História Fallen - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Fallen
Personagens Ariane Alter, Callie, Cameron Briel, Daniel Grigori, Gabrielle "Gabbe" Givens, Lucinda "Luce" Price, Mary Margaret "Molly" Zane, Pennyweather "Penn" Van Syckle-Lockwood, Personagens Originais, Randy, Roland Sparks, Sophia Bliss, Tessriel "Tess", Todd Hammond, Trevor
Exibições 19
Palavras 6.089
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Mistério, Sobrenatural, Suspense
Avisos: Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Muitos de vcs não vão ler até o final q eu sei, mais gente vcs q são lunáticos no filme e livro fallen vcs vão adorar essa história

Capítulo 1 - Capítulo 1


Fanfic / Fanfiction Fallen - Capítulo 1 - Capítulo 1

Luce planejava manter seus olhos fechados durante todas as seis horas do voo através do país, da Geórgia para Califórnia, até o momento em que as rodas do avião encostassem no chão de São Francisco. Adormecida, ela achava bem mais fácil fazer de conta que já estava com Daniel. Parecia que uma vida havia se passado desde que ela o tinha visto, apesar de ter se passado somente alguns dias. Desde que eles haviam se despedido na sexta-feira de manhã, Luce sentia o corpo todo meio grogue. A ausência da voz dele, do seu calor, do toque das suas asas: tinha penetrado em seus ossos, como uma estranha doença. Um braço encostou contra o seu e Luce abriu seus olhos. Ela estava cara a cara com um cara de olhos arregalados e de cabelos castanhos, alguns anos mais velho que ela. ― Desculpa. Os dois falaram ao mesmo tempo, cada um recuando alguns centímetros em cada lado do braço da poltrona do avião. Do lado de fora da janela, a visão era surpreendente. O avião estava fazendo sua descida em São Francisco e Luce nunca havia visto nada como aquilo antes. Enquanto eles traçavam o lado sul da baia um sinuoso afluente azul parecia cortar através da terra em seu caminho para o mar. O fluxo dividia um vibrante campo verde de um lado de um redemoinho de algo vermelho claro e branco do outro. Ela pressionou sua testa na janela dupla de plástico e tentou ter uma visão melhor. ― O que é aquilo?— ela se perguntou em voz alta. ― Sal —‖o cara respondeu apontando. Ele se inclinou mais perto. ― Eles retiram do Pacifico. ‖ A resposta era tão simples, tão... humana. Quase uma surpresa depois do tempo que ela havia passado com Daniel e o outro – ela ainda estava sem pratica de usar o termo literal – anjos e demônios. Ela olhou através da água azul-escura que parecia se esticar eternamente. Sol sobre a água sempre significou amanhecer para Luce, criada na costa do Atlântico. Mas aqui era quase meia noite. ― Você não é daqui, é?― seu colega de assento perguntou. Luce sacudiu a cabeça, mas segurou a língua. Ela continuou olhando para fora da janela. Antes de deixar Geórgia nesta manhã, Sr. Cole havia instruído-a sobre manter-se discreta. Os outros professores haviam sido avisados que os pais de Luce haviam pedido sua transferência. Isso era uma mentira. Até onde os pais de Luce, Callie e qualquer outra pessoa sabiam, ela ainda estava matriculada. Há algumas semanas, isso iria enfurecê-la. Mas as coisas que haviam acontecido naqueles dias finais na Sword&Cross haviam transformado Luce numa pessoa que levava o mundo mais seriamente. Ela havia vislumbrado uma foto de outra vida – uma dentre tantas que ela havia dividido com Daniel antes. Havia descoberto um amor mais importante para ela que qualquer coisa que havia pensado ser possível. E então havia visto tudo isso ser ameaçado por uma velha louca empunhando uma adaga que ela achava que podia confiar. Havia mais gente lá fora como a Senhorita Sophia, isso Luce sabia. Mas ninguém havia lhe dito como reconhecê-los. A Senhorita Sophia havia parecido normal até o final. Poderiam os outros parecer tão inocentes quanto... esse cara de cabelos castanhos sentado próximo a ela? Luce engoliu em seco,dobrou as mãos em seu colo e tentou pensar em Daniel. Daniel estava levando-a a algum lugar a salvo. Luce imaginou-o esperando por ela em uma daquelas cadeiras bde plástico cinza de aeroporto, cotovelos nos joelhos, sua cabeça loira enfiada entre os ombros. Se balançando para frente e para trás em seu tênis pretos Converse. Se levantando a cada alguns minutos para andar ao redor do carrossel de bagagens. Teve um solavanco quando o avião tocou o chão. De repente ela estava nervosa. Ele estaria tão feliz de vê-la quanto ela? Ela se focou no desenho marrom e bege do assento em frente a ela. Seu pescoço parecia duro da longa viagem e suas roupas tinham um rançoso, abafado cheiro de avião. A tripulação vestida de azul marinho do lado de fora parecia estar levando um tempo anormalmente longo para direcionar o avião até a ponte de saída dos passageiros. Seus joelhos sacudiam com impaciência. ― Então você vai ficar na Califórnia por algum tempo? ― o cara próximo a ela ofereceu um sorriso preguiçoso que só fez Luce mais ansiosa para se levantar. ― Por que você perguntaria isso?