História Fallen Angels - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Supernatural, Teen Wolf
Tags Supernatural, Teen Wolf
Exibições 4
Palavras 3.584
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi, oi gente...
Bom espero que gostem desse capítulo.
"Uma mentira faz todas as verdades ficarem duvidosas"

Capítulo 2 - A mentira constante se torna verdade


Fanfic / Fanfiction Fallen Angels - Capítulo 2 - A mentira constante se torna verdade

{POV Galadriel}

-Ela vai morrer?

-Não sabemos dizer ao certo, o seu estado é instável, ou seja, a qualquer momento ela pode não está mais aqui- parei de encará-lo, e virei meu rosto na direção do chão- suas chances de sobreviver são poucas, mas existem, o tempo é que nos dará essa resposta.- o problema é que eu não tinha esse tempo, não podia ficar sentada esperando um milagre acontecer.

A lágrima que eu estava tentando conter, finalmente caiu, e se transformou em uma enchente, que não queria mais parar, eu não posso perdê-la, ela é a única pessoa que eu tenho, eu tinha que salvá-la, de alguma forma que ainda não sabia ao certo, eu estava surtando, eu nunca tinha estado  numa dessas situações, me levantei e fui em direção a saída, eu precisava de ar para esfriar a cabeça e pensar melhor, mas fui interrompida quando o doutor segurou o meu braço, me virei para ele e recebi um abraço, não esperava por aquilo, mas entrelacei meus braços na sua cintura e como ele era alto posicionei minha cabeça no seu peito, depois de alguns segundos naquela posição reconfortante, nos separamos, olhei nos seus olhos.

-Obrigada por tudo.- eu sorri e ele também.

-Por nada, agora eu preciso voltar ao trabalho, eu vou lhe deixar para assinar uns papéis sobre a estadia de sua irmã com a enfermeira- ele apontou para uma mulher morena, quase da minha altura, ele fez um sinal para que ela viesse ao nosso encontro, enxuguei minhas lágrimas na manga do meu terninho- essa é Melissa McCall.- ela tinha um sorriso estampado no rosto.

-É um prazer conhecê-la- ela falou, apertando minha mão.

-Melissa essa é Galadriel, irmã da nossa paciente- ele se virou para mim- eu me esqueci de perguntar qual o nome da sua irmã?

-Teodora.

-Melissa, amostre a ela o formulário.

-Claro.- ela me levou até o balcão da recepção, eu me virei para falar com o médico, mas ele já havia desaparecido, voltei minha atenção para a enfermeira que procurava na mesa por alguns papéis, assim que ela os encontrou, se virou para mim- Preciso que preencha esse formulário com as informações da sua irmã e as suas.- ela me entregou uma caneta e o formulário- Depois assine aqui- ela apontou para uma parte em branco em um dos papéis.

Me sentei numa cadeira e comecei a preencher, demorei um pouco, pois tive que inventar uma vida inteira em que eu sou uma adolescente de 16 anos e minha irmã de 20 anos , somos órfãs, que viemos do Texas e não tínhamos nenhum parente para contato, o resto eram perguntas se ela já tinha tido alguma doença, se era alérgica a algo e etc, e como ela nunca tinha sofrido nada até aquele momento, coloquei não em tudo. Me levantei, fui até o balcão onde Melissa me esperava e entreguei o formulário, ela começou a lê-lo, e depois me olhou.

-Vocês não tem nenhum parente?

-Não, nossos pais morreram quando ainda éramos criança, fomos deixada com nossa única tia, que morreu há duas semanas.

-Meus pêsames, por isso vieram para Beacon Hills?- eu já tinha escutado esse nome antes, só não me lembrava onde-Galadriel?- tinha me perdido nos meus pensamentos, voltei minha atenção para ela, que me olhava confusa.

-Sim, nos sentimos atraídas para cá, por isso saímos do Texas.

-Temos um probleminha aqui- comecei a ficar preocupada, ela olhou para o formulário, será que ela não acreditou na história.

-Qual?- perguntei curiosa.

-Precisamos da assinatura de um responsável acima dos vinte e um anos. Eu terei que falar com o meu superviso, mas eu já volto, pode esperar sentada.

Ela entrou dentro de uma sala, me sentei numa cadeira e a fiquei esperando, foi quando um menino apareceu na porta do hospital, ele estava com sangue nas mãos e nas roupas, ele caiu no chão, não havia mais ninguém além de mim na recepção, me levantei e fui correndo para ajudá-lo.

-Melissa! ALGUÉM! PRECISO DE AJUDA!- comecei a gritar.

