História Faking it. - Capítulo 21


Escrita por: ~

Postado
Categorias Girls' Generation
Tags Girls' Generation, Taeny
Exibições 478
Palavras 3.495
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Famí­lia, Festa, Orange, Romance e Novela, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi *-*


Nem foi uma eternidade desta vez huehuehue
Bem, me desculpem pelos erros e/ ou incoerência no capítulo, levem em consideração a hora.
A imagem de capa finjam que não estão vendo as cabeçonas das pessoas destoando a imagem. Eu tentei tirar, mas não deu e eu gosto dessa imagem bem muito.

Capítulo 21 - E mais uma vez a corda arrebenta do lado mais fraco.


Fanfic / Fanfiction Faking it. - Capítulo 21 - E mais uma vez a corda arrebenta do lado mais fraco.

 

[ Kim TaeYeon ]

 

 

É bem verdade aquele ditado que os mais velhos dizem: “ Quanto mais eu rezo, mais assombração me aparece!”. Depois que meu coração ficou calmo, pois eu conhecia aquela risada fresca muito bem, voltei a me deitar de costas para a Hwang. Não tinha muito como ignorá-la, principalmente depois que ela acendeu a luz de meu quarto, sentou na beirada de minha cama e começou a me perturbar – me chacoalhando irritantemente sem parar.

 

 

- Levanta, ou vamos chegar atrasadas! – Se não fosse muito bruto, com certeza, seria um ótimo momento para estapear um ser humano. – Na verdade, nós já estamos! Está tarde, mas dá tempo de chegarmos para o jantar!

 

 

Me virei muito bruscamente. Eu não queria saber de jantar porra nenhuma, eu nem mesmo estava com fome e quem era ela para me obrigar a ir a algum lugar? Tiffany continuava testando minha paciência com seus chacoalhos incessantes. Que grande porcaria o momento que não aguentei aquela frescura toda e virei de frente para ela. Juro que esperava ver seu sorriso vitorioso, mas ao invés disso, a Hwang me lançou um olharzinho pidão, o que achei bem sinistro.

Voltei a me sentar na cama com ela bem perto de mim com o detalhe de esconder muito bem os meus documentos, porque ela iria chiar sobre eu estar no meu modo “pijama relaxado” em algum momento daquela situação. Ficamos em silêncio por alguns minutos, pois eu precisava me livrar daquela preguiça maldita. Suspirei enquanto pensava no que falar, ou talvez apenas esperando que Tiffany dissesse mais alguma coisa. E como não veio nada de sua parte, tive que me manifestar.

 

 

- Eu não vou com você a lugar algum! – Joguei a verdade na rodinha e ela pareceu não se surpreender com minha resposta, apenas rolou os olhos. – Caso não tenha percebido, estou tentando manter distância de você. Eu agradeceria muito se você saísse do meu quarto, da minha casa e fosse embora!

 

- Ah, que ótimo! Agora deu para me expulsar?! – Aí sim ela riu em deboche, ironia em alto nível. – Eu não estou te pedindo nada, estou te mandando levantar dessa cama e se arrumar!

 

- E desde quando virei sua escrava? Escuta aqui, você não é nada minha para vir na minha casa me dar ordens! – Tiffany fez um “shii” para eu falar mais baixo, pois minha mãe poderia passar pelo corredor e ouvir alguma coisa, pois ela ainda achava que Tiffany era minha namorada. Mas, eu sabia que não havia perigo nenhum em falar alto, porque meus pais estavam muito ocupados para se preocuparem comigo e com a minha “namorada”, trancadas em meu quarto. – Eu não vou sair daqui nem que me paguem um milhão de wons!

 

 

Tiffany trancou a cara. Eu fazia nem ideia do motivo dela estar ali, mas se estava era porque queria me meter em alguma encrenca. E como eu já tinha falado antes, eu não queria nenhuma espécie de confusão para o meu rumo. Estava torcendo para ela se dar por vencida e ir embora em seguida, mas não, a Hwang começou a insistir e resmungar bem mais. Aqui e acolá ainda me dava uns tapas fracos pelo corpo, mas desistia e cruzava os braços minutos depois fazendo um bico enorme. O que era bastante engraçado.

Fosse lá o que ela queria com isso, eu não pretendia me render. Foi então que fiquei curiosa.

 

 

- Essa é a última chance que vou te dar para levantar daí e ir se vestir com algo decente! – Anunciou como ameaça, como se eu quisesse essa chance idiota de sair com ela. – Levanta, cacete! Eu preciso da porra da sua ajuda!

