História Falling Over Myself - Capítulo 20


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Lésbica, Lgbt, Romance
Visualizações 19
Palavras 1.590
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Chegamos ao fim. Foi bom voltar a escrever e não abandonar a história. Gratidão a quem acompanhou, a quem está lendo, a quem me deu apoio e também a ~ouat_a_poi que esteve sempre presente nas horas de construção. Espero que tenham gostado. <3

I'll be back soon.
xx

w

Capítulo 20 - Goals


A madrugada poderia ter sido silenciosa, se não fosse pelos gemidos das duas. Ninguém se atreveu a tocar em qualquer assunto daquela noite no bar. Concordaram, em silêncio, que seria melhor assim.

    O amanhecer era familiar. Alison Welch despertou com um feixe de luz em seu rosto. Outra vez, uma brecha na cortina. Ela sentou-se na cama. Já esteve com dores maiores. Era sábado. Podia jurar ter dormido com alguém naquela noite. Dessa vez, alguém que tinha nome, sobrenome, endereço. Alguém por quem havia se apaixonado. Olivia Baxter não estava na cama. Alison não teve tempo de se entristecer, pois o cheiro de café invadiu o quarto. Lá estava ela, radiante.

    

    No quarto, Olivia Baxter surgiu com uma bandeja. Café, torradas, ovos, bacon. Um sorriso largo no rosto. “Bom dia!”

“Bom dia, Liv.” Alison sorriu de volta, tomando a bandeja para si. “Que horas são?”

“Seis.”

“O quê?!”

“Exatamente. Eu aceitei seu convite, você aceitou o meu. Lembra?”

“Vou me lembrar de nunca mais aceitar assim.”

“Não vai se arrepender, Ali.” Olivia conteve o riso ao ver Alison revirar os olhos e acrescentou, “se alimente bem, devemos chegar no horário do almoço.”

 

Logo estavam na estrada. Olivia dirigia concentrada enquanto Alison alternava entre observar a paisagem e a loira ao lado. Começou a se perguntar de onde Olivia tirava tanta disposição, mas acabou pensando alto.

“Estou bem comigo, Ali. Está preocupada?”

“Não mais. Para onde estamos indo, Liv?”

“É surpresa, Ali. Relaxa.”

Alison balançou a cabeça impaciente mas logo deixou escapar um sorriso quando Olivia levou uma das mãos em seu rosto e apertou sua bochecha. Depois disso, Alison se acomodou no banco e fechou os olhos. O cansaço da noite passada havia se manifestado rapidamente. Um sono sem sonhos.

Despertou ao ouvir uma música familiar. A mesma música que Olivia havia mandado por e-mail. Abriu os olhos e encarou a loira, que continuava concentrada.

“O e-mail.”

“Que e-mail, Ali?”

“O que você me mandou. Com essa música.”

“Foi para dizer que viajar seria melhor com você.”

Alison sentiu o coração saltar. Nada disse. Apenas observou Olivia sorrir.

 

Olivia começou a perceber a mudança na paisagem. A medida que se aproximavam do destino, o mar começava a se revelar. Era incrível. Olhou rapidamente para Alison, que encarava a paisagem com curiosidade.

“Estamos quase chegando, Ali.”

“Não sei o que pretende me trazendo para cá mas você acertou em cheio na escolha do local.”

Elas riram.

 

Alison observou Olivia dirigir por mais meia hora. Ela parou o carro em frente a uma grande e bela casa de frente para a praia. A vizinhança era composta de casas luxuosas. Antes de pudessem descer do carro, a jornalista encarou a loira.

“O que foi? Chegamos, Ali. Vou abrir a casa e te ajudo com a bagagem.”

Alison nada disse. Desceu do carro e foi até a mala, retirando as bagagens de lá.

 

“Uau.” Foi o que Alison conseguiu dizer ao entrar na casa.

“Uau mesmo.” Olivia repetiu enquanto olhava ao redor, e então encarou Alison, que parecia encantada com aquilo tudo. “Você gostou?”

“É incrível, Liv. Mas que lugar é esse?”

“Te conto outra hora. Está com fome?”


 

Por volta das três da tarde, Olivia e Alison foram caminhar na praia, que estaria deserta se não fosse a presença delas no local. O vento batia de leve no rosto delas e o som do mar era a única coisa que se escutava, já que nenhuma palavra saía da boca delas. A loira notou Alison um tanto quieta, mas já suspeitava o que viria a seguir.

“Liv, sei que talvez não seja o momento e que também não é da minha conta, mas… O que você conversou com Karen ontem?”

“Vou ser sincera com você, Alison.” Olivia respirou fundo antes de continuar. “Confesso que não esperava por aquilo. A chegada de Karen. Eu não sabia de nada e nem tinha interesse em saber.”

Alison permaneceu em silêncio, mas os olhos inquietos a denunciavam. Olivia notou a ansiedade e evitou se prolongar nas palavras.

“A questão não foi o que eu falei com ela, mas o que eu senti. E te garanto que não senti absolutamente nada. Nada. Nem mesmo ao ver o beijo.” Olivia parou, de repente, segurando a mão de Alison, que também parou e olhou nos olhos dela. “Bom, Alison… Eu vou te contar o motivo de ter te trazido para cá.” Olivia suspirou. “Eu queria te trazer para um lugar especial e dizer tudo o que sinto por você. Alison Welch, você é a única pessoa por quem sinto algo. Você é a única pessoa que faz meu coração bater mais forte, e não, não é recente. Eu te amo, Ali, e quero que seja minha namorada. Oficialmente.”

