História Faith - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Outlander
Exibições 9
Palavras 1.835
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Fantasia, Magia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa leitura ^^

Capítulo 9 - Sobre o passado.


Meu pai estava me contando com uma cautela exagerada que havia se casado de novo. Era como se esperasse que eu fosse lhe lançar maldições e xingamentos.

– Eu entendo – murmurei – não queria que vivesse infeliz para sempre.

Ele passou a mão pelos cabelos e eu reconheci o gesto.

Ele estava nervoso.

– É difícil falar disso com uma menina sobre isso.

– Tenho 19 anos não sou uma menina – descordei.

– Claro que é, mesmo que se case e tenha 80 anos sempre será minha menina.

Revirei os olhos satisfeita com a boba declaração.

– O que eu quero dizer é que eu não amo Laoghaire. Me casei porque ela precisava de um marido que sustentasse suas filhas e Jenny, sua tia, achou que eu precisava de uma mulher.

– Porque? – perguntei.

– Achou que eu poderia ficar doente sem uma.

              Definitivamente eu não estava entendendo aquilo. Eu acreditava que as pessoas ficassem doentes quando sentiam a falta de uma pessoa amada sim, mas meu pai havia deixado claro que não amava aquela mulher.

– Mas simplesmente não estava funcionando, – ele continuou explicando –  de modo que preferi me mudar permanentemente para Edimburgo e apenas mando dinheiro para ela.

– Entendo, o que acha que ela vai dizer quando souber de mim?

– Não acho que vá ficar feliz, mas isso é um problema dela.

Eu sorri.

– Eu tenho irmãos?

A expressão dele se tornou cautelosa.

– De criação, Fergus e as meninas de Laoghaire. Marsali e Joan.

Fergus.

– O senhor quer dizer Fergus? Fergus das docas? Ele é seu filho de criação? – perguntei chocada.

– Foi ele que o Black Jack Randall atacou.

 Percebi que uma sombra passava em seu rosto sempre que falava daquele homem e nele sim eu colocava a culpa do que havia acontecido comigo.

– Isso quer dizer que o senhor sabia de mim, ele contou...

– Sim ele contou.

 – Eu não gosto do Fergus sinto muito – falei me lembrando do:” Você não faz o meu tipo.”

– Creio que seja um sentimento compartilhado – ele riu – mas eu gosto dos dois então por favor tente se dar bem com ele de agora em diante sim?

– Só porque o senhor pediu – sorri.

– Por falar nisso, você veio no Dòchas com Fergus não foi?

– Sim, porque?

– Sabe o que significa Dòchas?

– Não tenho ideia – dei de ombros.

– Esperança – ele disse com um sorriso – a esperança trouxe minha Faith de volta para mim.

Eu também sorri, coincidência ou não era incrível como o destino agia.

 – Mas e de sangue o senhor teve outros filhos? – falei voltando ao assunto.

– Tive – ele disse depois de uma pausa.

Eu sorri emocionada pela possibilidade de ter irmãos.

– Quando eu vou poder conhece-los? – perguntei ansiosa.

– Acho que nunca – ele disse.

– Eles morreram?

– Não, ao menos acredito que não.

– Então...

– Vou contar um pouco mais o que estive fazendo esses anos que estive exilado e depois lhe contarei sobre sua mãe e que Deus nos ajude espero que entenda.

              Foi triste ouvir tudo que aconteceu com ele depois de Culloden, uma perna infecionada por uma baioneta, sete anos em uma caverna isolado de tudo, os anos na prisão. E era triste saber que ele não me contou tudo para me poupar da mesma maneira que eu havia feito com ele.

            Então ele falou dela, Geneva uma mocinha mimada que queria por que queria perder a virgindade com ele e não com o velho que estava prometida a se casar. Ele me contou aquilo usando as palavras mais amenas para descrever a situação e ele não parecia confortável em me contar e tentei interrompe-lo porque não queria que ele se sentisse obrigado a me dizer nada como ele não havia me obrigado, mas ele disse que eu precisava saber.

