História Falso Positivo - Capítulo 18


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Naruto, Romance, Sasusaku
Visualizações 1.157
Palavras 3.650
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 18 - Onde está o amor?


Nossas vidas são uma coleção de momentos. Alguns completamente dolorosos. Alguns esperançosos e cheios de promessas.

Na primeira vez que Sarada ficou muito doente, Sasuke e eu ficamos três dias sem dormir direito. Ela tinha somente seis meses e foi a primeira vez que ficou com Sasuke sozinha. Naquele dia eu já havia percebido que ela estava resfriada, contudo não quis ser contra em leva-la para ficar com Sasuke, pois isso seria um motivo de uma grande briga.

Sasuke estava morando em uma casa, vendeu o apartamento e estava demonstrando ser um pouco mais responsável, afinal foi o acordo que fez com sua mãe. Ela financiaria sua casa e ele tomaria todas as responsabilidades propostas por ela.

Quando cheguei à casa de Sasuke, ele pediu para que eu ficasse um pouco para conhecê-la. Com Sarada no colo eu fui entrei e vi que era uma casa simples, com uma decoração minimalista, branco e com paredes destacadas na cor café.

— A casa é linda, Sasuke. — Falo e ele retribui o elogio com um sorriso.

— É um investimento para o futuro da Sarada.

Sasuke me guiou até o quarto de Sarada. Ele era perfeito. Tinha um espaço muito maior que o meu quarto. O berço era de madeira e tinha uma cama de solteiro. As paredes eram amarelas bem clarinhas e com uma destacada vermelha da cor romã. Havia alguns ursinhos de pelúcia e um carpete marrom.

— Gostou do quarto? — ele perguntou.

— Gostei, quem que escolheu a decoração? — questiono.

— Eu mesmo, achou estranho?

— Peculiar. Mas gostei — respondo.

— Os cobertores do berço estão lavados?

— Sim, sem perfume conforme você pediu. — ele respondeu. Decido colocar Sarada no berço já que ela estava dormindo.

— Que bom — digo e a coloco ela de lado no berço.

— Essa cama é pra você. Sei que não quer deixa-la sozinha — Sasuke diz e eu fico muito feliz por ele ter pensado em mim.

— Sério? — Não imaginava que Sasuke pensaria em mim — eu estava preocupada de deixa-la sozinha.

—Eu imaginei que ficaria preocupada. Mas estou feliz de pelo menos ficar mais tempo com ela — Sasuke disse e senta-se na cama.  Sento-me ao lado dele. — Como está indo?

— Geralmente estou com o pensamento acelerado. Durmo pouco e acabei de voltar para o trabalho. Por enquanto estou deixado Sarada com Ino, porque ela ficou recentemente desempregada. Contudo, preciso arrumar uma babá ou coloca-la na creche logo.

— Minha mãe pode ficar com ela Sakura.

— Não queria dar esse trabalho para sua mãe.

— Não é um trabalho. Vai ser um prazer pra ela. Por favor? — ele pede.

— Preciso pensar — digo. Afinal, deixar Sarada perto do casal Itachi e Izumi não era algo que me agradava. Principalmente por conta da proposta dele. Proposta da qual Sasuke ainda não sabia.

— Está bem, vamos pensar em conjunto — ele diz e eu assinto.

—Vou fazer um café, você quer?

— Eu quero — digo. Sasuke se levanta e sai do quarto. E logo depois Sarada começou a chorar.  A pego do colo e vejo que sua testa está um pouco quente. Coloco-a de volta no berço para pegar o termômetro.  Assim que meço sua temperatura percebo que está com febre. Não era a primeira vez no dia que isso acontecia, como eu já havia medicado ela—, conforme orientação do médico —, decido que era melhor leva-la ao hospital.

Sasuke aparece no quarto com as xicaras.

— Vou ter que leva-la para o hospital, ela está com febre e é a segunda vez hoje. —digo de imediato.

— Vamos leva-la. Eu dirijo — ele diz.

— Pega a bolsa dela. Vamos — falo. Assim que Sasuke pega a bolsa e fecha a casa vamos até o hospital.

Quando chegamos vejo que o pediatra de plantão era Hideki. Logo Sarada é atendida e ele diagnostica que ela esta com Bronquiolite.

— É grave doutor? — questiono.

— Os sintomas são muito parecidos com resfriado. Mas fique tranquila. Você só precisa seguir minhas recomendações.

— E como ela pegou isso?

— Contato físico. O vírus é transmitido através de contato físico, ou seja, circula facilmente em ambientes fechados, berçários, escritórios e até dentro de casa. Ele pode sobreviver por seis horas, então a boa higiene é fundamental para combatê-lo.

— Como sou descuidada! — resmungo.

— Não se culpe. Pode ter sido até mesmo um visitante que passou a doença pra ela. Lembre-se de pedir a todos que a segurarem para sempre lavar bem as mãos. 

— Tudo bem.

