História Faking it. - Capítulo 22


Escrita por: ~

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Categorias Girls' Generation
Tags Girls' Generation, Taeny
Exibições 560
Palavras 2.541
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Famí­lia, Festa, Orange, Romance e Novela, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi *-*


Em primeiro lugar, este capítulo é calmo. Segundo, assistam Oh! o tanto que puderem para SNSD se tornar o primeiro grupo de kpop a ter 5 MVs com mais de 100M de views =) Terceiro e último, perdoem os erros e/ ou incoerência no capítulo, caso haja.

Capítulo 22 - Eu acreditar em Yura? I think not.


Fanfic / Fanfiction Faking it. - Capítulo 22 - Eu acreditar em Yura? I think not.

 

[ Tiffany Hwang ]

 

 

Ainda estava todo aquele alvoroço na cozinha e eu continuava segurando o corpo de TaeYeon tentando acordá-la. Randy tinha sido um verdadeiro covarde idiota ao bater numa garota adolescente e muito menor que ele. Felizmente papai veio me ajudar. Pegou a pirralha nos braços com cuidado e saímos facilmente quando os convidados nos deram passagem, somente quando estávamos caminhando em direção ao meu carro – para levá-la ao hospital – vi gotinhas de sangue manchando o chão deixando um rastro pelo caminho, ao que parecia TaeYeon tinha machucado também as costas. Fui para o banco traseiro e papai colocou-a deitada com a cabeça apoiada em minhas coxas, eu sabia que suas costas doíam - não tinha outra posição que eu pudesse sustentar seu peso. - Pedi-o para me passar a caixinha de lenços que estava no porta objetos, ele o fez depressa, logo após pôr o cinto e bater a porta com força. Partimos no máximo de velocidade permitida.

Tentei limpar o sangue que teimava em escorrer da boca e nariz dela. A pirralha iria mais uma vez ficar toda inchada e roxa. Minha culpa novamente? Talvez. Fiz o melhor que pude deixando o resto dela bem menos sujo - graças a Deus ela permanecia com todos os dentes nos lugares - e tirei sua franja lisa da frente dos olhos. Assim que TaeYeon começou a gemer de dor, tentei confortá-la, pois estava recobrando a consciência. Aos poucos fora abrindo os olhos, mas acho que ela não conseguia focar nada direito, pois segundos depois voltou a fechá-los. Nós havíamos sido muito irresponsáveis de levá-la por conta própria, quando o certo seria chamar uma ambulância, pois a equipe a levaria em maior segurança. Chegamos ao hospital em vinte e poucos minutos.

 

Papai desceu do carro feito um furacão e de novo pegou a pirralha nos braços, praticamente voando para dentro do local. Ele estava me saindo melhor que a encomenda! Como o lugar era particular, estava bem vazio e por isso um médico tratou de levar TaeYeon para o atendimento imediato, sabia lá como se chamava o processo. Nós ficamos sentados numa sala esperando alguma notícia dela, acho que não era nada de tão grave, mas confesso que me sentia muito preocupada.

A situação até permaneceria “calma”, caso Yura não tivesse brotado ali com minha mãe.

 

 

- Tiffany, nós precisamos conversar! – Exclamou Yura vindo e parando diante de mim. Não era possível que até nessas horas eu seria atormentada.

 

- Desculpe, mas “nós” não vamos conversar nada agora! “Nós” tem que voltar para casa e cuidar do noivo! “Nós” tem que dizer para o noivo que ele é um covarde cachaceiro! “Nós” tem que ficar longe de mim e de TaeYeon! E “nós” tem que dar explicações para os pais da minha namorada! – Falei com sarcasmo e Yura segurou a respiração por alguns segundos.

 

- A culpa é toda dela! Randy estava me defendendo! – Levantei bruscamente, encarando-a de um modo ruim. E minha raiva piorou quando mamãe começou a defendê-la. – Sua namoradinha me agarrou e me beijou a força! – Seu tom ríspido não me impressionou em nada. Fiquei em silêncio por poucos segundos e dei as costas para ambas.

 

- Você não pode nos ignorar, Stephanie! Não nos ignore!  – Disse mamãe, autoritária.

