História Falling in the Past - Capítulo 28


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Castiel, Charlotte, Iris, Kentin, Leigh, Lynn, Lysandre, Melody, Nathaniel, Nina, Rosalya, Viktor Chavalier, Violette
Tags Amor Doce, Aventura, Castiel, Fantasia, Idade Média, Kentin, Lynn, Lysandre, Magia, Medieval, Nathaniel, Principe, Reino, Romance
Exibições 725
Palavras 3.351
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


OLHA QUEM BROTOU DO CHÃO \o/

Eu sei, atrasada, mil perdões. Mas a vida não tá fácil, semana passada arranquei dois sisos e foi triste ficar três dias só comendo coisas líquidas ;u; Anyway! Eu havia comentado na tl que antes do final do ano iria atualizar tudo as fics, então aqui está mais um capítulo lindão pra vocês <3 SE eu conseguir, posto mais um no meio ou final de dezembro. xD

Sem mais delongas, boa leitura! <3

P.S.: Música do capítulo está nas notas finais.

Capítulo 28 - Time's Up


Fanfic / Fanfiction Falling in the Past - Capítulo 28 - Time's Up

| Lynn |

 

Meus olhos estavam fechados, mas sentia como se minha cabeça estivesse rodando e rodando sem parar. Não havia conseguido dormir direito aquela noite, diversas imagens se misturavam, transformando-se em pesadelos assustadores. Todos envolvendo o incêndio no restaurante e a morte de Ambre. Estava suando frio e sentia meu corpo arder devido aos ferimentos. Minha respiração estava falha, ao sonhar com a face em fúria de um lobo avançando sobre mim com o grito de Ambre ao fundo, acordei em um susto, sentando-me ofegante.

Iris estava ao meu lado e me abraçou rapidamente, sussurrando um “está tudo bem”. E logo percebi que ela já devia ter feito isso mais vezes naquela noite. Comecei a chorar, assustada. Uma dor aguda e intensa latejou na lateral do meu abdômen, o que me lembrou de Ambre cravando sua adaga em mim e a girando. Eu queria ir para casa, queria esquecer tudo aquilo.

Por que eu vim parar aqui? Por que eu?

Se existia um Deus ou algum ser todo poderoso, no meu mundo ou nesse, porque ele permitiu que eu encontrasse esse lugar? Eu não quero ser essa Dulce, não consigo nem imaginar como conseguiria seguir em frente sabendo que não sou eu mesma. Preciso voltar para casa, preciso ir embora antes que as coisas fiquem ainda piores.

 

— Deite-se, querida. Você precisa descansar. – disse Iris, afagando meus cabelos e limpando minhas lágrimas – Foi apenas mais um pesadelo, fique tranquila.

— Onde está o Nathaniel? E Castiel? Eles estão bem? – perguntei, enquanto recostava-me novamente no travesseiro, gemendo um pouco com a dor.

— Sim, ambos estão bem. Apenas descanse mais um pouco e não se esforce, ou seus ferimentos irão começar a sangrar novamente. – ela alertou.

 

Assenti devagar e relaxei meu corpo. Olhei em volta no quarto e devia estar amanhecendo, pois havia uma luz baixa e alaranjada vindo da janela, quando a cortina balançava com o vento fraco do lado de fora. Em meus braços, haviam vários curativos feitos com ataduras. Podia sentir que também havia alguns em meu pescoço e rosto. Meu abdômen estava tapado por um cobertor fino, mas mesmo sem vê-lo, eu sabia que aquele movimento brusco ao acordar fez com que a ferida se abrisse novamente, pois ainda latejava forte e ardia. Olhei para Iris, que se recostou novamente na cadeira ao lado da cama. Haviam olheiras grandes em seus olhos e ela aparentava estar exausta. Queria saber mais sobre o que aconteceu ontem e sobre os outros, mas seria melhor deixá-la descansar. Até mesmo eu, já começava a sentir meus olhos pesando, exigindo mais algumas horas de sono. E por agora, achei melhor fazer isso, ou não teria forças para continuar a viagem depois.