— Aqui a receita. Não cobre tanto de si mesma, se cuide Sakura — ele diz. Pego Sarada no colo e saio do consultório. Sasuke se levanta da cadeira da sala de espera, sua expressão era de preocupação. 

— E então? — ele questiona.

— Ela vai ficar bem, está com bronquiolite — respondo. Sasuke faz uma expressão confusa e eu acabo explicando tudo que o médico disse durante o caminho até a casa dele. Sarada já estava dormindo, pois já havia sido medicada no hospital.

Naquela norte permanecemos ao lado dela, ambos acordados.

 

|... |

Seis meses depois do ocorrido eu deixei Sarada sozinha novamente com Sasuke. Foi difícil para mim, estava muito estressada com a volta ao trabalho, e também tive que aceitar que Mikoto ficasse com Sarada, eu não era a mulher maravilha, então, de alguma forma eu precisava ceder.

As coisas pareciam finalmente estar se encaixando, Sasuke e eu estávamos planejando o primeiro aniversário de Sarada. De certa forma, eu deixei que a mãe dele organizasse tudo, todos estavam muito felizes por Fugaku estar com a saúde boa e pela neta.

Entreguei o convite de aniversário para o pediatra de Sarada, Hideki. Apesar de ele ser o médico dela, acabou me ajudando muito na minha trajetória como mãe. E para minha surpresa ele acabou aceitando o convite.

Quando o dia chegou, até eu fiquei surpresa com o tamanho da festa. A parte dos fundos da casa dos Uchiha’s estava completamente decorada. Havia balões vermelhos, rosas e brancos.  Uma mesa central com um bolo gigantesco e alguns docinhos, e no fundo havia uma foto de Sarada.

Mikoto e Izumi haviam organizado quase tudo. Com o passar do tempo Izumi se tornou mais agradável, e fazia de tudo para ser a melhor tia para Sarada. Ela até a mimava demais. 

A festa começou às duas da tarde. Logo Sarada estava no colo do avô e eu fiquei recepcionado as pessoas.

 Naruto e Hinata chegaram, eles estavam radiantes, pois souberam há três meses que também seriam pais. Os cumprimentei e aceite o presente. Sasuke também ficou na entrada comigo para recepcionar os convidados.

Ino chegou histericamente feliz com seu namorado, parecia que todo mundo havia encontrado o seu “final” feliz.

Pouco depois Hideki chegou.  Não pude disfarçar a felicidade de vê-lo chegar. Ele era uma pessoa tão boa, e tinha me ajudado tanto, que de alguma forma eu queria que ele entrasse em minha vida.

— Está linda Sakura — ele me cumprimenta. Era estranho vê-lo fora do consultório e de uma forma tão informal.

— Obrigada — falo, tentando disfarçar a vergonha.

— Olá doutor Hideki, que bom que veio — Sasuke diz.

— Não poderia faltar. Onde está a princesa? — ele questiona.

— Está ali, sentada com o avô. Ela está terrível querendo andar, mas ainda não ter firmeza o suficiente — digo.

— Ela precisa ter paciência. Mas puxou a mãe, é impulsiva — Hideki diz. Sasuke nos fita, parecia desconfortável.

Sorrio para Hideki e ele retribui.

— Estão servindo salgadinhos doutor, se quiser se servir — Sasuke corta novamente.

— Ah, claro. Vou cumprimentar a todos. — ele diz e entra na festa.

— Um pediatra não deveria dar em cima da mãe de uma paciente — de imediato Sasuke diz.

— O que? Ele não está dando em cima de mim! — falo espantada.

— Ah, por favor, Sakura, você é bem esperta, e eu vi que você está correspondendo-o.

— E se eu estiver? Algum problema?  — Questiono. Se ele dissesse que sim, eu iria confirmar que ele não havia desistido de nós.

Um lampejo de dúvida nublou sua expressão.

— Não. Você é adulta e faz o que bem entender. — fala. — Eu vou ver se estão precisando de algo — ele sai e me deixa sozinha.

Mais alguns convidados chegam e por fim recebo meus pais. Era a primeira vez que eles visitavam a casa de Sasuke, mesmo que eles já conhecessem Sasuke e seus pais.

Minha mãe me abraçou muito forte, apertando o ar dos meus pulmões, mas eu não me queixei. Fazia muito tempo que não me abraçavam tão bem.

— Não sabia que eles eram tão ricos — meu pai comenta.

— Mãe, pai, venham comigo, vou mostrar a mesa que está reservada pra vocês — digo.  Na mesa em que meus pais sentaram, estava Ino, Sai, Naruto, Hinata e Hideki.  Sento-me também ao lado da minha mãe e logo chega Mikoto entregando Sarada para mim.

— Ela está pedindo por você — ela diz.

Pego Sarada no colo e lhe dou suco. Mas ela continua inquieta. Levanto-me para andar um pouco com ela no colo.  Mas o pouco que ando, percebo que ela não quer ficar no colo. A desço do meu colo e a seguro em pé.  Sasuke caminha até nós. E percebo que Sarada se anima. Ela quer andar. Aos poucos solto a mão dela. E ela dá alguns passinhos. Até que ela chega perto do pai. Ela se agarra na perna dele e dá um sorriso.

