar, a ladeira era muito maior do que eu esperava – JAMES ME SEGURA CACETE

 

-NÃO CONSIGO NEM ME SEGURAR PORRA

 

-CARALHO

 

-CACETE

 

-MERDA

 

-BUCETA

 

-CARALHO

 

-BOSTA

 

-FILHO DA – foi a ultima frase pronunciada por nós antes de chegarmos ao fim.

 

Paramos logo em frente a um penhasco gigantesco, se tivéssemos rolado um pouco mais cairíamos direto a morte. Eu havia parado a menos de dois metro da beira.

 

-Deus realmente quer tirar a porra da sua vida Helena porque, caralho eu não

 

Parei de falar quando meus olhos encontraram suas mãos se segurando com toda a força restante nos resto de grama presos ao chão, uma de suas pernas estava para fora e outra fixa na terra e flexionada, metade de seu rosto estava a mostra, somente seus olhos desesperados.

 

-JAMES – ela gritou rapidamente antes de sua voz voltar a ficar presa devido a força que fazia – JAMES ME AJUDA

 

Hoje não era o meu dia, muito o menos o de Helena. POR QUE ELA INSISTE EM QUASE MORRER A PORRA DO TEMPO TODO?

 

Corri até Helena e me agachei, a peguei pela parte de cima dos braços.

 

-JAMES NÃO ME SOLTA, PELO AMOR DE DEUS – ela falava me encarando.

 

Suas mãos estavam escorregando e sua perna havia caído, quando isso aconteceu, Helena deu um grito que ecoou pela minha cabeça, badalando, torturando, machucando.

 

-ME SEGURA PORRA – Ela falava enquanto seu corpo balançava como um pendulo – JAMES

 

-CALMA PORRA, QUER ME DESESPERAR?

 

-EU TO DESESPERADA

 

-EU TAMBEM PORRA

 

-CARALHO JAMES POR FAVOR NÃO ME DEIXA CAIR, POR FAVOR

 

A puxei com toda a minha força, Helena se agarrou em meu pescoço, minha força chegou ao limite e caímos de volta a terra. Caí por cima de Helena, me apoiando nos dois braços enquanto ela deixava seu corpo inerte, com os braços abertos e os olhos presos no lindo céu em meio ao gigantesco buraco. Nós estávamos com a respiração ofegante e ela estava com os olhos cheios de lagrimas, que escorriam sem que ela notasse.

 

-Eu não estou bêbada o suficiente para não temer a morte eminente – ela falou tentando respirar novamente.

 

Flashback Off

 

-Ok, ok, chega das nostalgias macabras – James bateu na mesa – vamos pro quarto, falta pouco tempo pro show

-Vamos

***

Era um quarto lindo, mas é claro, o dinheiro compra o luxo.

Me joguei na cama, me aconchegando entre os travesseiros com o rosto pra baixo. Tirei um longo suspiro, eu estava exausta, não dormia bem há tempos.

-Vai dormir? – James perguntou enquanto tirava a camisa.

-Hmmm – gemi em resposta.

-Não quer sabe... – apontou para as calças com uma cara sacana.

-Preguiça... – bocejei.

-Ok, cadê a Helena e o que você fez com ela? – arqueou a sobrancelha.

-Helena está cansada, já vai dormir, quer deixar recado?

-Idiota – gargalhou – vou tomar um banho, se apronte pro show

-Uhum... – falei, e logo adormeci.

***

-Ok você vai assim mesmo – James disse me pegando no colo, grogue pelo sono.

-Que? O que ta acontecendo?

-Você não acordava nem por um caralho e já está na hora de ir ao show

-Mas

-Sem mas, só vamos

-Eu sei andar James

-Você com sono parece uma tartaruga

-Ta, ta – falei e me aconcheguei em seu peito, com um sorriso bobo no rosto.

***

Tudo estava majestoso, parecia uma grande festa.

Fazia anos que eu realmente não aproveitava um show do Metallica então eu estava animada.

Me escondi ao máximo de todos, não queria ser vista e ter que dar explicações, só queria curtir o momento, sem preocupação, sem o julgamento de ninguém.

Me escorei em uma das caixas, com as pernas jogadas inertes. Brinquei com o salto da minha bota, tentando arrancar pedaços do chão, e foi quando tudo ficou escuro.

E começou.

Pensei que fosse entrar em puro ecstasy, levantar quase em prantos, pular insanamente, sentindo uma nostalgia deliciosa que ia dominar meu coração e me transformar na fã louca que sou. Mas as sensações que senti foram totalmente contraditórias ao que eu pensava.

Eu tive um ataque de pânico.

Coração acelerado.

Respiração descontrolada.

Tristeza.

Raiva.

Fúria.

Cliff.

Morte.

Heroína.

Overdose.

A pior nostalgia da minha vida.

Rancor, rancor, RANCOR.

E quando percebi, estava correndo, para o mais longe possível.


Notas Finais


E começou...
Por que será que a Helena se desesperou assim?
Me contem o que estão achando!!!

LINK TRAILER: https://www.youtube.com/watch?v=FGamLzPTE0M&feature=youtu.be


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