História Fallen Angels - Interativa - Capítulo 3


Escrita por: ~ e ~BlueLollipop

Postado
Categorias Diabolik Lovers
Personagens Ayato Sakamaki, Azusa Mukami, Kanato Sakamaki, Kou Mukami, Laito Sakamaki, Personagens Originais, Reiji Sakamaki, Ruki Mukami, Shu Sakamaki, Subaru Sakamaki, Tougo Sakamaki "Karlheinz", Yuma Mukami
Tags Anjos, Diabolik Lovers, Interativa, Personagens Originais, Romance, Vampiros
Exibições 104
Palavras 2.181
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hello pessoas, como vão?
Aqui esta o primeiro capítulo, espero que gostem ^^

Até as notas finais ;)

Capítulo 3 - A Toca do Lobo


Fanfic / Fanfiction Fallen Angels - Interativa - Capítulo 3 - A Toca do Lobo

A chuva caia forte naquela tarde de outono, o céu se encontrava escuro, completamente negro, estava coberto por nuvens cinzentas, dais quais caiam as gotas de água. 

Não era um dia muito prazeroso para se estar saindo, já que a chuva caia com força e dificultava a visão, além de que, estava um frio de gelar os ossos nada comum para o início da estação de outono, mal tínhamos saído do verão. 

Por tal motivo seria óbvio que Trinity não estaria muito feliz em estar se mudando em um dia como aquele. Ao menos não era uma tempestade, somente uma chuva um pouco mais forte, e por isso a roxeada estava agradecida. Chegar em sua nova moradia, onde não conhecia absolutamente ninguém, tremendo e com medo era algo o que ela realmente não gostaria de ter que fazer. 

A verdade era que Trinity não fazia ideia do que encontraria quando chegasse. Seu tio havia sido breve sobre o assunto, somente lhe informando que seria um local aonde ela estaria bem cuidada e segura. Ele não entrou em detalhes, mas ela confiava no tio, então não achava que haviam motivos para estar receosa, ainda que seu nervosismo continuasse lá. 

O carro chegou à uma mansão, que exalava uma aura obscura, ressaltada pela iluminação um pouco fraca devido à chuva, e Trinity poderia jurar que viu as mãos do motorista tremerem no volante. 

– Suas coisas estão no porta-malas, senhorita.– ele disse em um tom fraco, como se estivesse com medo de falar mais alto. 

A roxeada assentiu, sem se importar se o motorista veria ou não, pegando seu guarda-chuva que estava guardado em sua bolsa e abrindo-o assim que abriu a porta do veículo. O frio bateu com tudo nela, e Trinity não pode deixar de estremecer, tentando retirar os cabelos que cobriam seu rosto, devido ao vento, enquanto ia até o porta-malas. Ela mal havia fechado o compartimento do carro quando o motorista acelerou o mesmo e deixou a mansão para trás em uma alta velocidade, praticamente fugindo para longe. Ela encarou o veículo, que se afastava, com um olhar questionador, afinal, por qual motivo aquele homem teria de estar tão apavorado? 

Ela resolveu não fazer muito caso sobre o assunto, virando na direção da entrada da mansão, e olhando sua fachada. Uma casa certamente impressionante, se é que poderia ser chamada de casa, já que sua grandiosidade era demais para ser somente uma simples residência. Quem quer que morasse ali com certeza não possuía uma vida difícil. Trinity, naquele ponto estava praticamente ensopada, correndo o mais rápido que podia em direção a porta para evitar se molhar mais, já estava cansada de ficar naquele frio, mesmo que não estivesse fora do conforto do carro por mais de alguns poucos minutos. 

Trinity retirou as mechas molhadas de seu rosto e soltou a alça de sua mala para bater na porta, já que não havia encontrado nenhuma campainha, mas antes que ela pudesse bater seu punho na madeira, a porta se abriu sozinha e um vento de dar calafrios passou pela fresta recém aberta. A roxeada agora tinha um expressão de confusão em seu rosto, mas ainda sim entrou apressadamente na mansão, não aguentando ficar do lado de fora por mais tempo. 

                                                                                              *** 

Ayato não estava muito contente. 

Mais uma noiva havia morrido, há mais ou menos uma semana, e desde então nem ele ou seus irmão haviam bebido uma gota de sangue sequer, estavam com as gargantas secas, essas asseavam por um pouco do liquido escarlate . Shuu havia mencionado algo sobre novas noivas, mas já haviam se passado cinco dias e o ruivo estava ficando impaciente. 

Isso sem contar do fato que Yui havia falecido, a noiva que mais durara naquela mansão, e que de algum modo havia acordado sentimentos nele e em seus irmãos, que ninguém achava possível eles possuírem. Por mais que Ayato não fosse admitir, sentia falta do sangue da loira, e uma pequena parte dele até mesmo sentia falta de sua companhia. 

