História Fallen »Vkook/Taekook« - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), Fallen
Personagens Daniel Grigori, Jungkook, Lucinda "Luce" Price, V
Tags Jeon Jungkook, Jeongguk, Kim Taehyung, Tae, Taekook, Vkook
Visualizações 36
Palavras 3.370
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Fantasia, Ficção Científica, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Desculpem a demora pra postar a segunda parte do capítulo, meus dias estavam muito corridos....

Espero que aproveitem o capítulo...

Capítulo 4 - Feito pra ficar preso part. 2/2


Fanfic / Fanfiction Fallen »Vkook/Taekook« - Capítulo 4 - Feito pra ficar preso part. 2/2

Só mais 172 minutos!

***

Cento e setenta e três minutos torturantes mais tarde, Ariane guiava Taehyung para a lanchonete.

— Que cê acha? — ela perguntou.

— Você estava certa — Taehyung respondeu entorpecidamente, ainda se recuperando do quanto suas três primeiras horas de aula tinham sido sombrias. — Por que alguém lecionaria uma matéria tão deprimente?

— Ah, o Cole amolece rápido. Ele coloca sua cara de nada-de-besteira toda vez que tem aluno novo. De qualquer jeito — Ariane disse, cutucando Taehyung — podia ter ficado com a Srta. Troz.

Taehyung olhou seu horário.

— Eu estou com ela em biologia na parte da tarde— respondeu com uma sensação de afundamento em seu estômago.

Enquanto Ariane cuspia uma gargalhada, Taehyung sentiu um encontrão em seu ombro. Era Cam, passando por eles no corredor a caminho do almoço. Taehyung teria caído estatelado se não fosse pela mão dele esticando-se para firmá-lo.

— Calma aí.

Ele lançou-lhe um rápido sorriso, e ele se perguntou se ele tinha trombado nele intencionalmente. Mas ele não parecia tão juvenil assim. Taehyung olhou para Ariane para ver se ela tinha notado algo. Ariane levantou suas sobrancelhas, quase convidando Taehyung a falar, mas nenhum deles disse coisa alguma.

Quando eles cruzaram as janelas interiores poeirentas separando o gélido corredor da lanchonete ainda mais gélida, Ariane tomou o cotovelo de Taehyung.

— Evite o filé de frango frito a qualquer custo— ela instruiu enquanto seguiam a multidão para o turvo refeitório. — A pizza é boa, o chili é bom, e o borscht na verdade não é ruim. Você gosta de bolo de carne?

— Sou vegetariano.

Ele estava olhando pelas carteiras, procurando por duas pessoas em particular. Jungkook e Cam. Ele simplesmente se sentiria mais a vontade se ele soubesse onde eles estavam, para que pudesse continuar seu almoço fingindo que não tinha visto nenhum dos dois. Mas até agora, nada...

— Vegetariano, hein? — Ariane franziu seus lábios. — Pais hippies ou sua própria tentativa miserável de rebelião?

— Hã, nenhum dos dois, eu simplesmente não...

— Gosta de carne?

Ariane girou os ombros de Taehyung noventa graus, para que ele olhasse diretamente para Jungkook, sentado em uma carteira do outro lado do cômodo. Taehyung soltou uma longa exalação. Ali estava ele.

— Agora, isso vale para qualquer carne? — Ariane cantarolou altamente. — Tipo, você não afundaria seus dentes nele?

Taehyung bateu com força em Ariane e arrastou-a na direção da fila do almoço. Ariane estava se matando de rir, mas Taehyung sabia que ele estava corando violentamente, o que seria dolorosamente óbvio nessa iluminação fluorescente.

— Cala a boca, ele com certeza te ouviu— ele sussurrou.

Parte de Taehyung se sentia feliz por estar brincando sobre garotos com uma amiga. Supondo que Ariane fosse sua amiga.

Ele ainda se sentia desapegado pelo que tinha acontecido essa manhã quando ele vira Jungkook.

