História Faith - Capítulo 20


Escrita por: ~

Postado
Categorias Nick Bateman, Selena Gomez
Personagens Nick Bateman, Selena Gomez
Tags Amor, Amor Possessivo, Enrico Morelli, Faith, Inveja, Máfia, Original, Sangue, Selena Gomez, Selenagomez, Sexo, Violencia
Exibições 61
Palavras 5.456
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Capitulo gigante para vocês :)

Capítulo 20 - Décimo sétimo


Fanfic / Fanfiction Faith - Capítulo 20 - Décimo sétimo

Faith Clark.

 

18 de setembro de 2014 - 8:20 AM.

Hoje era sexta - feira e eu só queria dormir e esquecer que essa semana existiu, mas não, Edgar tem sempre que ter uma ideia que me tire de casa e eu não sei se o amo ou odeio por isso.

Ele estava com essa ideia desde terça, o dia em que descobri que estava sendo enganada. - Por uma foto enviada anonimamente para meu celular - sei que ele não era nada meu e que provavelmente nunca teríamos nada sério, mas eu estava dando respeito à ele e não era mais que justo receber isso em troca.

Também sei que sou nova e que não será a última vez que sou iludida e traída, mas isso não diminui a dor que sinto por isso.

Doeu muito e ainda dói. Me deu uma vontade louca de xingar ele e o fazer se sentir a dor que senti, mas como faria isso?Por mensagens ou uma ligação? Ou quem sabe eu fosse em sua casa e bateria nele com um taco? Será que ele sentiria? Logico que não, seria infantil e mesmo que eu quisesse faze-lo sentir o que eu sinto, isso não o afetaria. Eu queria pedir satisfação sobre isso, mas ele não me devia isso, na verdade ,não tínhamos nada concreto para eu poder agir sobre alguma coisa.

E isso estava me matando. Queria ter algo com ele, somente para lhe fazer sentir a dor que estou sentindo.

Eu queria ser importante para ele, como ele era para mim.

Eu chorei, lógico que chorei, mas as escondidas. Sou humana e gostando ou não, tenho meus momentos de angústia.

E quando chorei, senti mais ódio, por dois motivos. O primeiro, por ser tão fraca e tola o suficiente para cair na lábia do primeiro idiota que me aparece e o segundo, foi por está chorando por homem. Eu cresci assistindo de camarote o quanto minha mãe. -Não sei se posso chama - la disso-, chorava pelo meu pai, pelas traições e pelo habito constante de beber. Ele não era feliz e gostava de fazer da vida dela um inferno, era um ótimo pai, mas um terrível marido.

Eu sei que ela não é uma boa pessoa, mas era difícil vê - la passando por uma coisa daquelas, sendo tão jovem e bonita - Mesmo que fosse podre por dentro, isso não justificava ela está acabando com a vida dela com alguém que não a amava mais. -, ela poderia arranjar alguém que a amava, mas não, resolveu ficar chorando e se humilhando. Ela passou por aquilo, mas eu? Eu não nasci para ser capacho de homem e muito menos para sofrer por qualquer um.

Se ele não me deu o valor que merecia logo no começo, o que fará quando estivermos juntos? Não quero pensar nisso, por que sim, eu já imaginava um futuro para nos dois e isso me faz me sentir muito tola.

Achava ridículo quando Emily se matava de chorar por qualquer macho e ainda acho, mas a vida dela não era mais de minha conta.

Leon.

Ele me ligava todos os dias e eu só deixava cair na caixa postal. Sei que o correto seria dizer uma parte da verdade ou terminar de vez com aquilo que tivemos, se é que tivemos algo. Mas eu não tinha coragem e ainda tinha as mensagens que ele me mandava.

Umas chateado, outras nervoso e algumas (maioria) autoritário, me mandando atende lo como se fosse meu dono e eu uma simples cachorrinha obediente.

Eu não entendia o motivo dele estar se sentindo assim. Na hora que dormiu com aquela loira não sentiu isso, não pensou nos meus sentimentos.