O médico veio na nossa direção e logo alguns enfermeiros também juntamente com Melissa. Eles o colocaram deitado numa maca e o levaram. Estava tentando voltar minha respiração ao normal, minhas mãos estavam sujas de sangues, comecei a procurar nos corredores algum banheiro, mas eram tantos que acabei ficando perdida, havia duas placas cada uma levava para uma direção, a da direita indicava a ala psiquiátrica e a esquerda a ala de emergências, fui pelo esquerdo, eu sabia que não ia encontrar nenhum banheiro mais por ali, mas sim onde Teodora estava, minha suposição estava certa, encontrei uma porta que estava com o seu nome escrito nela, a abri, e a cena que eu vi apertou meu coração, Teodora deitada numa cama, com várias máquinas ligadas ao seu redor interligadas a ela, cheguei mais perto ia pegar na sua mão, mas lembrei que a minha mão ainda estava suja, olhei para ela e não pude conter a lágrima que caiu, ela não merecia está assim, eu tinha que recuperar de qualquer jeito as nossas graças, nem que eu precisasse fazer um acordo com o Crowley, escutei o barulho da porta se abrindo, me virei para ver quem era e encontrei Melissa parada encostada na porta, enxuguei as lágrimas e me dirigi até ela.

-Desculpa entrar aqui, é que eu precisava vê-la.

-Bom realmente você não deveria está aqui, mas vamos fazer assim eu fingo que não te vi e você sai de fininho e vai para recepção e assim ninguém nunca irá saber que você esteve aqui.- ela deu um sorriso contagiante, me fazendo sorrir também.

-Antes me mostra onde fica o banheiro.- eu mostrei minhas mãos para ela, que entendeu no mesmo instante.

-Claro.- ela me guiou até lá.- Depois é só virar a direita e seguir reto, eu vou está esperando na recepção.

Entrei no banheiro e tive um susto ao me ver no espelho, estava toda descabelada, minha roupa estava amassada e cheia de terra, com algumas partes rasgadas, além da minha mão cheia de sangue, a lavei, tirei a parte de cima do terno, me deixando com uma camisa branca por baixo, subi as mangas até o meu cotovelo e prendi meu cabelo num coque alto, ainda estava parecendo que um carro passou por mim, mas estava melhor que antes, saí do banheiro e segui para a recepção, no caminho passaram uns policias carregando três sacos pretos, aquilo chamou a minha atenção, comecei a segui-los, eles entraram numa porta que estava escrito necrotério, fiquei esperando até saírem, passou uns quinze minutos, eu estava quase desistindo e já ia voltar, quando eles saíram, entrei, o cheiro estava bastante forte, olhei ao redor, além das três que eles trouxeram ainda havia mais um, abri o zíper e encontrei o corpo de uma mulher com vários cortes em todo o corpo, os dos outros dois possuíam as mesmas marcas, escutei o barulho de duas pessoas conversando, fechei os zíper de todos e me escondi atrás de umas mesas.

{POV Xerife Stilinski}

Melissa me acompanhou até o necrotério, ela abriu um dos sacos mostrando o corpo da assassinada.

-Agora sei por que ele ainda não falou nada para o psicólogo.- ela falou se relacionando ao Sean.

-Ele vai ficar em choque por um tempo, né?- ela fez sim com a cabeça.

-Era toda a família dele?

-Sim, mãe, pai, irmão mais velho. Encontramos todos na casa, Sean era o mais novo, e o único que escapou. Me pergunto do quê?

-De quem?-Melissa me corrigiu, a encarei sem entender exatamente o que ela queria dizer-Esses ferimentos não são de garras, nem presas. São cortes profundos, uma combinação de traumatismo afiado e brusco.

-Foi o que o médico disse, algum tipo de machado, mas depois de tudo que descobri sobre o mundo sobrenatural, achei que pudesse está relacionado. Só tenho que garantir que não...

-Envolva os garotos?- ela completou minha fala.

-Sim, é um homicídio normal e não do tipo sobrenatural. Talvez a gente possa dar uma folga a eles do mundo dos assassinatos e massacres.

-Quando nós teremos uma folga?- ela perguntou e abriu um sorriso, o senso de humor dela era esquisito, porém eu também já estava cansado de todos os assassinatos sem resoluções, eu espero que esse eu consiga resolver. Ela fecho o zíper e saímos da sala.

Estávamos caminhando, quando eu parei em frente ao quarto do Sean.

-Quando eu poderei conversar com ele?- apontei para o menino deitado na cama.