Mas ele negaria isso até a morte, afinal, como ele, o grande Ore-sama poderia sentir falta de uma humana fraca e sem peitos como a Chichinashi? Era uma ideia digna de risadas. 

Ele estava fantasiando sobre um belo prato de takoyaki, quando foi retirado de seu sonho por um barulho vindo do lado de fora. Aquele som era sem sombra de dúvidas do motor de um carro, e como seus irmão todos se encontravam na mansão, só poderia ser uma das novas noivas. 

O ruivo não hesitou em levantar, um sorriso cruel formando-se em seus lábios. 

                                                                                             *** 

Os olhos de Trinity observavam cada detalhe daquele hall de entrada, sua boca levemente entreaberta devido ao encanto, ela sempre havia adorado histórias assustadoras, e aquele cômodo era digno de um filme de terror. 

Sua observação foi abruptamente cortada por uma respiração em seu pescoço, fazendo Trinity praticamente ter um ataque cardíaco e pular para longe da fonte daquele espanto. 

– Ora ora, não há necessidade de se assustar.– Ela ouviu uma voz relativamente próxima de si. O local estava escuro, mas ela conseguia ver duas fascinantes orbes verdes esmeralda brilhando. 

– Me assustar? É a reação lógica para quando alguém se aproxima desse jeito do nada!– A roxeada exclamou, ainda recuperando-se do susto. 

Aquelas orbes verdes a encaravam, mas não de um jeito comum, elas a encaravam como um predador encara sua presa, o que causou certa confusão na cabeça da roxeada, que tipo de louco era ele? Quando o mesmo soltou uma risada, ainda que fosse de escárnio, ela não pode deixar de dar um pequeno passo para trás, agora realmente receosa. Não era exatamente as ações dele que estavam deixando-a daquele jeito, mas sim aquele brilho que possuía no olhar, como se ele fosse devora-la a qualquer instante. 

– Devo dizer que minha nova Chichinashi não tem nada de chinchinashi.– Disse se aproximando lentamente. Por acaso ele havia acabado de chama-la de panqueca? Mas que garoto arrogante! E pervertido, já que o ruivo havia dito a frase enquanto encarava seu decote de uma maneira nada discreta. 

– Pare de encarar, seu pervertido!– Ela disse exaltada, esse cara estava começando a pagar nos nervos dela. 

– Pervertido?– ele perguntou, como se não tivesse ouvido direito.– Você não deve falar com o grande Ore-sama dessa maneira, sua garota irritante! 

– Ore-sama? Quem diabos você pensa que é?– Trinity já estava se irritando com aquele garoto, Grande Eu? Que ego mais inflado. 

– Ayato, o que está acontecendo aqui?– Uma voz autoritária perguntou do topo da escada. 

Reiji olhava para os dois com um olhar rígido, esperando uma resposta vinda de seu irmão. 

– Minha noiva acabou de chegar quatro-olhos, por acaso seu grau está aumentando e você não consegue mais ver o que há na sua frente?– O ruivo perguntou em um tom zombeteiro. 

– Sua? Mas que egoísmo é esse?– Outra voz perguntou, dessa vez vinda de um ruivo que portava um chapéu fedora em sua cabeça. 

– Eu a vi primeiro, então ela é minha.– O outro ruivo falou em um tom arrogante, quase desafiando seu irmão à contesta-lo. 

– Pera ai, noiva? Sua? Que história é essa?– A roxeada interrompeu, não gostando nem um pouco do rumo que aquela conversa havia tomado. 

– Que bonitinha, a nova Bitch-chan não faz ideia do que a espera.– Laito comentou, soltando uma risada. 

– Quem é que você esta chamando de vadia, ruivo de farmácia? 

A reação de Laito foi algo diferente do que ela esperava, pois o ruivo praticamente caiu na risada, como se aquilo o divertisse. Trinity estava ficando com uma pulga atrás da orelha devido aquele lugar, além de todos eles parecerem loucos, a maneira como eles apareciam do nada, como se houvessem se materializado a partir do ar. 

– Que pena que Ayato já reivindicou-a, eu adoraria brincar com essa Bitch-chan ousada. E aposto que seria muito divertido doma-la.– Disse o de chapéu com um sorriso de canto. 

– Nem pense nisso Laito, eu não vou dividir dessa vez. — respondeu Ayato. 

— Quer saber? Eu vou é embora. — bufou um pouco e virou-se em direção a porta. 

— Se eu fosse você não faria isso, senhorita Evans.— O rapaz de óculos que antes se encontrava no topo da escada, agora estava em seu último degrau, encarando-a com um olhar sério. 

— Como sabe meu nome? — ela perguntou voltando-se para o moreno. 

— Seria ingenuidade minha não saber o nome das futuras hospedes dessa casa, assim como suas aparências para ser capaz de identifica-las.— Ele explicou, ajeitando o óculos em seu rosto.— Que tal a senhorita me acompanhar até a sala de estar? Podemos falar da situação atual em um local mais apropriado do que o hall de entrada. 

