História Fallen Angel - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Jikook, Namjin, Suga, Vhope
Exibições 120
Palavras 1.615
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Aqui está o primeiro capítulo, me perdoem se tiver algum erro de português, é minha primeira fanfic, espero que gostem 💙💙💙

Capítulo 2 - Céu e Terra


Fanfic / Fanfiction Fallen Angel - Capítulo 2 - Céu e Terra

POV Taehyung:

Meus olhos estão vendados, provavelmente por uma faixa de cetim preto, sempre é dessa cor quando Sacrifícios são jogados. Ja vi muitas quedas por trás dos densos arbustos envolta do "Grande Buraco" (criatividade para nomes), imaginando que seria eu o próximo a cair. E olhe só, o dia chegou.
As pesadas correntes de ferro frio machucam meus pulsos e as grandes mãos dos Purificadores estão firmes em minhas costas.
Consigo sentir a ponta de meus pés pendendo sob a borda do buraco enquanto luto para me soltar.
-Esta quase acabando, boa sorte garoto. -Diz uma voz atrás de mim.
-Eu não preciso de sorte - retruco enquanto sinto uma coisa ponteaguda sobre a pela das minhas costas, provavelmente a unha de algum dos Purificadores.
"Prepare-se para a dor, Tae. A dor é apenas coisa da sua cabeça. Não se preoc...", dizia uma voz no fundo da minha cabeça, uma voz calma, doce, que me fazia acreditar que não ia doer. Mas ela estava errada. Estava doendo.
-Todo mundo precisa de um pouco de sorte. -ouvi outra voz dizer. -E vai por mim, você vai precisar.
Senti um impulso atrás de mim quando tinha a outra asa arrancada. "Acabou", pensei. Ja estava pendendo para a frente quando senti o empurrão.
É isso aí, eu estava caindo. A pressão do ar machucava meus ouvidos e o vento cortava meu rosto.
Eu me debatia enquanto tentava abrir as asas que não existiam mais. Pude sentir a venda saindo dos meus olhos. "oh, terei que ver a minha morte. Ótimo", pensei, mesmo sabendo que não iria morrer na queda. Sabia que tinha algo pior para enfrentar.

•••

Bum caí, simples assim. Senti dores nos membros por causa da queda, e principalmente na ferida recém aberta.
Abri os olhos lentamente e dei de cara com uma coruja negra que me encarava com grandes olhos redondos entre as árvores da floresta onde eu estava. Suas asas pretas me lembravam as minhas. Quero dizer, as que eu tinha.
-Xoo, sai daqui, antes que eu arranque as suas asas também.
Crac! Ouço o som de galhos quebrando ao meu redor junto com o alto som de água corrente de um riacho. Eu estava muito zonzo e cansado, não poderia lutar, com o que quer que fosse. Então parecendo uma minhoca que estava morrendo, me arrastei para fora da cratera que havia feito (nossa, preciso de uma dieta) e segui para debaixo de algumas plantas mais baixas perto do riacho, estava úmido e a água fazia minha ferida arder. Eu realmente estava lutando para não gritar em bom som todos os palavrões que conhecia.
-Faça silêncio, idiota. Da pra te ouvir a mais de um quilômetro. -Disse uma voz grave.
-E o que quer que esteja aqui já deve ter fugido depois de ouvir essas suas reclamações, Rap Monster-disse outra voz.
Seguiu um silêncio, eu estava muito fraco e sentia que ia apagar a qualquer momento.
-Hey, olhe essa cratera aqui. -Disse o primeiro, o chamado Rap Monster
- O que que tem?
-Parece a cratera de um Tombado.
-Aqui? Acho que é mais provável que algum demônio do purgatório tenha feito isso só pra gente vir aqui e ficar com cara de otário.
-Quieto Yoongi, escute.
Ficaram quieto tão rapidamente que achei que seria descoberto.
-Respiração, e sinta esse cheiro.
-Sangue. É, tem alguém aqui.- é eu seria descoberto.
Vi seus pés se movimentando ao meu redor, dois pares de coturnos de couro pretos pisando em minha direção.
Se eles eram o que eu achava que eram, bem, como posso dizer? isso mesmo, ferrou. Estava acabado.
Ah, e lembram que eu disse que eu ia apagar a qualquer instante? Pois é, apaguei.

POV Namjoon

Eu estava começando a concordar com o Yoongi, achava que alguma demônio do purgatório estava querendo pregar uma peça na gente.
Mas aí eu senti o cheiro de sangue. E não era sangue comum, de humano que é doce, levemente ácido, perecido com o cheiro de uma torta de limão. Não, era um cheiro que mais parecia o próprio limão, azedo.
Era um Tombado.
-Suga, olhe. -falei apontando para um caminho fora da cratera, onde parecia que alguém tinha se arrastado para fora e indo em direção ao riacho.
-Parece que temos um convidado- ele respondeu com um sorriso malicioso nos lábios. Suga poderia ser um garoto fofo, com seus cabelos atualmente pretos como a noite e sorriso de uma criança, uma criança prestes a jogar o gato da vizinha do alto de uma árvore, só para ver se ele cai de pé. Ele seria o "demônio" perfeito, se não fosse meu amigo, e acredite, eu sou o contrário da perfeição de um demônio (o que quer que isso queira dizer).
-Suga- repeti enquanto andava em direção às plantas perto do pequeno rio e avistava um corpo imóvel. -Ele parece ferido.
-E daí? -perguntou com desdém.- Ah cara, você não está pensando em ajudar, não é? Seria mais divertido se a gente jogasse ele  no rio e o visse afundar... -acho que ele reparou em minha expressão de uma mistura de choque com repreensão - é você esta pensando em ajudar.
-Eu não sou como você.
- E isso, meu amigo, é um saco. -ele fez uma careta quando puxou os braços do corpo debaixo das plantas úmidas. -venha, me ajude a leva-lo para um lugar mais iluminado. para a gente poder ver melhor a nossa presa.
- Yoongi...-falei em tom de repreensão.
-Ta, ta, ta. Eu to brincando, mas você não pode salvar todo mundo Namjoon.

