História Falling Love - Interativa - Capítulo 2


Escrita por: ~ e ~Catraca

Postado
Categorias A Seleção, Max Irons, Rosie Huntington-Whiteley, Sam Claflin
Personagens Personagens Originais
Tags A Seleção, Interativa, Max Irons, Sam Claflin
Exibições 124
Palavras 2.038
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


~Babs
RELOU
Não, ainda não é o resultado (çori), é apenas o capítulo um reescrito. Ele tava me deixando coisada do jeito eu tinha ficado, parecia que o final não tava completo ou sei lá o que :/
Mas tá aí, lindo e maravilhoso. Agora não tá mais coisado.
Uma parte dele foi escrita por mim e outra pela Miá :)

~Catraca
Heey! Pulando apresentações longas sou a co-autora e a segurança de que a Babs não vai abandonar essa fic e nem vocês (-q). Espero que vocês gostem de mim e que eu orgulhe a Bara Bere. Bem, aí está o causador de ameaças para Babs, fazendo a chefa me ameaçar em seguida, mais conhecido como "capítulo um".


(não lembro de ter te ameaçado, palhaça.)

Capítulo 2 - 01; The Love Club


Fanfic / Fanfiction Falling Love - Interativa - Capítulo 2 - 01; The Love Club

CAPÍTULO I

O Clube do Amor

There's something about hanging out with the wicked kids

Take the pill make it too ill

The other day I forgot my old address

— The Love Club, Lorde

 

Percebia-se a preocupação na maneira como Gaspard olhava para todos aqueles papéis na mesa de trabalho. Fergus trouxe-lhe pela manhã a notícia sobre o protesto que ocorrera no sul do país a favor da remoção das castas. Aquilo seria abafado nos jornais, óbvio. Não havia sido algo grande, mas o assunto era delicado. Delicado demais para ser tratado em rede nacional.

Franziu um pouco a testa, a cabeça já latejava de cansaço, tentava não perder-se em devaneios. Seria melhor pensar em alguma coisa sensata para tentar acabar com aqueles protestos, do que apenas continuar escondendo do povo, mas o medo de arriscar e se arrepender era maior.

Levantou-se e caminhou em direção à janela envidraçada. Ali, observava o chafariz e a macieira, com galhos cheios de flores brancas, pálidas ao anoitecer. O cheiro dos jasmins era agradável para o rei, que odiava o ar da cidade. A sua mente pesada, tentava esquecer a situação atual por qual Illéa passava. Mesmo após anos do fim da Terceira Guerra Mundial, a economia do país sofria com marcas causadas pelo gasto que tiveram tentando conseguir armamento bélico. E a crise estava lá, lhe dando um “oi”.

Mas não se podia pôr a culpa somente na guerra, os gastos pessoais com toda a luxúria da família real era algo que os revoltosos discutiam em seus protestos e diziam que não era justo a monarquia gastar o dinheiro em supérfluos enquanto a população estava empobrecida. Bailes reais, viagens, jóias…

— Mais inscrições — sem bater, a rainha entrou carregando com sigo algumas fichas desorganizadas. Curvou-se diante da mesa e as descansou ali.

Os olhos inquietos de Magda notaram os papéis e documentos espalhados, alguns amassados e outros rasgados nos cantos, como se alguém desanimado tivesse feito aquilo por horas.

Com um longo suspiro, disse em voz baixa:

— Eles recusaram a aliança. — o tom de decepção era carregado em sua voz. — A Alemanha recusou a aliança — repetiu enfatizando o verbo.

Gaspard ouvira da primeira vez, mas optou por não comentar. Já havia manifestado a sua opinião na reunião do Conselho de Estados, e não aguentava mais falar sobre aquele assunto, que cada vez mais o decepcionava.

— Illéa está afundando. — comentou — Parece que cada decisão, toma um rumo desastroso. Dessa maneira o país morrerá.

O silêncio tomou conta da sala. As decisões, decisões as quais foram tomadas desde o inicio do país, que funcionaram no começo, mas se tornaram desastrosas após o tempo, e hoje as consequências eram refletidas no país.

— A Nova Ásia declarou guerra — disse Magda ao caminhar suavemente em direção a janela. Gaspard resmungou uma obscenidade passando a mão no rosto, tentando manter-se concentrado — Illéa não está na mais perfeita condição para combatê-los. A nossa esperança era a Alemanha...

A queda, era o que a Família Real temia. A Seleção estava vindo como uma apelação, na tentativa de chamar a atenção de países fortes economicamente para conseguirem formar alianças e tirar Illéa da crise; uma distração para a população. Talvez assim acalmassem os revoltosos com a esperança de uma mudança ou melhora do governo.

— Irei mandar Conceta escrever para o rei David, da Inglaterra. Convidando a princesa Hanna para participar da Seleção.  — Gaspard fez uma careta em rejeição aquilo. Ele e David eram amigos, mas o rei também possuía o seu orgulho, e na sua cabeça mandar essa carta seria a mesma coisa de: “Estou desesperado e suplico a sua ajuda.”