-Foi dado um remédio para ele dormi, então acho que daqui à umas oito horas ele estará acordado. 

-Eu quero logo descobrir o que aconteceu.- ficamos em silêncio por um tempo, até que uma menina esbarrou em mim, ela me olhou assutada.

{POV Galadriel}

Melissa e o xerife entraram, eles começaram a falar sobre o que ocorreu com os corpos, falaram sobre um tal de Sean, que denominei ser o adolescente que chegou à uma hora atrás, sobre criaturas sobrenaturais e no começo pensei que eles tivessem falando de demônios, mas depois falaram sobre garras e presas, o que só me deixou mais confusa, depois de um tempo conversando eles decidiram que aquilo era um homicídio normal e que não deveria envolver os meninos, me perguntei quem os "meninos" eram, mas eles saíram da sala, e eu não tinha tempo para pensar, saí do meu esconderijo, esperei eles virarem para outro corredor, e corri tinha que chegado antes da Melissa na recepção só não sabia como, virei no corredor que eles tinham entrado, e esbarrei em alguém, olhei para a pessoa e vi o xerife, foi quando percebi que tinha me metido numa grande confusão.

-Galadriel aconteceu alguma coisa?- fiquei paralisada quando ela me perguntou isso, comecei a pensar em o que eu ia falar, até que eu tive uma ideia.

-Não, é que eu meio que me perdi no hospital, mas eu realmente estava procurando vocês, em particular o xerife, você está ocupado?

-Não, podemos conversar.

-Eu e minha irmã Teodora, chegamos ontem em Beacon Hills, pegamos um táxi e eu pedi para ele nos levar para um hotel, mas ele acabou nos levando para uma floresta, ele pegou uma arma e pediu para descermos do carro, ele nos roubou, levou absolutamente tudo que nós tínhamos, não sobrou nada, minha irmã tentou reagir, mas ele bateu na cabeça dela e ela desmaiou, tentei ajudá-la mas também fui acertada com algo, quando eu acordei já era de noite, corremos para encontrar a estrada, foi quando ocorreu o acidente.- abaixei a cabeça, como eu queria que aquela história fosse toda falsa, e que o acidente não fosse algo real e que realmente aconteceu, continuei- Eu não tenho onde ficar, nem para onde ir, eu não tenho dinheiro para comprar comida, eu não sei o que fazer.- falei o encarando.

-Eu vou precisar de mais detalhes sobre o homem que assaltou você e sua irmã, e sobre a noite passada.- fiz sim com a cabeça- Depois eu verei o que poderei fazer para ajudá-la. Então, me descreva como ele era.

-Ele era mais ou menos alto, devia ter uns 1,70, gordinho, moreno, barbudo, eu não me lembro necessariamente como ele estava vestido, mas era roupas casuais, ele parecia ter uns cinquenta anos- enquanto eu falava ele anotava tudo num bloquinho- Isso é tudo que eu me lembro.

-Que horas vocês chegaram em Beacon Hills?

-Eu não me lembro o horário exato, mas estava escurecendo, nós pegamos o táxi, pedimos para ele nos levar para o hotel mais próximo, como não conhecemos a cidade, só comecei a achar que tinha algo estranho quando ele parou na floresta.

-Você se lembra a placa do táxi?

-Não.

-O que ele roubou de vocês?

-Duas malas grandes, uma preta e outra vermelha, além de uma bolsa, onde tinha nosso dinheiro e identidades.

-Algum cartão de crédito que podemos localizar?

-Minha irmã não confiava em bancos, ela gostava de levar as notas.-dei um sorriso forçado.

-Última informação que lhe peço é o nome completo das duas e a idade.

-Claro, eu me chamo Galadriel...- pensei um pouco e me lembrei do sobrenome de uma caçadora que eu e Teodora ajudamos a quebrar um acordo que ela fez com o rei do inferno para que seu marido se curasse de um câncer terminal, depois disso ela passou a ajudar a encobrir  o caso de Teodora com Chris- Cooper, minha irmã possui o mesmo sobrenome Teodora Cooper, eu tenho dezesseis anos e ela vinte.

-Bom eu vou tentar encontrar algo o mais rápido possível. Agora eu preciso voltar para o departamento da polícia, se me dão licença.- ele estava saindo, o sobrenome que eu usei me fez lembrar do Chris, que precisa saber o que aconteceu com Teodora, corri até o xerife e segurei seu braço, ele se virou para mim.

-Xerife o senhor poderia fazer um favor para mim?

-O que é?

