História Faith - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Outlander
Exibições 14
Palavras 1.760
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Fantasia, Magia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa leitura ^^

Capítulo 8 - Minha fé


– O senhor é James Fraser? – perguntei num fio de voz.

– Sim sou eu, e você? – ele perguntou com cautela.

– Me-me chamo... Rui... – me interrompi me lembrando que aquele não era meu nome, sequer era um nome – me chamo Faith Fraser.

Os poucos vestígios de sangue que haviam no rosto dele simplesmente sumiram e ele me olhou parecendo realmente furioso.

– Escute moça eu não sei o que você pretende, mas não é nada bonito brincar com os sentimentos dos outros.

Tentei respirar.

Ele não estava acreditando! Não podia culpa-lo eu também não havia acreditado.

– Não estou mentido – silvei – mon Dieu! Madre Hildegard me disse no hospital Dês Agnes que James Fraser e Claire Fraser eram meus pais e isso porque uma freira me viu e se lembrou De... Claire minha mãe e do senhor. Porque levei uma maldita facada pois se não fosse estaria até agora vagando sem nome e sem passado pelas ruas de Paris – terminei num folego só.

Meu pai caiu sentado no chão.

 Meu pai.

– Me explique como isso é possível – ele balbuciou – Claire te viu, Claire...

– Eu não estava morta, se enganaram e enterraram outro bebê no meu lugar e eu – respirei fundo para recuperar o folego perdido – sobrevivi.

              Contei a ele todo o meu trajeto até ali enquanto ele ainda parecia incapaz de pronunciar qualquer palavra. Balançava a cabeça negativamente e só depois começou a murmurar palavras incompreensíveis para mim. Eu sabia que seria um choque para ele quando descobrisse, mas eu queria que ele dissesse algo, algo que eu pudesse entender. Eu mesma já não sabia o que dizer.

– Eu precisava vir – murmurei – Eu precisava saber, se a essa altura da vida o senhor abriria os braços para uma filha já adulta, mas se não quiser...

– Por Deus menina não diga bobagens – ele se arrastou até mim olhando meu rosto fixamente.

 Seus olhos repletos de algo que parecia vergonha e dor então se ajoelhou.

 – Me perdoe Faith.

             Arregalei os olhos, não só pela surpresa por ele ter me pedido perdão, mas por ele ter dito meu nome. Era sempre o um choque quando eu o ouvia e ouvir dele era mais forte ainda.

– Perdoar? Pelo que?

– A culpa é minha pelo que te aconteceu. Se eu não tivesse mantido a promessa que fiz a sua mãe, se eu não tivesse marcado um duelo com Black Jack Randall... Eu fui egoísta, sei que fui. Pensei apenas em minha própria vingança e não medi as consequências dos meus atos – a voz dele vacilou como se ele fosse chorar ali mesmo e aquilo partiu meu coração – Eu me culpei, nem sequer te vi quando nasceu. Imaginei o que faria se estivesse diante de você e é isso que eu preciso fazer pedir perdão e me arrastar para que você...

– O senhor não entendeu – o interrompi ansiosa tentando me segurar para não abraça-lo naquele momento – Eu não vim em busca de pedidos de desculpa, eu só vim atrás do meu pai. Eu sei que o senhor só fez aquilo por causa do menino e como vê eu não morri não tenho que desculpa-lo de nada.

Ele ergueu os olhos me encarando repletos de emoção.

– Faith – ele engoliu em seco – Faith Fraser.

Então ele me abraçou.

              Lê bon Dieu sabia o quanto quis aquele abraço eu chorei como uma condenada empapando sua camisa. Ele me apertou forte contra o seu peito como eu também fazia, mas não parecia ser o suficiente. Foram dezenove anos de separação forçada e mesmo assim, havia sido da maneira como uma dia a menininha que eu havia sido tinha sonhado. Um pai que me amava, que sentia tanta falta de mim quanto eu havia sentido dele, mesmo que não soubéssemos que o outro estava vivo.

 Quando o soltei olhei em seus olhos que também estavam úmidos.

– A madre Hildegard me disse que o senhor tinha olhos de gato – ri limpando o nariz.

– Você também os tem, mas são como os de sua mãe.

Mais uma onda de lagrimas invadiu meus olhos.

– Eu tenho tanto que gostaria de perguntar.

– Pergunte o que quiser mo sweet Faith.

– Isso é o que eu acho que é? – ri sem jeito.

Ele também riu.

– O que você acha que é?

– Ah – suspirei – foram muito poucas as pessoas que me trataram com carinho na minha vida e nenhuma delas sugeriu sequer que eu era doce.

– Você é doce – ele garantiu – uma menina doce e gentil.

Uma menina doce e gentil que havia lhe acertado com um gancho de esquerda, corei.

– Então....  Eu estava pensando eu...

– Diga Faith – ele me incentivou.

– Posso chama-lo de pai?

– Se quiser e se sentir à vontade....

– Eu não vim até aqui para te chamar de James não é mesmo – tentei brincar – Papai – falei experimentando – meu pai.

Ele sorriu.

– Minha filha – ele segurou minha mão a beijando – Não sabe o quanto estou feliz de que não tenha morrido de que tenha chegado aqui procurando por mim – ele suspirou – A filha da única mulher que eu amei na vida.

Meu coração se enterneceu com as palavras dele.

– Ainda a ama?

Ele assentiu.

– Como ela morreu? – perguntei.

– Faith – ele segurou minhas duas mãos – este é um assunto difícil e doloroso para mim, podemos falar disso em outro momento?