— Não adianta fazer cara feia. — disse Magda secamente, já caminhando em direção a porta de madeira que possuía um leve aroma de verniz. — Illéa precisa disso. Sem falar que em breve teremos um monte de meninas dando trabalho nesses palácio, quero que pelo menos uma saiba se portar como uma rainha. Hanna é uma menina de posses, além do mais, é sempre bem vinda aqui.

*

Mais tarde naquele mesmo dia, o sino da capela no centro da cidade de Angeles tocava marcando seis horas da tarde, os leves sopros frios de vento faziam com que as folhas velhas das árvores caíssem, formando um anel com falhas em volta do caule e por cima das raízes. Filas de moças começavam a se formar em frente às casas de fotografia. Todas aquelas meninas haviam caprichado na escolha da roupas, e algumas exagerado na maquiagem; fofocas e julgamentos era algo que não faltava.

No palácio real, Caster limpava a sua bolinha de ping-pong — mal e porcamente — com um pano que encontrou no chão, perdido, na sala de jogos. Alex contornava a mesa de ping-pong, arrastando a mão pela borda lisa enquanto observa os copos vermelhos organizados no final da mesma, esperando alguém para acertá-los. Caster curvou-se mirando para jogar a bolinha, mas foi desconcentrado com um chutão na mesa, que o fez errar e os copos caírem.

Com raiva, socou a mesa e encarou, por cima dos cílios, o rosto do amigo que possuía um sorriso leve nos lábios, como se não soubesse o que havia acontecido.

— Eu vou te chutar. — ameaçou — Se continuar a me atrapalhar, eu vou te chutar.

Alex ria da cara de raiva do loiro, que arrumava os copos para tentar jogar novamente.

— Você precisa tomar um gole da cerveja… — o príncipe já se aproximava com o copo cheio para obrigar Caster a tomar, mas o barulho da porta se abrindo, e revelando a princesa Ashley, o fez se distrair.

Em seu rosto se estampava um sorriso. Ela trazia com sigo a notícia da entrada da princesa Hanna na Seleção. Grandes amigas desde se entendiam por gente, do tipo que passavam noites fofocando sobre coisas banais ou como o vestido da princesa Ophelia — da Alemanha — a deixava gorda.

— Meu caro, você está ótimo. — com um sorriso provocador, Caster passou o braço por cima do ombro do amigo.

— Será uma maravilha ter alguém para falar mal dos vestidos de suas selecionadas. — Ashley comentou, alegre. — Ela vai chegar uma semana antes do sorteio. — continuou.

— É mesmo? — era notável um ar de ansiedade na voz de Alex.

— Espera, que favoritismo é esse? — Caster perguntou se divertindo com a situação.

— Prevejo muitas garotas desoladas — Ashley sorriu para Caster — e eu e você estaremos lá...

— Nem sonhem. — Alex interrompeu a irmã, com um olhar cortante.

— Só iríamos oferecer nossos ombros. — Caster respondeu e Ashley concordou, ajeitando o vestido delicadamente.

— E algumas coisas a mais, mas não se preocupe, seria com as suas rejeitadas — Ashley completou, com um ar sério fazendo com que Alex quase acreditasse.

— Vocês estão tirando uma com a minha cara?

Caster deu de ombros e Ashley sorriu para o irmão.

— O que vocês apostaram? — finalmente perguntou, analisando Caster juntar a bolinha ping-pong do chão.

Alex franziu o cenho.

— Só queríamos ver quem fica bêbado mais rápido — respondeu.

— Mas se Conceta aparecer, estamos treinando nossa mira — o outro completou, brincando com a bolinha.

— Que bobagem, não vejo graça em apenas se embebedar sem um motivo — Ashley criticou, dando a volta na mesa.

— Isso porque você é uma dama. — Caster rebateu.

— Isso soou machista demais, Van Der Woodsen — a princesa repreendeu e seu olhar lembrou muito o de Conceta.

Caster separou os lábios prontos para se desculpar, mas o príncipe interrompe com a voz cansada.

— Vocês dois são muito... Chatos. O que poderíamos apostar que eu não tenha e não possa oferecer a Caster?

— Irmãozinho, isso foi meio gay. — Ashley observou.

— Eu não preciso que me ofereça nada — Caster apontou, dando um passo para trás, assim arrancando uma risada da princesa e um revirar de olhos de Alex.

— Vocês podiam apostar alguma coisa, algo que vai custar muito de quem perder. Deve existir alguma coisa.

— Tem a aposta do tapa — Alex sugeriu, pensando em como seria ótimo poder bater em Caster sem aviso.

— E o que exatamente isso custaria? — a loira perguntou, mas antes que os garotos respondessem ela revirou os olhos completando: — Orgulho, é claro.

