História Fall Of The Worlds - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Alienígenas, Apocalipse, Guerra, Sobrevivencia
Exibições 21
Palavras 2.522
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção, Ficção Científica, Romance e Novela, Sci-Fi, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Antes de mais nada galera, tenho alguns recadinhos para dar para você.

1. Eu havia dito anteriormente que postaria uma capítulo novo da estória toda a segunda-feira, mas decidi mudar para domingo, porque eu acho que é um dia mais tranquilo para leitura. Então, sempre passem por aqui no domingo que teremos um capítulo novo ^^

2. Eu realmente quero agradecer de coração todos os favoritos e comentários do capítulo anterior. Eu fiquei muito feliz com a recepção que a estória teve e por conta disso me esforçarei cada vez mais para melhorar para vocês.

3. Leiam as notas finais, pois tem uma coisa muito legal para vocês lá.

Enfim, acho que é isso. Vamos para o capítulo de hoje!

Capítulo 2 - Fox e Gospel


Fanfic / Fanfiction Fall Of The Worlds - Capítulo 2 - Fox e Gospel

Fox caminhava sozinha pelos corredores em ruínas do edifício. Mantinha as mãos firmes nas metralhadoras, caso algum Holocausto resolvesse aparecer para surpreendê-la. Aqueles corredores lhe traziam lembranças de um lugar que esteve antes. Um lugar sujo e fétido, onde os ratos faziam a festa todas as noites. Um lugar onde era impossível não ver baratas e as pulgas invadiam os colchões onde pessoas dormiam. Uma tremenda dor de cabeça tomou conta de Fox e, num flash de luz, as lembranças vieram na sua mente.

 

*****

 

“A sala da casa da comandante Fox era pequena, porém aconchegante. As paredes eram pintadas de um azul tão claro que lembrava os olhos puros de um recém-nascido. A lareira permanecia apagada, mas as manchas de fuligem indicavam que já aquecera a casa em muitos dias frios.

Fox permanecia sentada no sofá de couro preto, ela não vestia os trajes que eram utilizados nas batalhas contra Holocaustos, mas sim uma farda militar comum. Em sua frente, um homem de meia idade jazia sentado em uma poltrona, quase todo o seu cabelo grisalho já havia caído da sua cabeça, rugas começavam aparecer na sua face, mas elas não cobriam os traços que eram parecidos com os de Fox.

– Quer dizer que minha filha saiu de casa como soldado e agora é um tenente? – disse o homem – Quem diria que aquela doce menina que adorava brincar de boneca seria tão durona.

– Ora papai – Fox sorriu, coisa rara nos dias atuais – Eu dei o melhor de mim. Fui recompensada no fim de tudo.

– Bem, o que pretende fazer agora, querida?

– Seguir carreira. Quem sabe me tornar general e me unir aos superiores dos outros países por um bem maior?

– Agora sim está falando como aquela menininha meiga de alguns anos atrás. Eu tenho um presente para você.

O homem escondia em suas costas uma caixa feita de carvalho, que entregou à filha. Fox contemplou aquele objeto, tinha mais ou menos cinquenta centímetros de comprimento e a madeira tinha um brilho único e intenso. Quando Fox a abriu ela se espantou, a caixa era forrada com uma almofada vermelha e nela repousava um revólver magnum 38 com seis balas paradas ao seu lado.

– Papai – disse ela, boquiaberta – Esse é o seu revólver favorito.

– Ele me acompanhou muito enquanto estive no deserto, felizmente nunca tive que usá-lo. Estou lhe passando-o minha filha, como um presente. Vou rezar para que também não tenha que usá-lo.

Fox não disse mais nada, apenas se levantou e abraçou o seu pai. Mal sabia ela que aquele seria o último abraço que estava dando nele e que logo, muito antes dos Holocaustos, outro pesadelo a assombraria. Desertora! Desertora! Desertora!

 

*****

 

Fox estava parada no corredor com a mão sobre o revólver de seu pai. Não importa o quão boas eram as lembranças, mas aquela palavra sempre a corrompia. Desertora! Desertora! Desertora!

Um som ecoou na passagem à esquerda da comandante e ela, com os reflexos mais ágeis que tinha, sacou uma de suas metralhadoras e apontou para o corredor, vendo um vulto estranho virar à direita no fim da passagem. Como um predador à espreita da presa, Fox se movimentou pelo corredor, apontando a sua arma como se fosse uma seta.