 

Um sorriso involuntário se formou no rosto de Alison. O coração acelerou, e com um movimento rápido, ela puxou Olivia para um beijo. Um beijo quente, cheio de afeto, e que, por ela, o tempo poderia congelar ali. Instantes depois, o beijo se desfez, mas as faces continuaram próximas.

“Eu te amo, Olivia.”

“Isso quer dizer que…”

“Que estamos namorando? Oficialmente? Sim.”

E mais um beijo ocupou aquelas bocas. Era aquilo que Alison queria. Ela podia sentir que era aquilo. Se perguntou o motivo de não ter pedido a loira em namoro antes. Talvez por uma ponta de orgulho? Medo? Enfim. O que importava de verdade era o que tinha acontecido ali.

 

E foi assim que se passou o sábado de Olivia e Alison. O pôr-do-sol pareceu mais especial. De noite, a lua cheia. Janta. Amor na cama. Olivia sentiu a exaustão tomar conta de seu corpo. Recebeu massagens de sua namorada e dormiu, finalmente. Em seus sonhos, estava feliz com Alison, na praia. No domingo, aproveitaram mais ainda o tempo juntas até a hora de arrumar as bagagens e deixar aquele local maravilhoso.

 

“Foi tudo perfeito. Obrigada, Liv!” Alison disse quando Olivia estacionou o carro. Já era noite, mas estava em casa.

“Não me agradeça. Se não fosse por Nancy…”

“O quê?!”

“Bom, pedi sugestões. Ela me contou sobre essa casa. Disse que não ia muito por lá e me disponibilizou a chave. Estava torcendo por nós.” Olivia deu de ombros. “Bom, obrigada pela sua companhia. Amanhã passo aqui cedinho. Vamos para o trabalho juntas.”

“Ótimo. Boa noite, Liv.”

“Boa noite, Ali.”

E se despediram com um beijo.


 

Alison e Olivia chegaram juntas, mas se despediram no elevador. Cada uma em seu respectivo andar. A primeira pessoa que a jornalista viu foi Bryce.

“Ei! Bom dia, Ali!”

“Bryce!”

“Não vou perguntar como está, já estou vendo… Está transbordando de alegria. Me conta.”

“Estou namorando!” Alison tentou sussurrar.

“Não brinca!” Bryce escondeu a boca com as mãos e então abraçou a amiga.

“Finalmente, Alison!” Heather apareceu ao lado delas e aconteceu ali um abraço coletivo.


 

Já Olivia, foi direto para a sala de Nancy. Precisava agradecer e devolver a chave da casa.

“Obrigada por tudo, Nancy!”

“Não me agradeça! Só me diga, por favor, que deu tudo certo.” Disse apreensiva.

“Deu tudo certo!”

“Eu tinha certeza que sim, aquele ambiente nunca falha.”

Elas gargalharam sem timidez.


 

Quatro meses se passaram. Alison recebeu uma ligação de Lilian, informando que estava namorando com Karen. Nenhuma surpresa, mas estava feliz pela amiga.

O lançamento do livro de Olivia Baxter foi um sucesso. Alison também ficou sabendo que Nancy e Jane Robbins estavam de férias. Partiram para outro país com a ideia de adotar uma criança. Tudo estava bem.

 

Numa tarde ensolarada de sábado, Bryce recebeu um convite misterioso, sem assinatura.

“Me encontre no café às quatro.

Com certeza era um encontro com Heather. Ela sorriu e balançou a cabeça.

Ao chegar no café, a fotógrafa não se deparou apenas com sua namorada, mas também com sua mãe. Na mesma mesa. Conversando.

“Certo… Alguém pode me explicar o que significa isso?” O tom de Bryce era cômico.

“Sente-se, minha filha. Quer um café?”

Bryce aceitou e as três conversaram por um bom tempo. A fotógrafa estava feliz por dividir aquele momento com pessoas importantes para ela.

“Bryce…” Heather tinha um tom de voz sério. “Conversei com sua mãe antes de tudo e…”

“Só espero que você não esteja me devolvendo de bandeja para minha mãe.” Bryce interrompeu Heather e arrancou risos da mãe.

“Definitivamente não. Ouça.” Heather olhou para a namorada com seriedade. “Sua mãe está ciente do que vou te pedir. E você pode aceitar ou não na frente dela.”

“Antes de tudo, meu bem, me diga apenas se você quer me deixar ansiosa. Se é essa sua intenção, parabéns, está conseguindo.” Bryce balançou a cabeça em reprovação, mas com um sorriso no rosto.

“Engraçadinha.” Heather sorriu e limpou a garganta. “Sei que esse não é o lugar apropriado, mas foi o que sua mãe sugeriu para que você não desconfiasse.”

“Desconfiasse de quê?” Bryce levantou a sobrancelha e esperou. Observou a movimentação de Heather, que tirava uma caixinha preta de veludo.

“Bryce Harris.” Heather deixou a caixinha na frente de sua namorada, que olhava curiosa. “Aceita casar comigo?”

A curiosidade de Bryce se transformou num sorriso enorme ao ver a caixa se abrindo e revelando duas alianças prateadas. E a resposta surgiu a partir de outra pergunta, que arrancou lágrimas das três ali presentes.

“Quando casamos?”


 

Alison se sentiu preenchida de todas as formas, por ela e por suas amigas. Os laços estavam mais fortes e o amor por Olivia só aumentava. Nunca esteve tão bem consigo. E mesmo com as dificuldades cotidianas, seguiria sem desanimar. Caiu por si e finalmente conseguiu se encontrar.


 

Fim?



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