História Fairy Tale - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias A Bela Adormecida, A Bela e a Fera, Cinderela, Enrolados
Personagens Bela (Belle), Fera, Personagens Originais
Tags Alegra, Belle, Fairytale, fera
Exibições 5
Palavras 2.495
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Tirando a burocracia que esse site têm pra postar caps, o resto está maravilhoso!!
O maior capitulo ever. AHHHHHHHHHH (surto)
Então as novidades são: i Back!!
Dois capítulos em um dia!!
O terceiro estou escrevendo agora.Estou com uma fic nova que vai seguir a mesma linha dessa e o nome é Destino Cativo. Fairy Tale II """
Sim o 2 de FT. Na verdade to pensando em um 3 também.... tudo com o mesmo ar de contos de Fadas, por que não né?!
Saudades do meu príncipe Fera...
Falem comigo ghosts!!
@alegra.

Capítulo 8 - Nada de "A Bela e a Fera"


Fanfic / Fanfiction Fairy Tale - Capítulo 8 - Nada de "A Bela e a Fera"

Liana ergueu o olhar ao ouvir barulhos vindos de fora do castelo. De dia, ele não era aterrorizador como pensara e podia ver o jardim que agora possuía vida (graças à magia dela), com uma fonte esculpida de anjos limpa e brilhante bem no centro. Ela tratou o lugar com sua casa e seu coração saltou com esse pensamento. Os dias passavam sem que ela percebesse e Liana adorava estar naquele castelo. Bella era uma ótima companhia e sempre ajudava a cuidar das rosas no jardim. Elas conversavam e compartilhavam estórias e como primeira humana que tinha contato –a Fera não contava para ela- Liana entusiasmou-se com que o mundo humano podia oferecer.

   O ar que cercava o castelo estava limpo e o dia claro pela luz do sol. Um clarão toma sua visão repentinamente e ela cobre seus olhos automaticamente com as mãos. Assustada e confusa pelo ocorrido; olha ao redor, mas o clarão desaparece e tudo parece voltar ao normal.

̶ O que acabou de acontecer aqui? –perguntou-se dando passos cautelosos procurando algo diferente no local e acaba tropeçando e quase cai no chão. Tentando se levantar, ela nota suas mãos sobre um livro dourado e grande na sua frente.

 Movida pela curiosidade ela folheia o livro e pelas gravuras logo identifica do que se trata:

“A Bela e a Fera”.

̶ Um livro Ancestral? Isso é realmente necessário? –grita esperando que a Fada Azul ouvisse, já que o livro somente podia vir de um lugar: A Biblioteca Mágica. Bufando, ela se sentiu subestimada. Da primeira vez havia sido envida para auxiliar o Príncipe sem recurso nenhum, e agora a enviavam um livro que e somente Fadas do Conselho tinham acesso? Somente poderia significar problemas.

Folheando- o novamente ela narra em voz alta, sem saber que alguém a observava e ouvia do alto da Torre com atenção.

̶ Era uma vez um jovem príncipe que vivia no seu lindo castelo. Apesar de toda a sua riqueza ele era muito egoísta e não tinha amigos. Numa noite chuvosa recebeu a visita de uma velhinha que lhe pediu abrigo só por aquela noite. Com um enorme mau humor ele se recusou a ajudá-la. Porém, o que ele não sabia é que aquela velhinha era uma Fada disfarçada, que já ouvira diversas histórias sobre o egoísmo daquele jovem príncipe. Indignada com a sua atitude, ela lançou sobre ele um feitiço que o transformara numa fera horrível. Todos os criados, amedrontados, foram embora o deixando sozinho em seu castelo e ele assim permaneceu até quebrar a maldição Um encanto que só poderia ser desfeito se encontrasse o amor verdadeiro... - recita, absorvendo cada palavra. Ela sabia que o Príncipe havia sido amaldiçoado e o porquê, mas aquelas palavras escritas e ditas tornavam tudo real. Para ela e todas as Fadas, ele era somente um personagem; mas agora, vendo-o, convivendo com ele; sabia que não era verdade.

