História Fairy Tail: The Angel Revolution (Interativa) - Capítulo 67


Escrita por: ~

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Categorias Fairy Tail
Tags Fairy Tail, Interativa, Magia
Exibições 16
Palavras 3.494
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Ecchi, Ficção, Luta, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 67 - Arco 4: Amor


– Não precisa ir, Perséfone. – determina Wallon, fazendo-a cessar de imediato no percurso pela escadaria.

A alguns metros dele, segurando sua lança com um semblante sério e firme, a ruiva já faz ideia do que está para ouvir.

– Eu não escolho nenhuma das alternativas. – declara o sujeito, mantendo uma postura determinada.

Por alguns segundos, uma expressão de angústia domina a face da mulher, como se ela se lembrasse daquela traição que tanto lhe fez sofrer. Mesmo assim, relutante, ela suspira e reassume sua convicta posição, dizendo:

– Não é surpresa alguma. Eu sabia que, cedo ou tarde, você iria ser balançado pelos ideais de sua irmã e poderia se voltar contra mim, assim como aquele homem fez no passado...

Dando meia volta, Perséfone volta a criar conexão visual com Wallon. Deste modo, prossegue:

– Eu já me acostumei com traições. Os humanos são voláteis, fracos e indignos de compaixão divina. Procurei alguém entre eles que pudesse ser diferente, e esse alguém foi você. Entretanto...

Descendo alguns degraus da escada mágica, a ruiva coloca sua lança em horizontal, sobre ambas as mãos. Mantendo o contato visual com ele, ela completa:

– Você tem o direito de escolha e, por isso, permito que escolha a sua própria morte.

– Não! – nega Wallon, se colocando em uma posição ofensiva, enquanto marcas douradas surgem em todo o seu corpo. – Eu escolho morrer, mas lutando! Sétimo Portão: Arcana Force, Soberano da Luz!!

Aquele mesmo colossal ser que Wallon convocou para tentar derrotar Aria, agora, ressurge levitando, acima do seu invocador.

– Está mesmo pensando que pode me derrotar? – questiona a ruiva, parecendo não ter temor algum, mesmo perante uma criatura tão impressionante.

– Eu sei muito bem por que me escolheu. – articula o irmão da Santa Joana, encarando-a com firmeza. – Encontrou em mim um potencial considerável. Contudo...

Suspirando, o jovem redireciona seu rosto para onde Aria, Shane, Oscar, Sakuya e Mayumi estão desacordados, em completa inconsciência.

– Minha irmã me lembrou de tudo o que é mais importante, Perséfone. – completa, retornando o olhar para a ruiva. – Ela me disse que uma utopia criada por cima de corpos de vidas destruídas não é nada além de egoísmo.

– Está dizendo que eu sou apenas uma egoísta, Wallon? – indaga ela, um tanto quanto irritada com as palavras por ele proferidas.

– Não apenas isso! – exclama. – Estou dizendo que usarei o potencial que possuo para derrubar o seu egoísmo, mesmo que tenha que dar a minha vida por isso!!

Surpresa com o que ele declara, a mulher arregala seus olhos, ainda onde está. Por sua vez, o Guardião do Paraíso convocado por Wallon, parecendo reconhecer nela uma ameaça legítima, direciona as duas cabeças de dragão ramificadas de seu dorso contra ela. Reunidas, ambas criam uma grandiosa rajada de luz, disparando-a contra ela.

– Goddes Sphere... – determina Perséfone.

 

Antes da poderosa rajada de luz afetá-la, uma esfera de energia vermelha a cerca, protegendo-a por completo.

– Um dia eu imaginei que, para não sofrer mais, eu deveria me afastar da humanidade dentro de mim e abraçar a minha essência divina. – revela ela, descendo as escadas até chegar ao piso do castelo mais uma vez, enquanto a criatura tenta feri-la sem sucesso algum. – Goddes Sphere é a defesa suprema e Dark Chain Lance é o ataque supremo. – prossegue, enquanto caminha pouco a pouco, aproximando-se cada vez mais de Wallon e de Arcana Force. – A defesa que surgiu pelo meu medo de sofrer mais e o ataque que nasceu do meu ódio e do meu amor...

Levando seu braço direito para trás, ainda protegida por sua esfera de energia, a ruiva aponta sua lança para Arcana Force. Com um rápido movimento, a atira contra a criatura. A lâmina atravessa a esfera de energia e, veloz, atinge o grande olho dourado que o ser tem no lugar de uma cabeça. De imediato, uma terrível onda de energia escura se espalha da lança, afetando todo o corpo do Guardião do Paraíso. A criatura grita de dor, o que espanta Wallon. Por outro lado, ao sentir uma energia extremamente violenta vindo de Perséfone, redireciona seu olhar para ela.

