História Falhas em Âmbares - Capítulo 1


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Categorias Harry Potter
Personagens Remo Lupin, Sirius Black
Tags Marauders, Marotos, Remus Lupin, Sirem, Sirius Black, Wolfstar
Exibições 28
Palavras 817
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Drabble, Luta, Magia, Mistério, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Homossexualidade, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


História reescrita e revisada.
Nenhum conteúdo relevante para o enredo foi modificado.

Capítulo 1 - Capítulo Único


FALHAS EM ÂMBARES

Seus olhos eram como um âmbar, tinham aquela característica cor dourada, raríssima de se encontrar. E seu valor era inestimável. Cristais que aprisionavam um ser dentro. Por vezes insetos pequeninos, por vezes monstros inimagináveis, hibernando no momento.

E aquelas pequenas jóias, quase magnéticas ao olhar, estavam prestes a romper e dar espaço para aquele terrível ser retornar à vida. O lobo precisava fugir, precisava estilhaçar aquela frágil prisão em forma de homem e sentir a relva sob suas patas. Precisava sentir o cheiro da floresta selvagem, sentir o ar entrar e queimar suas narinas, arrastando-se devagar por seus pulmões, fazendo cada célula vibrar.

Queria ser feroz, sentir a adrenalina correr nas veias de um humano fraco, ver as pupilas completamente dilatadas e tomadas pelo pavor, ouvir o grito de dor cortar a noite, sentir os pelos que se arrepiam, tremer pelos calafrios.

O monstro esperava, incontrolável, aquela fenda no âmbar se abrir, enquanto a lua subia devagar pela noite, torturando o dois serem que batalhavam pelo próprio lugar de direito. E a luz refletia nas pequenas folhas molhadas no chão do breu e os animais, correndo para se esconder, presenciavam a forma mais terrível de um ser, com um peso no mover-se. Lentamente, o jovem Lupin perdia-se na inconsciência, deixava o controle de lado e dava vida ao lobo. Ele não queria, não podia deixar que isso acontecesse, mas não era uma escolha, já não era uma opção. Existia somente a necessidade e a vibração dos frágeis nervos à espera da redenção. 

Sua carne putrefata rasgava como uma folha de papel conforme a luz da lua ia tocando sua pele. Aqueles olhos âmbares davam espaço para grandes íris negras e sombrias, fendas. Ossos iam sendo quebrados, afastados, trocados por uma nova estrutura de aço. As costelas se abriam, o focinho ia surgindo, os dentes cresciam em presas ferozes e loucas de vontade para enterrarem-se na tentação macia. Músculos e tendões eram dilacerados, e o sangue infectado pintava todo o velho laranja de vinho.

O mostro nascia e o jovem morria, agoniadamente, e os sentidos eram perdidos. Tudo era negro e, finalmente, aquele esperado sono chegava, depois de tanta angústia. A lua já estava no ápice, e toda a clareira era banhada com a luz prateada, e um novo ciclo de tortura começava, que só terminaria com a chegada daquela manhã tão brilhante. E o monstro, agora era livre.

Seus sentidos vibravam com as ondas, podia ouvir até aquela mísera minhoca imunda a rastejar. A noite fria fazia o ar quente do focinho do lobo condensar. As fendas negras giravam nas órbitas em busca da fonte daquele som tão deliciosamente sedutor.

E que o jogo comece.

Ele ouvia o sangue pulsar forte nas veias, sentia a endorfina, a excitação da presa ser liberada junto com pura adrenalina. Podia quase ver cada célula nervosa colapsar. Sua boca já salivava, era hora de caçar.

Correu o máximo que pôde, arrancando terra do chão em cada patada. Os músculos gritavam em êxtase, embora parecesse que a cada milímetro que se aproximava da criatura, mais longe ela parecia estar. O que só podia significar uma coisa: ela estava correndo e eles estavam jogando. Mas a presa era realmente rápida, a cada instante ela se perdia mais longe no bosque. Mas não era possível, humanos não correm tanto assim. Com toda a força que tinha, o lobo saltou na direção de que vinha aquele perfume humano torturante. Ele via a lua cheia refletida nas copas das árvores, via roupas rasgadas, sentia aquela presença quase palpável. Porém ali humanos não existiam.

Sentiu algo se mexer no arbusto atrás dele. Quer dizer então que a criaturinha decidiu parar de correr e se esconder! Presa estúpida. Não que ela fosse escapar daquelas garras de qualquer forma, mas se entregar assim tão facilmente não tinha gosto. O Lobo ficou morbidamente quieto, esperando que a presa voltasse a fugir, mas não aconteceu. Perambulou até o pequeno esconderijo e, com violência, arrancou as folhas que ainda estava lá. A única coisa que pôde ver, embora tal visão aprimorada, foi um borrão negro saltar por sobre a sua cabeça. Virou-se rapidamente para trás, já rosnando selvagemente, tremendo de ódio, pronto para saltar na jugular do ser e

E suas fendas encontraram outras duas.

Fendas de prata líquida, de um grande cão negro. Seus pelos eram longos e desordenados, e no focinho, um sorriso maroto, um latido libertino, uma risada lasciva. Realmente, eles estavam jogando. 

O lobo avançou sobre o cão e ele respondeu, encontrando-se violentamente com outro. Dentes e garras por todos os lados, eles rolavam pela grama úmida, deixando somente rastros por onde passavam. O lobo já não era mais lobo. O lobo era apenas uma parte daquele âmbar afinal. E aquele cão era a sutura daquela falha.  

Parecia que aquele grande cão domava aquele estúpido lobo. Parecia que aquele Sirius domava aquele estúpido Remus.

FIM



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