   As Fadas - e Liana se incluiu nisso- costumavam julgar os contos e desdenhá-los. Como os humanos cometiam sempre os mesmo erros? Por que a cada geração os contos deveriam ser repetidos e repetidos? E Liana chegou a uma conclusão com um sorriso terno.

“Essa é a natureza humana. Sempre. Errar para acertar. Não é somente observar e evitar algo; a questão é reviver, sentir e aprender”.

Um vulto surge instantaneamente fazendo o coração de Liana saltar de seu peito e em um gesto instintivo ela esconde o Livro Ancestral atrás de si.

̶ O que está fazendo? –a Fera surgida do nada, pergunta curiosa e olha ao redor de Liana questionador. Com a luz do sol ele poderia ser visto plenamente, e apesar da aparência descasa e o ar arrogante; ela se perguntou como poderiam pensar em ter medo dele?

̶ Só estava lendo. –Sorriu para ele desconcertada pelo susto. Ele não poderia saber a verdade então ela desconversou. O livro não deveria ser lido por ninguém além de Fadas, então o apertou entre seus dedos protetoramente e preocupada que ele tivesse ouvido suas palavras anteriores apressou-se em dizer:  ̶ Achei esse livro na biblioteca.

Ao ouvir a palavra biblioteca ele arregaça os dentes para Liana, que revira os olhos esperando a crise de raiva que ela sabia que viria a seguir.

̶ O que eu disse sobre ficar andando pelo castelo? Sua Fada enxerida. Você sabe das regras; não quero vê-la andando por ai. Já não bastam as mudanças que você fez no castelo, e ainda quer ficar mexendo por ai?

̶ Você deveria me agradecer pelas mudanças que eu fiz. Agora o castelo está mais apresentável, quase habitável. –caçoou decidida. Seu trabalho foi maravilhoso, e era claro que ele não agradeceria por isso; por seu castelo reviver seus dias de glorias. Afina, ele era uma Fera.

̶ Então; você falou com a Bella? –perguntou buscando os olhos dele e esperando alguma reação. Reação a qual ela conseguiu; foi como um brilho diferente nos olhos dele. Liana só não sabia se era bom ou ruim e continuou esperançosa. ̶ No final, ela não mudou de opinião sobre você. Você a salvou e ela é agradecida por isso. Pelo menos foi o que ela disse. –comentou querendo passar a impressão que não se importava com isso e virou o rosto dando espaço a ele.

   O ultimo encontro entre a Bela e a Fera não havia sido bom; apesar de parecer promissor a Liana. O salvamento por si só era uma vantagem; mas como o Príncipe era ranzinza e somente brigou com as duas –principalmente com Liana - desde o retorno ao castelo; as coisas haviam terminado por isso mesmo. E apesar da gratidão evidente de Bella – que até um cego Príncipe mal educado e ranzinza poderia ver–; ela não se aproximaria dele se a Fera não deixasse suas reservas de lado para quebrar sua maldição.

   Primeiramente, ele não respondeu depois a ignorando, começou a andar de volta ao castelo.

Sem desistir ela diz ainda sem se virar para ele e esconde seu sorriso conspirador.

̶ Sabe, a Bella gosta de livros. Quem sabe um dia, você não mostra a biblioteca para ela, tenho certeza que ela irá gostar. –se afastou deixando suas palavras no ar; e no seu intimo, sabia que havia sido ouvida.

••••••••••••••••••••••••••••••

 Bella sorria para ele agradecida, ele não era com ela esperava- disso tinha certeza. Mesmo gentil, do modo que ela imaginara; o príncipe ainda possuía seu jeito distante e reservado. A biblioteca real era enorme, lugar em que ela poderia passar dias já que um de seus maiores prazeres na vida era a leitura. Longas e altas, as estantes preenchiam cada espaço do lugar onde a luz entrava pela grande janela dourada, iluminando o extenso aposento Contendo também, um tapete vermelho estendido; e quatro poltronas brancas.

E assim, rapidamente, esse se tornou seu lugar favorito em todo o castelo.

   Quase pulando de entusiasmo ela se aproximou da Fera pronta para agradecê-lo por mostrar a biblioteca a ela; quando ele se retrai batendo suas costas na parede – em um movimento involuntário – em reposta a aproximação dela, causando um barulho que ecoou pelo castelo.