-Eu preciso encontrar uma pessoa, ela se chama Chris Pine, ele é o marido da minha irmã, eles brigaram e esse foi o real motivo para a nossa vinda para Beacon Hills, assim como nós ele também saiu do Texas, eu não sei aonde ele está agora, mas eu acho que quando ela acordar, vai querer vê-lo.

-O nome dele é Chris Pine?- assenti- Você sabe mais algumas coisa sobre ele que possa nos ajudar?

-Não que seja relevante. Como eu disse foi uma briga muito feia, ele trocou de número de telefone, não sei como avisá-lo o que aconteceu.

-Vou tentar procurá-lo, mas admito que não vai ser fácil.

-Obrigada por está tentando.

-Tchau Stilinski, até logo.- nem percebi que Melissa ainda continuava do meu lado.

O xerife se foi e eu voltei para a recepção com Melissa.

-Galadriel ele conseguirá encontrar algo, ele é um ótimo profissional. Agora você deve está morta de fome, não comeu nada desde do acidente, podemos ir no refeitório daqui, porém a comida não é uma das melhores, então podemos encomendar alguma coisa para comermos juntas.- eu abri uma sorriso, ela estava sendo muito gentil e atenciosa comigo.

-Muito obrigada Melissa, eu aceitarei sim o seu convite, estou com muita fome.

Ela encomendou comida chinesa, enquanto esperávamos eu assinei alguns papéis, ela me disse que Teodora ia ficar na ala de emergência até que ela se estabilizasse, eu perguntei sobre o menino que chegou aqui mais cedo, ela me contou o que eu já esperava que seu nome era Sean e que toda sua família foi assassinada, nossa comida chegou, comemos, os anjos não precisam comer, mas como eu não sou mais um anjo, parecia que eu estava comendo por dois, quando acabamos, ela teve que atender alguns pacientes, enquanto eu fiquei esperando no sofá lendo algumas revistas velhas, me atualizando sobre o mundo.

Estava a mais de duas horas esperando notícias e acabei cochilando, acordei com a luz no meu rosto, demorou um pouco para meus olhos se acostumarem, me arrumei na cadeira, meus cabelos estava soltos, fiz novamente um coque alto, foi quando o Liam chegou acompanhado e sendo carregado por dois rapazes, me levantei da cadeira e fui olhar o que aconteceu, ele estava mancando.

-Liam o que houve?

-Nada de mais Galadriel, só um probleminha jogando lacrosse.

-Lacrosse?- perguntei, não fazia a mínima ideia do que é isso.

-É.

-Eu vou chamar Melissa para ajudar.- e na mesma hora que eu falei isso ela apareceu atrás de mim, um dos garotos falou.

-Oi, mãe.

-Oi Scott, o que aconteceu dessa vez?- ela pareceu não se surpreender por eles estarem ali, ela parecia mais cansada.

-Estávamos jogando e houve um pequeno acidente.- o outro que continuava a carregar o Liam falou.

-Pega uma cadeira de rodas para mim.- ela falou se dirigindo à uma outra enfermeira, ele foi colocado nela.- Não se preocupe Liam, vamos cuidar bem de você, Paige leve ele para ala de ferimentos e acione o médico, eu chego já lá.- a outra enfermeira fez o que ela mandou e logo os dois seguiram por um corredor até eu não conseguir mais ver.

-Ele vai ficar bem? O machucado parecia ser bem grave.- perguntei curiosa.

-Pode ser que tenha quebrado, mas acho que ficará, agora com licença Galadriel eu preciso conversar com aqueles dois ali.- ela apontou para os meninos que trouxeram o Liam. 

Me afastei e procurei por um bebedouro, minha boca estava seca, enquanto andava pelos corredores pude observar através de algumas janelas vários pacientes, se eu ainda tivesse minha graça poderia ajudar todos ali, inclusive Liam e Teodora. Encontrei o bebedouro, estava tentando voltar para recepção quando escuto um barulho que me levou até o quarto do Liam que estava em pé em frente a porta.

-Você escutou isso também?- perguntei.

-Sim.

Eu vi uma pessoa cheia de sangue nas roupas e principalmente na boca, eu o reconheci era o garoto da família que foi assassinada.

-LIAM CUIDADO!- gritei, fazendo ele se virar na direção que o monstro estava.

O Sean deu um grunhido estranho, parecia mais uma uivada ou algo do tipo, puxei Liam pelo braço e começamos a correr, subimos um escada que nos levou para o teto do hospital, não tinha saída a criatura estava logo atrás da gente, coloquei o Liam atrás de mim, mas nada adiantou, assim que a criatura chegou ela me lançou para o outro lado, bati minha costas com tudo no chão, foi quando o filho de Melissa apareceu.