― ela respondeu rapidamente. ―O que o faria pensar isso?‖ Ele piscou. ― Pela enorme mala vermelha e tudo mais. Luce se afastou dele. Ela nem havia notado aquele cara até dois minutos atrás, quando ele havia encostado nela, acordando-a. Como ele sabia sobre a bagagem dela? ― Ei, nada assustador― ele a lançou um olhar estranho. ―Eu só estava parado atrás de você na fila quando você fez o check in.‖ Luce sorriu sem jeito. ― Eu tenho namorado― fluiu pela boca dela. Instantaneamente suas bochechas avermelharam. O cara tossiu. ― Entendido.‖ Luce fez um careta. Ela não sabia por que havia dito aquilo. Ela não queria ser rude, mas a luz do cinto de segurança havia apagado e tudo que ela queria era passar pela cara e sair do avião. Ele deve ter tido a mesma ideia, porque ele avançou para trás no corredor e passou sua mão para frente. O mais educadamente que ela pode, Luce passou por ele, empurrando-o e delimitando a saída. Somente para ser pega em um gargalo de agonizante lentidão na ponte de saída de passageiros. Silenciosamente amaldiçoando todos os casuais californianos se embaralhando em frente a ela, Luce ficou na ponta dos pés e mudou de um pé para o outro. Quando ela colocou o pé no terminal, já havia ficado meio louca com a impaciência. Finalmente ela conseguia se mover. Ela passou eficientemente através da multidão e esqueceu-se do cara que havia conhecido no avião. Ela se esqueceu de se sentir nervosa por nunca ter estado na Califórnia na vida – nunca havia estado mais longe do que Branson, Missouri, naquela vez que seus pais a arrastaram para ver Yakov Smirnoff se apresentar. E pela primeira vez em dias, ela até se esqueceu brevemente das terríveis coisas que viu na Sword&Cross. Ela estava se dirigindo na única coisa no mundo que tinha o poder de fazê-la se sentir melhor. A única coisa que podia fazê-la sentir que a angústia que ela havia passado – todas as sombras, a batalha irreal no cemitério e, pior de tudo, o coração partido pela morte de Penn – podia valer a pena sobreviver. Lá estava ele. Sentado exatamente como ela havia imaginado que ele estaria, no final de uma fileira de tristes cadeiras cinzentas, próximo a uma porta automática que ficava abrindo e fechando atrás dele. Por um segundo, Luce ficou parada aproveitando a vista. Daniel estava usando chinelos e jeans escuros que ela nunca havia visto antes, e uma camiseta vermelha esticada que estava rasgada próximo ao bolso na frente. Ele parecia o mesmo, e ao mesmo tempo de alguma maneira diferente. Mais descansado do que havia estado quando disseram adeus no outro dia. E era só que ela sentia tanto a falta dele ou apele dele estava ainda mais radiante do que ela se lembrava? Ele olhou para cima e finalmente a viu. O sorriso dele praticamente brilhava. Luce saiu correndo em direção a ele. Em segundos, os braços dele estavam ao seu redor, o rosto dela enterrado no peito dele e Luce soltou o mais longo e profundo suspiro. A boca dela encontrou a dele e eles afundaram em um beijo. Ela ficou solta e feliz nos braços dele. Ela não havia percebido até agora, mas parte dela se perguntava se o veria de novo, se tudo aquilo podia ter sido um sonho. O amor que ela sentia, o amor recíproco de Daniel, tudo ainda parecia surreal. Ainda presa no seu beijo, Luce beliscou levemente seu braço. Não é um sonho. Pela primeira vez em que ela nem sabia há quanto tempo,ela se sentia em casa. ― Você está aqui― ele sussurrou no ouvido dela. ― Você está aqui. ― Nós dois estamos aqui. Eles riram, ainda se beijando, devorando cada pedaço do doce embaraço por estarem se reencontrando. Mas quando Luce menos esperava, sua risada se tornou um fungar. Ela estava procurando por uma maneira de dizer o quão difícil os últimos dias tinham sido para ela – sem ele, sem ninguém, meio dormindo e semiconsciente de que tudo havia mudado – mas agora nos braços de Daniel, ela falhava em encontrar as palavras. ― Eu sei― ele falou. ― Vamos pegar sua bagagem e sair daqui. Luce se virou em direção ao carrossel de bagagens e encontraram seu vizinho do avião parado em frente a ela, as alças da enorme bolsa dela agarrados nas mãos dele. ― Eu vi isso passar― ele falou, um sorriso forçado no rosto dele, como se ele estivesse até o fim tentando provar suas boas intenções. ―É sua, não é?