História Falling Skies:New World - Capítulo 4


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Categorias Falling Skies
Personagens Anne Glass, Anthony, Ben Mason, Dai, Daniel Weaver, Hal Mason, Jimmy Boland, John Pope, Karen Nadler, Lourdes Delgado, Maggie, Matt Mason, Personagens Originais, Tom Mason
Tags Falling Skies
Visualizações 17
Palavras 2.004
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Romance e Novela, Terror e Horror, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Não vou nem me desculpar eu já estou super envergonhada.

Capítulo 4 - Conversa unilateral


Fanfic / Fanfiction Falling Skies:New World - Capítulo 4 - Conversa unilateral

 Eu nunca me considerei uma pessoa má....até agora.Quer dizer,se você considera uma pessoa que fica feliz com a desgraça alheia ruim então eu oficialmente entrei pro time dos vilões.

Se  você está se perguntando sobre o que eu estou falando é muito simples, a fofa da Karen foi capturada pelos alienígenas,e o pior de tudo é que eu não consegui nem ao menos fingir estar chateada com a situação.Gerard acha que isso é uma qualidade em mim,segundo ele fingir não está na minha natureza.

Quando recebi a notícia eu simplesmente tentei engolir a risada,o que acabou me rendendo um beliscão da mamãe e um olhar mortal de Hal.

Gerard e eu nos aproximamos muito nos últimos dias,o homem havia se tornado alguém muito especial para mim.Minha mãe o adorou,segundo ela ele é bom para mim. Segundo ela ele havia entrado para nossa família.

Falando em Diana nós  fizemos as pazes.Depois daquela noite na qual eu dei um piti digno de um oscar,eu voltei para o quarto onde fui recebida pelo abraço de sucuri da minha mãe.Depois disso eu recebi um imenso discurso sobre o fato de eu ter sido mal educada e sobre sumir durante horas.No fim o assunto Carter morreu.

Mas enfim,voltando ao presente.Nesse momento eu estou tentando segurar a risada vendo a doutora Glass tentar se comunicar com o aracno.Uma tarefa que na minha opinião é perda de tempo,quer dizer a invasão já dura há meses,se eles falassem nossa língua alguém já teria descoberto.

O que realmente está me irritando é o doutor Harris.O homem não para um minuto de tentar ser melhor que os outros “Não vou escutar conselhos de uma pediatra”,cara ridículo.Mas o que me consola é o fato do professor ter dado um soco na cara dele,algo que me deixa imensamente feliz.

-Lana…!?-doutora Glass me chamou.percebi que eu estava distraída.

-Ah...Oi Anne,digo doutora Glass.-Meu arrumei na cadeira.

-Só Anne querida.-a mulher sorriu-Eu estava te perguntando se você pode ficar de olho no Rick para mim,eu tenho que ir comer alguma coisa antes que eu desmaie de fome.

-Claro sem problemas.-Sorri para a mulher.

Então ela se retirou da enfermaria em passos rápidos.Imediatamente meus olhos caíram para o garoto deitado de bruços em uma maca.

Era impossível ignorar os espinhos cravados na coluna,outra coisa difícil de ignorar era o olhar do aracno em minhas costas.

Decidi me aproximar da grade, porém sem chegar muito perto,não queria repetir o incidente com Anne e com o pai de Rick.

A criatura fazia sons grotescos,e a todo momento dirigia seu olhar para Rick.

-Eu poderia dizer que eu sinto muito por você,mas eu não sinto.A sua raça está acabando com minha cara!-Fiz uma careta.-Não é nada pessoal. Seria legal saber o motivo da sua espécie invadir meu planeta...quer dizer,vocês simplesmente chegaram atirando em todo mundo,um aviso e um motivo seria no mínimo cortez…

O alien simplesmente me olhava,ele até mesmo havia parado de fazer aqueles sons esquisitos.Quer dizer,ele provavelmente me compreendia,o que era uma merda.Se eles nos compreendiam eles estavam a eras na nossa frente.Decidi continuar com meu discurso motivacional.Até minha mãe teria inveja de mim agora.

-Agente tentou fazer um acordo.Agente podia ter usado as bombas nucleares,mas não! "Eles são amigos,talvez só queiram visitar".-comecei a gesticular com as mãos,sinal de que eu estava muito nervosa. -E confie em mim amigo,as nucleares teriam feito um estrago…

-Interrompo?!!-Uma voz grave e divertida diz em minhas costas.

Virei-me em um pulo,com o coração descompassado.Levei a mão a ao peito.

-Sério Gerard!?quer me matar do coração?-O homem caiu já gargalhada.-Muito engraçado!

-Desculpe querida...é que você estava parecendo sua mãe.

-Credo não precisa ofender.

Gerard se aproximou e parou ao meu lado em silêncio.A cara divertida havia ido embora.Sendo substituída por uma carranca. Ele olhava profundamente para o alien. Em seguida deu um passo para trás me puxando pelo antebraço. Me virou para ele e me olhou seriamente.