•••

-Uh, ele é mais pesado do que parece - reclamei enquanto o puxava. - Não, nós não vamos deixa-lo aqui, se é isso que você está pensando.
-Ei! eu não falei nada. Como pode pensar isso de mim? - pos uma mão no peito enquanto fingia estar ofendido -eu sou uma boa pessoa, ta?
-Aham, ta.
Olhei para o garoto. Era meio magro, mas não "fino", com cabelos loiros quase como descoloridos, o rosto tinha formato triangular, e os lábios eram finos, mas proporcionais. Ele era bon... Espera, que?
-Hey, acorda- Yoongi começava a dar chutinhos de "leve" nele. -Acho que ele está morto. ôh, acorda aí. - a intensidade dos chutes aumentava.
-ei, ei! Assim vai acabar quebrando as costelas dele. Va pegar água, vamos fazer como nos filme.
-O afogando?
-O que? não! -gritei enquanto ele saia.
Me agachei ao lado do menino e coloquei meus dedos no pescoço dele para sentir o pulso. Mal meus dedos tinham tocado sua pele quando seus olhos se abriram. Escuros.
Ele agarrou meu pulso e afastou minha mão.
-Mas que...? -Não consegui terminar a frase, é difícil quando se leva um soco de um cara que você achou que estivesse quase morto.
-Quem é você? - Ele perguntou enquanto se levantava, trêmulo.
-Papai Noel. O que acha de ganhar uma surra de natal? -Caramba, minha cabeça zumbia.
Ele sorriu e fez um som de deboche.
- Sério? Eu preferia uma boneca.
Ouvi passos atras de mim, era Yoongi com a água.
-Olha só, a Bela Adormecida acordou. - ele sorriu e pude ver o garoto ficar tenso. - Não tenha medo. Não vamos te machucar. Ainda.
- Não to com medo.
-Ah, ta sim. - Ele estreitou os olhos quando viu a expressão confusa do menino. -Eu posso sentir o medo.
-Então precisa trocar o sensor.
Ele estava desafiando. Era melhor eu interferir, antes que as coisas começassem a ficar feias.
-Quem é você? -perguntei suavemente enquanto me levantava.
-Quem quer saber? - é, ele estava desafiando.
-Dois caras que vão te jogar de volta de onde você caiu se continuar a ser ingrato, Tombado. - Yoongi, respondeu. Ele estava começando a ficar irritado.
-Suga, pare, ele ja esta confuso o suficiente.
-Oh, o docinho segue ordens? -ele riu com gosto, esse garoto estava começando a me irritar. - E eu não preciso da sua ajuda, monstrinho.
- sério? Não era o que parecia quando te achamos quase apodrecendo.
-Eu não pedi a sua ajuda.
-Ok. Ja que a madame quer assim. Vamos embora Suga. -falei me virando.
ja tinha dado dois passos quando ouvi:
- Taehyung.
-O quê? -perguntei levantando uma sobrancelha.
-Meu nome, Kim Taehyung.
Sorri, psicologia reversa sempre da certo.
- Eu sou Namjoon. Esse é o Yoongi.
-Acho que ouvi que vocês eram Rap Monster e Suga.
-São apelidos que toleramos, mas não incentivamos. -Falou Yoongi. -E você não tem o direito de nos chamar assim, Tombado.
Seguiu um silêncio constrangedor e tenso. Agora de pé eu podia ve-lo melhor, ele era uns três centímetros mais baixo que eu e mais ou menos três centímetros mais alto que Suga.
-Como vocês sabiam o que eu sou?-Perguntou meio desconfiado.
- Talvez por causa dos buracos em suas costas. Mas não tenho certeza, você pode simplesmente ser masoquista e ter cortado as costas por diversão.
-E vocês podem me ajudar?
Yoongi e eu trocamos olhares. Eu levantei minha sobrancelhas em sinal de pergunta e ele inclinou a cabeça para o lado, em sinal de indiferença, como se dissesse "não tenho nada melhor para fazer".
-Tudo bem -Yoongi disse com uma voz doce e o seu sorriso nos lábios. -Mas você vai ter que fazer o que a gente mandar.
Ele andou até Taehyung e passou um braço em volta do pescoço dele, (que ficou um pouco encabulado/desconfiado, mas relaxou).Caramba, que bipolares, em um momento estão quase se matando, no outro, quase como amigos, alguém me ajude a entender.
-Vamos, venha conhecer o Céu em Terra.
E foi naquele momento em que eu soube que eles iam ser amigos. Ou pelo menos que não iam se matar tão cedo.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...