‖ Antes que Luce tivesse tempo de responder, Daniel aliviou o cara da pesada bolsa, usando somente uma mão. ― Obrigado, cara. Eu tomo conta daqui ― ele falou decisivamente o bastante para encerrar a conversa. O cara assistiu Daniel deslizar sua outra mão ao redor da cintura de Luce e carregá-la dali. Essa era a primeira vez desde a Sword&Cross que Luce havia sido capaz de ver Daniel como o mundo via, sua primeira chance de se perguntar se as outras pessoas podiam notar, só de olhar, que havia algo extraordinário sobre ele. Então eles saíram pela porta de correr de vidro e respiraram o primeiro ar verdadeiramente da costa oeste. O ar do inicio de novembro tinha a sensação de fresco e rápido e saudável de alguma maneira, não úmido e frio como o ar de Savana naquela tarde quando o avião havia partido. O céu era um brilhante azul,nenhuma nuvem no horizonte. Tudo parecia novo – resplandecente e limpo – até o estacionamento tinha filas e filas de carros recém-lavados. Uma linha de montanhas emoldurava tudo, marrom amarelada com pontos de arvores verdes irregulares, um morro rolando até o outro. Ela não estava mais na Geórgia. ― Eu não consigo me decidir se estou surpreso ― Daniel brincou.― Eu deixo você fora da minha asa por dois dias e outro cara já aparece. Luce revirou os olhos. ― Qual é. Nós mal nos falamos. Mesmo, eu dormi durante todo o voo ― ela o cutucou. ― Sonhando com você. Os lábios franzidos de Daniel se transformaram em um sorriso e ele deu um beijo no topo da cabeça dela. Ela ficou parada, querendo mais, nem percebendo que Daniel havia parado na frente do carro. E não qualquer carro, um Alfa Romeo preto. O queixo de Luce caiu quando Daniel destrancou a porta do passageiro. ― E-esse... ―ela gaguejou. ―Esse é... você sabia que esse é o meu absoluto carro dos sonhos? ― Mais que isso― Daniel riu ―esse costumava ser seu carro. ‖ Ele riu quando ela praticamente pulou com as palavras dele. Ela ainda estava se acostumando com a parte de reencarnação da história deles. Era tão injusto. Um carro todo com o qual ela não tinha nenhuma memória.Vidas inteiras que ela não conseguia se lembrar. Luce estava desesperada para saber sobre elas, quase como se fossem parentes dos quais ela havia sido separada no nascimento. Ela colocou sua mão no pára-brisa, procurando por um resquício de algo, por um déjà vu. Nada. ― Foi um presente dos seus pais pelo seu aniversario de dezesseis anos a umas duas vidas atrás ― Daniel olhou para os lados, como se ele estivesse tentando se decidir o quanto dizer. Como se ele soubesse que ela estava faminta por detalhes, mas podia não conseguir engolir muitos de uma vez só. ―Eu acabei de comprar de um cara em Reno. Ele comprou após você, uh... bom, após você... Espontaneamente entrar em combustão, Luce pensou, sentindo a amarga verdade que Daniel não diria. Aquela era a única coisa que sabia sobre seu passado: o final raramente mudava. Exceto que dessa vez mudou. Dessa vez eles podiam segurar as mãos, beijar, e... ela não sabia o que mais eles podiam fazer. Mas ela iria descobrir. Ela se segurou. Eles tinham que ser cuidadosos. Dezessete anos não era o bastante, e nessa vida, Luce estava decidida a ficar para ver o que era realmente estar com Daniel. Ele limpou a garganta e bateu no brilhante capô preto. ―Ainda anda como um campeão. O único problema é... Ele olhou para o pequeno porta malas do conversível, e então para a bolsa de Luce, e então de volta para o porta mala. Sim, Luce tinha o terrível habito de carregar bagagens exageradas, ela havia sido a primeira a admitir. Mas pela primeira vez, não tinha sido culpa sua. Ariane e Gabbe haviam arrumado suas coisas do quarto na Sword&Cross, cada peça de roupa preta e não preta que ela nunca teve a chance de usar. Ela havia estado ocupada demais se despedindo de Daniel e de Penn para fazer as malas. Ela se contraiu sentindo-se culpada por estar ali na Califórnia com Daniel, tão distante de onde havia deixado sua