Se ele acha que sou tola a esse ponto está enganado, não nasci para ser capacho de homem.

Eu só respondi uma, dizendo que estava atolada com os trabalhos da faculdade - que mal comecei - e que o meu irmão estava me deixando muito ocupada ultimamente.

Sei que menti, mas não quero encontra - lo tão cedo. Me chame de tonta ou idiota por isso, pouco me importava sua opinião.

Falando em meu irmão, ele vai embora hoje. Não sei se havia um lado bom nisso, ele veio, resolveu algumas das muitas coisas que ele tinha que resolver e agora estava indo embora, e eu estou me sentindo péssima. Eu estava morrendo de saudade dele e agora que ele estava aqui, não aproveitei em nada sua companhia. Me sinto uma péssima irmã.

Mas ele disse que não havia problema, que veio a trabalho e nos continuaríamos a nos falar a cada hora do dia e que teríamos muito tempo para matar a saudade em dezembro.

E agora eu estava aqui, na frente do aeroporto de Alexandria, tentando segurar minhas lagrimas enquanto assistia de camarote meu irmão entrando nas portas do aeroporto. Eu não poderia esperar junto com ele até seu voo ser chamado, só o trouxemos porque era perto de nossa faculdade e era melhor do que ele pegar um táxi e também por que ganhei mais uns minutinhos de um abraço super confortante.

- Vamos lá, não chore Morena. - Ed disse, limpando uma lagrima que saiu sem permissão. Eu estava tão sensível essa semana que dava ódio. O meu período deve estar perto, nunca foi regulado, sempre vinha quando menos esperava e me deixava uma bagunça emocional. - Não é como se seu irmão estivesse caminhando para a morte, ele só está voltando para a família dele.

Limpei meu rosto e olhei para a frente. Ed tinha razão, meu irmão tinha sua família e não poderia ficar por meus simples caprichos. Eu não queria uma vida sem a intromissão dele. Então, era hora de parar de agir como uma criança.

- Quem é que está chorando aqui? Acho que você esta precisando de óculos, babe. - Disse com um sorriso em meus lábios, ou era o que eu esperava que tivesse saído.

- Isso! É exatamente o que quero. Sem lagrimas e muitos sorrisos. Hoje é sexta feira, dia de diversão, muita bebida e um bofe escândalo do lado. - disse meu amigo e logo completou. - Que esteja pelado de preferencia.

- Deixe seu namorado escutar isso, ficara sem sentar durante uma semana. - Disse em meio as minhas gargalhadas, que foram paradas rapidamente com o toque de Animals de Maroon 5. Uma de minhas musicas favoritas do momento e é o toque de meu celular. Ed roubou o celular de minha mão como sempre fazia e atendeu colocando em viva voz, sem minha permissão.

Era Leon, eu sabia que era e não estava pronta para ouvir sua voz, ódio e dor explodiam em mim toda vez que lembrava de seu nome, se isso acontecia ao lembrar dele, o que aconteceria se escutasse sua voz?

- Faith? - Disse sua voz rouca e grossa, causando arrepios em minha pele e um calor no meio de minhas pernas. Eu era tão fácil para ele e o desgraçado me fez de trouxa. Ai que ódio! Ed começou a me cutucar quando ele me chamou outra vez, respirei fundo e respondi.

- Alô? - Com muito pouco interesse.

- É o Leon, você está bem? - Senti certo alivio em sua voz e isso quase colocou para fora o bolo de coisas que quero dizer para ele. Mas respirei fundo novamente e o respondi de um jeito automático e talvez um pouco grosso.

- Eu sei que é você. Estou ótima! Só um pouco atrasada para a faculdade. Se importaria de me dizer logo o que quer? - Acho que não foi só um pouquinho, pois Ed me deu um chute em canela, que sinceramente, doeu.

Esse puto estava do meu lado ou do de Leon?

