História Falling - Capítulo 22


Escrita por: ~

Postado
Categorias Supernatural
Personagens Castiel, Crowley, Dean Winchester, Hannah, Personagens Originais, Sam Winchester
Exibições 30
Palavras 2.936
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Sci-Fi, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Depois de alguns dias longe eu voltei e infelizmente com o final da fanfic. Eu tive que refazer esse final várias vezes e eu acho que esse que eu escolhi ficou melhor... talvez :)
Um aviso: vou ter que dividir o final em duas partes porque ficou grande demais e eu não quero fazer vocês lerem um capítulo de mais de 5mil palavras KJFSDLFJSLDKJ enfim

preparem-se

Capítulo 22 - Capítulo XXII - It's not somebody who's seen the light


Ela decidiu voltar, já convivia com eles novamente a uns meses. Tinha algo complicado demais com Dean que não poderia ser chamado de namoro, eles preferiram assim. Ariel não se arriscava muito, a cada dia que passava se sentia fraca, como se alguém tivesse sugando a energia dela, ela não deu muita bola para aquilo, poderia ser qualquer coisa mas ela não queria se preocupar, já estava farta de preocupações.

Por incrível que pareça, aquele dia estava normal. Nada tinha aparecido até aquele momento, Ariel lia uma reportagem estranha demais no notebook, lia atentamente cada linha do texto. Parecia algo da área deles mas ela não tinha muita certeza. Ela suspirou e abriu outra aba com a mesma reportagem mas dessa vez ela foi lendo com calma e com mais atenção cada palavra dita no texto. Realmente parecia algo deles. Ela só viu dois braços de cada lado dela apoiados na mesa, Ariel sorriu quando sentiu lábios no sem ombro e subindo para o seu pescoço

- Você está me atrapalhando

- Eu não acredito que uma reportagem seja mais interessante do que eu aqui

- Bem, se for um caso... sim – ele parou e olhou para o notebook a sua frente – 3 supostos suicídios em uma clínica de repouso para Idosos

- É normal ter casos de depressão em um lugar desses

- Das três vítimas, uma delas era recepcionista do local e morreu em casa. Não faz sentido ser apenas depressão – ao ouvir o que ela disse, Dean passou a ler a notícia com mais atenção – pode ser um dos nossos

- Nem pensar, se for, você não vai participar disso – ela olhou fixamente para ele – não adianta, eu não vou arriscar você

- Que droga Dean! – ela cruzou os braços e logo depois sorriu – você sabe que eu vou de qualquer jeito não é?

- É eu sei. Eu te odeio por isso - ele depositou um beijo rápido em seus lábios, Ariel não deixou que ele se afastasse e segurou seu rosto, aprofundando o beijo. As mãos dele descansaram em sua cintura e aperta a região enquanto ainda a beijava. Um pigarro foi escutado pelos dois que se separaram na hora

- Por favor, vão para o quarto – Sam disse sorrindo – Dean tem razão, você deve ficar por aqui e não sair se arriscando... outra vez

- Eu acho adorável quando vocês dois tentam me impedir de fazer esse tipo de coisa. Vamos lá, quantas vezes eu salvei o traseiro de vocês dois, hum? – ninguém falou mais nada – foi o que eu pensei. Eu ajudo vocês na pesquisa e vocês fazem o trabalho sujo tudo bem? Eu aceito essa tarefa, assim eu fico protegida, vocês são muito chatos – ela se levantou e levou o notebook junto com ela. Os dois sorriram vendo ela se afastar, mesmo que Ariel tivesse uma personalidade forte e que geralmente brigava com eles por causa disso, era bom ter mais alguém ali, e ainda mais esse alguém sendo ela a quem os dois se apegaram rápido demais.

Como os dois imaginaram, a promessa dela não foi cumprida e ela acabou se envolvendo perguntando se podia participar dos interrogatórios com os residentes da clínica de repouso. Eles não discutiram, sabiam que não iam dar em nada, Ariel conseguia ser teimosa quando queria. Ariel prestava atenção em tudo o que falavam mas perdeu o fio de raciocínio quando notou que uma das residentes da clínica começou a dar em cima de Dean, ela segurou o riso, era uma senhora até adorável mas Dean olhava para Ariel desesperado, fazendo a cena ficar cômica para ela. No final do dia, quando eles entraram no hotel, Ariel não aguentou e começou a falar sobre o assunto, tirando sarro do “namorado” que nada fez. Ela agora ficava no mesmo quarto que os dois, as coisas tinham mudado bastante.