Aquela atração na direção dele – ele ainda não entendia de onde viera, e ainda assim, aqui estava ele de novo. Ele se forçou a afastar seus olhos do cabelo negro dele, da linha suave de sua mandíbula. Ele se recusava a ser pego encarando. Ele não queria dar-lhe qualquer razão para lhe mostrar o dedo do meio pela segunda vez.

Taehyung olhou para o outro lado da carteira, para o amigo de Jungkook, Roland. Ele estava olhando diretamente para ele. Quando ele capturou seu olhar, ele agitou suas sobrancelhas de um jeito que Taehyung não conseguia entender, mas que ainda o assustava um pouquinho.

Taehyung se voltou para Ariane.

— Por que todos nessa escola são tão esquisitos?

— Vou escolher não me ofender com isso — Ariane respondeu, pegando uma bandeja de plástico e dando uma para Taehyung. — E eu vou seguir explicando a fina arte de selecionar um assento na lanchonete. Veja, você nunca vai querer se sentar perto de... Taehyung, cuidado!

Tudo que Taehyung fez foi dar um passo pra trás, mas assim que ele o fez, ele sentiu o duro empurrão de duas mãos em seus ombros. Imediatamente, ele sabia que iria cair. Ele apalpou à sua frente por apoio, mas tudo que suas mãos encontraram foi a bandeja de almoço cheia de outra pessoa. O negócio todo caiu junto com ele. Ele pousou com uma pancada no chão da lanchonete, uma xícara inteira de borscht em sua cara.

Quando ele limpou beterrabas esmagadas o bastante para que seus olhos vissem, Taehyung olhou para cima. A fadinha mais brava que ele já tinha visto estava parada sobre ele. A garota tinha cabelo oxigenado espetado, pelo menos dez piercings no rosto, e um olhar mortal. Ela arreganhou seus dentes para Taehyung e sibilou:

— Se a sua visão não tivesse arruinado meu apetite, eu faria você me comprar outro almoço.

Taehyung gaguejou uma desculpa. Ele tentou se levantar, mas a garota bateu o salto de sua bota preta de salto agulha no pé de Taehyung. Dor subiu por sua perna, e ele teve que morder seu lábio para não gritar.

— Por que eu simplesmente não deixo pra próxima? — a garota disse.

— Já chega, Molly — Ariane disse friamente.

Ela se abaixou para ajudar Taehyung a ficar de pé. Taehyung recuou. O salto agulha definitivamente iria deixar uma marca.

Molly esquadrinhou seus quadris para encarar Ariane, e Taehyung teve o pressentimento de que essa não era a primeira vez que elas trocavam faíscas.

— Amizade rápida com a novata, eu vejo — Molly grunhiu. — Esse é um comportamento realmente ruim, A. Você não deveria estar em condicional?

Taehyung engoliu em seco. Ariane não tinha mencionado nada sobre condicional, e não fazia sentido que isso a proibiria de fazer novos amigos. Mas a palavra fora o bastante para fazer Ariane fechar seu punho e mandar um gordo soco que acabou no olho direito de Molly.

Molly cambaleou para trás, mas foi Ariane quem chamou a atenção de Molly. Ela começou a ter convulsão, seus braços para cima e sacudindo no ar.

Era a pulseira, Taehyung percebeu com horror. Estava enviando algum tipo de choque pelo corpo de Ariane. Inacreditável. Essa era uma punição cruel e incomum, com certeza. O estômago de Taehyung revirou enquanto ele observava todo o corpo estudantil trepidar. Ele se esticou para pegar Ariane bem quando ela afundava no chão.

— Ariane — Taehyung sussurrou. — Você está bem?

— Estou ótima.

Os olhos negros de Ariane abriram-se vacilantemente, então se fecharam.

Taehyung arfou. Então um dos olhos da Ariane abriu de volta.

