História Fallen Angel - Capítulo 2


Escrita por: ~ e ~Fadaravena

Postado
Categorias Osomatsu-san
Personagens Choromatsu Matsuno, Ichimatsu Matsuno, Juushimatsu Matsuno, Kamimatsu Matsuno, Karamatsu Matsuno, Nyaa Hashimoto, Osomatsu Matsuno, Todomatsu Matsuno, Totoko Yowai
Tags Akumatsu, Oso-san, Religion Au, Tougou
Exibições 22
Palavras 2.044
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Assembléia


O som límpido de duas cornetas se fez ouvir na imensidão clara, cavalos galgavam sobre nuvens brancas, uma carruagem majestosa de um brilho ofuscante aparecia de dentro da fumaça embranquecida. Viam-se um grupo de cavalos alvos seguindo a diligência. As cornetas pararam de soar, e a carruagem apeou em frente a um palácio erguido por pilares de cinco metros, similares as do Olimpo.  

De dentro da carruagem saiu um ser coberto por uma luz translúcida, em sua cabeça formava-se uma aureola amarela, usava uma toga trábea púrpura e era acompanhado por seis soldados, um de cada lado, dois iam a frente e mais dois atrás. O ser andava com calma, quase flutuava sobre às nuvens, tinha na expressão a placidez de um rio e o sorriso de uma ovelha, seus olhos ficavam sempre semiabertos, acompanhando seus lábios levemente arqueados.  

O ser entrou no palácio, numa área ampla com uma cúpula alta cheia de adornos e desenhos, pareciam contar uma história antiga. O ser caminhou sempre com os mesmos passos tranquilos até uma sala no fundo. As altas portas se abriram com um som grave, os soldados ficaram e apenas o ser tinha o direito de entrar naquele recinto.  

As paredes da sala, todas, eram brancas, de um branco alvo. O lugar era sustentado por cinco pilares, ou seja, possuía cinco vértices. No centro havia uma ampla mesa oval com seis lugares, dos quais cinco estavam ocupados; o ser sentou-se na extrema ponta, bem ao fundo.  

- Está aberta a sessão. – Sua voz era límpida e serena, emitia claridade.  

Os outros seres assentiram, e um deles levantou-se, tomando a palavra.  

- Em nome de sua Divindade, Kamimatsu.  

- Esteja entre nós. – Todos disseram em coro.  

O ser continuou.  

- O réu é culpado de ato pecaminoso de alto grau, sua sentença foi passar a eternidade nos abismos. O réu escapou de sua pena e agora está foragido. Sua captura é de extrema importância e deve ser detido o quanto antes.  

- Muito bem, Choromatsu. Sabemos o quanto era crucial não o deixar escapar. – Disse o ser que sentava na ponta da mesa, havia um sorriso ameno em seu tom.  

O anjo de nome Choromatsu abaixou a cabeça, ressentido, e voltou a sentar-se.  

- Uma falta que não deveria ter acontecido... – Balbuciou para si.  

- Com seu respeito, Kamimatsu, mas acho que devia ter colocado outro nessa missão, quem sabe. Alguém capaz. – Disse outro ser, o que sentava de frente a Choromatsu, sua toga tinha uma coloração rósea.  

- Ei, ei, o Totty tem razão. E se eu fosse no lugar do Choro? – Levantando a mão, mais um ser se pronunciou. – Eu tenho destreza, já passei até um corcel.  

- Sim, Jyushimatsu, você tem destreza. – Seu tom era quase maternal, e voltando-se para a ponta. – Eu, por outro lado, tenho a sagacidade. Uma que invejaria até Ulisses.  

O ser da ponta olhou para o rosto de cada um, sempre tranquilo, sempre emitindo uma paz de espírito. Seu olhar era como dois raios de sol.  

- Muito bem, decidiremos pela captura do réu, estou certo? Quero uma defesa exemplar, Titus e Julius. – Ao som de seus nomes os dois se levantaram. – Vocês serão a retaguarda. Choro, Jyushi e Todo, vocês serão a ofensiva. Encontrem o réu, quero ele vivo, não hesitem. Estou certo?  

- Esteja entre nós. – Veio a resposta em uníssono.  

A assembleia foi encerrada.  


A casa senhorial ficava para além do bosque, ao seguir o fluxo do rio poderia se avistar uma extensa plantação de trigo, para além da plantação viam-se pomares, e então, chegava-se na casa senhorial. Karamatsu seguira para lá pelo arvoredo admirando o canto dos pássaros, a exuberância do verde, a fragrância da manhã, era tudo majestoso e em muito o agradava. Ele seguiu pela trilha de pedras, acompanhando o som da água correndo. Se pudesse sentava num tronco e deixava a mente esvaziar, só em contato com a criação de Deus.  

