História Fair or Daring - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias League Of Legends
Personagens Garen, Katarina
Exibições 14
Palavras 1.160
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Drabs, Ficção
Avisos: Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oneshot inspirada na música "Justo ou Ousado", do Thiago "Thickey" Gouvin.

Plágio é crime!

Capítulo 1 - Fair or Daring


No dia que eu te encontrei, sorri

Meia noite.

Uma vez disseram que o horário pra lá da meia noite guardava sempre uma surpresa pra quem acreditasse. Ou pra quem andasse sozinho. Os arredores da floresta que margeava Demacia sempre foram alvos de saqueadores de caravanas, já que a trilha era uma importante rota comercial que todas as noites escoava a tecnologia de Piltover para o centro da cidade-estado demaciana.

Garen estava caminhando, não conseguira dormir e, quando o líder da Vanguarda Destemida não conseguia pegar no sono, a ideia de correr riscos parecia muito chamativa para o guerreiro. "O Poder de Demacia", título que mantinha limpo de toda e qualquer injúria, tornou-lhe famoso por todas as terras de Valoran e não havia um homem sequer que não gostaria de lutar com Garen, estando como aliado, ou como inimigo. O guerreiro recebera todo tipo de honraria que o governo demaciano poderia oferecer e era o principal ícone de lealdade para com os ideias do Estado. Sua rixa com Noxus era bem mais que pessoal.

E era nisso que pensava enquanto caminhava. Noxianos... Gostaria de encontrar algum deles fora do campo de batalha. Primeiro uma conversa descontraída, seguida do convite de um duelo e finalmente Garen saboreando a visão do sangue escorrendo das feridas de seu adversário, levando com ele sua vida.

Não percebera o quão sanguinários seus pensamentos tornaram-se. Deu de ombros e fez meia volta, voltando para casa. Luxanna certamente estaria esperando à porta preocupadíssima com o sumiço do irmão. Foi quando ele a viu.

"A Lâmina Sinistra" estava pousada numa pedra, como se descansasse. Algumas adagas estavam no chão e a respiração que Garen podia ouvir enquanto se aproximava era ofegante, desesperada. Ele a conhecia muito bem, Katarina era seu nome, ruiva como o sangue que derramara nos campos de batalha por Noxus.

Estava desarmada, frágil. Não... Era mais que isso, ela chorava.

Estranho nunca sentir algo assim

O coração de Garen estava apertado. Nunca vira um noxiano como um ser humano, apenas como monstros capazes de tudo por poder, riquezas... Os soluços da ruiva irrompiam o silêncio da noite fria. A lua parecia entoar uma canção para as nuvens arroxeadas, que dançavam sob o céu negro.

Afastou-se. Na verdade correu. Veria Katarina novamente no campo de batalha, sem as lágrimas, ele não suportaria vê-la de novo daquele jeito. Perguntava para si mesmo o que achava que estava fazendo, mas a mente conturbada apenas o guiou de volta para casa. Lux estava deitada no sofá, com uma coberta sobre as pernas. O café na mesinha de centro ainda deixava um fio de seu calor subir pela xícara.

Subiu para seu quarto e jogou-se nos lençóis da cama.

O que está acontecendo?

Por muitas vezes Katarina notara que o grande guerreiro demaciano chamava sua atenção. Sua força, seus princípios, sua fama de certinho, era como se a noxiana quisesse mudar o último status para desordeiro.

Encontraram-se por acaso, no dia seguinte, numa feira mercante próxima de Zaun. Ela o convidou para um café, amigavelmente e ele precisou desconfiar da boa vontade da inimiga. Indicou um estabelecimento e guiou-a pelas mesas até uma próxima à janela.

— Estamos em guerra.

— Eu sei.

Somos diferentes, ele quis dizer. Ela continuava indicando que qualquer impedimento pra seja lá o que estivessem fazendo, ela sabia, entendia e conhecia os riscos.

— O amor também é uma guerra. — ela disse finalmente, levantando-se e deixando em cima da mesa uma pequena insígnia de Noxus. Atrás dela, o símbolo de uma adaga.