 

~ ❖ ~

 

Acordei algumas horas mais tarde, com o sol invadindo o quarto e iluminando tudo. Abri os olhos devagar, esfregando-os. Era estranho, pois sentia como se todo o meu corpo estivesse pesado.

 

— Devagar, você não está totalmente curada. – ouvi a voz de Lysandre ao meu lado, e fiquei surpresa ao vê-lo ali.

— O que você... – ia perguntar, mas ao observar melhor, pude vê-lo com as mãos estendidas próximas à minha barriga, onde havia algo como uma esfera de luz amarela brilhando – Isso é...

— Já estou quase terminando, não se preocupe. – disse ele, sorrindo de leve.

 

Olhei para as ataduras em meus braços e percebi que não estavam mais ardendo. Abri uma delas, desenrolando para ter certeza. Ao tirar tudo do braço, fiquei em choque ao ver que estava completamente normal, sem nem mesmo um arranhão.

 

— N-Não é possível... Você... Você realmente... – murmurei, perplexa. Lysandre apenas riu.

— Ser um mago tem suas vantagens às vezes. – disse ele, ainda focado no que estava fazendo.

 

A porta do quarto abriu de repente, o que atraiu nossa atenção. O rapaz ruivo veio ofegante em nossa direção. Armin surgiu logo atrás dele.

 

— O que faz aqui? Você deveria estar descansando, não pode sair correndo desse jeito! – Lysandre o repreendeu, mas Castiel não parecia ouvi-lo.

— Eu tentei segurá-lo, mas depois que acordou, não parou de insistir para saber em qual quarto ela estava. – Armin explicou.

— Castiel... A sua perna... – murmurei, encarando-o de cima a baixo. Lysandre era realmente muito poderoso e minha mente ainda não havia aceitado isso.

 

Castiel me ignorou completamente, apenas aproximou-se e sentou ao meu lado na cama. Ele ainda estava um pouco ofegante, podia ver seu peito subindo e descendo devido a respiração irregular. Ele tocou com cuidado em meu braço – o mesmo ao qual eu havia tirado a atadura – analisando-o.

 

— Nunca mais faça isso, garota idiota. – falou, apertando forte minha mão – Não é seguro andar sozinha em lugar como esse. Por sorte, Nathaniel estava por perto quando tudo aconteceu.

— Você soube...? – indaguei, baixinho.

— Sim. E não consigo acreditar que Ambre tenha ido tão longe. – ele murmurou, desviando o olhar para a janela – O importante é você está a salvo, assim como todos nós.

 

Castiel estava sério, acho que nunca havia o visto tão concentrado como agora. Seu olhar parecia perdido, triste e frustrado. Me senti ainda pior em vê-lo assim.

 

— E o Nathaniel? Como ele está? Você falou com ele? – perguntei, preocupada.

— Sim. Ele está bem fisicamente, graças ao Lysandre. Kentin está com ele agora, fazendo-o companhia. – Castiel apertou um pouco mais minha mão – Nathaniel vai tentar se mostrar forte com tudo isso, embora que no fundo, será nítido o quanto isso o abalou. – ele respirou fundo – Não somente a ele.

— Eu sei. – o peso da culpa começava a vir sobre mim com tudo – Talvez eu devesse falar com ele e pedir perdão... Se eu não tivesse a empurrado, talvez a Ambre... – minha voz começara a embargar, eu já estava prestes a chorar. Castiel notou isso e me abraçou.

— Não é preciso. Nathaniel sabe que você não teve culpa e apenas se defendeu. Sentir-se culpada apenas irá entristecê-lo mais. – ele afagava meu cabelo devagar – Ambre apenas teve o que procurou, Nathaniel a amava e está muito mal com tudo isso, mas dê um tempo a ele.

— Todos nós iremos conseguir superar isso com o tempo, Lynn. – disse Armin, um pouco abatido. Tanto ele, quanto Lysandre e Iris, devem ter se esforçado muito na noite passada.

— Terminei aqui. – anunciou Lysandre. A esfera de luz amarela havia desaparecido, assim como a dor que eu sentia antes – Quer tentar levantar um pouco? Apenas não faça muito esforço.