 

- Ah, não fode, mãe! – Meu tom subiu muito mais. – E sim, eu posso! E sim, eu vou! - Saí dali quase quebrando o chão de tão forte que pisava.

 

 

 Eu só não acreditava que a pirralha tinha feito algo assim. Era impossível, uma vez que ela não tinha intenção nenhuma de conhecer Yura, além de nem querer estar presente naquela recepção. Não sabia o que exatamente aquela mulher queria de mim acusando TaeYeon de forçá-la num beijo. Era um absurdo! Porque a pirralha era esperta o suficiente para saber onde estava e com quem estava.

Permaneci distante dela e de minha mãe, era muito óbvio que meu primo teria a mão passada na cabeça, porque todos sempre acreditavam nele. Eu queria esganar Randall por estragar a minha vida! Okay, ele não sabia um terço da bagunça que eram meus sentimentos por sua noiva, mas também isso não me impedia de querer espancá-lo até deformar toda a sua cara de imbecil!

...

 

Ao longe eu podia ver aquela invocação do mal falando com meu pai. Sabia que ela estava jorrando mentiras e defeitos sobre mim e sobre a minha “relação amorosa” com a pirralha. Pensando bem, Yura não tinha motivo nenhum para dar uma de ciumenta, pois era daquelas 100%  hetero! Mas sempre tem aquele hetero que tem a autoestima elevadíssima e acha que toda pessoa gay vai tentar agarrá-lo. Como também tem aquela mulher hetero que acha que é dona da amiga lésbica, porque sabe que a amiga tem um tombo por ela, aí fica de “cu doce” e “não me toque”, mas quando vê que não é mais objeto de interesse da trouxa, fica com ciúmes idiotas e quer empatar a foda alheia. Yura era desses dois tipos unidos, talvez.

Olhei para o meu celular várias vezes para conferir as horas, o médico estava demorando muito e minha preocupação com a pirralha aumentava. Era o peso na consciência e também o medo de ser xingada pelos pais de TaeYeon, porque não cuidei direito dela. Mais minutos passaram e finalmente aquelas duas foram embora, o que fez papai caminhar em minha direção com um olhar estranho. Gelada e apreensiva pelo que ele iria dizer me escorei na parede.

 

 

- Se veio me dar bronca por alguma coisa que mamãe e Yura disseram, é melhor ficar calado, pois é mentira! – Despejei antes dele se prostrar direito diante de mim. – Eu agradeceria muito se o senhor não falasse nada agora, por favor, estou pedindo!

 

- Eu não vim te dar bronca. E eu não conheço sua namorada o suficiente para dizer qualquer coisa. – Encarei papai um pouco incrédula, afinal, ele sempre era a favor da família e TaeYeon era uma estranha para ele. Se a pirralha e meu pai tiveram algum contato, garanto que não passou de três ou quatro vezes. – Mas, conheço minha filha mais velha o suficiente para saber que qualquer pessoa que escolha para estar ao seu lado é alguém confiável, e saiba que não vou medir esforços para apoiá-la.

 

 

Isso me aliviou o coração de um jeito tão drástico, que o nervosismo por causa da pirralha amenizou pela metade. Papai voltou para o assento e mal ele sentou o médico surgiu na minha frente. Fiz sinal para meu velho ficar onde estava, pois eu resolveria o assunto, ele só precisava me esperar e pagar a consulta.

O tal médico disse que a Kim estava bem, que realmente não fora nada grave. Depois que ouvi as palavras de um profissional, mesmo já sabendo disso, meu coração acalmou totalmente. TaeYeon havia cortado as costas e isso lhe rendeu belos vinte e cinco pontos. Ao fim do quadro clínico explicado, ele disse que eu poderia vê-la e aí sim chamei meu pai para me acompanhar. Ele jurava que eu namorava mesmo aquela canalha, mas não era um bom momento para desmentir nada.

 

Assim que entramos e fechamos a porta, a pirralha nos encarou já bem lúcida. Chegamos próximos da cama e meu pai sorriu para ela, porém não tivemos certeza se ela retribuiu o sorriso, porque estava com a região da boca bem roxa e alta. Papai falou algumas bobagens para TaeYeon reagir melhor, mas no fim o fiz sair do quarto porque ele iria começar a nos constranger a qualquer momento. Ele tinha passado da fase de não aceitar minha sexualidade para a fase de vou zoar com a sua cara até te fazer passar vergonha na frente de alguma garota.