amiga enterrada. Isso não parecia justo. Sr. Cole ficava reafirmando ela que Srta. Sophia ia responder pelo que havia feito, mas quando Luce tinha pressionado-o sobre o que ele queria dizer exatamente, ele mexeu no bigode e se esquivou. Daniel olhou desconfiado ao redor do estacionamento. Ele abriu o porta malas, a bolsa massiva de Luce em sua mão. Era impossível de caber, mas então houve um leve som de sucção vindo de detrás do carro e a bolsa de Luce começou a encolher. Um momento depois, Daniel fechou o porta-malas. Luce piscou. ― Faça aquilo de novo! Daniel não riu. Ele parecia nervoso. Ele deslizou para o banco do motorista e ligou o carro sem nenhuma palavra. Essa era uma coisa nova e estranha para Luce: ver o rosto dele parecer tão sereno na superfície, mas conhecê-lo o bastante para sentir algo mais profundo por baixo. ― O que foi? ― Sr. Cole lhe falou sobre manter a descrição, não falou? Ela assentiu com a cabeça. Daniel manobrou o carro para fora da vaga, então saiu do estacionamento deslizando o cartão de crédito na maquina na saída. ―Aquilo foi idiota. Eu deveria ter pensado... ―Qual é o problema?― Luce colocou seu cabelo escuro para trás da orelha enquanto o carro começou a acelerar. ― Você acha que colocando minha bolsa na porta malas vai atrair a atenção de Cam?‖ Daniel tinha um olhar distante e sacudiu sua cabeça. ―Não Cam. Não. ―Um momento depois, ele apertou o joelho dela. ― Esqueça que eu falei alguma coisa. Eu só... Nós dois só precisamos ter cuidado. Luce o ouviu, mas estava sobrecarregada para ouvir com atenção. Ela amava assistir Daniel manobrar a direção enquanto eles pegavam a rampa para a rodovia e passavam pelo tráfego, amava sentir o vento bater no carro enquanto aceleravam em direção ao gigantesco horizonte de São Francisco; amava – mais que tudo – apenas estar com Daniel. Na própria cidade de São Francisco, a estrada se tornou bem mais cheia de   ladeiras. Cada vez que eles atingiam um pico e começavam a descer outro,Luce tinha uma visão da cidade. Parecia antiga e nova ao mesmo tempo:arranha-céus com janelas espelhadas iam de encontro a bares e restaurantes que pareciam ter um século. Pequenos carros alinhados nas ruas,estacionados em ângulos que desafiavam a gravidade. Cachorros e carrinhos de bebês por todos os lados. O brilho azul da água ao redor da cidade toda. E o primeiro vislumbre da ponte Golden Gate a distancia. Os olhos dela corriam ao seu redor tentando acompanhar todas as vistas. E mesmo ela tendo passado a maior parte dos seus últimos dias dormindo, Luce de repente se sentiu uma onda de exaustão. Daniel esticou seu braço ao redor dela e guiou sua cabeça até seu ombro. ― Um fato pouco conhecido sobre anjos: nós fazemos ótimos travesseiros.‖ Luce riu, erguendo sua cabeça para beijar a bochecha dele. ― Eu não poderia dormir― ela falou, esfregando o nariz no pescoço dele. Na ponte Golden Gate, multidões de pedestres, motociclistas e corredores flanqueavam os carros. Bem abaixo estava a brilhante baía, lotada com barcos brancos e o indicio de um pôr-do-sol com notas de violeta. ― Faz dias que não nos vimos. Eu quero recuperar o tempo perdido ― ela falou. ― Me diga o que tem feito. Me diga tudo. Por um instante, ela pensou ter visto as mãos de Daniel tencionarem ao redor da direção. ― Se seu objetivo é não dormir― ele falou, abrindo um sorriso ― então eu realmente não devia entrar nos detalhes da reunião de oito horas do Conselho dos Anjos que eu fiquei preso o dia todo ontem. Veja, o conselho se encontrou para discutir uma emenda para a proposta 362B, que detalha a sanção formatada para a participação de querubins no terceiro circuito de... ― Ok, eu entendi. Luce deu um tapa de brincadeira nele. Daniel estava brincando, mas era um estranho e novo tipo de piada. Ele estava realmente sendo aberto com relação a ser um anjo, o que ela amava – ou ao menos iria amar uma vez que tivesse um pouco mais de tempo para processar. Luce ainda sentia como se seu coração e cérebro estivessem lutando para acompanhar as mudanças na vida dela. Mas eles estavam juntos de novo e para sempre agora, então tudo era definitivamente mais fácil. Não havia mais nada para separá-los. Ela puxou o braço dele. ― Ao menos me diga onde nós estamos indo. Daniel se esquivou e Luce sentiu um nó de frio se desdobrar dentro do peito dela. Ela se moveu para colocar sua mão na dele, mas ele se mexeu para mudar de marcha. ― Uma escola em Fort Bragg chamada Shoreline. As aulas começam amanhã. ― Nós vamos nos matricular em outra escola? Porquê? Soava tão permanente. Isso era para ser uma viagem provisória. Os pais dela nem sabiam que ela havia saído do estado da Geórgia. ―Você vai gostar de Shoreline. É bastante progressiva e bem melhor que a Sword&Cross. Eu acho que você poderá... se desenvolver aqui. E nenhum mal irá acontecer com você. A escola tem uma qualidade especial de proteção. Uma camuflagem em forma de escudo. ‖ ― Eu não entendo. Por que eu preciso de um escuto protetor? Eu pensei que vindo para cá, para longe da Srta. Sophia, era o bastante.