— Vem, eu te ajudo. – ofereceu-se Castiel. Assenti e coloquei meu braço em volta de seu pescoço, para apoiar-me.

 

Ele me ajudou a levantar e mais nada em meu corpo doía. Como aquilo era possível? Como Lysandre podia fazer isso? Se nesse mundo há um poder assim tão grande, capaz de curar pessoas, o que mais há para se descobrir? Lysandre mencionou as escamas de dragão, mas sinceramente, não sei como reagiria se visse um cara a cara. Isso é surreal demais para minha mente conceber!

 

— Vamos até a cozinha comer algo? Estou morrendo de fome... – Castiel convidou, seguido de um ronco de seu estômago, fazendo-nos rir.

— Se alguém tivesse ficado descansando no quarto, teria recebido uma refeição logo em seguida. Mas não, ele precisava ver a Lynn ou iria ter um infarto – Armin alfinetou, rindo.

— Ah, cala a boca. Só queria ver como era essa coisa que o Lysandre faz. – Castiel argumentou, bufando.

— Engraçado que você nem mesmo me olhou quando chegou – disse o mago, pigarreando.

— Não é mesmo? Ficou hipnotizando olhando a Lynn! – Armin riu mais, batendo de leve no ombro de Lysandre. Podia sentir minhas bochechas ficando vermelhas com as brincadeiras.

— Só queria ter certeza que ela estava bem! Vocês dois enxergam maldade em tudo. – Castiel reclamou, divertindo-se – Venha Lynn, eu estou com fome e não quero perder tempo com eles.

 

Não tive tempo de contestar. Quando percebi, o braço de Castiel já estava ao redor da minha cintura, segurando firme e me guiando até a cozinha. Ele olhou ao redor algumas vezes e parou no meio de um corredor vazio, virando-me de frente para ele, mas sem tirar a mão da minha cintura. Antes que eu pudesse perguntar qualquer coisa, ele aproximou seu rosto do meu, deixando-me nervosa com o movimento repentino.

 

— Eu vou dizer isso apenas uma vez, então escute bem... – ele começou, sério – Obrigado.

 

E em seguida, deu um beijo no topo da minha cabeça, afagando meu cabelo de leve.

 

— Hã? – murmurei, sem entender.

— Eu disse que não iria repetir. – disse ele, colocando os braços atrás da cabeça, de forma relaxada.

— Já é estranho você estar sendo gentil e me agradecendo, mas... Você está me agradecendo pelo o quê? – perguntei, olhando-o confusa.

— Não é óbvio? Por ser uma completa imbecil que se enfiou no meio de um incêndio por mim. – disse o ruivo, sorrindo de canto – Mas nunca mais faça isso, ou mato você.

— Não reclame, consegui salvar você e o Nathaniel. E se fosse preciso, faria tudo de novo.

— Você é uma idiota. – ele me abraçou de lado, apertando meu corpo contra o dele – Mas tem coragem, admito.

— Deve ter sido por isso que se apaixonou por mim, não? – provoquei, rindo.

— Que eu o quê? – ele riu – Você está ficando muito convencida. Acha mesmo que alguém como eu, se apegaria a...

 

E antes que ele continuasse, agarrei a gola de sua camisa e o puxei para um beijo. Ele surpreendeu-se, mas não hesitou. Rapidamente seus braços envolveram meu corpo, puxando-me para mais perto. Minhas mãos subiram por seu pescoço até seu rosto, podia sentir a barba dele, curta e áspera, contornando seu maxilar. Seus lábios quentes tocavam os meus com urgência, assim como sua língua, trocando carícias vagarosas com a minha. Devagar, ele me empurrou contra a parede de pedra do corredor, prensando-me com seu corpo viril. Minhas mãos brincavam com seus cabelos avermelhados e as dele, passeavam por toda a lateral do meu corpo, dando apertões sutis. E antes que aquilo pudesse ficar ainda mais intenso, eu o abracei, distribuindo alguns beijos por seu pescoço. Castiel ergueu sua cabeça, encarando-me. Sua mão tocou meu rosto, afagando minha bochecha com o polegar. Ele se aproximou e beijou meus lábios mais algumas vezes, bem devagar, afastando-se alguns centímetros um pouco depois. Sua testa estava encostada na minha e um sorriso travesso permanecia em seus lábios.