Quanto mais se aproximava do fim do corredor, mais atenta ficava. E então, com toda a sua habilidade como soldado, ela se virou rapidamente para a direita e apontou a metralhadora para a pessoa que corria no corredor.

– Parado! – Fox gritou.

E o vulto caiu no chão. Muito vagarosamente, a comandante se aproximou e viu que se tratava de uma jovem. Ela tinha a pele morena clara, olhos castanhos, bem como o cabelo ondulado, que caía quatro dedos abaixo do ombro e sua franja estava para o lado esquerdo. Vestia-se de um jeito meio estranho, pois usava roupas parecidas com uma personagem de anime colegial e seu cabelo era decorado com várias presilhas coloridas. Quando ela encarou Fox, gritou alto. Mais do que depressa, a militar escondeu sua metralhadora.

– Não tenha medo. Não vou te machucar – a comandante esticou a mão para a menina.

– Fica longe de mim – ela gritou – Não encoste um dedo em mim.

– Calma! Eu estou aqui para ajudar.

De repente uma sensação estranha tomou conta da comandante e ela se virou depressa, bem a tempo de bloquear com as duas mãos um golpe de taco de baseball, que com certeza teria rachado seu crânio caso tivesse acertado. Aquele que desferiu o golpe era outro jovem, possuía cabelos pretos, estatura média, sua pele era um pouco avermelhada e em seu pescoço estava um colar com um símbolo de um círculo.

– Jota! Manddy! Tirem a Hato daqui – gritou o garoto.

Mais duas jovens vieram correndo do fim do corredor e ajudaram a garota a se levantar do chão. Uma delas era baixa, tinha cabelos castanhos e cacheados e um ótimo porte físico. A outra tinha cabelo marrom meio ruivo, olhos verdes e a pele clara, o que indicava que não tomava muito sol.

As três correram e despareceram por uma passagem à esquerda no fim do corredor. Fox continuava segurando o bastão de baseball do garoto, que não o largava por nada e usava todas as suas forças para se liberar das fortes mãos da comandante.

– Eu não vou machucá-los – disse Fox – Só quero ajudar.

– E aponta uma arma para a Hato? – gritou o jovem – Você deve ser um daqueles monstros disfarçados. Mas eu não vou deixá-lo pegar as minhas amigas.

O garoto guinou para frente, de modo que se Fox não tivesse um treinamento duro, ela teria caído de costas e com certeza teria seu crânio rachado pelo taco do garoto. Sem outra alternativa, a comandante segurou firme a arma feita de madeira, apoiou suas duas pernas com força no chão e curvou rapidamente o corpo para trás. Em um efeito de alavanca, o jovem foi arremessado para o alto, largando o taco e caindo de costas no chão sujo.

A mulher segurou firme o taco de baseball e encarou o garoto, que se levantou e fugiu pelo corredor.

– Espere! Não fujam! Eu quero ajudá-los!

Mas os gritos de Fox foram interrompidos por um imenso estrondo e uma nuvem de poeira tomou conta do lugar, alguma coisa tinha quebrado a parede. Quando a visão ficou mais nítida, Fox viu um imenso Holocausto. Ele vestia uma armadura que cobria todo o seu corpo, de forma que a única parte que ficava amostra eram seus imensos olhos amarelos. Em suas costas se encontrava um propulsor que lhe dava mais velocidade quando corria. O alien não portava nenhuma arma, mas suas luvas eram do tamanho de um pedaço de concreto e poderia facilmente esmagar ossos.

A comandante sacou suas armas e começou a disparar, mas com todo aquele metal espalhado pelo corpo, era impossível de ferir o inimigo. O monstro investiu contra ela e ergueu as duas mãos formando uma concha, as descendo em seguida na direção de Fox, que desviou dando um mortal para trás e caindo de pé. O golpe do Holocausto fez o chão ficar cheio de rachaduras.

– Droga – ela praguejou – Esse lugar é muito pequeno para um combate corpo-a-corpo. Preciso voltar para o hall de entrada.

Mas ela sabia que voltar para lá seria difícil, pois o Holocausto bloqueava o caminho e cada vez mais se aproximava dela. O monstro segurou forte os seus braços e colocou seu ombro direito para sempre, o propulsor em suas costas começou a emanar uma luz azul e o Holocausto foi para cima da comandante mais rápido que um raio.