 

- Uau. – Ri internamente. – A princesinha do “politicamente correto” sabe mesmo falar palavrões?! Estou chocada! – Debochei e a vi erguer a mão para me estapear mais uma vez. O choque de sua mão contra a minha pele dessa vez foi bem forte. – Ai, meu Deus! Que violenta!

 

- Eu não estou brincando, Kim! Eu realmente preciso de sua ajuda! – Ora, Tiffany estava falando sério. Eu poderia muito bem me aproveitar da situação e fazê-la insistir até que prometesse fazer tudo o que eu quisesse, ou apenas que dissesse que ficaria me devendo uma. Foi exatamente o que eu fiz!

 

 

Estava sendo ótimo para o meu ego ver Tiffany Hwang implorando por minha ajuda. Era tão boa a sensação de estar um nível a cima. Eu queria muito rir, porque estava mesmo notando o desespero em seu olhar, coisa que nunca tinha visto antes. Mas, nesse desespero todo eu sabia que ela jamais diria que faria tudo o que eu quisesse e muito menos que ficaria me devendo uma. Tiffany era esperta de mais e sabia que eu estava esperando-a dizer essas palavrinhas mágicas. Bom, como ela não diria, eu comecei com as minhas chantagens.

 

 

- Se eu por algum acaso aceitar ir com você nessa tal festa, o que eu ganharia com isso? – Tiffany bufou e segurei uma risadinha de desdém novamente, pois não queria cutucar a onça. – Se eu tiver algum benefício ou prêmio com isso, talvez eu possa pensar no seu caso, Fany. Diga sua oferta, mas diga rápido, porque está ficando mais e mais tarde. – Apontei para o relógio digital de super heroi que estava em cima dos meus livros. – Estou esperando...

 

- Você é muito interesseira, TaeYeon! – Ela bufou, mas nem me importei, estava mesmo agindo por interesse. – Me diga você, o que infernos você quer em troca?

 

- Por enquanto, eu não quero nada! Mas, esteja preparada quando eu precisar de você! – A irritação dela por algum motivo se esvaiu. Ainda bem, pois a carranca dela estava me deixando um pouco desconfortável e nervosa. – Tudo bem, eu aceito ir contigo! – Levantei prontamente e Tiffany desviou o olhar para o chão. Que novo era ver que ela não falou nada por eu estar de cueca na frente dela. Menos mau. – Preciso usar uma roupa no nível da sua? Saiba logo que não tenho!

 

- Não me admira muito você não ter, sempre se veste mal! – Alfinetou. Sorte que eu estava de bom humor e deixei passar. – E não, não precisa vestir nada elegante. Vai ser uma recepção e saiba que você vai enfrentar olhares ruins vindos dos amigos de meus pais! Estou te alertando, porque não quero me sentir culpada por te levar despreparada para o covil.

 

- Ah, obrigada pela parte que me toca. – Ironizei. Como eu estava limpinha, apenas vesti minhas roupas costumeiras. Por tudo que a Hwang disse, estava bem nítido que ela queria provocar raiva em seus familiares e eu seria sua arma. Pelo menos ela avisou, caso contrário eu me sentiria muito mal sendo alvo de olhares me queimando em desprezo. – Isso está bom?

 

 

Perguntei quando terminei de me vestir. Se era para causar algum tipo de reação ruim, que fosse uma reação ruim decente! Porém, Tiffany colocou defeito. E foi bem constrangedor quando tive que vestir uma calça de jeans preto um pouco apertada. Tiffany teve que me ajudar a ajeitar o – como ela diz – meu “palmitinho”. Foi uma parte bem tensa, porque estava ficando apertada já. Na verdade, eu já tinha crescido enquanto dormia e com ela me tocando aí sim que cresci mais em sua mão.

Tiffany apenas resmungava para eu ficar quieta enquanto ela “me ajeitava”. Não era um ajeitado ruim, afinal, ela havia conseguido esconder o “inescondível” e me deixou usar uma blusa branca com estampa do Mickey. Depois disso só precisei calçar tênis, escovar os dentes, dar um jeito em meus cabelos e passar perfume. Já passava das dez e quinze quando entrei no carro dela.

 

Eu tinha noção do que me esperava, por isso, tratei de relaxar enquanto ela dava partida e colocava uma música de bom gosto para a gente ouvir. Pelo menos isso!

 

 

[ Kim TaeYeon / off ]

 

 

...