 

— Não sei de onde você veio, mas... Você não sabe brincar.

— Hmm... O que era mesmo que você estava dizendo antes? – perguntei, sorrindo com malícia e me divertindo.

— Que eu estou com fome e quero ir logo para a cozinha. – disse ele, bufando e me puxando novamente.

 

Apenas sorri e segurei firme em sua mão. Só agora percebi o quanto eu sentia falta de estar assim com ele. Maldito Castiel, o que estava fazendo comigo?

 

~ ❖ ~

 

Entramos na cozinha e encontramos Kentin, Nathaniel e Iris sentados em uma mesa de madeira comprida. Eles rapidamente viraram para olhar em nossa direção e sorriram. Exceto Kentin, que sorriu ao olhar para mim, mas assim que seus olhos viram minha mão enlaçada na de Castiel, sua expressão mudou para triste. Me partia o coração vê-lo assim. Acho que talvez seja melhor contar a ele como me sinto, para que não tenhamos nenhum desentendimento futuramente.

 

— Lynn, como você está? – Kentin perguntou, vindo em minha direção.

— Estou muito bem, graças ao Lysandre que curou todos os meus ferimentos. – sorri – Não sei como ele faz isso, mas é incrível.

— Verdade, se não fosse ele, vocês três estariam em péssimas condições agora. – disse ele, retribuindo meu sorriso – Venha, sente-se conosco e coma alguma coisa.

 

Segui Kentin até a mesa, que puxou a cadeira ao seu lado para que eu me sentasse, sentando-se em seu lugar logo depois. Castiel apenas nos seguiu e sentou do meu outro lado, colocando sua mão sobre minha coxa por debaixo da mesa. Quando o encarei, ele apenas sorriu, divertindo-se com meu nervosismo por seu toque. “Por que ele tinha que ser tão possessivo?” – pensei, revirando os olhos de leve. Kentin estava ocupado pedindo a comida para Iris, e por sorte, não viu. Nathaniel estava quieto, olhando para o nada. Quando pensei em chamá-lo, ele virou-se em minha direção.

 

— Ah, que bom que já está melhor. – ele sorriu. Ou forçou um sorriso.

— Sim. – assenti, sem jeito – E você? Como está? – perguntei, segurando em sua mão.

— Bem... – ele respirou fundo – Não se preocupe comigo, eu vou ficar bem.

— Sinto muito pelo o que aconteceu... – sussurrei.

— Eu também sinto. – ele apertou de leve minha mão – Mas não se culpe por isso, está bem? Ela era minha irmã, mas nunca concordei com as atitudes dela. É realmente triste que Ambre tenha ido tão longe...

— Você também. – Castiel falou para Nathaniel, surpreendendo-nos – Não se culpe pelo que aconteceu. Sempre foi um bom irmão para ela, então não coloque todo esse peso nas costas.

— Obrigado, Castiel. – disse o loiro, com um sorriso fraco. Devia estar tão perplexo quanto eu com as palavras do ruivo.

 

Foi um gesto sutil, mas que me deixou extremamente aliviada e feliz por dentro. Era ótimo ver aqueles dois pelo menos uma vez na vida, sem trocar ofensas ou querendo se matar. Bem no fundo, eu torcia para ver aquela relação de amizade que ambos possuíam no passado, agora.

Iris voltou segurando uma bandeja cheia de pratos, servidos com uma comida que parecia deliciosa! Apenas sentindo o cheiro, meu estômago já roncou, suplicando para que eu saciasse logo aquela fome. Havia uma porção de arroz, saladas e um pedaço grande de carne, semelhante à um frango, mas não deveria ser isso. Cortei um pedaço pequeno e coloquei na boca. O gosto definitivamente não era de frango, mas era tão gostoso e suculento, que nem me preocupei em perguntar o que era, de fato, aquilo. Iris riu ao nos ver comendo com tanta afobação. Parando para pensar, tanto eu, quanto Castiel e Nathaniel, estávamos sem comer nada desde ontem à tarde.