Ele acertou Fox e a empurrou com toda velocidade, jogando-a contra a parede de concreto, que rachou com o impacto. A comandante caiu de joelhos, atordoada e sangue escorreu do canto da sua boca. Levantou-se com muita dificuldade, uma dor alucinante invadia seu abdômen e ela gemeu quando finalmente conseguiu se por de pé.

O Holocausto recuou alguns passos e seu propulsor se ligou novamente. A jovem limpou o sangue que saía de sua boca e se preparou para a próxima investida do inimigo, que a atacou como um touro ao ver o toureiro balançar a muleta. Mas ao invés de desviar o ataque, Fox correu na direção do monstro e quando estavam prestes a se chocarem, deslizou no chão e passou entre as pernas do alien. O Holocausto acertou a parede e um buraco apareceu no lugar.

Fox correu o mais depressa que pode pelos corredores que já tinha transitado até chegar ao hall de entrada, onde todos os Liberty Wolves a aguardavam.

– Posição de batalha! – ela gritou – Temos problemas!

– O que está acontecendo? – perguntou Lockon.

Mas Fox não precisou explicar, pois a parede quebrou e o Holocausto apareceu diante de todos. Os soldados apontaram as suas armas para o inimigo, prontos para disparar.

– É inútil – disse Fox – A armadura dele é impenetrável.

– Então como vamos vencê-lo? – perguntou Scarlate.

– Bem, se armas de fogo não adiantam – Gospel andou na direção de Fox e parou próximo a ela – Acho que teremos que mostrar para ele umas coisas que sabemos. Certo, comandante?

– Espero que tenha treinado, Gospel.

– Na verdade eu ando meio enferrujado – o negro desembainhou das suas costas uma katana longa e afiada – Mas garanto que ainda sei como usar isso.

– Bom isso já deve bastar. Escutem todos – Fox gritou – Protejam o Lone Knight e caso qualquer coisa aconteça com nós dois, atirem nas partes descobertas pela armadura e rezem para que consigam vencer.

A comandante guardou suas armas e junto de Gospel, começaram a se aproximar do inimigo. O Holocausto observou os dois e soltou um som estranho do fundo da garganta, o que provavelmente devia ser uma gargalhada.

O monstro partiu para cima, preparou seus braços para socar os oponentes, mas Fox rolou para o lado e golpeou a barriga dele com um chute. O golpe não o feriu, mas fez o Holocausto cambalear para trás. Gospel aproveitou a brecha e golpeou o monstro num vão da armadura que ficava no ombro esquerdo. A katana dilacerou a carne da criatura e fez com que o braço fosse decepado. Sangue azul, característico do Holocausto, tingiu o chão. A criatura urrou de dor.

– Fraco – disse Gospel, decepcionado – Esperava um desafio de verdade.

– Não o subestime só porque o feriu – Fox retrucou – Ele é mais forte do que parece.

Como a própria comandante falara, o monstro logo se recuperou e os encarou com fúria em seus olhos. Gospel brandiu mais uma vez sua katana e partiu para a briga, mas o Holocausto lhe acertou um soco no rosto que o fez rolar no chão. Fox arriscou outro golpe de Kung Fu, mas a criatura a segurou pelo pescoço e a ergueu.

Vendo aquela cena, Lockon segurou a sua arma e se preparou para atirar, mas Goldman segurou a sua mão, o impedindo.

– O que pensa que está fazendo, Goldman? Não está vendo que eles vão ser mortos por aquele Holocausto?

– Não interfira na luta da comandante Fox e do Gospel, Lockon.

– Mas...

– Apenas assista. Você é novo nos Liberty Wolves e ainda não viu os dois em ação. Observe e curta cada momento – Goldman estava com um sorriso nos lábios.

– Ei! Holocausto nojento! – gritou Gospel.

Ele se levantou sem problema algum e segurou firme sua katana, um corte em sua testa sangrava, mas mesmo assim, não parecia que o golpe do Holocausto tinha causado danos maiores. Ao ver que Gospel se recuperara, Fox sacou uma de suas armas e acertou uma coronhada na cabeça do monstro, que não se feriu, mas o impacto fez a armadura vibrar e a pressão exercida no pescoço da garota diminui. Aproveitando essa brecha, ela se livrou das mãos do Holocausto e agarrou seu pescoço, lhe dando uma chave de braço, derrubando-o de joelhos. A criatura começou a se debater para se livrar do aperto dos braços da comandante Fox.