Trinity pensou em recusar a oferta, mas ela tinha um pressentimento de que aquilo não era um pedido, mas sim uma ordem, e ela não estava nem um pouco a fim de fazer um inimigo de Reiji. 

Estava prestes a concordar, quando um forte barulho soou da porta da frente, e uma garota de belas madeixas em uma cor parecida com ferrugem, vestida em uma saia florida e uma blusa de renda, complementada com uma botinha e um chapéu, e certamente uma roupa muito leve para aquele clima, tropeçou pela entrada, caindo no chão e deixando cair sua bagagem. 

— Ops, me desculpem por isso.— ela disse enquanto juntava seus pertences e começava a se levantar. 

Antes que a garota conseguisse se erguer por completo, mãos vieram ajuda-la a se estabilizar, uma segurando-a pela sua fina cintura e outra vindo a agarrar sua mão, impedindo-a de voltar ao chão, já que ela estava quase escorregando em uma poça de água que havia se formado no mesmo ao lado de sua bagagem. 

— Cuidado Bitch-chan, eu odiaria que você se machucasse.— uma voz veludosa ressoou perto de seu ouvido. 

A garota elevou seus olhos para encarar a fonte da voz, e belos olhos de mel chocaram-se com orbes vedes cintilantes.

— Ahn, obrigada.— ela agradeceu um pouco envergonhada, sem dar atenção ao apelido pelo qual havia sido chamada, resolvendo apenas ignora-lo. 

Emily olhou em volta do hall de entrada, seus olhos observando os outros que se encontravam ali, e ela não pode deixar de se sentir um pouco desconfortável com a quantidade de olhares em si, pois depois de sua "grande entrada", todos estavam com a atenção voltada a ela. 

— Sou Emily Synful Di Angelo.— a garota se apresentou, com um doce sorriso em seu rosto. 

— Que nome belo para uma Bitch-chan ainda mais bela.— Laito disse, chegando mais perto de Emily, seu nariz praticamente roçando o pescoço da garota.- E um cheiro igualmente maravilhoso.- ele completou a fala, com um tom risonho. 

Os olhos de Emily se arregalaram levemente, a ruiva estava desconfortável com a proximidade, suas bochechas adquirindo um tom rosado, mas não deixou de processar que ele havia elogiado seu... cheiro? Que tipo de pessoa elogia o cheiro da outra? 

— Laito, deixe tais ações para depois.— Reiji interrompeu o irmão com um tom autoritário.— Senhorita Di Angelo, junte-se a Senhorita Evans, estávamos prestes a ir para a sala de estar para resolvermos a situação. 

As duas garotas trocaram um breve olhar, e havia a mesma emoção nos olhos das duas: desconfiança. Aquela atmosfera estava estranha demais, e as duas estavam com uma enorme vontade de simplesmente se virar e correr o mais rápido possível para fora daquele lugar. 

Emily sabia que aquilo não era uma opção para ela, afinal, para onde ela iria? Não teria nenhum lugar para se abrigar, e ela definitivamente achava aquela mansão melhor do que a espera, caso fosse encontrada. Se tem uma situação que ela não gostaria de se encontrar em é em uma corte de justiça, ou pior ainda, em uma cela. Então a ruiva assentiu, seguindo o moreno até onde ela imaginava ser a sala de estar. 

Trinity acabou por seguir a garota, determinando que o melhor seria ficar e ver sobre o que aquilo se tratava, e também depois de vê-los surgirem do nada daquela maneira que haviam feito mais cedo, tinha o pressentimento que nem mesmo conseguiria passar pela porta da frente antes de um deles lhe alcançar. 

Então assim as duas seguiram o segundo mais velho, sem nem mesmo perceberem que estavam entrando livremente na toca do lobo mau, e uma vez que entrassem, não teriam mais como sair. 

                                                                                             *** 

Olhos azuis acinzentados observavam o céu pela janela do carro em movimento. 

A chuva ainda caia, já estava mais fraca do que de manhã. A morena já estava no carro há algum tempo, o aeroporto não era próximo do lugar aonde ela iria ficar, e como ela havia saído direto do avião e procurado um táxi, mal havia tido tempo de descansar. 

Quando a menina de cabelos negros finalmente avistou a grande construção com uma arquitetura vitoriana à distância, deu um leve suspiro de alívio ao perceber que estava chegando. 

Que pena que a mesma ainda não sabia que tal alívio iria sumir em poucas horas, e que iria desejar ter entrado de volta no avião e voltado para Inglaterra quando tivera a chance. 

Mas ela só descobriria isso depois, quando já seria tarde demais.


Notas Finais


Como vocês devem ter notado somente duas noivas apareceram, iremos estar apresentando-as gradativamente, para conseguirmos dar mais atenção para cada uma.

Ainda não recebemos fichas pro Kanato e Yuma, então as vagas para eles ainda estão abertas.

Espero que tenham gostado, até o próximo capítulo o/
Xx <3


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