Chegando próximo das plantações avistou as cabanas dos camponeses, era para lá que se dirigia primeiro. Alguns dos aldeãs cumprimentava o padre quando este passava, tiravam os chapéus de pano e se curvavam, “Deus o abençoe” o padre respondia e acenava de leve com a mão, como se a colocasse na cabeça de cada um.  
Parou em frente a uma casinha simples e bateu na porta de madeira, uma mulher de avental surrado atendeu.  

- Posso ter com o senhor, seu marido? – Disse o padre.  

- Claro, ele tá lá dentro, entra, faça o favor.  

O padre pediu licença e entrou na casa. O cômodo era simples, uma cozinha com fogão à lenha, uma sala de estar com mesa e duas cadeiras, e um quarto aos fundos. Nas laterais tinham duas tábuas paralelas contendo alguns livros de capa carcomida.  

- Faça favor de se sentar, o padre quer chá?  

- Obrigado, minha boa senhora, mas gostaria de falar com seu marido. – O padre se sentou numa das cadeiras.  

- Pois que aí vem ele.  

A porta se abriu e revelou um camponês suado carregando uma enxada. Suas roupas eram rasgadas e sujas de terra, tinha a tez queimada de sol e usava botas. O homem botou o instrumento ao lado da porta. O padre se levantou e foi até ele.  

- Meu bom homem, vejo que dedica seu tempo em nome de Deus e venho lhe pedir para passar a palavra aos seus vizinhos. A igreja de nossa vila depende de cada tributo que nossos habitantes fazem, peço, encarecidamente, que ofereça a sua contribuição. Que Deus esteja com o senhor.  

- Esteja entre nós, padre. Mas, vem cá, minha mulhé acabou de preparar a comida, agracie-nos com sua presença.  

O camponês sentou-se à mesa, abrindo bem as pernas e colocando os cotovelos nas tábuas de madeira que a compunham. Esperava, ainda com o suor lhe escorrendo pela testa, o aroma aconchegante da comida preparada por sua mulher.  

O padre tornou a sentar, dessa vez com ainda mais humildade. Ajeitou a bata e pôs a duas mãos sobre o colo.  

- Hoje o trabalho foi pesado, o sinhô não queria saber de fraqueza, tínhamos é que fazer nossa parte, e olhe de quem molejar. Não paga adiantado, não, é por safra. O padre tinha que ver as mulhé no riacho, cantavam que é uma beleza. É o jeito, tem de concordar, o que a vida dá, o que a vida leva. Mas, vem cá, esse negócio de tributo já foi pago. O sinhô não fraqueja, como pode ver. – E virando-se para a sua mulher. – Ô, quando vai ficar pronto? O padre não pode esperar.  

Karamatsu pigarreou.  

- Com sua licença, senhor, mas as quantias não equivalem na tabela. Foi contado com precisão.  

- E eu tô falando que já foi pago. Pode falar com o sinhô, ele vai te dizer o mesmo. – Bateu a mão na tábua, mirava o padre com um olhar determinado.  

O padre sobressaltou-se, e logo se levantou.  

- Agradeço o convite, mas tenho pressa, fica para um outro dia. Que Deus o abençoe. – Fez o sinal da cruz.  

- Esteja entre nós.  

Ao sair da cabana ainda podia escutar os berros do camponês esfomeado, pedindo o prato para sua mulher que com toda a sutileza de sua espécie, botava-o na mesa, e provavelmente um respingo do caldo ia parar nas vestes esburacadas do marido.  

O padre deixou a cabana e subiu o morro até uma casa extensa com um portão de entrada alto. Passou pelo jardim, com seus arbustos podados, e canteiros de rosas e tulipas, e bateu na porta. O próprio senhor veio o atender.  

- Como vai padre, o que o traz aqui?  

O senhor era um homem mediano de barba rala e bigode avantajado, tinha o nariz largo como o de um hipopótamo e uma barriga proeminente, deixando as vestes de baixo aparecerem por sob o colete. Usava uma condecoração no peito e um chapéu duas abas.  

- Há assuntos a tratar, e sem delongas. Faltam os dízimos do senhor.  

Ele expressou espanto, olhos arregalados, um suor frio descia-lhe pela têmpora.  