 

[ Tiffany Hwang ]

 

 

Após muito esforço tentando convencer a pirralha de me acompanhar na “pequena” recepção para Yura, finalmente estávamos bem próximas da casa de meus pais. TaeYeon estava decente graças a mim e, felizmente, estava bem quietinha sentada ao meu lado. Que bom que ela estava gostando da música que eu havia posto, caso não, iria ter briga.

Minutos depois estacionei um pouco afastado da casa, pois a frente estava abarrotada de automóveis e não tinha nada vago tão perto. Descemos e não demoramos a entrar. Achei que seria um pouco difícil ver rapidamente Yura, mas como eu não tenho sorte, o primeiro rosto que dei de cara fora com o dela! Droga! Eu era uma filha da mãe muito azarada mesmo! Resmunguei internamente e segurei a mão de TaeYeon, a canalha, por sua vez, entrelaçou nossos dedos e sorriu.

 

 

- Para de encarar aquela garota lá. Nós mal entramos e você já está pensando em me trair? – A encarei em choque. TaeYeon era mais esperta para perceber as coisas que imaginei! Mas, a minha intenção ali era unicamente me manter longe de Yura e com TaeYeon ao meu lado seria difícil termos alguma aproximação perigosa. – Eu espero que me conte quem é ela e porque diabos ela não para de sorrir daquele jeito estranho em nossa direção! – A pirralha exigiu e passei a encará-la com um sorriso. TaeYeon sabia que havia um problema rondando Yura e eu, e era até normal ela exigir saber o porquê da outra mulher e eu nos encararmos tão profundamente.

 

- Depois eu te conto tudo direitinho! – Ela aceitou tão de boa, que me surpreendi. – Mas, aquela é a “ex- noiva” do meu primo, Randall. Pelo menos eu acho que é “ex”, não tenho tanta certeza ainda. – A pirralha soltou um “Ah” e pegou uma bebida quando um dos garçons passou. Imediatamente tirei o copo de sua posse, eu não deixaria uma menor de idade beber! Óbvio que TaeYeon chiou por algum tempo. – Vamos para um lugar mais afastado, um que a gente passe bem despercebidas! Estou achando que se continuarmos aqui vai dar merda!

 

- Jura que você achou? Pois eu tenho certeza que a merda ia e vai acontecer desde que dei de cara com você no meu quarto parecendo uma assombração! – Belisquei-a. – Não desconte em mim quando eu jogar a verdade na rodinha! – Tinha que reclamar, afinal, era Kim TaeYeon ao meu lado.

 

 

Foi só começarmos a nos desviarmos de corpos que mamãe brotou diante da gente. Eu sabia que ela estava fervendo de raiva por dentro e tudo por culpa de nossa conversinha logo cedo. Mamãe olhou para minha mão agarrada na de TaeYeon e desviou o olhar, nos encarou com um sorriso meio desgostoso no rosto e cumprimentou TaeYeon.

Claramente a pirralha notou o comportamento estranho de minha mãe, e soube disso quando apertou o contato e me olhou com “ ué, o que deu nela?”. Mais uma vez não me admirei o ato de TaeYeon, porque ela estava acostumada com minha mãe a tratando muito bem. Pedi licença para mamãe e arrastei a Kim para a sala - onde tinha apenas um casal – e nos sentamos no sofá ao canto.

 

 

- Foi só impressão minha ou sua mãe não gostou de me ver aqui? – Suspirei. Era bem difícil esconder coisas da pirralha. – O que eu fiz de errado? A gente mal chegou!

 

- Não é nada de mais, nós tivemos uma discussão hoje cedo e ela vai ficar assim por um bom tempo. Apenas ignore, okay? – TaeYeon tentou pegar outra bebida de um outro garçom que parou diante de nós, mas de novo a impedi. – Nem tente pegar outra, ou eu corto seus dedos!

 

- Bom saber que estou numa “festa” e vou ficar morrendo de sede! Isto nem festa é em primeiro lugar! – Tive que rir de suas expressões indignadas. – O que eu vou beber?

 

- Temos água, suco e refrigerante. Vai querer o quê? – TaeYeon rolou os olhos, bufando cada vez mais. – Acho bom tomar uma das três opções, ou te deixo com sede mesmo!

 

 

Depois disso tive que levá-la para a cozinha e lá - enquanto eu servia coca cola para minha acompanhante – me surpreendi ao ver Randall escorado no balcão, já um pouco “alto”. Tentei puxar TaeYeon antes dele nos ver, mas não deu certo - mais uma vez - minha tentativa de fugir de alguém indesejável. Randall sorriu grande e veio até mim com os braços abertos, fui obrigada a abraçá-lo. Ele disse um “Oi” bem radiante e respondi “Oi, seu cachaceiro”. Meu primo pensou que eu estivesse brincando, porém eu falava bem sério com um sorriso falso nos lábios.