– Ah sim claro me desculpe – falei percebendo minha indelicadeza.

– Não se desculpe, há certas coisas sobre sua mãe que você ainda não está preparada para entender. Vamos falar de assuntos mais urgentes – ele olhou para Cristian.

Ele estava num sono de morto no chão ele havia passado a noite inteira acordado o pobrezinho.

 – Quem é o pai do menino?

– Não sei – falei por reflexo.

 O rosto de meu pai se contorceu em choque.

– Você... Meu Deus... você...

Como eu era uma descuidada Soltando uma frase assim para o meu pai. O que ele pensaria de mim?

– Pai, ele não é meu filho – esclareci rapidamente – não de sangue pelo menos.

– Se parece muito com você – ele disse espantando.

– Foi o que as freiras disseram no Dês Agnes, mas não passa de uma mera coincidência.

Contei para ele em que circunstâncias que conheci o pequeno Cristian e ele de repente sorriu.

– Você teve a quem puxar, mas me diga o corte ainda dói? – ele perguntou parecendo realmente preocupado.

– Não, eu estou bem – garanti – e o senhor?

– Estou ótimo, tenho algumas cicatrizes de batalha, mas essas não machucam mais, no entanto a história delas podem machucar você.

Respirei fundo.

– Não sei se quero saber disso saber o quanto o senhor sofreu e...

– Nós não nos conhecemos e precisamos fazer isso se quisermos ter uma boa relação – ele apontou.

 

– Então vou iniciar por mim, com certeza não tenho tantas histórias como o senhor – Ela começou – As mulher que cuidava de mim se aproveitou da minha pavorosa aparência para pedir esmolas na rua, as pessoas ficavam realmente sensibilizadas e davam dinheiro para que pequeno monstro não morresse de fome.

– Você não era um monstro – Jamie se queixou da maneira que ela falava de si mesma.

– O senhor não me viu – ela apontou.

– Mas sua mãe sim e eu me lembro palavra por palavra de como ela a descreveu. Você tinha pouca penugem na cabeça porém a que tinha era ruiva, você não tinha unhas nem cílios ou sobrancelhas – ele sorriu passando o polegar ternamente nelas – parece que essa ainda não tem muito. Sua mãe disse que sua pele era quase transparente e que a luz passava por ela, e sabe o que ela me disse depois?

– O que? – ela perguntou ansiosa.

– Que você era perfeita.

Ele viu a menina se debruçar em prantos mais uma vez enquanto tentava consolá-la.

– Bom as mães sempre amam seus filhos e os acham bonitos não é – ela disse entre lagrimas – mas a verdade é que eu cresci doente, feia e raquítica parecendo uma coruja desnutrida e devo agradecer por isso já que graças a minha feiura os homens não me procuravam. Pelo menos não tão cedo.

Jamie sentiu a veia pulsando em seu pescoço.

– Não sei como você foi quando criança, mas a jovem que eu vejo na minha frente é sem dúvidas linda.

Ela corou.

– Bom, se é assim que o senhor quer ganhar meu amor saiba que está funcionando.

Ele riu com ela.

– Mas estou sendo sincero – apontou – você se parece muito com sua mãe, seus olhos sua pele até a maneira como se desespera, seus cachos, mas a cor é minha.

             Ela sorriu e continuou contando, como aprendeu a brigar e a roubar com os pivetes na rua. “Sou mestre em estelionato roubo e jogatina” foi o que ela disse em um rompante de sinceridade esperando um olhar de reprovação de sua parte o que não aconteceu e ela teve confiança de seguir contando.

              Também falou taciturna de como foi quando Marriete a mulher que a havia criado morreu e ela teve que se virar realmente sozinha. Falou de um amigo Maurice, um senhorzinho que as vezes lhe ajudava dando comida apesar de não ter muito mais que ela, também falou rapidamente sobre uma amiga chamada Marceline, isso pareceu deixa-la profundamente triste ela seguiu contado quantas vezes havia dormindo no frio com medo sem ninguém que a protegesse.

– Eu fiz algumas coisas que não me orgulho e tenho certeza que o senhor não gostaria de ouvir – ela disse mais baixo com o olhar atormentado.

Sentiu calafrios com aquela frase, porque sabia que não era apenas de roubar e trapacear a que ela se referia.

– Você está querendo me dizer que vendeu seu corpo? – perguntou com cautela.

 Ela arregalou os olhos e empalideceu.

 – Não quero que pense que estou te julgando eu não poderia – se apressou em dizer – eu apenas gostaria que soubesse que eu nunca me envergonharia de você.

Sua filha o encarou com os olhos inundados de lagrimas.

– Eu fico muito feliz em ouvir isso – ela disse limpando a umidade dos olhos – mas pode dormir tranquilo, nunca vendi minha honra e nunca deixei que tomassem de mim mesmo nos momentos mais difíceis, só achei que...

– Esqueça isso – disse com firmeza – você irá começar uma vida nova aqui comigo, o passado não importa mais, porém se achar que um dia está pronta para me contar eu estarei aqui para ouvir mo chridhe.

              Jamie estava triste pelo tempo que haviam roubado deles, mas deveria agradecer a Deus, tinha uma filha que o procurou que necessitava dele e ele necessitava dela. Um pedaço de Claire que ele protegeria e cuidaria o quanto lhe fosse permitido.

             Ela era forte apesar de não ter muita altura, por infelicidade também não tinha boas vistas, mas estava viva e reacendendo sua própria fé.


Notas Finais


Gostaram? espero que sim XD
Até a próxima o/


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