Tenho certeza que não deixou isso pra trás sem segundas intenções. E claro que não deixaria. Ela queria vê-lo de novo, e acabara de garantir que esse encontro aconteceria.

Dançamos danças opostas a sós

Era o convite de um baile. Lux lera e relera duas vezes.

Baile de Honraria aos Campeões de League of Legends

Este sábado, às 21:00, na sede dos Invocadores

Exigência única: Traje de gala

— Nós vamos?

— Mas é claro. — Garen sorriu para a irmã. Imaginou-se a dançar com ela, com "A Lâmina Sinistra". Conduzia seu corpo junto ao seu pela noite...

— Vou encomendar um vestido novo!

E dançaram. Não importava se o príncipe Jarvan IV encarava Garen desaprovando o ato. Tampouco Katarina prestava atenção nos olhares tortos de Swain. A ruiva trajava um longo vestido escarlate, com uma abertura até a metade da coxa, lembrando uma dançarina de tango. O terno preto dele alinhava-se muito bem com os saltos agulha de igual cor por parte dela.

Ecos de espadas e lâminas entre nós

Ele confiava nela, mais do que nunca. Teve a confirmação de que ela passaria por cima de seu Estado por ele. E ele faria o mesmo por ela.

Ergueu a ruiva no ar, girando-a como se gira uma criança pra que ela sinta que pode voar, e naquele momento, Katarina ascendeu como um pássaro de fogo, mas logo desceu ao chão novamente, para dizer ao ouvido de Garen que gostaria de um pouco de privacidade.

O que será que está acontecendo?

Havia um lago, cuja trilha até ele era bem curta. Os dois seguiram por ela, de mãos dadas. A lua deitava-se numa montanha longínqua, era o Monte Targon.

Ele tomou as mãos dela nas suas, recitou uma poesia antiga, que dizia que o dia chegaria de novo na guerra, para lutar, e eles diriam não.

Katarina deixou uma lágrima escorrer. Puxou suas mãos e encarou o lago. Os ventos esvoaçavam seu cabelo...

De repente você sumiu

A visão de Garen ficou turva. Estava sendo enforcado e uma lâmina era apontada em seu pescoço. Não poderia reagir, estava desarmado e completamente entregue a seja lá quem o dominara.

— Bom trabalho, Kat.

Todo o meu fôlego do nada se extinguiu

Traidora. Os risos do homem com a lâmina ecoavam na cabeça de Garen. Ela me traiu. Katarina não estava mais lá. Tudo dentro do peito do demaciano quebrara-se na mesma velocidade que construíra-se. Todo o sentimento, o amor... Ela sumira. Como fui cego. Não se pode confiar em noxianos. Ainda mais sendo ela Katarina.

Só me lembrava da tua cicatriz

A dança fora perfeita. O modo como ela permitia que ele guiasse e como correspondia aos passos, Garen estava nas nuvens que sonhara desde o primeiro dia que a viu. A cicatriz em seu rosto era o retrato de seu passado, mas aquele sorriso, era o recomeço.

Você era a justiça que eu sempre quis

Sabia que morreria. Soube desde o momento que Katarina soltou suas mãos e fixou-se no horizonte. Traidora... A faca em sua garganta afrouxara e caíra. Igualmente o braço do homem a lhe enforcar. Respirou fundo, ela estava ali, com as mãos sujas do sangue de um igual. O corpo do noxiano estava no chão, inerte e o pavor no rosto da ruiva era aparente.

— Garen, eu matei um alto oficial de Noxus. — ela não precisava completar a frase, pois ele sabia o que aconteceria.

Ela tremia. Abaixou-se na beira do lago e lavou o sangue das mãos.

— Katarina?

Ela olhou para trás.

— A não ser que queira morrer, temos que ir. — disse com urgência.

— Para onde? — ela parecia sem chão.

— Para longe.

Justo ou ousado

Será que é errado te amar?


Notas Finais


Link para a música:
https://youtu.be/XQ_h_mosZDw


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