 

Ele parecia bem feliz para ter terminado com Yura, o que me deu certo alívio.

Randall puxou conversa com TaeYeon e a pirralha estava visivelmente entediada, com toda razão, pois Randall algumas vezes era um chato de galochas, principalmente quando estava bêbado. Conversa besta vai, conversa besta vem, Randall tocou no nome de Yura e instantaneamente meu corpo entrou novamente em alerta. Eu não precisava vê-los ao mesmo tempo como antigamente. Eu não precisava!

 

Randall e Yura nunca tinham terminado nada. Fiquei irritada por mamãe me obrigar a vir e me obrigar a ter que passar por essa “humilhação” de novo. Parecia até que queria me ver sofrer! Enquanto TaeYeon comia umas sobremesas diferentes que estavam espalhadas pela cozinha, fingia escutar meu primo, balançava a cabeça e dizia “Uhum” sempre que necessário. O cara não se tocava que era um pé no saco! Até eu sentia dó da pirralha.

Meu primo era muito responsável e se preocupava muito comigo, eu não reclamava muito e sempre o queria perto, mas as coisas agora são outras. Randall me criticou bastante em alto e bom tom para que todos os serviçais contratados ouvissem. E as informações que jogava era um prato cheio para a Kim usar contra mim a qualquer hora. Como nada mais estava acontecendo de interessante deixei a pirralha sendo torturada pelas baboseiras de Randy e decidi ir ao banheiro. Eu precisava jogar água no rosto e mamãe me seguiu para minha raiva aumentar. Entrei em meu quarto com ela em meu encalço.

 

 

- A senhora mentiu para mim! – Falei entre dentes. Toda a irritação contida por longos minutos começou a fluir por meu corpo. – Ela ainda está com Randy! Não acredito que vai me fazer passar por isso, mãe! – Esbravejei e ela suspirou.

 

- Você me desobedeceu, Stephanie! – Eu sabia que ela queria mudar de assunto com isso. – Fique longe de TaeYeon. Definitivamente ela não serve para você! TaeYeon não serve para a nossa família!

 

- E quem serve para mim, mãe? Yura? – Ri com desgosto. – Yura é malditamente apaixonada por Randy, mãe! – Levantei o tom. – Não acredito que está fazendo isso comigo! Levei anos para me “recuperar” de tudo, você sabe! E logo agora que eu finalmente consegui colocar isso de lado a senhora faz isso comigo?! Que ótima mãe você é!

 

 

Mamãe ficou em silêncio e rapidamente tratou de sair dali, batendo a porta com certa força. Se ela estava brava, eu estava mais ainda! Fui ao banheiro e como na minha intenção joguei água em meu rosto e respirei fundo. Enxuguei minha pele e pensei que tudo ficaria bem, afinal, era apenas esperar o jantar e ir embora.

Ainda fiquei um tempinho por ali, isolada de todos. Eu definitivamente não estava pronta para Yura aos beijos com Randall diante de mim como nos velhos tempos. Eu não queria vê-los juntos! Tudo tinha voltado com tanta força e eu nem tinha notado ao certo. Até que um barulho estrondoso veio lá debaixo. Me assustei e meu coração disparou, pois eu tinha certeza que TaeYeon era de alguma forma o motivo daquilo. Corri alarmada pelas escadas e driblei o povo que se amontoou na porta da cozinha. Justo onde Randall e TaeYeon estavam.

 

Fosse lá o que tivesse acontecido, empurrei esse meio mundo de gente apenas para dar de cara com TaeYeon caída e com o rosto sangrando. Entrei em desespero assim que vi todos dando suporte para Randy enquanto a pirralha estava no chão precisando de ajuda. Corri até ela e chamei seu nome algumas vezes. Ela estava prestes a perder a consciência quando olhei para o lado e vi Yura sorrindo em minha direção. Já ia levantar para tomar satisfação com ela e criar mais explosão na situação quando TaeYeon desmaiou em meus braços.

 

 

[ Tiffany Hwang / off ]  

 

 

...