- Aconteceu alguma coisa? Você esta tão diferente, fiz algo que não a agradou? - Sim desgraçado, você me traiu com uma loira escrota. Eu queria gritar isso, mas não podia. Precisava fingir que estaca ocupada, queria o torturar um pouco. Não sabia se isso lhe machucaria ou não, mas era melhor do que jogar em sua cara.

Bem, queria ter lembrado disso até o final da ligação.

- Ah, me desculpe. - Fingi naturalidade e deixei transparecer um pequeno sorriso ao terminar. - Não sou uma pessoa das manhas, mas você poderia me disser logo o que quer?

Ele demorou uns segundos para me responder e quando o fez, parecia outra pessoa.

- Certo. - Disse simplesmente com a voz um pouco mais grave e me perguntou. - Posso ir vê - la hoje?

Olhei para Ed ao meu lado e ele disse sem sair som por seus balios. - Mande - o ir se foder. - Eu bem que queria, mas não falaria nada demais ainda, deixaria ele se torturando por mais uns dias.

Era o que eu queria, mas quem disse que eu consegui?

- Não da, vou sair com o meu irmão. - Soltei um pequeno suspiro no final, como se estivesse bem chateada com isso, mas sua reação me assustou um pouco.

- Faith, acha que sou idiota? Esta me evitando a quase uma semana, sem nem um motivo aparente. Pare de ser infantil e me diga por qual maldita razão esta me fazendo agir como um palhaço. - Ele gritou. Eu e Ed nos assustamos. Ele havia gritado comigo e nem era pessoalmente, mas isso verdadeiramente assustou a merda fora de mim.

- Quer saber? Você não é nada meu para gritar comigo e nem se fosse, isso não te da o direito. Eu tenho minhas coisas para fazer, sabia? Não deixarei de fazer por causa de você e quer saber? Cansei, isso que nos temos acaba agora. Não me ligue, não me mande mensagem e esqueça que um dia sequer nos conhecemos. Farei o mesmo com você. - Gritei a todo vapor, com o ódio crescendo cada vez mais dentro de mim.

- Pare de ser infantil e aja como uma adulta que é, eu não tenho cara de palhaço Faith, se acha que sou como aqueles moleques que você conheceu está enganada, pare de agir desse jeito ou... - O cortei no começo de sua ameaça, ele ainda gritava, mas agora havia um toque de autoridade em sua voz.

- Não pareceu, agiu como um quando me traiu com aquela loira falsa. - Disse e deliguei, o bloqueando logo em seguida. Mal percebi que chorava como uma criança. Me senti humilhada ao dizer aquelas palavras, as mesmas palavras que prometi para mim mesma que nunca diria em voz alta.

Porque ele fez isso?

O meu peito doía e cada vez que respirava, parecia que um pedaço de mim havia sido arrancado fora. Eu não conseguia parar de chorar e só piorou quando Edgar me abraçou, passando a mão em minhas costas sem dizer nada e ficou assim, por uns bons minutos que pareceram horas.

- Calma Morena, não chore desse jeito, esse babaca não merece suas lagrimas e muito menos você. - Ele se separou de mim e passou a mão por debaixo de meu olhos, limpando as lagrimas que desciam sem parar. - Vamos por favor, eu sei que doí, mas tudo nessa vida passa e logo logo perceberá que se ele te fazia sofrer é porque não te mereceu nunca.

Eu não conseguia parar de soluçar. As lagrimas pararam um pouco e eu parecia ter me acalmado, apenas balancei a cabeça e passei a mão em meu rosto, tirando os restos das lagrimas.

- Isso minha amiga, agora iremos ao shopping comprar uma roupa bafo e ajeitar seu cabelo. Você precisa relaxar e uma coisa que sempre me relaxa é compras e uma passada no salão. - Disse ele ligando o carro.

- Mas é nossas aula? - Perguntei já um pouco melhor. Eu não estava com cabeça para ir, mas mesmo assim perguntei.

- Perdemos a hora á tempos. - Disse revirando os olhos. - Vamos aproveitar isso e termos um ótimo dia de 'meninas' no shopping. Sera divertido e você ficara mais leve para hoje a noite.

- Eu não quero ir!