– Ela era muito jovem e deslumbrada – falou baixo – Eu não gostava daquilo, detestei a garota com todas as minhas forças quando ela me colocou contra a parede, primeiro porque eu não estava contando com isso e depois detestei ter sentido prazer naquilo.

– Ela, ela... é terrible, détestable....

– Faith, como eu te disse era muito jovem, não sabia no que estava se metendo.

– Justamente por isso não a defenda, pense se fosse o contrário, se o senhor fosse uma mulher e ela um rapazinho que lhe perseguisse lhe chantageasse para leva-la para cama? Ela se torna menos mesquinha por se uma moça? Eu acho que não – falei realmente nervosa vendo a facilidade com que ele corava – Sem, contar que o senhor poderia ser um homem violento e que fizesse mal a ela.

Eu sabia muito bem, como homens poderiam ser aproveitadores e como se aproveitavam da ingenuidade de mocinhas para me apiedar da Lady inglesa.

– Bom – ele disse por fim – Acho que sua mãe teria orgulho de você.

Ele não sorriu. Olhou para chão o rosto ainda mais vermelho e constrangido. Passou a mão pelos cabelos.

– Ela se casou e logo teve um filho, que seu marido o Conde de Ellesmere jurou que não era dele. De fato.

– Era seu – adivinhei.

– Não era obvio no começo – ele disse parecendo envergonhado – mas à medida que William foi crescendo ele se parecia cada vez mais comigo e tive que partir.

– E meu irmão não sabe...

– Nunca saberá – ele suspirou – ele era um menino mimado sabe, deve ter uns oito anos agora.

– O senhor nunca mais o verá? – perguntei infeliz.

– Provavelmente não, mas tenho uma pessoa de olho nele por mim então, bom acho que poderia ser pior.

– E quem é essa pessoa?

 – Eu lhe falei sobre o Lorde John Grey?

– Sim, o diretor de Ardsmuir.

– Ele se tornou um bom amigo e se casou com a tia de William agora é seu padrasto.

Mordi os lábios um pequeno conde mimado e uma pivete de rua, pobre James Fraser com seus filhos.

– Mais alguém – perguntei.

– Voltemos então para sua mãe – ele respirou fundo, – A primeira vez que a vi ela havia sido trazida como prisioneira do clã Mackenzie, era inglesa e meu tio Dougal Mackenzie temia que ela fosse uma espiã, mesmo assim ela não hesitou em me ajudar a concertar meu braço – ele sorriu ao falar dela – Ela tinha uma bonita e suja boca, suja demais para uma mulher da maneira como estamos acostumados.

– Então não vai se importar com a minha – murmurei.

Ele riu afagando meu cabelo.

– Ela era uma mulher realmente diferente e despertou não só a desconfiança dos meus tios senhores de Leoch como do Dragão do exército inglês Black Jack Randall.

Aquele homem de novo.

– A única maneira que tínhamos de mantê-la longe dele era se ela se casasse com um escocês e eu fui o escolhido.

– Ela escolheu o senhor – eu disse animada.

– Não – ele riu baixinho dando uma olhada em Cristian que roncava suavemente no canto – Ela não queria se casar comigo, ela não queria se casar com ninguém, mas tinha que fazê-lo se não quisesse voltar para as mãos daquele louco.

Aquilo não me pareceu nada romântico.

– Ela não queria se casar comigo, mas eu queria me casar com ela.

Mas aquilo sim era.

Sorri.

– Foi um momento difícil para nós dois, ela era "viúva" e eu... Hum nunca havia estado com ninguém.

– O senhor era donzelo – Deixei escapar.

Ele riu e eu corei até as orelhas.

– Alguém tinha que saber como fazer – ele disse.

Corei mais ainda.

