História Faith - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Outlander
Exibições 48
Palavras 1.565
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Fantasia, Magia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


2 favoritos e um comentario XD que lindo hahahahaha

Capítulo 7 - James Alexander Malcolm Mackenzie Fraser


Jamie saiu da prisão mais uma vez depois que não encontraram nada que o incriminasse. Devia isso a Fergus pelo belo trabalho que havia feito. Se sentia cansado, deveria estar acostumado a ir preso depois de tantos anos, mas simplesmente não podia se conformar em ser enjaulado como animal, pelo menos dessa vez não o acorrentaram.

               Em vez de ir para a Tipografia resolveu caminhar um pouco sentir o ar fresco e fedorento próximo as docas, um gato preto passou correndo entre as suas pernas e ele xingou baixo.

              Se fosse supersticioso acreditaria que aquele não era um bom sinal, mas o ignorou e logo em seguida ouviu gritos.

– Socorro!

Olhou para os lados e viu uma pequena figura correndo e ao vê-lo agarrou-lhe a perna.

– Socorro! Socorro! – ele não parou de gritar o puxando para que viesse com ele, como se aquela fosse a única palavra que sabia.

E acreditou que fosse percebendo o sotaque naquela pequena palavra.

Que se passe? – perguntou em francês o menininho quase caiu.

– Por favor senhor ajude a minha mãe por favor – disse ele desesperado na mesma língua – um homem nos atacou e ele vai Machuca-la.

– Onde está sua mãe? – perguntou.

– Ali!

               Jamie pegou o garoto pelo braço e correu na direção que ele havia apontando para ver uma cena chocante. A mulher lutava como um homem. Se defendendo como podia de seu atacante, mas ela por algum motivo errou o soco e foi atingida por outro e o homem se aproveitou disso caindo em cima dela.

– Fique aqui – disse ao menino.

Ele foi até lá chutando o homem para que saísse de cima da mulher que parecia inconsciente.

– Sem vergonha! Não pode conseguir uma mulher e se acha no direito de atacar uma na rua?

– O que você tem a ver com isso? Por acaso ela é a sua puta?

Jamie lhe deu uma cabeçada deixando o homem tonto, em seguida o empurrou.

– É melhor sair da minha frente se não quiser mais que uma testa rachada.

A ameaça funcionou pois o homem correu cambaleante sumindo na escuridão da noite.

Graças a deus ele não havia chegado a machuca-la de verdade a não ser pelo soco, seu vestido não parecia ter ficado em bom estado, mas não era nada que não pudesse ser concertado depois.

 Examinou o jovem rosto ficaria inchado e roxo logo.

– Ela não está morta está? – o menino perguntou ansioso com a voz tremula.

– Não, ela ficará bem – garantiu.

A pegou no colo tarefa fácil considerando seu peso.

– Vamos para um lugar seguro.

               O único que tinha em mente agora era um galpão nas docas, estava vazio já que Fergus para driblar a fiscalização da Alfandega a havia enviado a outro lugar. E como não havia nada para vigiar também não havia ninguém.

– Qual é o seu nome menino? – perguntou.

– Cristian – ele disse tendo que correr com suas curtas pernas para alcança-lo – e o senhor como se chama?

– Malcolm – falou.

– Ah senhor obrigado – ele disse quase chorando – eu queria proteger minha mãe, mas ainda sou muito pequeno.

– Você agiu bem garoto, como um homem, e sua mãe é uma lutadora e tanto – disse com aprovação.

– Isso é – ele sorriu cheio de orgulho então parou abruptamente – Como disse que se chamava?

– Malcolm – falou.

– Minha mãe, estava procurando pelo senhor.

Naquele instante Jamie ligou os pontos. O menino francês a moça também deveria ser, ela havia estado em sua tipografia dias atrás e foi ela quem roubou Fergus.

– O que sua mãe queria comigo – perguntou olhando para o rosto dela, que pela primeira vez, com um pouco de atenção no ambiente mal iluminado lhe pareceu familiar.

 Mas onde já o havia visto?

              Foi para uma salinha onde o vigia costumava ficar e a colocou com cuidado no chão.  O garoto acompanhava todos os seus movimentos com os olhos bem abertos.

– Ela achou que talvez o senhor pudesse saber onde está o pai dela.

– E quem é o pai dela?

O menino hesitou.

– Não posso dizer, terá que esperar que ela acorde.

Seja lá quem fossem aqueles dois haviam conseguido chamar sua atenção e agora não sairia de perto deles até que descobrisse quem tanto procuravam.

 

 

              Eu acordei sentindo uma mão grande em meu rosto e não gostei daquilo me levantei de uma vez com o punho fechado e encontrei o rosto de alguém que xingou com o golpe.

– Tem a força do próprio diabo – exclamou o homem.

Ainda estava escuro e eu não podia enxergar bem.

Maman não bata nele ele nos salvou – Cristian pulou para o meu lado segurando meu braço.

– Ele nos sal... – me encolhi segurando minhas saias.