{POV Scott McCall}

Depois do acidente que ocorreu no campo, eu e Stiles levamos Liam para o hospital, uma amiga dele estava lá, ela era baixa, morena, e o olhava preocupada, depois minha mãe apareceu, expliquei o que aconteceu e eu levei uma bronca dela, a garota que eu descobri que se chamava Galadriel sumiu e depois minha mãe foi cuidar dele, me deixando sozinho com o Stiles, ele percebeu que eu estava preocupado e me sentido culpado.

-Tenho que ir. Prometi que ajudaria Malia a estudar.

-Claro, é que eu quero dar uma olhada nele.

-Sabe que não foi sua culpa, né?

-Não sei.

-Scott, se você tivesse usado o poder, ele não estaria só mancando, estaria rastejando para a outra metade do corpo.

-Se não quisesse tanto ser capitão, ele nem estaria ferido.

-Tudo bem querer algo de vez em quando.- o encarei- Capitão do time, lobisomem Alfa. Você ainda é só humano- ele se foi.

Eu sei que ele estava tentando me ajudar, mas eu não conseguia esquecer, eu não quero mais machucar ninguém, perguntei para enfermeira onde o Liam estava e ela me mostrou o caminho, eu ia entrar para pedir desculpas, mas não tive coragem quando comecei a escutar a conversa.

-Está quebrado, né?- reconheci a voz do Liam.

-Vai precisar de Raio-X.- denominei que quem falava era o médico.

-Está quebrado e é minha culpa.

-Quer me dizer o que aconteceu?

-Eu fui jogar contra dois do segundo ano, um deles é o capitão do time.

-Lembra o que sempre dizemos "jogue do forma inteligente, não com força".

-Está bravo comigo?

-Não, claro que não, talvez sua mãe esteja brava por eu te apresentar o lacrosse, mas é melhor esperar antes de entrar em pânico, e confie em mim, tenho mais motivos para isso do que você. -eles riram- Ainda não acabou. Espere os Raio-X.

O médico saiu, e eu fingi não está escutando, estava me sentido mal, Liam não merecia aquilo, o celular no meu bolso começou a tocar, era Lydia que estava me ligando.

-Ei, Lydia.

-Cadê você? Não consegui me livrar do policial.- ela estava nervosa, me lembrei que ela foi atrás de encontrar algo na casa da família que foi assassinada e acabou sendo pega por um tira.

-Certo, calma.

-Você precisa ir para o hospital agora. Precisa ir agora mesmo. O filho, o único que sobreviveu, está aí.

-Eu também estou no hospital.

-Então o encontre. Encontre Sean Walcott.- desliguei o celular.

Escutei um grito, era de minha mãe, corri para pegar o elevador, mas ninguém o parou, tive que subir pelas escadas, quando eu cheguei no corredor do quarto dele, minha mãe estava tentando fugir, fui para cima dele, ele tinha força, nós lutamos, mas ele acabou fugindo, sua boca era mais cheia de presas do que a minha e seus olhos eram brilhantes como se fosse a lua.

-Você está bem?- perguntei para minha mãe.

-Estou, estou- ela falou ofegante- Agora pegue aquele filho da puta.

Escutei um barulho vindo das escadas, corri até ela, tinha rastro de sangues que me levaram até o teto, abri a porta, Sean estava agarrando o Liam.

-Seja o que for. Seja quem for. Podemos ajudá-lo!- gritei.

-Não podem. Wendigos não precisam de ajuda. PRECISAM DE COMIDA!- Wendigo fiquei intrigado com essa palavra, deve definir o que ele seja. 

Pulei até onde eles estava, mas ele jogou o garoto que praticamente voou e foi parar na lateral do prédio, ele ia caindo, se não fosse eu segurado as suas mãos, o Wendigo me atacou pelas costas, ele estava tentando nos derrubar, o Liam estava se segurando só por uma mão, estava ficando cada vez mais difícil o segurar, ele soltou a outra mão e por impulso eu o mordi, ele gritou, era a única coisa que eu imaginei que fosse o salvar naquela hora, o Wendigo se afastou, puxei o Liam de volta, a garota da recepção me olhava confusa. Do nada um homem sem boca, apareceu e enfiou um espécie de machado no peito do Wendigo e desapareceu, tão rápido assim como chegou.


Notas Finais


hey, espero que tenham aproveitado a leitura...
Se quiserem comentem, julguem, opinem..


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