- Mas você vai, eu que não vou deixar você chorando em uma sexta feira por causa de homem.

Bufei.

- Acorda para vida, balada e a melhor coisa para se esquecer alguém.

Revirei meus olhos e olhei para fora da janela, enquanto Ed cantava alegremente Britney Spears. E mesmo que meu coração estivesse sangrando, eu me senti sortuda por ter Ed ao meu lado, definitivamente amava - o como um verdadeiro irmão. Só esperava que ele não fosse como a maioria das pessoas que me cercaram a vida toda.

No final até que Ed tinha razão. O dia de compras e no salão foi relaxante, reconfortante e me fez esquecer um pouco sobre o que havia acontecido hoje de manhã, o que era maravilhoso porque se eu ficasse chorando, ia me sentir uma merda.

Passamos em varias lojas e eu comprei algumas coisas e ao ver que Ed estava babando por uma camiseta preta maravilhosa e por um tênis incrível, eu os comprei e os dei de presente para ele.

Ele faltou me pegar no colo de felicidade, disse que quando ele ganhasse na loteria ia me recompensar em triplo por aquilo, que eu era a melhor amiga que alguém poderia ter e que graças a mim ele ficaria estiloso e super gostoso para hoje a noite.

Comemos um lanche na praça de alimentação do shopping e fomos direto para o solão.

Você acredita que duas pessoas nos pararam para dizer que eramos um belo casal e uma que perguntou se estávamos namorando? Doideira, né?

No salão eu fiz uma hidratação em meus cabelos, cortei as pontas e fiz uma escova maravilhosa que deixaram meus cabelos incrivelmente sedosos. Também fiz pé e mão e as pintei de uma cor parecida com vinho. Fiz limpeza de pele, o que me fez me sentir uma Adriana Lima na vida.

Edgar retocou o corto de seu cabelo e fez sua barba a tirando por completo. Quem olhava de longe pensa que é hétero, mal sabem que esse cavalga mais que uma amazonas.

Agora era nove horas da noite e eu não estava nenhum pouco animada para sair. Me bateu aquela vontade de dormir e fazer cosplay da bela adormecida, sabe? Mas Edgar estava se arrumando aqui e Clarisse também, junto com Tessa e Camille. Parece que a tarefa de hoje não é só sairmos e nos divertimos, mas sim, sair e divertir a Faith.

Ninguém nunca havia me dado tanta atenção assim e confesso que estou gostando.

Clarisse já estava pronta e estava me maquiando neste exato momento, eu ainda tinha um pé atras, mas ela estava me parecendo ser uma boa pessoa e só por isso estava dando um voto a ela.

- Pronto pessoal. A Morenita esta pronta e totalmente impecável. - Clary gritou e Ed, Tessa e a Camille vieram correndo.

Eu revirei os olhos e me levantei da cama indo para frente da penteadeira para passar meu perfume favorito.

- Ai. Meu. Deus - Gritou Ed, pausadamente. Não demorou muito para eu sentir um puxão em meu braço e se colocada de frente a um espelho, com quatro corpos atras de mim.

- Se fosse lésbica, te pegava e não te soltava mais - Disse Camille.

- Que gata. Pelo menos de fome seus filhos não vão morrer. - Tessa disse ao mesmo tempo, eu acho que ela disse isso, pelo menos eu ainda achava, não queria confirmação sobre essa fala.

- Com todo o respeito, mas você esta gostosa demais, vadia! - Disse Clarisse logo depois.

Eu vestia um um top preto com uma blusa de mangas compridas transparente, um short curto preto que junto com aquilo parecia um conjunto. O salto que calçava deixava minhas pernas mais longas e compridas. Aquela roupa me fazia me sentir muito desconfortável. O cabelo estava jogado para um lado, que se eu visse em outra pessoa, diria que estava sexy. Meu batom era um rosinha quase da cor de meus lábios, havia um contorno perfeito neles, simples mais muito bonito. Meus olhos estavam destacados de um jeito maravilhoso e como disse antes, se eu visse em outra pessoa acharia sexy. Meus acessórios eram somente brincos de pendurar pratas e um anel também prata.