‖ ― Não é só a Srta. Sophia ― Daniel falou baixo. ― Existem outros. ― Quem? Você pode me proteger de Cam, ou Molly, ou quem quer que seja. Luce riu, mas a sensação fria no peito dela se espalhou para seu estômago. ― Não Cam ou Molly, também. Luce, eu não posso falar sobre isso.‖ ― Vai ter alguém que conhecemos lá? Algum outro anjo? ― Tem alguns anjos lá. Nenhum que você conheça, mas eu tenho certeza que irão se dar bem. Tem mais uma coisa ― o tom dele era sem inflexão enquanto ele olhava a sua frente. ― Eu não vou me matricular. Os olhos dele nenhuma vez se desviaram da estrada. ― Só você. É por pouco tempo. ― Quão pouco? ― Algumas... semanas. Se tivesse sido Luce atrás do volante, aquele seria o momento que ela iria pisar no freio. ― Algumas semanas? ― Se eu pudesse ficar com você, eu ficaria ― a voz de Daniel era tão sem inflexão, tão nivelada, que fez Luce ficar ainda mais aborrecida. ―Você viu o que aconteceu com a sua bolsa e o porta malas. Aquilo foi como atirar um sinalizador no céu para deixar todos saberem onde estamos. Para alertar qualquer um que estiver procurando por mim – e por mim, eu quero dizer você. Eu sou fácil demais de achar, fácil demais para que os outros rastreiem. E aquele truque com a sua bolsa? Aquilo não é nada comparado com as coisas que eu faço todos os dias e que atrairia a atenção de... ― ele sacudiu a cabeça veemente. ― Eu não vou colocar você em perigo, Luce, não vou. ― Então não coloque. O rosto de Daniel pareceu aflito. ― É complicado. ― E me deixe adivinhar: Você não pode explicar. ― Eu queria poder. Luce recolheu seus joelhos até o peito, se afastou dele, recostando-se contra a porta do carona, se sentindo de alguma forma claustrofóbica sob o grande azul céu da Califórnia. Por meia hora os dois ficaram em silêncio. Dentro e fora de trechos de fumaça, para cima e para baixo no arenoso e árido terreno. Eles passaram placas para Sonoma e enquanto o carro cruzava através do exuberante verde dos vinhedos. Daniel falou. ― São mais três horas até Fort Bragg. Você vai ficar zangada comigo o tempo todo?‖ Luce ignorou-o. Ela pensou e se recusou a dar voz às centenas de perguntas, frustrações, acusações, e – enfim – se desculpou por agir como uma fedelha mimada. No desvio para Anderson Valley, Daniel bifurcou para o oeste e novamente tentou segurar a mãos dela. ― Talvez você me perdoe em tempo para nossos últimos minutos juntos?‖ Ela queria. Ela realmente queria não estar brigando com Daniel agora. Mas a recente menção de ter algo como – últimos minutos juntos, de ele a deixar sozinha por razões que ela não podia entender e que ele sempre se recusava a explicar – deixava Luce nervosa, e então aterrorizada, e então frustrada novamente. No decorrer do mar do novo estado, nova escola, novos perigos em todos os lugares, Daniel era a única rocha que ela tinha para se segurar. E ele estava prestes a deixá-la? Ela não tinha passado pelo suficiente? Eles dois já não tinham passado pelo bastante? Foi só depois de eles terem passado através das sequoias e saírem em uma noite estrelada azul real que Daniel falou algo que chegou até ela. Eles tinham acabado de passar por uma placa que dizia BEM-VINDOS AMENDOCINO, e Luce estava olhando oeste. Uma lua cheia brilhava sobre um aglomerado de edifícios: um farol, várias torres cobre d‘água, e fileiras de casas de madeira velhas bem conservadas. Em algum lugar além de tudo isso estava o oceano, ela podia ouvir,mas não podia ver. Daniel apontou para o leste, para uma escura, densa floresta de pau-brasil e árvores de marmelo. ―Vê aquele trailler estacionado ali na frente?