-Eu vou falar e vou falar só uma vez Lana e quero que me escute.-Assenti.-Fique longe dessa coisa. Não dirija a palavra a ela!

-Mas eu só…

-Eu sei que está curiosa,todos estamos,mas querida não importa as razões deles,o que importa é o que fizeram e o que continuam fazendo. Não quero que nada te aconteça!

Então eu o abracei com meu único braço decente. Pareceu certo no momento.

-Desculpe...eu só achei que podia desabafar.

-E você pode,mas desabafe comigo,não com uma criatura que quer te escravizar.-Ele me soltou e ficou me olhando.

-Certo eu fico longe do aracno...então o que você queria comigo?

-Nada demais...eu vim te avisar que eu vou sair em uma ronda de alguns dias.

-Vai me largar sozinha com a minha mãe?-Fiz uma cara de desespero.-Traíra!

-Você sobreviveu sem mim durante quinze anos,acredito que você vai viver mais alguns dias.-O desgraçado abriu um sorriso.-Além disso você tem o Goo e o Matt.

-Vou sentir saudades G.-O abracei.-Se cuida.

-Não mais do que eu querida.-Me abraçou de volta.Se comporte e fique longe dos garotos.

-Claro G, tem tantos garotos aqui que você precisa ficar de olho mesmo. E eu tô super interessada neles.

-Nunca se sabe, é sempre bom avisar.

Então com um beijo na testa o homem se retirou. Então eu fui me deitar na maca ao lado de Rick.

Missão vigiar moribundo iniciada.


______________


O som de passos me despertou. Eu me sentei na maca meio desnorteada. Percebi que eu havia caído no sono enquanto “vigiava” o Rick.

Ao olhar para o lado,notei que o garoto havia se levantado. Ele estava parado de costas para mim.

-Hey...hum Rick!?-O garoto não respondia.

Foi então que ele levantou os braços e  para meu horror ele segurava o exoesqueleto e o levava em direção às suas costas.

-O que você tá’ fazendo...Hey, você tá’ louco!?-Me levantei em um pulo.

O garoto me ignorou e colocou aquela lacraia fluorescente em suas costas.

Então eu decidi fazer o que qualquer pessoa madura e corajosa faria.

Eu corri.


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Eu sempre achei que a coisa mais assustadora que eu já tinha visto era um Mach. O problema é que eu estava errada,muito errada.Ver o aracno se comunicar com o doutor Harris através do Rick foi terrível.

Depois que eu bravamente corri para fora da enfermaria eu acabei esbarrando no tio Scott. Aparentemente eles haviam descoberto que os monstros se comunicavam pelo rádio.O que acabou chamando a atenção deles.

Depois de toda a conversa “amigável” com o Alien os adultos me fizeram ir para o meu quarto.Que é onde eu estou há horas refletindo sobre o meu dia trágico. Goo dormia profundamente em minha barriga enquanto ronronava pelo afago que eu lhe dava.

O gato,que antes era branco,havia virado marrom, o pobre não via água há meses.

-Alana Kristen Maddox!!!

Meus devaneios foram interrompidos por um berro estridente. Goo, que antes descansava calmamente deu um pulo ficando completamente arrepiado.Foi então que o furacão Diana entrou no quarto.

-Eu não acredito nisso Alana Kristen...tudo bem para mim você bancar a mulher invisível,também está ótimo pra mim você bancar a Lara Croft ...você sair voando e abrindo a cabeça nas árvores está mais que ótimo pra mim!

Minha mãe fala as frases meio berrando enquanto anda pelo quarto gesticulando com os braços parecendo um ganso. Eu abro a boca pra falar mas ela me interrompe.

-Eu sou uma mãe compreensiva,eu deixo você fazer tudo Alana Kristen...mas já percebi que ser mãe é isso...eu tô ’ destinada a ter uma vida regada de ingratidão…

-Humm mãe...primeiro do que você tá falando?segundo,eu  pensei que  agente já tinha combinado que o nome Alana Kristen é algo que não pode ser dito em voz alta...é Lana tá legal!

-Acontece Alana Kristen.-Frisou o nome-Que você quer matar a sua mãe...que história é essa de ficar de papinho com o alien!?isso é demais pro meu coração de mãe.

-É Lana...e eu só fiz umas perguntas pro alien e só pra constar ele não respondeu o que não é exatamente um papo.

-É claro Alana Kristen.-Fez um som engraçado com a língua.-Uma conversa unilateral com um alienígena...isso muda tudo.

-Ele estava preso tá’ bem.-Respirei fundo.-Além disso eu corri na hora em que o tal de Rick vestiu o exoesqueleto de volta.

-Isso me deixa super tranquila.-O sarcasmo escorria de sua boca.-Você correu,parabéns querida!

-Olha mãe  eu tô ótima.E se serve de consolo aquele garoto me assustou pra caramba...eu não quero ver um alien tão cedo na minha vida.