– Nunca senti tanto ódio quanto agora. – afirma a mulher, liberando um poderoso fluxo de energia do seu corpo. – Por isso, Dark Chain Lance nunca esteve tão poderosa. Por ser a reencarnação dos mais profundos dos meus sentimentos, a Lança da Corrente Obscura é capaz de obliterar qualquer ser desde que assim eu deseje.

Após uma grande explosão de energia negativa, Arcana Force desaparece, deixando Wallon atônito. Ao mesmo tempo, a esfera defensiva ao redor de Perséfone também some. Na sequência, uma nova lança surge na mão direita da mulher, e assim, ela volta a caminhar para se aproximar dele.

– A lança se autodestruiu para derrotar uma criatura de tanto poder, mas isso não tem importância. – alega ela, andando. – A minha magia pode reproduzir tudo o que eu imaginar em uma escala infinita. Não importa o que aconteça, nada nem ninguém poderá me parar. E você sempre soube disso, Wallon.

Desta maneira, a mulher para a alguns poucos metros do irmão de Aria. Olhando ainda diretamente em seus olhos, ela pergunta:

– Sendo assim, por qual razão escolheu me trair?

– Eu já lhe respondi. – alega ele. – A batalha contra minha irmã me lembrou de tudo o que é mais importante. Se algumas pessoas nesta Terra continuam errando, as que tentam se recuperar de suas falhas não merecem ser punidas junto. E até mesmo aquelas que continuam falhando, no fundo, talvez possam encontrar o caminho correto assim como eu encontrei, mesmo após tanto tempo de erros.

– Está dizendo que decidir dar um basta em tudo isso me iguala a todos que me fizeram mal? Que levar para toda a minha eternidade o Angel Revolution e deixar os humanos se autodestruírem por seus próprios erros é errar tanto quanto eles? – indaga, se enfurecendo ainda mais.

– Sim. – afirma, convicto. – O ódio não deve ser o soberano, mas sim o amor.

– O amor é uma ilusão! – exclama, extremamente irritada. – É uma palavra vazia que usam como forma de se agarrarem às próprias mentiras. Um dia dizem amar, mas no outro te traem e te abandonam. Um dia dizem querer seu bem para sempre, mas em outro, lhe atacam sem remorso e culpa.

Levando seu braço direito para trás, assim como fez antes de atacar Arcana Force, pronuncia enquanto se prepara:

– Se é em um amor humano tão falso que quer se agarrar, morra junto de todos eles, Wallon...

 

/--/--/

 

– O-onde estou?

Um lugar vazio, escuro, sem luz alguma... Aqui, como fraca chama prestes a desaparecer, está Aria Cross.

– O-onde estou? – se pergunta novamente, com dificuldade para manter seus olhos abertos.

“Minha irmã me lembrou de tudo o que é mais importante, Perséfone”...

– Essa voz... – diz para si mesma, ao ouvir tais palavras ecoando.

– Seu irmão ainda está lutando, Aria Cross. – declara alguém, de timbre diferente agora.

Pouco acima de Aria, surge uma figura que a surpreende. Ao reconhece-lo, a maga abre melhor suas pálpebras, dizendo:

– Maeli Inoue!?

– Sim, sou eu... – confirma. – E você, você está dentro da sua própria consciência.

Incapaz de se movimentar, com dificuldades para manter até mesmo seus olhos abertos, a maga observa a figura de Maeli ainda um tanto quanto impressionada. Ele prossegue:

– Em você reside o Angel Revolution. Como eu já fui o guardião dele um dia, parte da minha consciência também está dentro dele e, por consequência, dentro de você.

“Ela me disse que uma utopia criada por cima de corpos de vidas destruídas não é nada além de egoísmo”...

– É ele de novo... – articula a jovem, ouvindo melhor as palavras que ecoam por aqui. – O que está acontecendo?

– Vocês foram derrotados por Perséfone. – revela Maeli. – Mesmo assim, Wallon Cross escolheu lutar.

Aria arregala seus olhos, sem acreditar.

– Não apenas ele, Aria, mas todos que ainda viverem em Fiore irão escolher lutar, mesmo que sejam incapazes de enfrenta-la. – ele continua. – Todos os seus amigos, todos os seus companheiros... Todos acreditam no que você acredita. Será que se lembra disso?

De repente, algumas memórias vão surgindo para Aria. Afinal, aqui é a sua própria mente, o lugar onde estão gravadas todas as experiências que já teve um dia...

