História Fallen Angel - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Jikook, Namjin, Suga, Vhope
Exibições 45
Palavras 1.786
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OIEEEEEEEEE GENTEEEEEE !!!! Estavam com saudades ? Faz tempo né ? Aviso importante nas notas finais. Boa leitura mozões szszszsz

Capítulo 9 - De dentro para fora


Fanfic / Fanfiction Fallen Angel - Capítulo 9 - De dentro para fora

POV Jimin.

Vocês ja levaram um soco? É tipo se apaixonar: Sempre machuca. Mas e um soco de um demônio? É dez vezes pior; É tipo se apaixonar por alguém que não gosta de você.

Sinceramente eu não sei o porquê disso tudo. Era só pra eu estar trabalhando em um café não tão pacato em uma cidade não muito pequena.

Mas nããão, sempre tem alguma coisa pra estragar.

 Nunca fui muito religioso, freqüentei internatos de freiras a maior parte da minha vida, porém isso não fez aumentar ou diminuir a minha fé, continuei indiferente em relação a tudo. Eu acreditava em um deus, em Deus com "D" maiúsculo e tal, mas nunca pensei que pudessem existir anjos e esse tipo de coisa. Até que adolescentes se auto-denominando anjos e demônios aparecem e estragam tudo.

Depois eu que sou o drogado maluco.

Abri meus olhos com dificuldade tentando me acostumar com a claridade. Tudo estava literalmente girando, como se alguém tivesse pegado um daqueles globos de neve e chacoalhado. Era como se estivesse dentro do globo.

Passei a mão na parte de trás da minha nuca, onde se projetava um pequeno calombo e na minha testa, onde tinha um inchaço, os dois pontos que a batida foi mais forte. De todos os porres que eu já fiquei, nenhum deles se compara a dor de cabeça de agora. 

Levantei me apoiando na parede fria. Tudo era muito claro e muito... claro.

Era uma versão cegante do meu apartamento. Todos os móveis e pessoas haviam sumido, as paredes estavam pintadas de branco e pela janela entrava uma luz branca. Olhei para as minhas roupas e adivinhem, estavam brancas.

Eu ia evitar de usar branco por um bom tempo.

Os únicos móveis na sala eram duas cadeiras ao lado de uma mesa redonda de ferro no centro da sala. Graças a Deus não eram brancas. 

Cheguei a imaginar se não tinha morrido e chegado na tão famosa "luz no fim do túnel".

-Que porra tá acontecendo aqui? -falei não mais alto que um sussurro. Porém foi o alto o suficiente para que quem quer que estivesse ali pudesse ouvir.

-Oh, que falta de educação, não aprendeu nada com todos aqueles anos de internato? -Disse uma voz rouca vindo da direção de onde devia ser o meu quarto. 

Saindo do corredor apareceu uma  senhora baixinha, com cabelos escuros onde apareciam poucos fios grisalhos e olhos pretos muito puxados. Ela devia ser japonesa. As roupas cinzas faziam ela se destacar na imensidão branca e o leque vermelho era a única coisa de cor em toda a sala. Sua postura era rígida e autoritária, o que me deixou "amedrontado"

-Quem é você? -Perguntei receoso.

O leque fez um estralo quando ela o abriu e o posicionou na frente do rosto. 

-Alguém que quer ajudar.

-Ajudar no que? -falei estreitando os olhos. 

-A entender tudo isso melhor. 

-Tipo uma psicóloga? -falei enquanto recuava, já tive muitas experiências com psicólogos. A maioria foi péssima.

-Entenda como quiser. Você pode me chamar de Lisa,  você vai me ver muito por aqui. - ela disse enquanto gesticulava com os dedos em círculos.

-E onde é "aqui", exatamente? -perguntei.

-Irei responder todas as suas perguntas, mas primeiro, sente-se aqui e beba um chá comigo. -ela disse enquanto se sentava e apontava para a cadeira a sua frente.

-Sabe,  eu não devia aceitar nada de estranhos. 

-Tem medo que eu tenha colocado alguma droga? -Ela disse levantando uma sobrancelha. Pude sentir o sarcasmo nessa última palavra.

Ok, eu havia sido vencido. Andei ainda cambaleante até a cadeira e me joguei sobre ela. O ferro estava frio e era duro, mas ainda sim um apoio.

Olhei para a xícara, dentro dela havia um liquido fumegante de de tonalidade verde escura. 

Observei Lisa que ainda estava com o leque na frente do rosto, mas eu podia olhar para seus olhos escuros e calculistas.