 No momento em que a porta fechou de vez, suspirei bastante antes de começar a puxar algum assunto. Ela não iria me responder direito por motivos óbvios, mas ainda podia gesticular a cabeça num breve “sim” e “não”.

Comecei perguntando se ela havia agarrado Yura e a beijado a força, como eu esperava ela negou prontamente. Fiz mais algumas questões bestas se ela se sentia melhor e se já estava pronta para ir embora. TaeYeon não precisaria passar a noite no hospital, ainda bem. Era bem estranho tê-la em silêncio e olhando para mim o tempo todo. Fiquei muito sem jeito com isso, sabia que não era por mal, porque bocuda do jeito que era, no mínimo queria me dizer alguma coisa e não conseguia.

 

...

 

O caminho para a casa de TaeYeon fora bem animado. Meu pai contava umas histórias engraçadas sobre suas viagens e era impossível não rir. Ele estava sendo cruel com a pirralha porque cada tentativa de gargalhada era um gemido audível de dor. Esse papo bom e sem troca de farpas entre mim e a canalha durou até chegarmos em frente a sua casa.

Notei que ela também estava bem nervosa com a reação de seus pais. Eu não sabia muito o que dizer para eles e isso começou a fazer com que minhas mãos suassem descontroladamente. A porta do carro estacionado fora aberta e papai ajudou a pirralha a sair sem se machucar e logo em seguida desci. TaeYeon tocou o interfone e no instante que a senhora Kim abriu o portão, eu me tremi todinha. Entramos e claro que a primeira reação da mulher fora entrar em verdadeiro choque e desespero.

Enquanto ela conferia os machucados da filha, que constantemente rolava os olhos com aquela preocupação toda, deu tempo do pai de TaeYeon sair da caverna e finalmente exigir uma explicação plausível para aquele estrago todo. Fiquei em silêncio por um tempo pensando em algo para falar, já que a pirralha não conseguiria fazer esforço por tanto tempo com a boca para mentir, e repito, eu realmente não tinha nada a dizer. Três minutos de silêncio constrangedores, e então meu pai pigarreou e nos encarou com um olharzinho cúmplice.

 

 

- Em primeiro lugar, é um prazer conhecê-los. Minha filha falou muito bem de vocês hoje. – TaeYeon e eu semicerramos os olhos com a mentira deslavada, mas concordamos com acenos de cabeça. Os meus “sogros” ficaram satisfeitos com isso. – Em segundo, devemos-lhes uma explicação, não é mesmo? – Papai voltou a pigarrear e coçou a nuca, ele sempre fazia isso quando mentia para a mamãe só que ela nunca reparou nisso. – Bem, saibam que estou aqui pessoalmente para pedir desculpas por isso. Mas, também vim pessoalmente dizer que devo a vida de Stephanie à sua filha.

 

- O que TaeYeon aprontou dessa vez? – O pai da pirralha ergueu uma sobrancelha, meio desconfiado das palavras do papai. – Podemos saber como nossa filha salvou a vida de Tiffany?

 

- Sim, é claro. – Passei para o lado de TaeYeon e segurei sua mão. Teatro era tudo naquele instante e deveríamos ser convincentes. Meu pai continuou. – Stephanie nos apresentou hoje TaeYeon como sua namorada oficialmente. – Papai já começara a nos afundar na merda mais ainda. – Ficamos satisfeitos com isso. As meninas pediram para sair um pouco, sabe como é né?! – O pai de TaeYeon nos lançou um olhar engraçado, como se concordasse que a filha dele e eu precisássemos de um tempo juntas para certas intimidades. Rolei os olhos discretamente. – Demos a permissão porque todo casal merece tomar um tempo para namorar.