“Foi você quem passou noites em claro cuidado de cada doente e ferido da vila. Foi você quem salvou a vida do Wallon. E foi você que encheu as nossas vidas de amor. Jamais permita que alguém desdenhe dos seus verdadeiros sentimentos, minha querida”: Elegy Cross, pouco antes de morrer. 

“Com um grande poder vem sempre uma grande responsabilidade. Talvez seja dolorosa a sua missão, mas você não pode desistir dela. Persista, Aria. Se torne forte para proteger a todos, assim como seu coração quer. Sabe o quanto vale uma vida e por isso acreditamos em você”: Valley Cross, assim como sua esposa.

“Sempre amaremos você, Aria”: ambos os seus pais adotivos, à beira da morte.

– Eu me lembro... – articula a Santa Joana.

“O poder de Aria Cross, que a fez ser tão conhecida e deu também a fama para sua guilda se explica na incrível capacidade que ela possui de compartilhar, literalmente, a sua força. Esse é o verdadeiro poder de Aria Cross”: por alguma razão, aquilo que Oscar pensou sobre ela durante a batalha contra Maximillion surgem em sua mente também.

“Aria, você não é mais forte do que eu ou do que o Maximillion. Mas, com toda a certeza, você possui algo que nenhuma outra pessoa que já conheci tem como você tem... Amor”: o mesmo ocorre com os pensamentos que Sakuya também teve naquela ocasião.

Com esforço, Aria tenta e continua tentando se levantar.

“Eu entendi qual a razão por você ser tão forte. Você, na verdade, é uma maga que não tem grandes habilidades ofensivas como Maximillion Loyd, não possui versatilidade em combates como Sakuya Inoue e tão pouco o vasto conhecimento mágico como seu irmão Wallon Cross. Talvez não seja tão poderosa quanto eles, mas você é mais forte que ambos.  Fortes são aqueles que se levantam mesmo sendo derrubados várias vezes, são aqueles capazes de suportar a dor e permanecer lutando sem desistir, são aqueles que não desistem de caminhar mesmo quando tudo o que se vê são espinhos”: renascem os dizeres de Emi Enjeru durante os eventos do conflito contra a Fallen Angel. 

“Não posso te agradecer o suficiente com palavras, muito menos com atos compensatórios. Porém, se for possível fazer jus ao que você fez assim, dedico a minha vida a você, Aria Cross. Se um dia for necessário, eu o farei”: e aquelas palavras por Layla ditas quando arrancou a doença de Maximillion.

Pouco a pouco, seus esforços para se levantar vão dando resultado. Mesmo trêmula e fraca, lentamente, a maga vai se reerguendo.

“Você é como uma querida filha para mim, Aria. Sei que um dia, me sucederá e, onde quer que eu esteja, serei feliz por vê-la na posição que terei orgulho de deixar para você”: reaparecem as palavras de Joseph, de algum tempo atrás, pouco antes do início dos Grandes Jogos Mágicos.

“Admiro tanto você, Aria. Quero poder alcançar a sua força e sua coragem, quero poder ser para alguém a luz que é para todos nós da Angel Heart”: uma afirmação de Ivy, realizada pouco depois da batalha contra a Fallen Angel.

– Sim, eu me lembro... – repete, quase conseguindo se colocar de pé.

“Não se preocupe, Aria! Eu estou bem e estou aqui para lutar por você! Os outros estão exaustos, mas ainda tenho forças para te proteger! Mesmo que eu corra o risco de perder a minha vida, não permitirei que te atinjam!”: ressurge também a declaração de Tsunayoshi durante a batalha contra Orius e Wallon na guerra.

Finalmente consegue estabilizar suas pernas, apesar de continuar trêmula. Então... Uma última cena surge em sua mente... Algo que não se lembra, algo que não viveu, mas que por algum motivo, está aqui...

“Os fortes não devem esmagar os fracos. Pelo contrário, eles são fortes justamente para proteger aqueles que não são! Os fortes devem ensinar os fracos a lutarem para que possam ser fortes também e, um dia, se protegerem sozinhos! Não importa o gênero, cor ou raça! O que importa é a determinação que existe dentro de cada um de nós! Mesmo os fracos, um dia, se tornarão fortes! Mesmo os fracos merecem viver, merecem a felicidade!”: a declaração de Shane para seu pai, enquanto mantinha em mente as figuras de Aria, Maya e Sakuya.

“Afinal, alguém que eu amo mais do que tudo nesta vida me ensinou, não com palavras e sim com atitudes, tudo isso... Alguém em que acredito com toda a convicção do mundo. Alguém que me é luz...” os pensamentos pessoais de Shane, naquela mesma ocasião, logo assim que disse tudo aquilo para Sherlyn.