– Não se preocupe aquele homem não teve tempo de lhe fazer mal – meu salvador me garantiu.

– Ah.

Disse simplesmente. Eu não sabia se ria ou se chorava, minha honra estava intacta, mas ainda não estava segura, eu queria meu pai.

– Aqui moça, para diminuir o inchaço e creio que precisarei de um também – o homem disse bem humorado me entregando um lenço embebido em uísque – seria melhor uma compressa com agua quente mas é o melhor que posso fazer por agora.

– Obrigada – disse um pouco confusa com tanta gentileza – Mas quem é o senhor?

– É o senhor Malcolm o dono da Tipografia – Cristian tomou a frente.

– Ah – ofeguei.

 Aquilo seria um milagre?

– Seu filho me contou que está procurando seu pai, eu conheço muita gente devido ao meu trabalho e se me tiver confiança posso tentar ajuda-la.

A verdade é que ele tinha uma voz muito confiável suas palavras eram firmes e aparentemente sinceras, e eu decidi que me simpatizava com o senhor Malcolm.

– Desculpe por ter socado o senhor.

– Belo soco – ele me elogiou.

Eu corei infeliz.

– Uma mulher deve saber se defender – dei de ombros.

– Sim – ele concordou – sobre seu pai...

– Eu acho que vai ser difícil encontra-lo – fui logo falando para que ele soubesse – me disseram que ele poderia estar morto e realmente não posso dizer o nome dele para qualquer um sem que levante suspeitas.

– Com todo o respeito, seu pai é um criminoso?

– Meu pai é um herói – falei confiante – Ou era – minha voz tremeu.

– Um herói procurado pela justiça? – sua voz era tingida de incredulidade.

– Foi o que me disseram e eu acredito ou quis acreditar – suspirei – o senhor sabe o que é não ter nada que o faça querer viver que não lhe dê motivação o suficiente e de repente você acorda a noite e se pergunta porque está vivo?

– Acredite eu sei – ele disse secamente – mas creio que esse não é seu caso, tem um belo rapaz aqui.

Ele apontou para Cristian que havia se encolhido no canto e dormia sem mais preocupações. Eu queria fazer como ele.

– Eu não o tive sempre – apontei – eu daria minha vida por mon petit homme senhor, eu o amo como nunca amei ninguém, mas preciso da minha história preciso do meu pai tanto quanto Cristian precisa de mim. Eu não acho que estou grande demais para receber um abraço e ser mimada eu estou esperando por isso por 19 anos.

              O senhor Malcolm, segurou minha mão num gesto de confiança, eu me espantei, mas não me afastei. Sua mão era quente e incrivelmente confortável apesar dos calos que não eram de uma pessoa que apenas levantava pesos de livros.

– Ninguém é grande demais para receber um pouco de amor – ele concordou – vamos me diga, como se chama seu pai.

              Limpei as lagrimas dos olhos e naquele instante não achei que fosse capaz de falar. Tirei o papel com os nomes deles das dobras do vestido, seu nome estava destacado eu tremi hesitante.

– Meu pai lutou em Culloden, o senhor já ouviu falar? – perguntei antes de entregar a ele.

A reação dele foi imediata, a mão que me segurava ficou rígida como se ele tivesse acabado de receber uma paulada.

– Ouviu – murmurei.

– Já – ele finalmente respondeu – Porque eu também lutei lá.

Senti todos os pelos do meu corpo se arrepiarem. Aquele era um sinal, só podia ser.

– En-então o senhor pode mesmo tê-lo conhecido – falei emocionada.

– Há uma grande chance – ele disse – o que eu não entendo é o que fazia na França se seu pai era... Ele era escocês ou inglês?

– Meu pai era escocês, um jacobita. Mas acabamos sendo separados, é uma história complicada.

– Há uma grande possibilidade de que seu pai tenha morrido, mas pode ser que esteja vivo como eu e outros homens sobreviveram e seja qual for a resposta se ele estiver vivo ou morto a levarei a ele ou ao seu túmulo lhe garanto menina.

Eu tremi.

 Aquela promessa do senhor Malcolm foi uma das poucas coisas bonitas que já fizeram por mim.

– Aqui está – lhe entreguei o papel.

– Vou abrir a janela para ver melhor – ele disse se levantando.

              Quando a janela se abriu a claridade do começo do dia banhou o lugar escuro como uma benção, esfreguei os olhos para me acostumar a brilho enquanto ouvia o senhor Malcolm ofegar.

              Ergui os olhos para olha-lo. Era alto, muito alto mesmo. Seus cabelos eram ruivos acobreados e seus olhos azuis puxados como de gato estavam estreitos no papel. Sua boca larga estava levemente aberta numa expressão de incredulidade e o rosto pálido.

 Arregalei meus olhos.

Aquele homem, o Sr Malcolm.... Não podia ser...  ele era...

– James Alexander Malcolm Mackenzie Fraser – recitou ele olhando para mim e tive outro estremecimento – Quem pelo amor de Deus é você?

 


Notas Finais


Encontrou O.O
Até a próxima o/


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