 

- Deixa que eu continuo, pai. – Me intrometi antes que eu começasse a passar mais vergonha por causa daquele rodeio todo. – Então, senhor, eu e TaeYeon fomos passear numa praça próxima de minha casa. Estava um pouco escuro, mas achamos que não teria mal nenhum. Ficamos conversando um pouco e TaeYeon resolveu nos comprar sorvete, por isso tive que ficar sozinha lá. – Pausei dramaticamente triste sem exageros. – Foi aí que alguns caras mal encarados me cercaram e pediram meu celular, mas eu não estava com ele e isso pareceu deixá-los bem irritados. Um deles desembainhou um canivete e justo na hora que ele ia me atacar TaeYeon o empurrou e passou o corpo na frente, e aquele idiota a feriu de raspão nas costas.

 

Os pais da pirralha quase tiveram um treco quando falei isso, mas a mentira tinha de ser mais detalhada, por isso continuei.

 

- Comecei a gritar por socorro e TaeYeon partiu para a briga. Mas, como estávamos em muita desvantagem eles apenas se aproveitaram para atacá-la covardemente. Eu corri para chamar meu pai e meu primo, mas quando chegamos à praça eles já tinham ido embora e a Tae já estava caída no chão, muito machucada.

 

 

A pirralha me olhava com uma cara de “pelo menos foi uma mentira decente”. Os meus “sogros” caíram direitinho. Nenhuma de nós arrumou encrenca e por ter salvo minha vida, TaeYeon fora liberada do castigo, o que não adiantou de nada, porque ela deveria ficar alguns dias em repouso.

Já estávamos nos despedindo quando tive que dar um beijo em TaeYeon. Todos estavam esperando por isso, não era algo que eu faria. A abracei com cuidado e sabia que ela estava se forçando a rir, porque a idiota deveria estar adorando a situação que estava metida. Já íamos saindo de lá quando TaeYeon me puxou para mais um selinho demorado, queria esganá-la, porém apenas retribui. E aí, ela me vem com um esforço do cão para perguntar.

 

- Mãe, a Tiffany pode dormir aqui comigo hoje?

 

A senhora mãe dela achou uma ótima ideia, o senhor Kim concordou de boa e até meu pai aprovou o pedido da indigente. Infelizmente tive que me despedir do papai e quando ele saiu, TaeYeon grudou a mão na minha e me deu mais um beijo. Eu só não a belisquei porque ela estava machucada, então subimos para o quarto de mãozinhas dadas e tudo.

No fim, eu achei engraçado. Tomei banho e a ajudei com o dela, óbvio que a pirralha me lançava aqueles olhares pervertidos, principalmente quando eu precisava passar minhas mãos em suas partes baixas para espalhar o sabonete. Um banho de dez minutos foi o suficiente, mas ela reclamou e eu nem me importei. Já tinha feito o bastante! Ajudei-a com seu “pijama”, que nem pijama era, se tratava de uma boxer e uma blusa grande e tive que me contentar com um de seus blusões confortáveis e um short daqueles folgadinhos também dela – óbvio - porque sem calcinha e exposta eu não dormiria!

 

 TaeYeon não demorou a cair no sono e tive que me espremer na cama junto a ela - porque não podia me espalhar - para não machucá-la. No meio da noite a Kim acordou reclamando das costas, então tive que levantar para dar-lhe uns comprimidos para dor, além de trocar os curativos e como fiquei sem alternativa, tive que puxá-la para dormir em meus braços. De modo que servi de seu travesseiro, aninhando-a em meu corpo num meio abraço – com o braço dela passando por minha barriga e cabeça encostando em meu peito - pois somente assim ela não teria contato das costas com o colchão. Confesso que peguei no sono mais rápido que o esperado, porque de algum jeito estar com ela pertinho me deixou tranquila. Isso era apenas a consciência me dizendo que ficaria tudo bem. Que eu não tinha culpa, eu acho. Era apenas minha consciência tranquila! Apenas a consciência!

 

 

[ Tiffany Hwang / off  ]

 


Notas Finais


Pronto, como eu disse lá em cima, foi um capítulo muito calmo. O outro não será =) TaeTae merece um descanso, não?! ;)

P.s.: TaeYeon teve ajuda no banho por causa do corte forte e "grande" nas costas, então meio que fica difícil de se posicionar sem doer e até de mexer partes do corpo, afinal são as costas... [ Só dizendo antes que alguém pergunte =) ]


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