‖ Ela nunca teria percebido se ele não tivesse apontado, mas agora Luce apertou os olhos para enxergar entrada estreita onde uma placa de madeira verde limão que dizia com letras gastas CASAS MÓVEIS DEMENDOCINO. ― Você costumava viver bem aqui. ― O quê? Luce sugou o ar tão rápido que começou a tossir. O parque parecia triste e solitário, uma linha sem graça de casas idênticas quadradas com tetos baixos ficava ao longo de uma estrada de cascalhos barata. ― Isso é horrível. ― Você morou aqui antes de ser um acampamento de trailer ―Daniel falou, diminuindo a velocidade do carro até parar no acostamento. ― Antes de casas móveis existirem. Seu pai naquela vida trouxe sua família de Illinois durante a febre do ouro. Ele parecia olhar para o interior de algum lugar, e sacudiu a cabeça tristemente. ― Costumava ser um lugar muito bonito. Luce assistiu um homem careca com uma barriga de barril puxar um cachorro laranja na coleira. O homem estava usando uma camiseta branca e cuecas boxers de flanela. Luce não conseguia se imaginar ali de jeito nenhum. Ainda assim, era tão claro para Daniel. ― Você tinha uma cabana de dois quartos e sua mãe era uma cozinheira terrível, então o lugar todo sempre cheirava a repolho. Você tinha essas cortinas gigantes azuis que eu costumava abrir para que eu pudesse entrar pela sua janela a noite após seus pais dormirem. O carro se desligou. Luce fechou os olhos e tentou lutar contra suas lágrimas estúpidas. Ouvir a história deles sendo contada por Daniel fez parecer ser possível e impossível ao mesmo tempo. Ouvir também a fez sentir extremamente culpada. Ele ficou preso com ela por tanto tempo, por tantas vidas. Ela havia se esquecido o quão bem ele a conhecia. Melhor até do que ela se conhecia a si mesma. Daniel saberia o que ela estava pensando agora? Luce se perguntou se de alguma maneira, era mais fácil ser ela e nunca ter se lembrado de Daniel do que era para ele passar por isso de novo e de novo. Se ele falou que precisava deixá-la por algumas semanas e não podia explicar por que... ela teria que confiar nele. ― Como foi a primeira vez que você me conheceu? ― ela perguntou. Daniel sorriu. ― Eu cortava madeira em troca de refeições naquela época. Uma noite no horário no jantar, eu estava passando pela sua casa. Sua mãe tinha o repolho cozinhando, e fedia tanto que eu quase pulei a sua casa. Mas então eu vi você pela janela. Você estava costurando. Eu não consegui tirar meus olhos das suas mãos. ‖ Luce olhou para suas mãos, seus pálidos, cônicos dedos e pequenas palmas quadradas. Ela se perguntou se elas sempre foram assim.Daniel pegou as mãos dela. ― Elas são tão macias agora quanto era antes. Luce sacudiu a cabeça. Ela amou a história, queira ouvir mais mil iguais a ela, mas isso não era o que ela quis dizer. ― Eu quero saber sobre a primeira vez que você me conheceu ―ela falou. ― A primeiríssima vez. Como foi? Após uma longa pausa, ele finalmente falou: ― Está ficando tarde.Eles estão esperando por você em Shoreline antes da meia-noite. Ele acelerou, dando uma rápida virada para a esquerda em direção a Mendocino. No espelho lateral, Luce observou o acampamento de casas móveis ficar menor, mais escuro, até desaparecer completamente. Mas então, alguns segundos depois, Daniel estacionou o carro em frente a uma lanchonete vinte quatro horas fazia com paredes amarelas e janelas da frente que iam do teto ao chão. A quadra estava cheia de peculiares, antigos prédios que lembravam Luce de uma versão menos metida da costa da Nova Inglaterra próxima à antiga escola preparatória de New Hampshire, Dover. A rua era pavimentada com paralelepípedos irregulares que brilhavam amarelos na luz das lâmpadas da rua. Ao seu final, a estrada parecia cair diretamente no oceano. Um calafrio a surpreendeu. Ela precisava ignorar seu reflexivo medo do escuro. Daniel havia explicado sobre as sombras – que elas não eram nada para se ter medo, meramente mensageiras. O que devia ter sido confortante, exceto pelo difícil de ignorar fato que significavam que tinha coisas maiores para se temer. ― Por que você não me conta?― ela não conseguia se conter. Ela não sabia por que parecia tão importante perguntar. Se ia confiar em Daniel quando ele falava que precisava abandoná-la após ansiar por toda a vida por esse reencontro – bem, talvez ela só quisesse entender as origens dessa confiança. Saber quando e como tudo começou. ― Você sabe o que meu sobrenome significa?― ele perguntou, surpreendendo-a. Luce mordeu os lábios, tentando lembrar-se da pesquisa que ela e Penn haviam feito. ―Eu me lembro da Senhorita Sophia falando algo sobre os Observadores. Mas eu não sei o que significa, ou até se eu deveria acreditar nela.  