Essa garota estava muito sexy e incrivelmente bonita para ser eu.

Não que eu não me achasse bonita, longe disso, mas essa não parecia em nada comigo. Eu tinha um estilo parecido com esse, mas do jeito que estou, parece que não sou eu.

- Não vou. - Decididamente falei.

- Logico que vai. - Todos disseram ao mesmo tempo.

- Eu não quero ir, só quero ficar aqui e esquecer que esse dia existiu, ou que esse mês existiu. - Falei desabafando. - Vão ir se divertir. Ficarei melhor em casa. - sentei em cima da cama e comecei a tirar os saltos.

- Então, também não iremos. - Disse Edgar.

- Não. Vocês estão falando sobre isso a semana toda. Sua mãe teve que contratar dois ajudantes hoje para isso. - eu falei tirando o outro salto.

- Não adianta dizer nada. Se você não for, nos não iremos também. - Tessa falou. - Ligue para Carter e Geovanne e avise que não iremos.

- Mas, eu irei me sentir culpada. - Disse lamentando. Ed sentou ao meu lado e passou o braço pelos meus ombros.

- Logico que vai, nos não iremos, mas vamos encher o seu saco a madrugada toda e iremos ficar jogando na sua cara sobre isso. - Disse Camille se jogando em minha cama.

Não era justo eles não saírem só por causa de mim. Eu queria ficar sozinha e assistir Titanic com um pote de sorvete de morango no colo. Mas eles não cederiam sobre irem sem mim e eu irei me sentir pior que um lixo se eles não forem se divertir por minha causa.

Eu teria o sábado e o domingo para viver o meu momento de sofrência e seguir em frente, não me custaria nada sair de casa hoje, mesmo sem vontade alguma para isso.

- Carter... - A voz de Tessa encheu meus ouvidos e eu comecei a colocar o sapato novamente.

- Pergunte se ele já esta chegando e fale que já estamos descendo. - falei me levantando e passando a mão em minha roupa.

Eles comemoraram e eu peguei minha bolsinha de couro para ver se estava tudo que precisava dentro dela.

- Essa noite vai ser incrível. - Edgar disse e colocou meu casaco jeans imenso em cima de meus ombros, pois estava muito frio por aqui.

- Mãe, se Grace precisar de mim, você me liga, por favor. - Falou Tessa dando um beijo na testa de seu bebe e outro na de sua mãe.

Eu havia trancado a porta e estava encostada na parede do corredor esperando Edgar pegar algo que esqueceu. Tessa não conseguia mais amamentar sua bebe, ela me disse isso quase chorando e como Grace já estava acostumadas a tomar leite em mamadeiras. Ester praticamente empurrou a filha para sair com a gente. Segundo ela,Teresa era nova demais para não se divertir um pouco e não lhe atrapalharia nada cuidar de Grace por um tempo.

- Meu Deus! Você fala como se eu nunca tivesse cuidado de um bebe na vida. - Ester disse meio indignada. - Vá tranquila, sua bebe ficara bem. Cuidei de você e Edgar sozinha e os dois estão ai, vivos e muito bem criados.

- Eu sei mamãe, mas é a primeira vez que me afasto dela.

Edgar saiu, deu um beijo em sua mãe e outro na testa de sua sobrinha.

- Você se acostuma, logo logo. - Disse dando um empurrãozinho no ombro dela e logo em seguida um tapa em sua bunda. - Vá se divertir e se cuidem em crianças.

- Vamos tirar mais uma foto. - Disse Camille, quando paramos o carro no estacionamento da boate mais popular de Alexandria, Açucena. O dono do estabelecimento era brasileiro, por isso o nome incomum. Eu achei meio estranho o nome, mas Geovanne disse que era o nome de uma flor no sertão.

Como ele sabia disso? Simples, o pai e o tio dele eram donos e ele veio para cá quando tinham dez anos. No começo disse que foi muito complicado, mesmo que sua família tivesse uma boa condição financeira. Mas ainda sim foi bem complicado fazer a Açucena ser o que é hoje.