– Eu gostava dela, muito e realmente a amei e conquistei seu amor, e um dia a acusaram de bruxa e eu tive que ir salva-la. Foi quando a confrontei sobre quem ela realmente era.

La dame Blanche? – perguntei surpresa.

– Isso foi uma besteira que eu inventei em Paris, longa história – ele fez um gesto com a mão para que eu esquecesse – O que Claire é, era algo muito mais difícil de se acreditar do que uma simples bruxa.

– O que era? – perguntei realmente intrigada com todo esse mistério que a envolvia.

– Ela era Uma viajante do tempo – ele foi direto.

Emudeci.

Então eu ri.

– Não está falando sério não é papai?

O rosto serio dele me alertou de que ele não estava brincando.

– Claire veio do ano de 1945 atravessando as pedras de Craig na dum, não de proposito é claro, mas foi o que aconteceu. Ela havia deixado uma vida lá, um marido e eu não queria que ela ficasse comigo por obrigação, a levei para que ela pudesse voltar para sua época, mas ela não voltou. Ela quis ficar comigo o fugitivo e então fomos para Lallybroch muitas coisas aconteceram nesse meio tempo que eu não poderia lhe contar agora, mas Claire sabia que os Jacobitas perderiam a batalha e fomos a França com o objetivos de fazer o príncipe Charles mudar de ideia – ele suspirou me olhando nos olhos – Antes de irmos sua mãe me disse que estava Grávida. Naqueles dias eu não vinha tendo muitos motivos para estar feliz, mas saber que ela teria um filho meu me deixou inteiramente feliz. Eu de certa forma me senti completo de novo.

Eu segurei as mãos dele reparando que a direita era defeituosa, eu não me importava, era meu pai e eu acreditava nele.

– Não tivemos muita sorte em Paris como bem sabe, mas o pior de tudo foi perder você, foi uma das piores dores que tive que suportar. Voltamos para Escócia e fui obrigado a lutar pelo príncipe em uma guerra que eu sabia que estava fadada ao fracasso. Chegou então o dia 16 de abril de 1746 a batalha de Culloden, o massacre. Era uma batalha perdida e eu só pensava em proteger sua mãe e a criança, sim ela engravidou de novo, me disse que não tinha certeza, mas eu tinha e não deixaria que eles se expusessem a esse risco mandei que ela voltasse pelas pedras e ela teve que me obedecer. Nunca mais a vi.

– Então ela não morreu.

– Faz 17 anos muito pode acontecer em 17 anos.

Ele tinha razão.

– Mas se ela foi, ela pode voltar...

– Faith mon cher, não tenha esperanças. Por mais que eu queira e sonhe com a volta dela eu mesmo disse a ela que não olhasse para trás. Duvido que volte.

Não respondi, ela tinha que voltar eu queria conhece-la queria conhecer minha ou meu irmão, mas quem sabe...

– Você gostaria de tentar Faith? – ele interrompeu meus pensamentos – Atravessar as pedras para encontrar sua mãe?

Eu sorri tristemente.

– Minha mãe acha que eu morri, ela não sente minha falta e tem meu irmão para consolá-la. E o senhor agora tem a mim.

Ele retribuiu o sorriso.

– Sabe que não é assim, mesmo que ela acredite que você esteja morta não acredito que ela não se lembre de você. Afinal ela é a sua mãe.

– Sim, eu sei. Mas não podemos fazer nada não é?

Ele não respondeu e como se tivesse sido incomodado pelo som do silencio Cristian finalmente acordou confuso.

Maman?  – ele murmurou – Já encontrou o seu pai?

Papai e eu nos entreolhamos trocando um sorriso.

Oui, encontrei.

– E onde ele está? – ele se sentou ficando mais alerta.

– Aqui Cristian – falei pegando a mão do ruivo – peça a benção ao tipografo porque ele é o seu avô James.

 


Notas Finais


Até a próxima o/


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