— Te assustei, não foi? Ai, que fofo. Não se preocupe, os choques não vão me matar — ela sussurrou. — Eles só me tornam mais fortes. De qualquer jeito, valeu a pena para dar um olho roxo pra aquela vaca, sabe?

— Certo, afastem-se. Afastem-se— uma voz rouca rugiu atrás deles.

Randy estava parada na entrada, o rosto vermelho e respirando violentamente. Era um pouco tarde demais para afastar qualquer coisa, Taehyung pensou, mas então Molly estava inclinando-se na direção delas, seus saltos agulha fazendo um som seco no linóleo. A garota não tinha vergonha. Ela realmente iria dar uma surra na Ariane com Randy parada bem ali?

Felizmente, os braços fortes de Randy fecharam-se ao redor dela primeiro. Molly tentou chutar para se libertar e começou a gritar.

— É melhor alguém começar a falar — Randy rosnou, apertando Molly até ela ficar frouxa.

— Pensando melhor, todas as três apresentem-se para a detenção amanhã de manhã. Cemitério. Ao raiar do dia!— Randy olhou para Molly. — Já se acalmou?

Molly assentiu rigidamente, e Randy soltou-a. Ela se abaixou para onde Ariane ainda estava deitada no colo de Taehyung, seus braços cruzados sobre seu peito. De primeira, Taehyung achou que Ariane estava de mal humor, como um cachorro bravo com uma coleira, mas então Taehyung sentiu um pequeno choque do corpo de Ariane e percebeu que a garota ainda estava à mercê da pulseira.

— Vamos— Randy disse, mais suavemente. — Vamos te desligar.

Ela estendeu sua mão para Ariane e ajudou a puxar seu minúsculo corpo trêmulo, virando-se somente uma vez na entrada para repetir ordens para Taehyung e Molly.

— Raiar do dia!

— Estou ansiosa por isso — Molly disse docemente, abaixando-se para pegar o prato de bolo de carne que tinha deslizado de sua bandeja.

Ela balançou-o sobre a cabeça da Taehyung por um segundo, então virou o prato de ponta-cabeça e amassou a comida em seu cabelo. Taehyung conseguia ouvir o esguicho de sua própria mortificação enquanto toda a Sword&Cross teve uma visão do novato coberto por bolo de carne.

— Impagável — Molly disse, puxando a menor das câmeras prateada de um bolso traseiro em sua calça jeans. — Diga... bolo de carne — ela cantou, tirando algumas fotos de rosto. — Ficarão ótimas no meu blog.

— Belo chapéu— alguém zombou do outro lado da lanchonete.

Então, com trepidação, Taehyung voltou seus olhos para Jungkook, rezando para que de algum modo ele tivesse perdido a cena toda. Mas não. Ele estava balançando sua cabeça. Ele parecia chateado.

Até aquele momento, Taehyung pensava que tinha uma chance de se levantar e simplesmente chacoalhar o incidente – literalmente. Mas vendo a reação do Jungkook – bem, finalmente o fez entender.

Ele não choraria na frente de qualquer uma daquelas pessoas horríveis. Ele engoliu duramente, levantou-se, e se mandou. E se apressou na direção da porta mais próxima, ansioso por sentir um ar frio em seu rosto.

Ao invés, a umidade sulista de setembro encobriu-o, sufocando-o, assim que ele saiu. O céu tinha aquela cor de nada, um marrom acinzentado tão opressivamente brando que era até mesmo difícil achar o sol. Taehyung diminuiu, mas foi até a beirada do estacionamento antes de parar completamente.

Ele ansiava ver seu velho carro ali, afundar no assento de pano esfiapado, acelerar o motor, ligar o som, e dar o fora desse maldito lugar. Mas enquanto ficava parada na quente calçada preta, a realidade assentou: Ele estava preso aqui, e um par de portões elevados de metal separavam-na do mundo fora da Sword&Cross. Além do mais, mesmo que ele tivesse saída... Para onde ele iria?