-Onde estamos? -perguntei novamente. - Parece com o meu apartamento, mas não lembro de te-lo deixado mais cegante que o sol.

-Não é o seu apartamento, é a sua cabeça que consequentemente veio a ter a aparência do seu apartamento. -Ela falou com a voz abafada e a sobrancelha levantada. O que dava a impressão que deixava óbvio que eu era um idiota. 

-Estamos na minha cabeça? -perguntei horrorizado, o que aquela velha já não tinha visto aqui dentro? 

-Sim, estamos. -Pude ver pelos seus olhos que ela estava se contendo para não rir. - Isso aqui estava uma bagunça.

Apoiei a cabeça nas mãos, o quão louca minha vida iria ficar ainda mais? Agora deu de ter velhas na minha cabeça.

AISH, DROGA DE LSD BARATO!

-E sobre o que você quer falar agora? -perguntei ainda com as mãos na cabeça.

-Por que não começamos com seus sentimentos? -levantei meu olhar e a encarei. 

-Como assim? -perguntei me endireitando e cruzando os braços.

Ela inclinou a cabeça em sinal de inocência.

-Acho que deixei bem explicado. -Ela disse. 

Voltei a posição de mãos na cabeça. Não sei porque mais comecei a falar, eu estava guardando coisas demais dentro de mim. Tudo saiu como um rio incontrolável.

- E-eu não sei. -disse- tudo está muito confuso, eu nunca tive tanta proximidade com qualquer pessoa que seja...

-Mas e aquele seu amigo? -a voz dela estava mais calma e cuidadosa.

-O Hoseok? -Ela assentiu, esperando. - Ah, o Hoseok é meu amigo, porém ele é fechado demais, alguma coisa do passado dele que o persegue, sabe? Eu tentei me aproximar mais, só que... eu não posso fazer tudo sozinho.

Lisa fechou o leque em um som alto, o que fez eu levantar minha cabeça de supetão. Ela tinha me assustado.

-Você já parou para pensar que não estava totalmente sozinho? -Ela levantou uma sobrancelha. Agora eu podia ver seus lábios finos e rígidos.

 Ela devia ter sido uma moça muito bonita, ainda podia ver os traços de juventude que não se apagaram totalmente.

-Sua família, seus psicólogos, seus colegas de escola, e de trabalho. -Ela continuou, citando cada um com cuidado, como se tivesse medo que as palavras me machucassem. Infelizmente machucaram.

Soltei uma risada de desdém, isso estava tão estranho que chegava a ser cômico.

-você está brincando, certo? -me inclinei sobre a mesa, para que ela pudesse ver bem minha expressão de deboche. -Que família? Aquela que me jogou em internatos de freiras quando descobriram que eu era...-travei, ainda me doía dizer que meus pais me desprezaram quando confessei que tinha me apaixonado por um menino. Ainda podia sentir a dor de quando fui rejeitado, de como tentei fugir. -... não importa. O fato é: aquilo não é minha família. E nunca vai ser. Eles me jogaram lá como um animal, e eu fui tratado como um animal. Era agredido todos os dias por ser o que sou, o pior não eram os socos ou os chutes. -senti meus olhos se enchendo de lágrimas. Ainda era doloroso, mas eu não ia chorar. - Eram as palavras. Elas machucam, parecem inofensivas, mas são como papel, no instante que você se distrai, elas te cortam.

Parei para respirar, meu peito estava como uma pedra pontuda que perfurava tudo.

A expressão dela não se alterou, mas pude ver um olhar de pena. E eu odiava que sentissem pena de mim, esse era o motivo de eu não me abrir com ninguém.

-Então por isso você recorreu às drogas? -ela perguntou indiferente.

Fiz um som de deboche e indiferença enquanto assentia.

-Quando você não tem mais pra onde correr, você fica! Mas se arma com algo mais pesado. -fiz o movimento de uma arma atirando em direção a ela, com uma das mãos. - E as drogas eram a única coisa que me faziam suportar a dor. LSD, baseado, álcool, cigarro, até mesmo remédios como morfina ou qualquer coisa que estivesse na minha frente.

-E por que você não parou depois que saiu da escola? -Ela perguntou.

-Não é uma coisa que você simplesmente abandona. -Eu disse. - Sabia que o "resíduo" das drogas continua no seu organismo até depois de anos? -Sorri inocentemente, só por hábito. -Você não se livra do passado, sempre vai ter algo ali, te cutucando. -movimentei o braço pra frente e pra trás, imitando o ato de cutucar. 