 

— Está maravilhoso, Iris! Obrigada! – agradeci, após terminar de comer e tomar um longo gole do suco de maçã que ela havia servido.

— Fico feliz que gostaram! – disse ela, sorrindo.

 

O almoço foi muito agradável, ainda estávamos conversando sobre coisas aleatórias quando Lysandre adentrou na cozinha apressado e ofegante, parecia ter corrido. Armin apareceu logo depois, ambos estavam pálidos e pareciam assustados.

 

— Precisamos ir embora. – disse Lysandre, se recompondo.

— Precisamos partir agora mesmo. – Armin reforçou, olhando surpreso para Lysandre.

— Wow, acalmem-se. O que aconteceu? – Kentin perguntou, levantando-se.

 

Lysandre e Armin começaram a falar ao mesmo tempo, mas ambos diziam coisas diferentes e não estávamos conseguindo entender nada. Então Castiel gritou e pediu para que cada um falasse de uma vez, começando por Lysandre.

 

— Acabei de receber uma mensagem de Violette por um de meus pássaros. – disse o mago, respirando fundo – Ela diz que a rainha acabou de enviar seus homens a procura do príncipe. Eles partiram de Aldorn há três dias e já devem estar próximos.

— Minha mãe fez o quê? – disse Kentin, perplexo – E como a Violette...

— Não há tempo para explicações agora, Vossa Alteza. – o jovem de olhos bicolores alertou.

— Esperem! – Castiel gritou novamente – Armin, o que você ia dizer?

— Estamos com problemas.

 

| Viktor |

 

Minha busca estava sendo mais lenta do que eu esperava. Já havia ameaçado e subornado diversos homens, mas esta cidade era grande demais e parecia que ninguém havia visto aqueles idiotas. Decidi voltar para o beco escuro onde meu grupo havia encontrado uma hospedaria barata, precisava dormir um pouco e relaxar para colocar meus pensamentos e estratégias em ordem.

Subi em meu cavalo, galopando com agilidade entre as pessoas e quase atropelando algumas. Ao chegar no local, um de meus homens veio até mim, seu olhar indicava que estava apreensivo com a possível reação que eu teria ao ouvi-lo.

 

— Descobriram alguma coisa? – perguntei, com a voz transparecendo todo meu cansaço e impaciência.

— É... A senhorita Ambre... – ele murmurou, receoso. Soltei um longo suspiro, esfregando meu rosto com as mãos logo depois, numa tentativa falha de evitar a irritação.

— O que aquela vadia fez agora?

— E-Ela... – gaguejou, parecia sem saber como falar.

— Fale logo, idiota. Não tenho tempo para ficar aqui parado. – rosnei, furioso.

— Ela está morta, senhor. – disse ele, por fim.

— Morta? – repeti, incrédulo – E quem a matou?

— Pelo que soube, alguns de nossos homens estavam fazendo uma busca ao redor da cidade e encontraram pedaços do corpo dela na floresta. Eles acreditam que ela tenha sido devorada por uma alcateia de lobos. – explicou ele, parecendo perplexo.

— Bem, eu ia matá-la a qualquer hora mesmo. Pelo menos esses lobos tiveram uma refeição farta nesta última noite. – comentei, bocejando – Um inconveniente a menos. Agora, nos resta encontrarmos aquele bando de maricas.

— Não encontramos nem um sinal deles, senhor.

— Continuem procurando. – ordenei – Irei tirar um cochilo, pois o dia acabou de amanhecer. Se os virem, quero que me alertem imediatamente.

— Sim, senhor! – e com um movimento sutil de reverência, o homem retirou-se, indo de encontro aos outros.

 

Adentrei na hospedaria que mais parecia um boteco velho e sujo, caminhei por entre o corredor escuro e parei na última porta, chutando-a com força. Tirei meu colete e o coloquei em uma mesinha de madeira, juntamente com minha espada, fechando a porta logo em seguida. Quando me atirei na cama velha e um tanto desconfortável, um suspiro farto escapou de meus lábios. Tudo o que eu precisava, era de algumas horas de sono. Sabia que aqueles moleques não poderiam estar muito longe e uma hora ou outra, iriam aparecer. Talvez mais facilmente do que agora, que estamos os procurando.