- O que poderia fazer uma pessoa, visualmente, normal começar a bater a cabeça na parede até ela explodir?

- Pode ser qualquer coisa, ainda não encontrou nada? – Ariel negou com a cabeça. Fechou o notebook e foi em direção a cama aonde Dean estava deitado. Sam já dormia na cama ao lado – eu ainda sou contra você aqui

- Você não pode me colocar em uma bolha para sempre Winchester - ela se deitou do lado dele, apoiando a cabeça em seu peito – eu sei me defender ok? Se alguma coisa acontecer eu vou estar pronta. Será que eu tenho que lembrar do número de vezes...

- Você tem que citar isso não é?

- Claro que sim, é meu triunfo - os dois riram baixo, olharam para o lado e viram Sam ainda dormindo, só tinha se mexido um pouco mas nada de acordar – eu estou me sentindo na faculdade quando eu tinha que falar baixo com os meninos para não acordar a minha colega de quarto - Dean apertou a cintura dela - quem vê assim acha que eu tinha uma vida muito agitada

- E tinha?

- Nem um pouco, eu já te disse que eu era a nerd do grupo - ela olhou para ele e depositou um beijo em seus lábios, Dean apertou ela contra seus braços e quando ela viu já estava deitada na cama com ele por cima dela, Ariel o afastou - ele vai acordar

- Não se você ficar quieta

- Idiota - ela disse rindo enquanto ele beijava seu pescoço. Sua mão foi subindo pelas pernas dela, Ariel ofegou baixo até um barulho de asas ser escutado no quarto, fazendo Ariel empurrar Dean por reflexo e ele cair da cama, acordado o irmão ao lado.

- Ela precisa vir comigo

- Cas, isso não pode esperar um pouco? – Ariel levantou arrumando a roupa no corpo. Ele não respondeu apenas se aproximou dela - espera, eu preciso primeiro saber o que está… - ele encostou em sua testa e os dois apareceram em outro lugar, um lugar bem conhecido por Ariel - eu odeio quando você faz isso. 

- Você está correndo risco

- Cadê a novidade? Posso voltar agora? – ela rolou os olhos e quando tentou sair dali foi impedida pelo anjo – o que foi? – ele colocou a mão sobre o ventre dela – o que foi?

- Isso não poderia ter acontecido

- O que não poderia acontecer? – ele não respondeu, apenas olhou para ela parecendo preocupado – Cas, o que não poderia acontecer? – ele continuou em silêncio – você está começando a me assustar

- Você está grávida

- Não, nós nos protegemos, eu não seria irresponsável a ponto de colocar uma criança no mundo sendo o que eu sou... eu não estou grávida

- Ariel...

- Eu não estou ok? – ela começou a ficar nervosa – eu só estou... eu não... que droga como eu não pude perceber

- Eu posso sentir a presença dele, imagino que não só eu. Eu preciso que você fique aqui agora, é o lugar mais seguro para você nesse momento

- Claro, com vários anjos querendo que eu morra pelo fato de eu ser uma aberração para eles. Não obrigada – ela foi sair dali mas mais anjos apareceram, impedindo ela – você não pode fazer isso

- Não temos opção – ela suspirou e sorriu logo em seguida

- Tudo bem, mas eu tenho. Fique longe de mim – ela fechou os olhos e quando abriu eles novamente estava no quarto novamente. Os dois pareciam preocupados, ao olhar para a janela viu que já era de manhã – eu demorei tanto assim

- O que aconteceu? – ela fez um gesto com as mãos para que eles deixassem aquilo para lá

- Então, nesse meio tempo que eu estive fora, encontraram alguma coisa? – Ariel fingiu que nada tinha acontecido, os irmãos ficaram em silêncio por alguns segundos até responderem ela com todas as coisas que tinham descobertos naquele tempo em que ela tinha ficado fora. Ariel descobriu que ficou horas fora, que para ela tinha parecido apenas alguns minutos. Ariel se viu se distraindo novamente, pensava no que Castiel tinha dito, batia com as coisas que ela vinha sentindo aqueles dias. A fome excessiva, os enjoos e dores de cabeça repentinas, até o atrasado de sua menstruação – não pode ser

- O que? – ela balançou a cabeça e olhou para quem tinha perguntado, Sam olhava para ela esperando a resposta

- Nada é só... uma coisa que passou pela minha cabeça. Bobagem – ela sorriu – então, a enfermeira já passou por esse tipo de situação antes?