— Não acho que...

— Adorei! — Ashley exclamou batendo duas palmas de felicidade e interrompendo qualquer reclamação de Caster. — Serão quantos tapas?

— Quem ganhar escolhe — Caster decidiu — entre um e dez, não pode passar disso.

— Por que não um para cada selecionada? — Ashley perguntou dando um sorriso assustador.

Sentia uma pequena vontade de participar, mas não iria arriscar. Tinha uma mira péssima e levar tapas aleatórios de dois marmanjos seria demais para seu orgulho.

— Cinco. — Alex sugeriu.

— Quem ganhar pode dar cinco tapas quando quiser, sem aviso, no perdedor. — Ashley concordou por fim, sem dar brechas para questionamentos. — Agora, joguem logo.

*

Já fazia uma hora que jogavam, porque a cada vez que um dos dois errava os copos uma discussão emergia e durava longos minutos. Após algumas discussões todos concordaram que a princesa deveria ser a juíza, afinal para ela não importava qual dos dois iria levar o tapa, seria altamente satisfatório para a mesma. Ficou decidido que seriam sete rodadas.

Alex respirou fundo ao ver Caster acertar outra vez. O sorriso que Ashley abriu não vacilou nem mesmo quando Conceta entrou após dar duas batidas na porta, que não foram ouvidas a tempo. Caster endireitou a postura e deu um tapa em Alex, que logo se recompôs.

Conceta olhou em volta, passando os olhos pelos copos, pelas bebidas, pelos respingos no chão e então sentiu o cheiro que estava impregnado no local. Depois seus olhos pararam em Ashley que era a única coisa limpa e apresentável naquele cômodo, por fim pousou nos dois garotos.

— A Rainha ordena que apareçam para o jantar. — diz por fim com aquele tom de voz que sempre usava quando ficava decepcionada com algo, então revirou os olhos. — Espero ver ambos mais apresentáveis.

Conceta lançou um olhar cortante para Caster antes de se retirar, não bastava ter que ensinar Alex e Ashley a se portarem de modo respeitável, tinha que tentar manter o filho do primeiro ministro na linha e não permitir que o mesmo acabasse com a reputação dos dois  príncipes.

— Ela me odeia um pouquinho mais agora. — Caster comentou assim que Conceta fechou a porta.

— Conceta gosta de alguém? — Ashley perguntou, fingindo curiosidade.

— Ela apenas é... séria.

— Você quis dizer amargurada. — a princesa corrigiu o irmão. — De qualquer modo, não mude de assunto, Caster venceu e você vai levar cinco tapas.

— Eu prefiro não gastar nenhum agora. — Caster esclareceu assim que Alex se virou para ele, preparado para levar um tapa; com os olhos fechados e o maxilar tenso.

— Meu orgulho agradece. — o príncipe respondeu, ajeitando a camiseta amassada após analisar o vestido da irmã — Porque seu vestido está certinho?

— Desde quando você fala ‘certinho’ cara? — Caster perguntou.

— Desde quando você fala ‘cara’? — Alex rebateu.

— Eu esqueci da parte que vocês ficariam bêbados. — Ashley murmurou. — Como eu concordei em ser juíza e provavelmente vou levar uma bronca por culpa de vocês, então o mínimo que podem fazer comigo é me chamar toda vez que Caster for bater em você.

— Como se eu fosse avisar toda vez que vou bater no Alex.

— Você não precisa avisar ele, precisa avisar a mim. Não se faça de desentendido ou quem vai bater sou eu e será nos dois. — Ashley ralhou.

— Isso é injusto, eu sou a pessoa mais inocente aqui. — Alex responde a irmã, quando bebia ficava parecendo um moleque sensível de seis aninhos. — Eu não tenho culpa se ele não te avisar quando vai me bater e olha que quem vai apanhar sou eu.

— A rainha não havia pedido pra gente ir para algum lugar? — Caster perguntou, juntando a bolinha do chão, tropeçou nos próprios pés e se segurou na parede, disfarçando.

— Oh, céus, o jantar... Eu sei que provavelmente é um risco para suas vidas, mas vou deixar que vocês dois se ajudem a encontrar vossos aposentos. Tenham uma boa noite e nos vemos no jantar.

— Você é má. — Alex murmurou e Caster concordou, ainda encostado na parede.

Ashley saiu do aposento antes que imaginasse Caster e Alex subindo as escadarias e voltasse atrás. Também tratou de espantar, assim que entrou em seu quarto, os pensamentos tristes de que momentos como aqueles que já eram raros desde que o trio cresceu, ficariam mais raros ainda com várias garotas no castelo.


Notas Finais


— Só digo uma coisa, não digo nada, e digo mais, só digo isso.
http://fallinglove-fanfic.tumblr.com/

—Música do capítulo:
https://www.youtube.com/watch?v=hfjLLTmv9T8


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