A sensação doentia em seu estômago lhe dizia tudo que ele precisava saber. Ele já estava no fundo do poço, e as coisas estavam ficando bem sombrias. Era tão deprimente quanto era verdade: a Sword&Cross era tudo o que ele tinha.

Ele deixou seu rosto cair em suas mãos, sabendo que tinha que voltar. Mas quando ele ergueu sua cabeça, o resíduo em suas palmas o lembrou que ele ainda estava encoberto pelo bolo de carne da Molly. Eca. Primeira parada, o banheiro mais próximo.

De volta lá dentro, Taehyung entrou no banheiro bem quando a porta estava abrindo. Gabbe, que parecia ainda mais loira e perfeita agora que Taehyung parecia que tinha dado um mergulho no lixão, passou por ele se espremendo.

— Oopa, licença, querido — ela disse. Sua voz com sotaque sulista era doce, mas seu rosto se enrugou ao ver Taehyung. — Ai céus, você está horrível. O que aconteceu?

O que aconteceu? Como se a escola toda já não soubesse. Essa garota provavelmente estava se fazendo de burra para que Taehyung revivesse toda a cena mortificante.

— Espere cinco minutos — Taehyung replicou, com mais aspereza em sua voz do que pretendia. — Tenho certeza que fofoca se espalha como a praga aqui.

— Quer a minha base emprestada? — Gabbe perguntou, oferecendo um estojo de maquiagem azul-pastel. — Você não se viu ainda, mas você vai...

— Obrigado, mas não.

Taehyung a cortou, entrando no banheiro. Sem se olhar no espelho, ele ligou a torneira. Ele jogou água gelada em seu rosto e finalmente soltou tudo. Lágrimas escorrendo, ele apertou o ministrador de sabonete e tentou usar um pouco do sabonete barato rosa empoado para tirar o bolo de carne. Mas ainda havia o problema do cabelo. E suas roupas definitivamente já tinham parecido e cheirado melhor. Não que ele precisasse mais se preocupar em causar uma boa impressão.

A porta do banheiro se abriu e Taehyng esbarrou contra a parede como um animal enjaulado. Quando uma estranha entrou, Taehyung endureceu e esperou pelo pior.

A garota tinha uma estrutura corporal atarracada, acentuada por uma quantidade anormal de camadas de roupa. Seu rosto largo era cercado por cabelo castanho cacheado, e seus óculos roxo-claro balançaram quando ela fungou. Ela parecia bastante modesta, mas também, aparências enganam. Suas duas mãos estavam colocadas atrás de suas costas de um jeito que, depois do dia que Taehyung tinha tido, ele simplesmente não podia confiar.

— Sabe, você não devia estar aqui sem um passe — a garota disse.

Seu tom parecia ser sério.

— Eu sei.

O olhar nos olhos dessa garota confirmou a suspeita de Taehyung de que era absolutamente impossível fazer uma pausa nesse lugar. Ele começou a suspirar em rendição.

— Eu só...

— Estou brincando — a garota riu, girando seus olhos e relaxando sua postura. — Eu peguei shampoo do vestiário para você.

Ela trouxe suas mãos para frente para mostrar duas embalagens plásticas de shampoo e condicionador de aparência inocente.

— Vamos — ela disse, puxando uma cadeira de dobrar gasta. — Vamos te limpar. Sente aqui.

Um barulho parcialmente de lástima e parcialmente de risada que ele nunca havia feito antes escapou dos lábios de Taehyung. Soava, ele achava, com alívio. A garota realmente estava sendo legal com ele – não só legal do tipo colégio reformatório, mas legal do tipo pessoa normal! Por razão alguma. O choque disso era quase grande demais para Taehyung aguentar.

— Obrigado? — Taehyung conseguia dizer, ainda se sentindo um pouco cauteloso.

— Ah, e você provavelmente precisa de uma muda de roupas— a garota falou, olhando para seu suéter preto e puxando-o sobre sua cabeça para expor um suéter preto idêntico abaixo.