Uma poderosa luz surge ao redor do corpo de Aria Cross. Maeli Inoue sorri ao ver a maga de pé novamente. E, assim, lhe diz:

–  “Um mago inteligente luta confiando em sua própria força, mas um mago sábio batalha acreditando nas forças de quem o cerca”.  – e começa a desaparecer. – Eu mesmo lhe disse isso e agora, eu mesmo reforço. Você carrega consigo não apenas o Angel Revolution, mas também o dom maravilhoso da compaixão e do amor...

 

/--/--/

 

– Se é em um amor humano tão falso que quer se agarrar, morra junto de todos eles, Wallon...

Perséfone se prepara, estando prestes a atravessar o irmão de Aria com sua lança. Entretanto, uma explosão de luz a interrompe. Ambos olham para o lugar de onde tal luz vem e, então, se surpreendem.

– Inacreditável... – a ruiva, perplexa, vendo Aria de pé, com o rosto baixo, mas de pé.

– Aria... – articula alguém, atrás da jovem.

Voltando seu foco para quem lhe chama, o olhar da Santa Joana encontra Shane, em um estado de semiconsciência, de bruços ao chão, mas com sua mão direita estendida.

– Preciso lhe entregar isto... – diz o jovem, tendo em sua mão o Amuleto de Vênus, desmaiando mais uma vez logo em seguida.

– Aquele garoto... – imagina Perséfone, focando no jovem que voltou à inconsciência. – Até mesmo ele, mesmo que por breves instantes, superou o Humanity... – em seguida, retorna seu olhar para Aria, que agora está de costas para si. – Entretanto, ela... É diferente... Ela quebrou o Humanity por completo... Não pode ser verdade...

– Perséfone... – anuncia a maga da Angel Heart, mantendo-se no mesmo ponto, sem se mexer, somente observando o Amuleto de Vênus na mão de Shane. – Você é extremamente poderosa. Eu jamais conheci alguém com um poder que pudesse sequer lembrar o seu... Talvez eu nunca conheça, na verdade... Entretanto, diferente do que você tenta impor, não foi o ódio que lhe deu todo esse poder...

– Como é!? – a ruiva, surpresa.

Aria, com alguns passos, se aproxima de Shane. Agachando-se, leva sua mão direita até o objeto. Quando seus dedos tocam o objeto, a luz em torno da maga se fortalece ainda mais. Quando o brilho cessa, ela ressurge: seus cabelos rosados até a cintura, agora, chegam até seus pés; em cada uma de suas mãos uma espada prateada de longa lâmina; e por seu corpo uma majestosa e brilhante armadura branca.

– Take Over: Kansou God Soul... – articula Aria, de olhos fechados, reabrindo-os de imediato ao completar – Gaia...

– Não pode ser!! – declama Perséfone, incapaz de aceitar. – Não pode ser!!!

– Foi o amor, Perséfone. – a Santa Joana, agora completamente transformada, retoma seus dizeres anteriores, estando agora com o Amuleto de Vênus em seu pescoço. – Foi o amor que lhe deu todo esse poder, mas a falta de quem pudesse compartilhar desse amor lhe fez se perder do caminho. Por outro lado, eu também luto pelo amor, mas diferente de você, possuo muitos que me protegem e que acreditam em mim.

– O poder de Gaia, uma dos Grandiosos, que estava dentro do Angel Revolution, reagiu quando ela tomou de volta aquele objeto... – Wallon, tão surpreso quanto Perséfone. – Uma magia jamais vista... Kansou God Soul...

– Ainda não posso acreditar. – afirma Perséfone, encarando-a, tentando se acalmar. – Era o mesmo God Soul que Maeli Inoue possuía. Porém, você não apenas assumiu aquele Take Over como o combinou com sua própria magia, o Kansou Angel Soul...

– Em outras palavras, minha irmã atingiu algo que nem mesmo o próprio Maeli Inoue conseguiu alcançar... – mentaliza o ex-aliado da adversária presente. – Mas como...?

– É como eu lhe disse, Perséfone. – retoma a Santa Joana, fitando-a. – O seu poder só é tão grande pela determinação que te fazia querer acreditar no amor. Você se machucou, se perdeu, mas nunca deixou de amar e de querer acreditar nas pessoas, de querer ser compreendida pelas pessoas. Eu não teria superado o seu Humanity se todos aqueles que acreditam em mim não tivesse me feito lembrar...