 ̶ A biblioteca é linda. – ela comenta envergonhada pela sua atitude sentindo seu rosto corar.

̶ Com licença. - ele se curvou despedindo-se e antes que Bella dissesse algo transpôs a porta com rapidez sumindo dentre os corredores.

Bella ainda estava no mesmo lugar quando Liana surge e sente seu sorriso murchar ao notar a expressão concentrada da outra e curiosa e se vê perguntando:

̶ Tudo bem? –Bella demora a reagir ainda pensativa e Liana se preocupa; com mil teorias em sua mente e todas voltadas ao Príncipe.

̶ Ele me mostrou a Biblioteca Real. –por “ele” Liana entendeu como o Príncipe e acompanhando cada palavra de Bella sente um sorriso grande se instalar no seu rosto. Tentando conter a animação pelo avanço ocorrido, busca agir normalmente.

̶ E então?

̶ Acho que eu o ofendi de algum modo; não sei o que fiz. Quando fui agradecê-lo ele foi embora. -Bella se sentia tola em dizer essas palavras em voz alta, e notou a mudança no rosto de Liana que parecia exasperada.

Liana respira fundo ao sentir sua raiva crescer direcionada ao Príncipe. O que ele espera acontecer afinal? Se ele não reagir, nada vai mudar. Permanecerá do mesmo jeito para sempre e ficara sozinho. Ela estava inconformada; mortificada e se não tomasse uma atitude em relação a isso; não seria uma Fada.

̶ Onde ele está? –perguntou sabendo que soava estranhamente apressada; por que era tão difícil para ele agir normalmente? Pelas estrelas, se em todos os seus casos futuros fosse assim, ela preferia não se formar. Bufou impaciente.

E enquanto subiu as escadas pelo lugar que Bella apontou, viu que se fosse por ela todos os contos de Fadas encontrariam seus destinos o mais rápido possível e mesmo se não quisessem.

̶ É uma ilusão minha acreditar que você não vai se intrometer nos meus assuntos. - O príncipe diz antes mesmo de Liana pisar na torre ouvindo seus passos caracteristicamente apressados, ele revira os olhos e a encontra sorrindo falsamente de maneira cordial. Ela, fazendo pouco caso de sua atitude tentando não esganá-lo na primeira oportunidade, não diz nada somente se aproximando da única janela apreciando a vista.

̶ Bela vista. - Liana simplesmente elogia puxando assunto já que era muito difícil conversar com ele, que sempre levantava barreiras que tinham que ser ultrapassadas todas as vezes que conversavam.

̶ O que está fazendo aqui Liana? – foi um suspiro cansado, um gesto limitado e esperado, demonstrando que ele sabia o que viria por ai, mas sem saber como se sentir sobre isso. Motivado ou irritado? A persistência dela lhe era incomoda.

̶ Eu não entendi o que aconteceu lá em baixo e esperava que você pudesse-me explicar. - ela sorri, estava ali para ajudar, isso era evidente, ele somente precisava dar um voto de confiança

Ele demorou a responder e quando o fez, simplesmente joga no ar as palavras que não queria assumir.

─ Ela se aproximou e eu...

─ E... - Liana incentivou-o a continuar, esperançosa, percebendo sua enorme relutância em dizer.

─ O que você quer ouvir? Eu não soube como reagir. Passei anos sozinho aqui, ai surge vocês duas e me enchem a cabeça com coisas que eu já havia esquecido.

─ Pelo menos você seguiu minha dica, como anfitrião e deu as boas vindas para Bella. Ela adorou o que você fez. – comenta sorrindo. Será que ele não via o progresso em suas atitudes?

─ Mas depois acabei causando uma impressão ruim a ela. – ele se volta visivelmente constrangido pelas suas palavras. Um lado novo visto por ela que sorri em resposta admirada. ─ Não sei por que estou dizendo isso a você. – nota os olhos arregalados de Liana e o grande sorriso dela. Só podia haver algo de errado com ele, constatou o Príncipe se repreendendo.