 

[ Kim TaeYeon ]

 

 

Eu sabia que aquela “festa” que era mais uma recepção grande com um banquete no final de tudo, seria um porre de chata. Estava mais chata que o primo idiota da Tiffany, o tal de Randall que me pediu para chamá-lo de Randy. Tiffany estava ao meu lado, mas muito alheia às besteiras que aquele homem falava. Ela estava claramente incômoda e eu não fazia à mínima ideia do motivo. Dei de ombros e comecei a comer algumas coisas para forrar o estômago, apesar de não sentir muita fome.

O tal Randy me deixou entristecida com tanto tédio, também percebi que Tiffany estava murchando igual uma ameixa velha. Porém, a situação dela se reverteu quando o cara começou a falar sobre a tal de Yura, que era a noiva dele e estavam prestes a se casarem. Achei meio estranho a reação da patricinha, mas resolvi me concentrar em dizer “Uhum” e encher minha barriga, afinal, era o melhor que eu podia fazer ali naquela coisa chata. Minutos depois, descaradamente, a Hwang me abandona ali sozinha com o mongolão. Fiquei bem irritada com isso, poxa vida, ela deveria estar sempre ao meu lado. Era isso que ela queria, não era? Então que fosse fiel em suas palavras!

 

Momentos depois Randy foi chamado pela mãe de Tiffany e fiquei sozinha entornando comida para dentro. Pensei em procurar Sunny, mas fiquei sabendo que ela tinha ido para um outro lugar, não entendi direito quando perguntei para o primo dela. Fiquei bem distraída mesmo, bem ao ponto de me assustar quando senti uma mão tocar meu ombro de um jeito pouco delicado.

Me virei para encarar quem era e achei estranho ser aquela garota que não parou de encarar a mim e Tiffany quando entramos, sempre a Yura na área. Ela estava muito bonita naquele vestido preto e justo nos lugares certos. Neguei pensamentos bobos para evitar constrangimentos futuros.

 

 

- O que você é da Tiffany? – Yura, a noiva gostosa de Randy foi muito direta. Ela parecia uma desequilibrada. E notei que realmente era quando agarrou meu braço o apertando com um pouco de força, o que me fez derrubar a tortinha em mim, sujando minha blusa branca de recheio de framboesa. – Responde! – Disse entre dentes.

 

- Uhmm. Até o momento Tiffany é minha namorada. – Sorri com desdém e puxei meu braço rapidamente, ela soltou com raiva. – Por quê?

 

- Porque Tiffany é minha! Se afaste dela, ou... – Essa era boa. Uma doida que jurava ser dona da patricinha. Acabei sorrindo na maior cara de pau de sua ousadia. Fiquei esperando ela terminar a frase de ameaça quando...

 

 

Yura girou nossas posições tão rápido que não pude reagir, se empurrou contra o balcão e me fez prensar meu corpo no dela, puxando minha blusa e meu rosto para si. Tentei empurrá-la para longe, mas ela veio com mais força para cima e segurei em seus ombros firmemente. Foi aí que ela grudou os lábios nos meus. Entrei em estado de choque por alguns segundos, mas antes que eu pudesse tirá-la de perto, ela me empurrou e olhou para a porta com um olhar bem desesperado.

 

 

- Randy! Ela me atacou e me beijou a força! – Arregalei os olhos assim que aquele homem veio em minha direção.

 

 

A cínica foi para o outro lado da cozinha, que justo naqueles instantes estava vazia e sem testemunhas para me defenderem! Randy me puxou pela gola da blusa com tanta raiva e descontrole, que não pensou duas vezes antes de me atirar em cima de alguns suportes de comida. Eu bati minhas costas com força e por causa disso não consegui levantar.

Randy veio de novo em minha direção e mais uma vez agarrou minha blusa já imunda de suja. Eu toda estava coberta de comida e sem poder me defender direito. Aquele homem realmente estava furioso e começou a me desferir socos. Eram piores que daquele dia no posto de gasolina. Ele não queria me soltar e não parava de bater. Eu pensei que iria perder todos os meus dentes e morrer deformada, mas antes disso, o pai de Tiffany apareceu e o tirou de cima de mim. Yura correu para perto do noivo e fingiu estar assustada. O barulho das panelas e coisas de comida nos suportes haviam assustado todos, eu acho.

Fiquei ali quase sem poder respirar direito, eu deveria estar com o rosto destruído. Fiquei com vontade de chorar, mas antes de fazê-lo Tiffany já estava comigo, tentando me manter acordada. Eu apenas comecei a ver vultos, tudo começou a embaçar tão de repente que segundos depois tudo escureceu.

 

 

[ Kim TaeYeon / off ]

 



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