Depois de termos tirado umas mil fotos e dois videos para postar no instagran. Confesso que também postei, amo tirar fotos e essa era oportunidade perfeita para fazer isso.

Viemos em dois carros. Eu, Clarisse e Camille, fomos no carro de Geovanne e Edgar e Tessa, no carro de Carter.

Geovani lançou - me mil e uma cantadas na viagem. Cami, sua namorada levava na esportiva e eu lhe lançava patadas e Clarisse só ria como uma gazela.

Agora estávamos aqui, no lado de fora, pois Camille e Edgar querem tirar fotos e os seus respectivos namorados não conseguem dizer não e eu como amo tirar foto nem reclamava.

- Chega gente, já temos fotos para o ano inteiro. - Disse Carter, mas foi interrompido por Ed que fez umas carinhas fofas, que um homem de sua aparência não fariam nem se precisasse tirar a mãe da forca.

Eu comecei a gargalhar, de um jeito tão escroto que nem eu mesmo estava aguentando.

- Nossa, Madison Faith Clark, que bom que eu consigo te entreter. - Disse ironicamente falando meu nome completo. Ele estava puto.

- Sempre, papai. - Proferi afinando minha voz como de uma criancinha. Muito antes de tudo acontecer, nem meu pai me chamava pelo nome completo e ele o usa para me irritar.

Está perdendo seu tempo, querido

- Cretina. - Revirando os olhos ele disse.

- Também te amo, papai.

- Cala boca. - Agarrou a mão de seu namorado e o puxou para longe, mas ainda assim escutei o seu riso.

Você deve está se perguntando. Por que essa maluca não surtou quando escutou o seu primeiro nome? Simples, ele não me abala mais como antes. Nas ultimas semanas, eu tenho tido pequenas atividades no escritório de minha psicologa para resolver isso. E a primeira coisa que estamos resolvendo sera a questão do nome e logo depois, vem as minhas duas fobias. Segundo ela, eu não poderia ter medo desse nome para sempre. É o meu nome e eu não posso agir como se fosse meu inimigo mortal, muitas pessoas que não me conhecem me chamariam por ele ao longo de minha vida e eu não poderia agir para sempre desse modo, como se fosse uma fraqueza minha.

Agora eu estou conseguindo escutar ele e até mesmo dizer em voz alta, mas ainda prefiro que me chamem de Faith, como sempre preferi desde menina.

Quando estávamos andando por uma fila imensa, Geovanne falou.

- Não sabia que seu nome era Madison.

- Muita gente não sabe disso. Sempre me apresento como Faith, pois não gosto de Madison. - Digo lhe um terço da verdade e quando ele ia dizer algo, o segurança o interrompeu.

- Geovanne, não sabia que vinham hoje. - Tirando uma cordinha vermelha da passagem, ele disse.

- Pois é, resolvi trazer a turma e a nova integrante para dar uma saída. - Ele disse é passou o seu braço pelo meu ombro. - Will, essa é Faith, Faith esse é Will. - Apertei sua mão que estava estendi e tentei lhe dar um sorriso simpático.

Ele parecia o Julius de ' Todo mundo odeia o Chris'.

Todos nos entramos e Geovanne partiu para o escritório de seu pai, antes avisou a um outro segurança, que nos desse o carimbo grátis para as bebidas.

E agora eu estava aqui, sentada num banquinho bebendo meu terceiro copo de vodca com coca cola e me perguntando o motivo de eu não ter ficado em casa.

Mesmo bebendo todas lentamente, eu estava ficando tonta e com uma vontade louca de chorar. Por que terminei com Leon sem dar uma chance de ele se explicar? Quer dizer, eu sei que uma foto vale mais que mil palavras e que a cena ali estava bem clara do que se tratava, mas quando você ama ou esta apaixonada por uma pessoa, você acaba tentando buscar saídas para fazer os erros sumirem com facilidade.