Quando ela viu o olhar de surpresa no rosto de Taehyung, ela disse:

— O quê? Eu tenho um sistema imunológico hostil. Eu tenho que usar muitas camadas.

— Ah, bem, você ficará bem sem essa? — Taehyung se forçou a perguntar, mesmo ele fazendo quase tudo agora para tirar a capa de carne que estava usando.

— É claro— a garota disse, dispensando-o. — Tenho mais três debaixo dessa. E mais algumas no meu armário. Fique a vontade. Me machuca ver um vegetariano coberto de carne. Sou muito empática.

Taehyung se perguntou como essa estranha conhecia suas preferências alimentícias, mas mais que isso, ele tinha que perguntar:

— Hmm, por que você está sendo tão legal?

A garota riu, suspirou, então balançou sua cabeça.

— Nem todos na Sword&Cross são vadias ou atletas.

— Hein? — Taehyung disse.

— Sword&Cross... Vadias e Atletas. Um péssimo apelido da cidade para essa escola. Obviamente não há nenhum atleta aqui. Eu não irei oprimir os seus ouvidos com alguns dos apelidos mais rudes que bolaram.

Taehyung riu.

— O que eu quero dizer é que, nem todos aqui são uns completos babacas.

— Só a maioria? — Taehyung perguntou, odiando ele já soar tão negativo.

Mas fora uma manhã tão longa, e ele já tinha passado por tanto, e talvez essa garota não o julgasse por um ser um tantinho irritado.

Para sua surpresa, a garota sorriu.

— Exatamente. E eles certamente dão ao resto de nós uma má reputação. — Ela estendeu sua mão. — Sou Pennyweather Van Syckle-Lockwood. Pode me chamar de Penn.

— Entendi.

Taehyung ainda estava irritado demais para perceber que, em uma vida passada, ele poderia ter encoberto uma risada por causa do nome dessa garota. Soava como se ele tivesse pulado diretamente de um romance de Dickens. Mas também, havia algo digno de confiança em uma garota com um nome como esse que conseguia se apresentar com uma cara séria.

— Sou Kim Taehyung.

— E todos te chamam de Taehyung — Penn disse. — E você se transferiu da Dover Prep, em New Hampshire.

— Como sabe disso? — Taehyung perguntou lentamente.

— Palpite de sorte? — Penn deu de ombros. — Estou brincando, eu li seu arquivo, dã. É um passatempo.

Taehyung encarou-a sem expressão. Talvez ele tenha sido precipitada demais com aquele julgamento de ser confiável. Como Penn poderia ter tido acesso ao seu arquivo?

Penn tomou conta de ligar a água. Quando ficou quente, ela fez um movimento para Taehyung abaixar sua cabeça na pia.

— Veja, o negócio é que — ela explicou — eu não sou realmente louca.

Ela puxou Taehyung por sua cabeça molhada.

— Sem ofensa.

Então a abaixou de volta.

— Sou a única nesse colégio sem um mandado de corte. E você pode achar que não, mas ser legalmente sã tem suas vantagens. Por exemplo, eu sou a única em que confiam para ser ajudante no escritório. O que é idiotice deles. Tenho acesso a todo tipo de porcaria confidencial.

— Mas se você não tem que estar aqui...

— Quando o seu pai é o caseiro do colégio, eles meio que tem que deixar você frequentá-lo de graça. Então... — Penn dissipou.

O pai de Penn era o caseiro? Pela visão do lugar, não tinha nem passado pela mente de Taehyung que eles ao menos tinhamum caseiro.

— Eu sei o que está pensando — Penn disse, ajudando Taehyung a limpar o fim de molho de carne de seu cabelo. — Que o lugar não é exatamente bem mantido?

— Não — Taehyung mentiu.

Ele estava ansiosa a ficar de bem com essa garota, e queria mandar vibrações de seja-minha-amiga muito mais do que queria parecer que realmente se importava se aparavam a grama da Sword&Cross frequentemente.

