História Fake Hopes - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 4
Palavras 1.052
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Luta, Orange, Romance e Novela, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Fake Hopes - Capítulo 1 - Prólogo

Pov's Nina


   Ouço os gritos da plateia que me espera ansiosa do outro lado da imensidão vermelha na qual meu patrão chama de "porteira para fama", muitos vêm apenas uma cortina, uma longa e vermelha cortina, mas eu, eu vejo o portal do inferno, apesar de não acreditar no mesmo, se abrindo, antes de um forte e nada delicado empurrão me impulsionar para frente e assim fazer-me descobrir o que 3 dias de mau comportamento podem lhe fazer naquele lugar ,mas agora não são mais três dias, eram... na minha primeira apresentação. Parei de contar no 2° ano onde todos ali já estavam me convencendo de uma maneira nada compreensiva de que ninguém iria vir me salvar,o que eu estava pensando...?, que um príncipe iria aparecer montado num cavalo?...não, já sou madura o suficiente para saber que eles não existem, são apenas histórias para crianças, crianças doces e ingênuas que ainda não conhecem a cruel e verdadeira face do mundo.

Agora, me encontro em uma posição um tanto quanto constrangedora, com as mãos e joelhos apoiados no chão mais especificamente, diante da multidão excitada, que agora me observa atentamente, como se eu fosse uma resposta ou solução para todos os problemas de suas "preciosas" vidas monôtonas, eu estou enrolando o máximo de tempo que consigo, quanto menos fizer esforço melhor pra mim, essa era a regra "Não chame atenção", se isso se mantivesse em andamento eu conseguiria suportar até o fim com certeza, se é que um dia isso terá fim.

 Deve-se estar ciente que não devemos chamar atenção, mas ninguém pode perceber que essa é a real intenção,caso contrário somos "castigados".

Com esse pensamento sigo para o lado esquerdo do "palco" improvisado e sento-me em um baixo e largo banquinho sem apoios como um animal, mas ja acostumada com as reações de riso, olhares de deboche, divertimento e superioridade, acho que compreendo suas reações afinal, quem nao iria rir de uma pessoa na minha posição. Eu estava apenas com uma langerie preta rendada, calça-liga, uma coleira e uma tiara com orelhas de gatinho, todos da mesma cor. Sentada em meus calcanhares com uma das mãos à minha frente e a outra na altura acima de meus seios, com o punho dobrado levemente para baixo e próximo ao queixo. Um dos fetiches mais conhecidos, o sonho de consumo de homens e mulheres.Afinal, a maioria das pessoas adoram gatos, se unidos a mulheres então...

 Não posso dizer que me lembro exatamente o que acontece em cada show, atuando por 5 anos, meu cérebro parece ter criado uma espécie de "defesa" na qual "desligo" minha mente fazendo qualquer coisa no automático e no final,tudo é um borrão com pessoas aplaudindo no fim.

Depois que o show de divulgação acabou, e meu "parceiro" de apresentação me usar como objeto de tudo quanto é jeito, me forçar a parecer que eu o desejo, a dançar para ele, roçar aquele membro quase enrijecido em mim e me jogar de joelhos no chão como se eu fosse um lixo, porque era esse o objetivo, mostrar para plateia em sua maioria masculina, que era assim que as mulheres pertencentes à sua empresa podiam ser tratadas, desta forma, usadas depois jogadas fora,tratadas como lixo, em outras palavras, descartáveis, me sentia a mais suja das mulheres. Era sempre assim, fazia o show, no final, sempre me sentia desta mesma maneira mesmo que não lembrasse de muito, mas o que deixou-me sentir mais podre, se é que era possível, foi a percepção de um olhar ao canto da rua, aquela silhueta que se mantinha quieta desde o início, fumava e olhava-me de soslaio, até o final,logo depois de me lançar um olhar de pena e pude detectar também um mínimo de tristeza quase imperceptível presente ali em sua face mesmo que um pouco distante. Jogou o que restou de seu terceiro ou quarto cigarro no chão, o pisou e finalmente, foi embora com uma expressão neutra de quem estava, não animado depois de um acontecimento muito aguardado, mas sim acostumado com tudo aquilo. Diferentemente de todas as outras que sairam dali muito satisfeitas pelo visto, talvez eu estivesse imaginando coisas.

Aquilo me apertou o peito e uma vontade de correr para longe de todos se instalou por um segundo em meu interior. O que por um breve segundo me fez reviver, mesmo que por um ínfimo momento,as esperanças de sair daquele lugar, e iria satisfazer-me desse desejo, se não fosse pela grande mão agarrando meu ombro, puxando-me em direção ao corpo do homem a qual pertencia que me empurrou para dentro do estabelecimento logo em seguida, no qual podia-se passar o dia, como sempre fazia, não podia deixar nenhuma brecha para qualquer um fugir,fazendo com que aquela efêmera vontade se dissipasse com a mesma rapidez que veio, tornando a esquecer momentaneamente a ,agora pequena, sede pela liberdade e lembrando que tinha problemas maiores para me preocupar, como o que iria comer e onde iria dormir hoje. E foi o que fiz, fui à procura disso logo após ser "liberada", era como chamava os intervalos que eram concedidos a todos os membros da "casa" todas as noites e horários de almoço, pois não queriam dar abrigo e comida de graça a ninguém, sequestravam introduziam ships com rastreadores por baixo de sua pele sem qualquer anestesia, alguns chegavam até a desmaiar pela dor, e em troca distribuiam uma quantidade limitada de água suficiente para sobrevivência e uma gorgeta escassa do lucro do show.

Depois de me retirar do local a passos largos, estava acostumada, mas a sensação ruim que ali predominava nunca iria passar, comprar o "jantar" em uma daquelas lojas de conveniência de posto, pois era a mais barata que havia encontrado até hoje, saio em busca de um lugar abandonado o qual havia encontrado a pouco tempo na esperança de que mais ninguém o achasse, quando, com uma rapidez incrível de quem pratica isso há anos, um jovem agarrou e puxou minha sacola e meu cobertor e saiu correndo...Suspirei num misto de  frustração e alívio por ainda estar com o cobertor em mãos, "ao menos não passarei frio esta noite" pensei, mas esse resquício de positividade se esvaiu logo quando percebi que não haveria janta naquele dia, mas segui assim mesmo para aquele local no qual planejava passar a noite, que para meu azar, não estava vazio...



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