─ Ao que parece você não tem muita pratica nisso, Bella somente queria agradecê-lo, apesar de ser um gesto abrupto; ela já o considera um amigo. – não foi com deboche que disse isso, e com uma ideia surgindo em sua mente se aproxima dele. ─ Vou lhe ensinar, olha eu vou me aproximar de você, não veja como uma invasão de espaço é somente um incentivo no contato humano. Imagine que eu sou a Bella.

   Com seriedade ela se aproximou ficando centímetros perto dele, cada gesto seu seguido pelo olhar avaliativo dele que inquietou seu coração. Estendeu sua mão direita e sob o olhar interrogativo dele pede, somente com o olhar, que ele estendesse sua mão á ela.

   Ainda relutante ele obedece, visivelmente tremulo – aquele era seu primeiro contato como Fera, e isso, era aterrorizante, - sente a palma delicada dela, seus dedos delgados e um aperto forte e seguro que ela lhe dá em resposta o incentivando. Sente seu perfume, um cheiro indecifrável que o lembrava magia, e a fita nos olhos, curioso sobre o efeito que a aproximação causava no corpo dela.

É somente um teste, ele se repreendeu novamente.

Para Liana, começou como um toque amigável mas ela não soube quando o ar ao seu redor mudou - somente identificou a mudança- retribuindo o olhar serio dele, não sabia como reagir e sem que percebesse se vê prendendo a respiração em expectativa. Seu toque, foi subindo por seu braço desnudo parando no ombro dela- o que a arrepia -, ela não sabia o que esperava, somente ansiou não sabendo como reagir e pigarreia se voltando para trás tomando distancia dele.

─ Esse foi um bom começo. Você devia tentar apertar a mão de Bella ou quem sabe aceitar o abraço de agradecimento dela. – Liana forçou um sorriso. Sem graça, segue os olhos dele que estavam com um vislumbre escuro diferente do normal, e assente rapidamente tentando voltar a sua normalidade, mas seu coração não colaborava.

̶ Não é tão fácil assim. –diz apertando uma mão na outra e sentindo falta do que o toque de Liana o fez sentir. Foi um arrepio seguido de um calor em cada lugar que ela encostou. Foi diferente do que ele esperava. Talvez tenha tido essa reação por estar anos sem contato com outro humano. E tentando voltar ao seu costumeiro ar distante continua: − Eu desisti. Quando o mundo passa a ver você como um monstro, você desiste de contestá-lo. Enxergava-se somente uma Fera horrenda, uma pessoa ruim que merecia um castigo. Depois de um tempo passei a acreditar nisso. Era como se as pessoas ao meu redor soubessem a verdade, e eu fui o único a não perceber, mas quando enfim notei, já era tarde demais.

O arrependimento dele era visível, comovida por suas palavras Liana somente sorriu tristemente, ali ao seu lado o Príncipe Fera mostrava um pouco sobre si, e ela viu esperança, que enfim ele poderia se tornar melhor. E logo quebrar sua maldição:

̶ Aquela garota lá embaixo - apontou para o andar á baixo deles- é sua salvação, mostre a ela como você realmente é que o coração dela irá aceita-lo.

Com olhos sérios, ele queria acreditar nas palavras dela. Liana lhe parecia sincera e cheia de compaixão. E em seu coração, ele esperava que ela estivesse certa. Estava cansado de ficar sozinho, nas ruínas daquele castelo que um dia representou o melhor de suas riquezas e  que agora estava como ele se sentia: desgasto e esquecido.

̶ Você pode me prometer que ela ira me amar?

̶ Infelizmente não. –Liana sabia que não podia mentir a ele; e nunca o faria. Sentia uma ligação com aquele ser triste; mas ainda havia esperança para que as coisas mudassem; e depositou todas as suas esperanças nisso.

 ̶ Mas prometo que se você se der uma chance, ela também dará.

Aquela era a verdade, e para começar bastou aos dois. E mesmo que o tempo para que ele voltasse à forma humana tendesse só a diminuir; ela teria esperança até o ultimo segundo.


Notas Finais


Muitas emoções não?!
gif-a bela e a fera versão francesa.


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