– Agora Gospel! – ela gritou.

Gospel segurou sua katana com as duas mãos e avançou na direção do inimigo, que tentava se livrar de Fox. Ao se aproximar, o soldado cravou sua espada no olho esquerdo do Holocausto, que emitiu um urro de congelar a alma, o sangue azul começou a jorrar conforme cada vez mais a lâmina entrava.

– Game Over para você grandão! – Gospel sorriu.

Ele arrancou a katana com tudo e mais sangue jorrou, Fox soltou o Holocausto que se pôs de pé com dificuldade e começou a cambalear pelo local até desabar no chão sem vida. Os Liberty Wolves vibraram com a vitória.

– Isso só pode ser piada!? – disse Lockon.

– Eu não te disse? – Goldman sorriu.

Fox e Gospel se aproximaram do grupo, ele embainhou sua arma, cuja lâmina ainda estava suja de sangue Holocausto. O silêncio dos soldados foi quebrado por um forte abalo que fez toda a estrutura do prédio tremer.

– O que foi isso? – perguntou Scarlate.

– Holocaustos – disse Fox – Devem ter invadido o local pelo buraco deixado por aquele monstro.

– Ótimo, esse dia não podia ficar melhor – Lockon ironizou – E tudo graças a quem? À nossa querida comandante Fox, é claro.

– Se não fosse o momento Lockon, eu juro que encheria o rosto de balas – Fox o fuzilou com o olhar.

– Não é hora para discussões – protestou Goldman – Temos que arrumar um jeito de sair daqui ou tudo o que passamos até agora terá sido em vão.

– Ei pessoal! – gritou Karon – Venham ver uma coisa.

O soldado apontava para um pequeno buraco na parede de concreto. Fox se aproximou dele e olhou para fora, ela logo viu o que o soldado apontara. No fim da rua se encontrava um tanque de guerra, provavelmente deixado ali pelo exército durante o ataque Holocausto em Nova Iorque.

– Será que ainda funciona? – disse Fox.

– Eu não sei, comandante – falou Karon – Mas acho que é a única alternativa que temos, afinal, mesmo que conseguíssemos um helicóptero para fugir, os Holocaustos poderiam derrubá-lo facilmente.

– Mas não sabemos há quanto tempo aquele tanque está lá. Pode ser que nem funcione mais ou até mesmo esteja sem combustível. É um tiro no escuro.

– Já contamos com a sorte muitas vezes – disse Gospel – Na verdade, estamos contando com a sorte desde que esses malditos aliens invadiram nosso planeta. De qualquer modo, por mais suicida que esse ideia possa parecer, ficar aqui dentro é morte na certa.

– Ele tem razão – Lone Knight resistia à dor do ferimento – São só alguns quilômetros até o tanque.

– Mas você está ferido, soldado – disse Fox – Será muito difícil para você.

– Não importa, comandante. Estou disposto a aguentar a dor, desde que signifique o bem de todos os Liberty Wolves.

Fox encarou a todos e viu o quão disposto estavam os soldados a tentarem o tanque de guerra como única alternativa de fuga. Até mesmo Lockon parecia estar disposto, pois não reclamou do plano.

– Pois muito bem – disse Fox – Lockon e Karon vão carregar o Lone Knight. Gospel e Goldman darão cobertura a vocês, enquanto eu e Scarlate vamos na frente, matando todos aqueles Holocaustos que ficarem no caminho.

Fox se virou e encarou o buraco na parede, vendo uma pequena parte do tanque que estava no fim da rua.

– Que Deus nos ajude e que a sorte esteja do nosso lado.


Notas Finais


Pare encerrar galera, eu gostaria muito de recomendar uma história para vocês. Ela é uma one-shot escrita pela mais nova amiga minha aqui no site, a AelinGalathyniu! E acreditem, foi uma das melhores (senão a melhor) fic que eu já li por aqui. Nesse capítulo ela mistura várias referências à várias mitologias, então se você gosta do tema, nem preciso dizer que deve ler essa história ^^ Vou deixar o link aqui e, se vocês se interessarem, passem lá dar uma conferida e um apoio para essa grande escritora, garanto que não se arrependerão.

https://spiritfanfics.com/historia/between-the-stars-7108232

E é isso galerinha, domingo que vem tem mais e espero que esse capítulo seja do agrado de vocês como o último foi. Até a próxima!


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