Os dedos dela foram em direção ao seu pescoço, o local onde a faca de Senhorita Sophia havia estado. ―Ela estava certa. Os Grigoris são um clã. É um clã nomeado em meu nome, na verdade. Porque eles observam e aprendem o que acontece quando... quando eu ainda era bem vindo no Céu. E naquela época quando você era... bem, isso tudo aconteceu a muito tempo atrás, Luce. É difícil para eu me lembrar a maior parte. ― Onde? Onde eu estava?―ela pressionou. ― Eu me lembro da Senhorita Sophia falando algo sobre os Grigoris se misturando com mulheres mortais. É isso o que aconteceu? Você...? Ele olhou para ela. Algo mudou na face dele, e na fraca luz do luar, Luce não conseguia dizer o que significava. Era quase como se ele estivesse aliviado que ela havia adivinhado então ele não teria que ser aquele que diria com todas as letras. ― A primeiríssima vez que eu vi você ― Daniel continuou ― não foi nada diferente das outras vezes que eu a vi desde então. O mundo era mais novo, mas você era igual. Foi... ― Amor a primeira vista― essa parte ela sabia. Ele assentiu com a cabeça. ― Assim como sempre. A única diferença era que, no começo, você era proibida para mim. Eu estava sendo punido, e havia caído por você no pior possível momento. As coisas estavam muito violentas no céu. Por causa de quem... eu sou… era esperado que eu ficasse longe de você. Você era uma distração. O foco deveria ser em ganhar a guerra. É a mesma guerra que ainda está acontecendo ― ele suspirou. ― E se você não notou, eu ainda estou bastante distraído. ― Então você era um anjo bem importante ―Luce murmurou. ― Claro ― Daniel parecia miserável, pausando e então parecendo,quando falou novamente, odiar cada palavra: ― Era uma queda de um dos mais altos galhos. Mas é claro. Daniel teria que ser importante no Céu para causar tanto distúrbio. Para que seu amor por uma garota mortal seja tão fora dos limites. ― Você desistiu de tudo? Por mim? Ele tocou sua testa na dela. ― Eu não mudaria nada. ― Mas eu não era nada― Luce falou. Ela se sentia pesada, como se estivesse se arrastando. Arrastando ele para baixo. ―Você teve que abrir mão de tanto!‖― ela se sentiu doente no estômago. ―E agora está condenado para sempre. Desligando o carro, Daniel deu um sorriso triste. ― Pode não ser para sempre. ― O que você quer dizer? ― Vamos lá― ele falou, pulando para fora do carro e circulando para abrir a porta. ― Vamos dar uma caminhada. Eles foram até o final da rua, que não tinha um beco sem saída no final das contas, mas levava até uma escadaria íngreme e rochosa que descia até a água. O ar era frio e úmido com os respingos do mar. Do lado esquerdo dos degraus, uma trilha indicava o caminho. Daniel pegou a mão dela e foi até a beira do precipício. ―Onde nós estamos indo?― Luce perguntou. Daniel sorriu para ela, endireitando os ombros e abrindo as asas.Lentamente, elas se estenderam para cima e para fora dos seus ombros, se desdobrando com uma quase inaudível série de estalos. Totalmente estendidas, elas fizeram um som gentil e suave, como o de um edredom sendo estendido sobre a cama.Pela primeira vez, Luce notou a parte de trás da camiseta de Daniel. Havia dois pequenos quase imperceptíveis rasgos, que se abriram agora para deixar as asas dele saírem por elas. Será que todas as roupas de Daniel tinham alterações angelicais? Ou ele tinha certas roupas especiais que usava quando planejava voar? De qualquer maneira, as asas dele nunca falhavam em deixar Luce sem palavras. Elas eram enormes, se elevando três vezes mais altas que Daniel, e se curvavam para cima em direção ao céu em ambos os lados como duas amplas velas brancas. Sua ampla extensão pegava a luz das estrelas e refletia-as ainda mais intensamente, tanto que elas brilhavam com uma radiante luminosidade. Próximo do corpo dele elas se escureciam, sombreando até uma cor rica de marrom creme onde elas encontravam seus músculos dos ombros. Mas ao longo de suas cônicas beiras, elas ficavam mais finas e reluziam se tornando quase translúcidas nas pontas. Luce ficou olhando para elas, capturada, tentando se lembrar alinha de cada gloriosa pena, segurar tudo em si para quando ele fosse embora. Ele brilhava tanto, o sol podia ter pegado luz emprestada dele. O sorriso em seus olhos violeta a disseram o quão bem ele se sentia ao deixar suas asas saírem. Tão bem quanto Luce se sentia quando era enlaçada por elas. ― Voe comigo― ele sussurrou. ― O quê?