- Eu o paguei, direitinho. Se quiser mostro na caderneta, está tudo de acordo. Ó, meu bom padre, eu não falto com os deveres. São todos muito disciplinados.  

Karamatsu arqueou uma sobrancelha, tinha suas dúvidas quanto ao que o fazendeiro falava, mas deixou passar.  

- Está bem, se o senhor diz, acreditarei na sua palavra como Deus acreditou em Pedro. Deus o abençoe, meu bom senhor.  

Despediu-se e deixou a casa senhorial.  

Karamatsu voltava sem entender a razão dos fatos não corresponderem ao que todos diziam. O bispo o encarregara de recolher os tributos, não queria decepcioná-lo, tinha-o por muito apreço. O bispo Atsushi era para ele mais que um chefe ou um líder, fora quem salvara sua alma dos males, o trouxera para mais perto da verdade. Seu semblante estoico estava gravado em seu interior como um ídolo de mármore, resistia a todas as tempestades.  

Boatos diziam que padres e freiras num mesmo recinto não era um bom sinal, não quando muitos deles se entregavam, corpo e alma, às tentações do diabo. Com Karamatsu, esses sentimentos conflitantes se davam com o bispo. Muitas noites se ajoelhou em frente à imagem de Nossa Senhora e rezou por sua alma após acordar de um sonho vívido. Muitas noites dormiu mal, corria de vultos escuros que o perseguiam, sentia seu corpo queimar, espetava-lhe um garfo.  

Por isso tinha receio de ir visitar o bispo, por isso tinha que engolir em seco quando ele falava, pois, a voz entrava por seus ouvidos e se instalava em seu peito, e então vibrava como os sinos da igreja, tinia como uma harpa mágica e descia por suas veias como uma taça de vinho. Ia se alojar em um local impuro de seu corpo e ficava lá até que esfriasse a cabeça, e na solidão de seu lar liberava os impulsos, para depois tomar um banho e se purificar outra vez.  

Karamatsu abominava seu próprio corpo, não era criação de Deus, mas do diabo, para tentar aos humanos. Era a maçã de Eva, vermelha e tenra, e cheia de veneno. Abominava seu coração, pois que este também não era puro, mas cheio de palpitações fúnebres. Abominava sua mente que o fazia pensar em imagens maculadas de desejos. Mas sabia que não tinha como evitar, não tinha como fugir, não tinha como deixar de sentir.  


Não muito longe dali, a alguns metros apenas de onde o padre passava, as folhas farfalhavam e abafavam sons inadequados aos ouvidos de um santo. Eram dois corpos estirados sobre o mato, um deles era menor e sedento por proximidade, pelo toque do outro corpo, este, por sua vez, era forte e fincava seus dentes em seu pescoço. Os dois se tornavam uma única entidade, um único ser movido pela luxúria. Esses corpos eram de Osomatsu e Tougou. 

-É impressionante, Osomatsu! Apesar de ser um garoto, age como se fosse uma pequena vadiazinha. 

O homem cheio de pudor comentara após tirar seus afiados dentes do pescoço do anjo corrompido. Ah! Era realmente belo para Tougou, era belo como aquele pequeno anjo corrompido gemia para ele, pedindo mais. Era realmente belo como conseguira corromper aquele anjo tão facilmente. 

Agarrou em suas coxas, deixando mais fundo seu membro em Osomatsu. Osomatsu estava no paraíso, delirando na loucura, céus, como sentira falta disso! 

-Por favor! Por favor mais! Me puna! 

Após uma risada cheia de maldade, pegou seu canivete e passou pela pele lisa e macia de Osomatsu. Marcas ardendo, sangue escorrendo, sua língua saltara para fora, chorava enquanto sentia chegar ao seu ápice. 

O líquido branco escorria de dentro da cavidade anal do corrompido, ele estava estirado no mato enquanto ofegava, estava manchado de vermelho, e como estava! Fugir do céu fora a melhor coisa que fizera! 

Tougou ajeitou sua bata branca, com um sorriso de canto deixou Osomatsu estirado sozinho lá. Se retirou com a mesma risada maligna de antes. 


Choromatsu pensava: o quê fizera o Réu pensar que no plano mortal seria melhor do que o plano celestial? 
Ele tinha tudo, amigos, um companheiro, um Deus, saúde e carinho. Qual foi o motivo para que se corrompera? Por quê deixara tudo para trás? 
Essas perguntas rodeavam na mente de Choromatsu, mas nenhuma maldita resposta vinha.



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