- Sim – Sam deixou para lá e começou a falar novamente sobre o caso. Ariel prestou atenção em toda a informação mas sentiu os olhos de Dean nela, ela não queria aquilo, ele poderia perceber alguma coisa e isso era a última coisa que ela queria antes dela resolver o que faria com aquele problema que estava crescendo dentro dela.

-x-

A enfermeira aceitou ajudá-los mas outro ataque aconteceu nesse meio tempo e agora tinha sido um dos diretores da clínica.  Uma das residentes, e a mesma mulher que ficou dando em cima de Dean, estava por perto quando aconteceu o ataque e estava em choque. Os cinco decidiram agir, deduziram que a próxima seria essa mesma residente, então passaram a noite ali de guarda.  Ariel estava sentada em um sofá enquanto Sam e Dean deixavam tudo pronto para quando a coisa aparecesse. Ela sem notar passou a mão por cima de seu ventre, ainda não poderia acreditar que tinha acontecido. Ela tomou todos os cuidados, ela sabia o que aconteceria se engravidasse, Ariel não queria que aquilo tudo acontecesse com outra pessoa mas ainda se essa pessoa fosse seu filho, era melhor ser apenas ela do que outro sofrer as maldições daquele destino. Ao seu lado a residente se acomodou, olhou para aonde a mão da menina tinha parado e sorriu.

- Menino ou menina?

- O que? – ela olhou para a senhora que sorria para ela. Ariel olhou para baixo e retirou a mão de onde estava – eu não... eu não sei ainda. Descobri recentemente.

- Parabéns! – a senhora sorriu

- Não sei se é algo que eu deva ficar feliz – Ariel suspirou e a senhora segurou sua mão, sorrindo logo em seguida para ela

- Sabe, as vezes as coisas apenas acontecem, sem explicação nenhuma. As vezes essas coisas são ruins mas na maioria delas, são boas. Uma criança sempre traz esperança, talvez seja isso que você esteja precisando - a senhora sorriu - ele já sabe? - Ariel olhou para Dean que agora desenhava um símbolo na parede, estava concentrado demais

- Não, eu ainda não contei a ele... e nem sei se vou contar

- Não faça isso que você está pensando em fazer. Eu sei que você é nova e isso pode parecer difícil é desesperador mas… você pode se arrepender de um ato como esse - Ariel sorriu - eu acho que vai ser um menino

- Quem sabe – a senhora piscou para ela e largou sua mão. O clima ficou frio demais, era como se uma brisa congelante tivesse entrado dentro do aposento – é ela?

- Talvez - Ariel se levantou - fique aí - ela rolou os olhos e foi andando em direção aos dois quando algo empurrou ela para longe. Ariel bateu as costas com força na parede e ficou ali, presa. Um silêncio tomou conta e como se fosse uma brisa passando por eles, Ariel sentiu aquela sensação de congelamento novamente mas dessa vez quem colocou as mãos na cabeça foi Dean mais a frente, ela tentou sair de onde estava, o “namorado” parecia desorientado

- Sam! O feitiço! É ela! – A enfermeira gritou, Sam pegou o pedaço de papel que estava perto dele e começou a dizer o feitiço, ele também foi impedido. Sam caiu mais à frente desacordado depois de uma pancada forte na cabeça. A enfermeira protegeu a senhora que pegará o papel que caiu no chão. Ariel olhou para o lado e viu Dean se levantar, parecia atordoado demais, ele segurou na parede próxima e começou a bater a cabeça na mesma 

- Não! – ela lutou com todas as forças que tinha para sair dali. Ao se concentrar, sua força foi maior do que seja lá o que estivesse prendendo-a. Ariel foi até o “namorado” e fez ele parar, Dean agora dava socos na parede, parecia lutar contra aquilo - o feitiço! Terminem ele! - a enfermeira pegou o papel e continuou lendo em voz alta, ao terminar, ela cortou a mão com a faca dourada e bateu em um dos símbolos, a coisa ficou presa na parede aonde Ariel estava a poucos segundos atrás. A enfermeira parecia fraca demais, ela correu até ela, pegou a faca de suas mãos e foi de encontro a coisa é cravou a faca nela. Ela se contorceu e explodiu, deixando uma onda de ar frio no ambiente. Ariel que tinha o rosto escondido por causa do ar, olhou para Dean que estava sentado no chão e ofegava, tinha marcas de sangue em toda parte de seu rosto. Ariel correu até ele - você está bem? - ele não respondeu. Sam tinha acabado de chegar do lado do irmão e o abraçou, Ariel se afastou e se encostou na parede do lado. Ela teve perto de, mais uma vez, perder ele. O destino seria tão cruel assim com ela mesmo?