‖ ―Eu não vou ver você por um tempinho. Eu preciso dar a você algo para se lembrar de mim. Luce o beijou antes que ele pudesse dizer algo mais, enlaçando seus dedos ao redor do seu pescoço, segurando-o o mais apertado que pôde, esperando dar a ele algo para se lembrar dela, também. Com suas costas pressionadas contra o peito dele, e a cabeça dele sobre o ombro dela, Daniel traçou a linha do pescoço dela com beijos. Ela segurou a respiração, esperando. Então ele flexionou as pernas e se jogou da beirada do precipício. Eles estavam voando. Para longe da beirada rochosa da costa, por cima das ondas prateadas se quebrando abaixo, se erguendo através do céu como se eles estivessem voando em direção à lua. O abraço de Daniel a protegia de cada sopro do vento, cada roçar do frio do oceano. A noite estava absolutamente quieta. Como se eles fossem as únicas pessoas restantes no mundo. ― Isso é o paraíso, não é?― ela perguntou. Daniel riu. ― Eu queria que fosse. Talvez um dia, em breve. Quando eles tinham voado longe o bastante que não podiam ver terra em ambos os lados, Daniel se dirigiu para o norte e eles mergulharam em um amplo arco passando a cidade de Mendocino, a qual brilhava calorosamente no horizonte. Eles estavam bem acima do prédio mais alto na cidade e se movimentando incrivelmente rápido. Luce nunca havia se sentido mais a salvo ou mais apaixonada em toda a sua vida. E então, de repente, eles estavam descendo, gradualmente se aproximando de uma beira de precipício diferente. Os sons do oceano cresciam mais alto novamente. Uma rua escura de mão única se separava da via principal. Quando os pés deles tocaram levemente o chão em um pedaço frio de grama, Luce suspirou. ―Onde nós estamos?― ela perguntou, apesar de que era claro que ela já sabia. A escola Shoreline. Ela podia ver um prédio grande na distância,mas dali parecia completamente escuro, meramente uma forma no horizonte. Daniel a segurou e a pressionou contra ele, como se eles ainda estivessem no ar. Ela esticou a cabeça para trás para olhar para a expressão dele. Os olhos dele estavam marejados. ― Aqueles que me condenaram ainda estão observando, Luce. Eles têm feito por milênios. E eles não querem que nós fiquemos juntos. Farão qualquer coisa que puderem para nos impedir. É por isso que não é seguro para eu ficar aqui. Ela assentiu com a cabeça, seus olhos ardendo. ― Mas por que eu estou aqui? ― Porque eu farei tudo em meu poder para manter você segura, e este é o lugar para você agora. Eu amo você, Luce. Mais do que qualquer coisa. Eu voltarei para você assim que puder. Ela queria protestar, mas se parou. Ele havia desistido de tudo por ela. Quando ele a libertou de seu abraço, ele abriu sua palma e uma forma pequena vermelha dentro começou a crescer. Sua mala. Ele havia pegado do carro sem que ela sequer notasse, carregado o caminho todo dentro de sua mão. Em apenas alguns segundos, havia crescido inteiramente de volta ao seu tamanho normal. Se ela não estivesse tão de coração partido sobre o que significava para ele a entrega da mala, Luce teria amado o truque. Uma única luz se ascendeu dentro do prédio. Uma silhueta apareceu na porta. ― Não é por tanto tempo. Assim que as coisas estiverem mais seguras, eu voltarei para você. A mão quente dele pegou seu pulso e antes que ela percebesse,Luce estava envolvida em seu abraço, se afogando nos lábios dele. Ela deixou tudo o mais se esvair, seu coração transbordar. Talvez ela não pudesse se lembrar de suas vidas passadas, mas quando Daniel a beijava, ela se sentia mais próxima do seu passado. E do futuro. A figura na porta estava andando em direção a ela, uma mulher em um vestido branco curto. O beijo que Luce havia repartido com Daniel, doce demais para ser tão breve, a deixou tão sem ar quanto os beijos dele sempre a deixavam. ― Não vá ― ela sussurrou seus olhos fechados. Estava tudo acontecendo rápido demais. Ela não podia abrir mão de Daniel. Ainda não. Achava que jamais poderia. Ela sentiu um sopro de ar que significava que ele já havia partido. Seu coração foi atrás dele enquanto ela abria os olhos e via o último traço das suas asas desaparecer dentro de uma nuvem, na noite escura. 



Notas Finais


Até o proximo capítulo


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