Minha mãe suspirou e se aproximou. Ela sentou-se ao meu lado na cama e entrelaçou nossos braços . Imediatamente Goo voltou para o meu colo percebendo a volta da tranquilidade.

-Desculpe Lana.-Até que enfim.-É que eu tenho medo de te perder...você chegando muito perto dessas coisas me assusta.

-Desculpe...eu só não consigo evitar.

-Eu sei...escuta querida,eu quero que você fique bem longe desse garoto Rick.

-Confie em mim mãe,a última coisa que eu quero é aquele garoto perto de mim...foi horrível mãe,o pai dele tirando o exoesqueleto.-Estremeci.- Aquilo foi loucura.Por que alguém iria querer aquela coisa de volta?

-Eu não sei anjo.-Mamãe apertou meu braço. -Eu tenho medo de descobrir.


……………..


Bom...apesar do incidente com o exoesqueleto tudo ia perfeitamente “normal” na segunda de Mass.

Aparentemente eu não estava mais adepta ao cargo de babá de zumbi então o que me restava era ficar sentada em baixo de uma árvore  enquanto observava as crianças brincarem. Que falta faz um celular.


Meu momento nostálgico foi interrompido por uma sombra.Ao olhar pra cima percebi que era Hal. Imediatamente me sentei direito. O garoto não falava comigo desde minha reação à notícia do desaparecimento de Karen.

-Posso? -Apontou para o ponto ao meu lado.Assenti.-Você parece meio entediada!?

-Eu não pareço,eu estou.-Respondi.-Mas você não veio falar da minha trágica e entediante vida né!?

-Na verdade eu vim aqui porque eu quero um minuto de paz e você é a única pessoa que não vai dizer que sente muito sobre o que aconteceu com a Karen.

-Como você sabe que eu não sinto muito!? Só pra você saber eu posso ser uma pessoa muito sensível por dentro.

-Claro.-Riu sarcástico.-A sua reação quando recebeu a notícia de que ela não havia conseguido voltar diz tudo sobre a sua sensibilidade.

-Certo,eu não sou sensível . Só pra você saber aquilo foi uma reação nervosa.

-Sei.-Deu um sorriso enquanto estica as pernas pra se ajeitar.

-É sério.-Me ajeitei melhor.-Quando eu fico nervosa tenho o costume de rir . Eu não achei a situação engraçada.

Mais uma vez o garoto me olhou ceticamente.

-Olha... quando eu tinha sete anos tinha um garoto na minha sala chamado Noah.-Hal me olhou interessado.-Ele era apaixonado por mim,tão apaixonado quanto um garoto de sete anos pode ser.O caso é ,um dia ele escreveu uma cartinha de amor para mim e decidiu ler ela pra toda a sala.

A feição do garoto havia passado de cética para risonha.

-Ele começou a ler a carta,aí todas as crianças ficaram me olhando...e você já deve ter notado que eu odeio atenção...mas voltando,eu fiquei tão nervosa que comecei a rir.O problema é que eu usava aparelho dental móvel…

-Você não…

-Espera,aí vem a melhor parte...o aparelho voou da minha boca diretamente pra cara do pobre Noah.Todo mundo começou a rir,a cara dele encheu de saliva.Aí o Noah nunca mais falou comigo.

Nesse momento Hal rolava no chão de tanto rir.Eu esperei ele se acalmar.

-Isso é tão nojento...eu não critico o menino por não falar mais com você.

-O caso é...Eu não queria ter dado risada sobre o que aconteceu com a Karen,assim como eu não queria ter rido do Noah.

-Entendi.

-Olha,eu não vou mentir,eu realmente nunca gostei da Karen,não vai me fazer falta,mas não quer dizer que eu deseje o mal dela.-Mentira,mas ele não precisa saber disso

-Desculpe.Acho que eu te julguei mal.


-Sem problemas.


-Mas então...o que dizia na cartinha do Noah?


……………….


A enfermaria estava uma zona.As pessoas corriam de um lado para o outro em uma falha tentativa de arrumar a sala para a remoção dos exoesqueletos das crianças que o professor Mason iria trazer.

Eu estava em pânico,aquele resistência iria ter mais integrantes do espinhos nas costas andando por aí.Rick era muito estranho. Ele não fala a não ser se for questionado,não ri,não se zanga.Sua face é sempre sem expressão,algo que me assusta e muito.Nunca vou esquecer a imagem dele colocando o exoesqueleto.

-Lana.-Alguém toca o meu ombro.-Acho melhor você ir lá pra fora.Eles estão chegando.

Decido seguir o conselho da doutora Glass e me retirar. Não quero ver aquela cena nojenta da retirada do exoesqueleto de novo.

Me dirijo ao meu quarto.Quem sabe se dormindo eu não consiga lidar com o fato de que a 2nd de Mass terá novos integrantes.





Notas Finais


Prometo que até domingo tem outro com lindo do Ben.Dessa vez é promessa


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