 

~ ❖ ~

 

Acordei com uma batida insistente na porta do quarto minúsculo. Aquele som estava me tirando do sério, irritado, ergui meu corpo num salto, murmurando um “mas que porra” no caminho até a porta.

 

— É bom que tenham me acordado por um bom motivo, ou juro que corto a cabeça de vocês aqui mesmo. – ameacei, irado e sem paciência. Os três homens à minha frente pareciam assustados.

— Encontramos um deles, senhor. O vimos entrando em uma pousada. – o primeiro falou.

— Os outros devem estar com ele, devemos preparar uma emboscada? – perguntou o segundo, mais baixo. Respirei fundo, pensativo.

— Preparem-se e avisem os outros. Iremos pegá-los agora mesmo. – falei, determinado.

 

Os três foram embora rapidamente, voltei para dentro do quarto e vesti-me. Peguei minha espada e saí. Do lado de fora, todos os meus homens já estavam sobre seus cavalos e prontos para partir ao meu sinal. Era ótimo ter uma equipe tão prestativa e que seguia cegamente à todas as minhas ordens.

Um dos homens que havia visto o local, seguiu ao meu lado, indicando o caminho. Não demorou muito para que chegássemos. Olhei para o sol que estava alto, e pela sua posição, devia ser pouco mais de meio dia. Fiz sinal para uma parte de meus homens, indicando para descerem de seus cavalos e me seguirem. Invadimos facilmente a recepção bem decorada do local, ninguém teve coragem para nos impedir e isso só facilitava ainda mais as coisas. Ouvimos vozes de um grupo de pessoas e parecia vir de uma porta mais afastada, onde deveria ficar a cozinha. Nos aproximamos lentamente, a passos calmos, e quando parei em frente a porta, dei três batidas leves na mesma.

 

Para que chegar destruindo tudo, se o suspense e a surpresa, são mais divertidos?

 

| Armin |

 

— Que tipo de problemas? – Lynn perguntou, olhando-me com preocupação – Tem algo a ver com o que Lysandre disse?

— Não exatamente, mas... Nós precisamos ir embora daqui, agora. – falei, puxando Nathaniel pelo braço e fazendo sinal para que os outros fizessem o mesmo.

— Armin! O que está acontecendo? – Iris perguntou, ficando assustada.

— Fala logo, qual é o problema? – Nathaniel perguntou, nervoso.

— Não temos tempo pra explicações! Se não sairmos agora, todos nós vamos acabar mortos. – falei apressadamente, olhando para os lados, preocupado – Eu juro que explico tudo no caminho, mas agora, precisamos correr.

 

Todos ficaram agitados e confusos, o que eu entendo. Mas nosso tempo em Thorvant havia chegado ao limite e precisávamos seguir com a viagem imediatamente. Quando todos se levantaram e estavam prestes a sair dali, alguém bateu três vezes na porta da cozinha.

 

Meu corpo congelou no mesmo instante e uma onda de medo atravessou todo o meu corpo de cima a baixo.

 

O tempo havia se esgotado.

 

(...)


Notas Finais


MÚSICA DO CAPÍTULO: https://youtu.be/VIkr-RcQ4l0?t=25

OLHA A TIA DO SUSPENSE VOLTANDO COM TUDO \o/ ~não me matem~ Só queria dizer um muito obrigado à todos vocês que não me abandonaram, mesmo com todos esses meus atrasos ;u; Vocês, leitores que sempre estão aqui marcando presença e até mesmo os fantasminhas, amo vocês <333

E pra quem não tava sabendo, eu postei uma fic interativa recentemente (também de Amor Doce) e caso queiram participar, ainda dá tempo de mandar sua ficha! :D

Link: https://spiritfanfics.com/historia/westland-7042689

Próxima fanfic a ser atualizada: From The Sea <3

Um abraço de urso pra todo mundo :3

~kissu


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...