Eu sei que mesmo que eu tentasse achar mil e uma desculpas para colocar esse erro debaixo de um tapete e seguir com o que sabe Deus o que estávamos tendo. Eu seguiria, mas eu já tive um exemplo constante do que é ser capacho de homem e eu nunca quero passar por aquilo em minha vida, nunca.

Eu estou apaixonada.

Pelo menos, é o que acho. Eu nunca senti algo assim antes.

O coração disparado, o frio no estomago, a vontade louca de ficar ao seu lado não importa o que tivemos fazendo. A pele arrepiada só com sua presença, o pensamento totalmente idiota indo para ele a cada misero segundo do dia e aquela sensação idiota que talvez eu morrerei se não poder estar ao seu lado.

E esse pensamento me aterroriza, em um ponto que trás lagrimas aos meus olhos.

Meu Deus, eu não posso estar apaixonada por Leon, ele não é a pessoa certa para mim.

- Damien. - Gritei para o barman e joguei garganta a baixo o copo quase completo da bebida ignorando a queimação em meu estomago. - Outro, por favor. - ele concordou com a cabeça e fez uma cara de insatisfação para mim. 
 

Oito bebidas depois e eu estava dançando, dando tudo de mim na pista de dança, me permitindo ser guiada pela forte batida da musica e o efeito magico do álcool em meu sistema. Eu estava me sentindo livre e não havia sensação melhor que essa no mundo. Mas não era tão bom como esta presa aos braços de Enrico. Eu amava a sensação de estar presa nos braços dele, mas a de ser livre ainda era a minha favorita de todo o mundo. Clarisse e Tessa estavam dançando como eu, para ninguém, somente para nos mesmas sendo guiada pela musica alta que nos cercava. Meu cabelo estava colado em minha testa pelo suor e meu corpo estava parecendo que caminhava em nuvens. Eu estava em um torpor pessoal incrível e estava amando tudo aquilo, isso é claro. até sentir braços masculinos totalmente desconhecidos me agarrando pela cintura.

Parei de dançar na mesma hora, senti meu corpo tencionar e tentei tirar seus braços de mim. Estava me sentido incomodada e enojada. Era o meu momento, só meu e eu não queria ninguém nele. O estranho começou a cheirar meu pescoço e era uma coisa que estava incomodando a merda fora de mim. Ele continuou cheirando e passando aquela barba nojenta por meu pescoço e quando chegou em minha orelha ele a mordeu com um pouco de força.

Eu tentava me soltar a todo custo e olhava para todos os lados para ver se tinha alguém conhecido para pedir ajuda, mas não achava ninguém.

- O que foi princesa? Está me seduzindo a noite toda. Volte a rebolar essa sua bunda gostosa novamente. - Eu conhecia essa voz de algum lugar, eu só não conseguia saber de onde. - Vamos cadela, rebole no meu pau, olha como ele está para você. - Ele forçou sua pélvis em minha bunda.

Eu me senti enojada e em panico. Tentei sair de seus braços, mas ele não permitiu, me segurou mais forte e me virou para sua frente.

Era o cara estranho que eu sem querer esbarrei no começo da noite.

Eu havia esbarado nele assim que entrei e desde então ele não havia tirado os olhos de mim. Falei com Camille sobre como eu estava achando estranho esse cara me encarando a todo momento e ela disse que era porque eu tinha um corpo impressionante e que era para eu me acostumar a isso que muitos olhariam, mas que não era para mim ligar para isso, que eles não deixariam eu sozinha de maneira nenhuma.

Filha da puta, mentirosa.

- Não cadela, me provocou agora terá que me satisfazer. - Seu bafo forte de cerveja bateu em meu nariz com força e eu comecei a me desesperar, tentado me soltar de qualquer jeito, mas não estava nem perto de conseguir isso, pelo contrario, parecia que ficava cada vez mais apertado. Arregalei meus olhos ao máximo que consegui e olhei para os seus que estavam focados em minha boca.

Sua pupila estava dilatadas, como se ele estivesse drogado.