-x-

Ariel esperou por muito tempo, fingindo que estava fazendo algo no notebook. Eles já tinham voltado para o bunker, o mesmo estava silencioso. Ela olhou nos corredores, em todo canto e nada. Eles já tinham ido dormir o que facilitaria ela. Ariel subiu as escadas sem fazer barulho e ao chegar do lado de fora, fechou os olhos e ao abri-los novamente estava em um local diferente, o mesmo corredor branco de outras vezes com Castiel esperando ela mais a frente

- É claro que você sabia que eu estava vindo – ela se aproximou do anjo – Cas, eu sei que você está tentando fazer o melhor que pode mas eu estava pensando... e se eu fizer a mesma coisa que a minha mãe fez comigo? Ela conseguiu me tirar do radar por todo esse tempo certo?

- Não temos certeza que essa criança será uma igual a você e mesmo que seja, precisaria de uma força maior que a sua para conseguir manter ele fora do radar enquanto você ainda estivesse grávida – ele suspirou – essa criança pode vir forte ou pode vir normal como qualquer outra, não podemos arriscar porque Crowley ainda está procurando por você é no momento que ele te achar ele vai querer ficar com essa criança e, ela sendo poderosa ou não, ele pode treinar ela para o que ele quiser.

- Eu posso ter outra opção - Ariel suspirou – olha, eu pensei muito sobre isso, eu vou ficar mal por algum tempo mas é o melhor que eu posso fazer nesse exato momento...

- Tirar essa criança não te impede de engravidar novamente. Ariel, você não pode mais ficar com eles. O que você tem com o Dean agora é prejudicial para você.

- Agora você quer mandar em quem eu posso ou não me envolver?

- Não é isso...

- Olha, sempre tem um jeito para isso certo? Eu vou resolver esse problema... eu... é por uma boa causa não é? Não é? – Castiel não respondeu – já está resolvido – Ariel respirou fundo por várias vezes ante de fechar os olhos e ficar concentrada por alguns minutos, algo deu errado pois ela gritou de dor, algo a impedia de fazer o que ela queria fazer, algo dentro dela – Eu não consigo – Ariel se ajoelhou, parecia que algo se contorcia dentro dela – ele... ele não está deixando. Me desculpe eu…

- O que piora a situação, ele é igual a você – Ariel olhou para o anjo assustada – me escuta...

- Eu vou… eu vou protegê-lo. Minha mãe conseguiu isso, eu também consigo 

- Ariel por favor…

- Castiel não! Eu não vou… eu não vou tirar a chance dele de viver ok? É meu corpo, eu decido - ela se levantou e se encostou na parede, ela sorriu para o anjo – você talvez possa...

- Eu prometi apenas te proteger, essa criança não é da minha conta

- Eu... tudo bem, eu vou ficar bem, eu sempre fico bem no final - ela respirou fundo – e o problema com a sua graça…

- Foi resolvido

- Como? - ele não respondeu - tudo bem, o importante é que você está de volta, 100% certo?

- Acho que sim – ela sorriu para o anjo. Ariel abraçou o anjo, sabia que ele fez de tudo para protegê-la mas estava na hora de abrir mão daquilo.

- Obrigada, por tudo - ela fechou os olhos e saiu dali, levando a responsabilidade de Castiel de protegê-la. Ela abriu mão e não se arrependia, não naquele momento. Seja lá o que estivesse crescendo dentro dela, ela ia deixá-lo viver e se algo o ameaçasse a coisa iria se arrepender, ele teria três caçadores como protetores e talvez até um anjo. Não seria fácil. Ela entrou no banheiro do quarto que agora dividia com o Dean e fechou a porta. Levantou a blusa e sua barriga ainda estava normal, nem um sinal de algum bebê ali dentro - eu vou te proteger ok? Eu sei que vai ser arriscado e que eu posso estar sendo completamente egoísta deixando você viver mas eu vou fazer, de tudo, para você viver - ela sorriu e ao encosta em sua barriga ela sentiu a presença de algo, ela sorriu, ele já estava ali, é claro que estava - vai ficar tudo bem. 


Notas Finais


Vindo um baby winchester por ai? <3


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