– Basta. – declara a ruiva, tornando-se séria mais uma vez. – Eu não permitirei que nada nem ninguém faça frente aos meus objetivos. Ninguém pode me compreender! Ninguém!!

Desta forma, assim como Aria se transformou, ela também se transforma, assumindo o seu Take Over: God Soul - Perses.

– Se você está usando o poder de uma deusa, irei lhe confrontar com o poder de um deus. – afirma Perséfone. – Irei lhe confrontar com todo o meu poder e acabar com a sua vida de uma vez por todas, Aria Cross!

– Isso não acontecerá, Perséfone. – rebate a Santa Joana. – Pois será agora que apostarei a minha vida, mais do que nunca, por todos que me trouxeram até aqui!

Ambas saltam de onde estão, se aproximando uma da outra com uma velocidade assombrosa. A lança da ruiva, agora, começa a confrontar as espadas de Aria. Wallon, por sua vez, assiste a tudo impressionado.

– Não consigo acreditar... – imagina ele, perplexo. – Minha irmã... Além de atingir uma nova magia, está conseguindo acompanhar os movimentos de Perséfone em sua forma mais poderosa!

Por alguns minutos, o confronto de lâminas entre as duas magas prossegue. Wallon, mesmo com dificuldades para acompanhar os movimentos delas, continua sendo espectador.

– Aria... Eu nunca pensei que você poderia alcançar um poder tão grande. Mas pensando bem agora, não é de se espantar... – diz para si mesmo em pensamento. – Afinal...

De repente, uma se afasta da outra. De longe, Perséfone reúne energia em sua mão esquerda, enquanto Aria forma uma cruz acima de si com suas espadas erguidas.

– Você sempre lutou para proteger aqueles que ama... – conclui ele, redirecionando seu olhar para Shane, Sakuya, Oscar e Mayumi, que estão desacordados atrás de Aria. – Caso Perséfone seja derrotada logo, eles terão chances de sair com vida do Humanity. Não apenas isso... – e volta a observar a dupla que está se enfrentando. – Se Perséfone não for derrotada, eu e muitas outras pessoas irão sofrer e se ferir. Para impedir isso, você está disposta a lutar, mesmo sem certeza de que pode vencer.

Com suas mãos fechadas e trêmulas, lado a lado com seu corpo, continua pensando:

– Eu tentei fazer algo, mesmo... Tentei me redimir de todos os meus erros... Mas agora, apenas você pode lutar, minha irmã... Apenas você pode salvar tudo aquilo que ama!

– Varrerei a existência de todos que estão me confrontando. – avisa a ruiva, erguendo sua mão esquerda ao máximo, prestes a atacar Aria e todos que estão desacordados atrás dela, enquanto mantem a outra baixa, segurando a sua lança. – Deste modo, tudo estará acabado!

– Eu não posso permitir, Perséfone. Entenda que não luto apenas por quem amo e quem quero proteger. Também estou lutando por você. – declara a Santa Joana.

– Como é!? – a adversária, arregalando seus olhos outra vez.

– Com o seu Humanity, eu pude compreender toda a sua dor, todo o seu sofrimento. Sim, humanos são fracos, arrogantes e tolos como você diz. – concorda, mantendo suas espadas ao alto. – Entretanto, existe algo que ainda faz a vida valer a pena, Perséfone. Algo que existe entre os humanos, não entre todos, mas em uma parcela que faz tudo ter sentido. Superar o Humanity, ser a primeira que fez isso, não é suficiente para provar que eu lhe compreendi? Que eu compreendi que o que lhe fez ser tão poderosa e suportar todo aquele sofrimento é seu grande desejo de ser amada?

Quanto mais Aria fala, mais Perséfone se mostra abalada e afetada. Por isso mesmo, a maga da Angel Heart não para por aí:

– Eu também sofri. Todos que vivem sofrem. Contudo, diferente de você, eu tive a sorte de ter pessoas valiosas para me ajudarem a superar tudo. Conseguir a superação sozinha prova que você é forte, verdadeiramente forte, em todos os sentidos.

– Por que está dizendo tudo isso para mim? – indaga Perséfone. – Acredita que por ter agora o poder de uma deusa, de uma Grandiosa, vai conseguir me deter de algum modo? Seja com palavras ou com sua força, você é incapaz de me derrotar.

– Mesmo que eu não seja capaz de te vencer, Perséfone, ao menos eu quero lutar protegendo aqueles que amo até o fim. Mesmo que eu morra, se um dia a minha força de vontade puder salvar você, mesmo que apenas você, estarei feliz, onde quer que eu esteja... – garante a espadachim, deixando sua ouvinte completamente atônita. – Pois você também tem sede de amor...



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