Pude sentir o olhar de Lisa pesando sobre mim. Quase podia ver o seu cérebro processando tudo. Ela balançou a cabeça. É, era mais confuso do que parecia.

-E os seus psicólogos? -Ela perguntou, como se fosse fácil se abrir com um desconhecido que só está ali porque estão pagando.

-Meus piores inimigos. -disse curto, como eu não falei mais nada ela continuou.

-Talvez, não sei. Seu colega de trabalho? -Ela coçou o queixo. -Ele parece, sei lá, se importar.

Atingiu um ponto fraco. Baixei o olhar impotente, sentindo meu rosto esquentar.

-Ele só está brincando comigo. -falei, não mais alto que um sussurro.

Pude ouvir o som de algo sendo sugado, levantei o olhar. Ela estava tomando chá. Simples.

-Então, Jimin. -Lisa disse após um tempo. - Por que está fazendo tudo isso, se não consegue confiar em ninguém?

-Eu nunca disse que não confio nas pessoas. -Juntei as sobrancelhas. -Não sei, talvez porque eles sejam tão loucos quanto eu?

A idosa na minha frente esboçou um sorriso.

-As melhores pessoas são loucas. Principalmente aquelas de sanatório que dormem em salas acolchoadas.

Sorri também. 

-Seria esse meu futuro? -perguntei só de brincadeira.

-O que acontece na sua vida só depende de você. 

Ela voltou a posição anterior, com o leque vermelho na frente do rosto. Ficando séria novamente.

-Sei que tudo isso é muito confuso. -Ela disse. -mas logo tudo vai se encaixar, o porquê de eu estar aqui, o porquê de tudo. Mas digo que vim para ajudar, e quando precisar de conselhos respostas, você pode me procurar.

-Como? -perguntei. 

-Gosto de coisas claras. 

-Sério? Nem percebi. -Eu disse com sarcasmo.

Ela apenas me encarou por alguns segundos antes de continuar.

-Sua noção de percepção está horrível, meu querido. -Sua voz agora estava carregada de ironia. -Gosto de coisas claras, para me achar é só seguir a luz.

Uau, que estranho. É tipo seguir a luz no fim do túnel. Ir para a sua morte.

-Agora acho que você devia voltar. Seus novos amigos estão enfrentando algo pior do que uma idosa tomando chá. -Lisa se levantou.

-E como faço para voltar? 

-O que você faz quando uma porta se fecha? -ela perguntou.

-Depende. -Respondi. -Eu chamo um chaveiro, ou mando mensagem e espero alguém vir me salvar, talvez...

-É, essa charada não fez muito sentido. -ela me cortou. -Eu esperava que você dizesse, "saio pela janela".

Sorri enquanto levantava e abria a janela. Passei uma perna pelo parapeito e disse:

-Você é estranha. 

Os cantos dos olhos da senhora se ergueram em um sorriso tampado pelo leque.

-Não sou eu que tenho idosas na cabeça. -Ela disse. 

Me preparei para pular.

-Ah, e Jimin...

-Hum? 

-Pare de usar LSD barato. 

Antes que pudesse responder senti algo me empurrando e o ar abaixo de mim sufucar meus pulmões.

Eu estava caindo para a imensidão branca.


Notas Finais


*desviando das pedras, tacos de beisebol e tudo o que vocês vêem pela frente * DESCULPA! EU SEI, EU SEI. FAZ SEMANAS QUE EU NÃO POSTO CAPÍTULO. Vou explicar o porquê.
Meus motivos não são tipo "aí tinha que viajar" ou "fiquei sem ter como escrever". Não, o motivo era: eu não queria mais escrever. Eu tava, e ainda to um pouquinho, infeliz com a a fanfic, sério, eu queria apagar tudo e parar de escrever, mas Forças Maiores (que não vou citar nomes mas elas sabem quem são) não deixaram eu parar. Quase apanhei quando disse que não queria mais.
Mas ok, passou aquela energia ruim e eu tô tentando escrever de volta, tudo bonitinho. E eu vou tentar melhorar mais ainda.
Agora sobre esse capítulo: eu vou começa a fazer os personagens ficarem mais próximos à vocês, então vai ter um capítulo detalhado sobre cada personagem, tipo esse, aleatoriamente.
Pra compensar o tempo que eu fiquei sem postar, eu já tô escrevendo o próximo capítulo e logo vou postar.
É isso aí pessoal, foi só pra esclarecer as coisas. Continuem me dando apoio e críticas, isso me ajuda a melhorar mais.
Obrigada por tudo, até o próximo capítulo. Bejus * 3 *


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