Meu Deus, porque não fiquei em casa?

Quando mais me mexia, mas o aperto em meus braços aumentava. Estava tão forte que a dor estava ficando insuportável. Aposto que ficariam marcas.

Sua pélvis, com sua ereção nojenta esfregava em minha barriga, em seu rosto asqueroso carregava um imenso sorriso malicioso. O seu rosto estava cada vez mais perto do meu, eu tentava chegar o máximo que conseguia para trás, mas ele estava apertando tão forte e seu rosto estava tão perto de mim que senti que estava a beira das lagrimas de panico.

E quando os seus lábios estavam quase encostados no meu, uma mão com um aperto forte me deu um puxão para trás, me tirando do aperto das mãos do homem nojento. Eu não consegui me equilibrar na ponta de meus salto e acabei caindo com tudo de bunda no chão.

- Qual foi cara? Deixar eu experimentar a putinha primeiro, depois todos que quisessem teriam sua vez com ela, você poderia ser o próximo... - o homem não conseguiu terminar sua frase, pois o meu salvador deu um soco em seu rosto que o fez voar no chão. Não satisfeito com isso, ele o levantou do chão por sua camisa e começou a dar socos potentes no rosto dele, um atras do outro e cada vez mais forte. O homem tentou se defender, mas não conseguia acertar um. Sua camisa rasgou e o cara caiu no chão, mas o homem que me salvou pulou em cima do verme que me atacou. O cara estava quase desmaiado.

Alguém me levantou do chão. Eu estava apavorada demais para entender algo. Eu havia quase sido estuprada essa noite e estava presenciando um dos atos mais violentos de minha vida. Alguém tirou o homem de cima do meu violentador, caso o contrario ele o mataria, não que eu me importasse com o que estava acontecendo com aquele cara, pois eu estava pouco me importando do seu rosto encharcado de sangue.

Precisava sair daqui, mas estava muito em panico para fazer algo.

Eu estava em estado de choque.

O Meu salvador se virou para mim e eu fiquei de cara ao ver que era Leon, mas ele não parecia ser ele. Pelo contrario, parecia ser outra pessoa totalmente diferente.

Parecia ser Enrico.

Como uma pessoa pode ter duas personalidades tão distintas?

Eu queria o agradecer por ter me tirado daquele pesadelo, mas o olhar em seu rosto estava assustando o inferno fora de mim e eu estava morrendo de medo disso, fora que sua mão estava encharcada de sangue.

E eu não podia ver sangue em grandes quantidades.

Uma de minhas fobias escrotas.

Ele parou de olhar para mim e começou a andar em minha direção, sem que eu percebesse eu comecei a andar para trás, mas suas passadas eram longas e quando vi ele estava em minha frente, agarrando meu braço, com sua mão com sangue daquele imundo.

O imundo que me estupraria e me deixaria a merce de outros para fazerem o mesmo.

A pessoa que me levantou, não me largou e quando olhei para quem era,vi que era o Edgar e ele me segurava como se fosse sua tabua de salvação.

- Olhe para ela, ela não quer ir com você. - Disse Ed me apertando em seus braços.

- Não importa, ela vira mesmo assim. - Ele rosnou, depois olhou para mim e soltou uma ameaça. - Ou você vem por bem, ou farei o mesmo com ele.

Me apavorei e me soltei o mais rápido que pude de Edgar. Não me perdoaria se algo assim lhe acontecesse.

Não com ele.

Ed tentou me segurar, mas eu consegui sair de seu aperto e segui rumo a saída sendo puxado por Leon, de uma forma bruta.

Eu quase tropeçava em meus longos saltos e lagrimas grossas escorriam por minha face.

O medo estava me consumindo. Eu não o reconhecia. Esse não era o Leon de antes, era um totalmente diferente e estava morrendo de medo do que ele faria comigo.


Notas Finais


Nada a declarar sobre esse capítulo. Beijos e até quando Deus permitir ;)

Ps: A roupa que ela está usando é tipo aquela do clipe de The heart wants what it wants.


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