— É, hm, bem bonito.

— Papai morreu há dois anos — Penn falou mais baixo. — Eles até colocaram o velho decadente Diretor Udell como meu guardião legal, mas, hã, eles nunca realmente contrataram um substituto para o papai.

— Sinto muito — Taehyung respondeu, abaixando sua voz, também.

Então mais alguém aqui sabia o que era passar por uma grande perda.

— Tudo bem — Penn disse, espremendo condicionador em sua palma. — É na verdade um colégio realmente bom. Eu gosto bastante daqui.

Agora a cabeça de Taehyung se levantou com tudo, mandando respingos de água pelo banheiro.

— Tem certeza de que não é louca? — ele provocou.

— Estou brincando. Odeio aqui. É uma porcaria total.

— Mas você não consegue se forçar a ir embora— Taehyung disse, inclinando sua cabeça, curioso.

Penn mordeu seu lábio.

— Eu sei que é mórbido, mas mesmo que eu não estivesse presa ao Udell, eu não conseguiria. Meu pai está aqui.

Ela gesticulou na direção do cemitério, invisível daqui.

— Ele é tudo que eu tenho.

— Então suponho que você tem mais do que outras pessoas nesse colégio — Taehyung disse, pensando em Ariane.

Sua mente voltou para o jeito como Ariane tinha agarrado sua mão na quadra hoje, o olhar ansioso em seus olhos azuis quando ela fez Taehyung prometer que iria passar no seu quarto no dormitório hoje à noite.

— Ela vai ficar bem— Penn falou. — Não seria segunda-feira se Ariane não fosse carregada para a enfermaria após um ataque.

— Mas não foi um ataque — Taehyung disse. — Foi aquela pulseira. Eu a vi. Estava dando choques nela.

— Nós temos uma definição muito ampla do que caracteriza um “ataque” aqui na Sword&Cross. Sua nova inimiga Molly? Ela já deu ataques legendários. Eles ficam dizendo que vão mudar a medicação dela. Com sorte você terá o prazer de testemunhar pelo menos um bom surto antes que eles mudem.

A inteligência de Penn era bastante notável. Passou pela cabeça de Taehyung perguntar qual era a história do Jungkook, mas a complicada intensidade de seu interesse nele era provavelmente melhor mantida a uma base de necessidade. Pelo menos até que ele mesmo conseguisse entender. Ele sentiu as mãos de Penn torcendo água de seu cabelo.

— Essa foi a última. Acho que você está finalmente livre de carne.

Taehyung olhou para o espelho e correu suas mãos por seu cabelo. Penn estava certa. Exceto pela cicatriz emocional e a dor em seu pé direito, não havia evidência de seu rolo na lanchonete com Molly.

— Só fico feliz por você ter cabelo curto. Se fosse comprido essa teria sido uma operação bem mais comprida. 

Taehyung olhou embasbacado para ela.

— Vou ter que ficar de olho em você, não vou?

Penn enlaçou seu braço no de Taehyung e guiou-o para fora do banheiro.

— Só fique de bem comigo e ninguém se machucará.

Taehyung mandou a Penn um olhar preocupado, mas o rosto de Penn não demonstrava nada.

— Você está brincando, certo?— Taehyung perguntou.

Penn sorriu, repentinamente feliz.

— Vamos, temos que ir para aula. Não está feliz por termos o mesmo horário de tarde?

Taehyung riu.

— Quando você vai parar de saber tudo sobre mim?

— Não no futuro próximo — Penn disse, empurrando-o pelo corredor e de volta na direção das salas de aula de bloco de cimento. — Você logo aprenderá a amar isso, eu prometo. Sou uma amiga muito poderosa a se ter.


Notas Finais


Espero que tenham gostado..... e novamente peço minhas sinceras desculpas pela demora.... isso não irá se repetir.....

Até o próximo capítulo... Bye


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