O mais belo sorriso.

Quando criança, passei a maior parte do tempo me sentindo solitária ou amedrontada. Mas queria que com Sarada fosse diferente, queria que ela se sentisse segura e amada.

Sasuke a pega no colo e a abraça.

— Te amo demais filha — ele diz. Meu coração se enche de amor.

Mesmo com todos os meus erros, Sasuke era o melhor pai que Sarada poderia ter.  Percebo que todos estão observando e batem palma pelos passos que Sarada deu. A festa seguiu e foi muito bom ter amigos e familiares reunidos em um momento tão importante.

Quando a festa acabou, me despedi de todos e peguei Sarada para dar um banho. Ela estava toda suja de chocolate. Sasuke ficou conversando com os pais dele e eu fui para o banheiro.  Preparei a banheirinha com agua morta e retirei a roupa de Sarada e a coloco na banheira. A porta do banheiro estava aberta e vejo que alguém se aproxima.

— Arrumou outro otário para explorar? — Itachi indaga.

Sarada bate os braços na água que respinga em minha face.

— Do que você está falando? — questiono. Estava cansada das indiretas de Itachi.

— O pediatra da Sarada.

— Ele é um bom amigo, e se fosse algo a mais, não lhe interessa. — Pego o shampoo.

— É bom que ele seja seu namorado, não quero que volte a enganar o Sasuke.

— Enganar o Sasuke? Qual é o seu problema Itachi? Prometemos deixar o passado de lado. Eu não toco mais naquele assunto e você também não deveria. Estou tentando manter nossa relação amigável.

— Agora você é a santa Sakura...

— Santa Sakura? Vai se foder. Você também não é um santo, diz que quer proteger o Sasuke, mas tentou comprar a Sarada. Você a quis tirar de mim e do Sasuke.  — Deixo o shampoo de lado e só seguro sarada na banheira.

— O que está acontecendo aqui? — Sasuke aparece repentinamente.

— Não está acontecendo nada — respondo de imediato.

— Sakura, não minta. Eu ouvi tudo — Sasuke me olha enfurecido. — Itachi, o que você disse a Sakura?

— Eu só estava tentando fazer o melhor para minha sobrinha.

— É serio que você tentou compra-la?

— Eu ofereci uma quantia pra Sakura entrega-lo a mim e para a Izumi. Eu fui idiota, eu sei. Mas só queria ajudar. — De repente Sasuke dá um soco no irmão. Tudo aconteceu tão rápido, pego Sarada no colo, que no momento está chorando.

Itachi não revida, para meu alivio.

— Eu não podia deixar você ser enganado por essa mulher. Você não tinha estrutura Sasuke, morava em um lixo de apartamento, era um moleque. E além de tudo não gostava da Sakura. Vocês não tinham estrutura pra cuidar da Sarada — Itachi se defende.

— Eu não quero ouvir suas desculpas. Sai da minha frente — Sasuke diz.

— Como quiser. Mas ouça o que estou te dizendo, cuidado com essa garota, ela é mentirosa — Itachi se retira.

— Por que nunca me contou? — Sasuke questiona, desvio o olhar e pego uma toalha pra secar Sarada.

— Porque está no passado. E estou aprendendo a seguir em frente. — Respondo.

— Isso não diz respeito só a você. Mas também a mim. Como posso confiar em você se continua omitindo as coisas?

— Não era a minha intenção.

— Não era a sua intenção? Eu não sei mais o que fazer. Você omite, mente.  Eu não te conheço mais, não sei quem é você Sakura. — Sasuke diz.

 Eu queria dizer algo, mas falar parecia difícil, então eu olhei desajeitadamente e desconfortavelmente.

— Você não tem nada pra me dizer? Como vamos construir uma relação desse jeito?  Como vamos conseguir ficar juntos?

— Eu não quero. Eu não quero nada com você, Sasuke! Eu não quero me casar com você, não quero ficar com você. Não há mais nada entre nós. Eu não te amo mais.

Uma única lágrima caiu na minha bochecha, e eu virei na outra direção para evitar que ele me visse chorar.

As palavras saíram mais dolorosas do que eu podia imaginar, e mesmo que eu me arrependesse no mesmo segundo em que falei, eu não poderia voltar a trás. É tarde demais para fazer algo sobre nós.

— Está bem. Eu nunca mais falarei sobre nós. — Sasuke decretou antes de ir embora.

Meus lábios se separaram para falar novamente, mas nenhuma palavra saiu. Algumas lágrimas caíram pelas minhas bochechas e meu corpo tremeu.

Há um momento na vida em que passamos por mudanças. Neste momento podemos não nos conhecer mais, as pessoas que convivem em nosso redor, também não nos reconhecem, mas se é essa mudança é pra melhor, não importa o que nos digam. Eu sabia o que tinha mudado dentro de mim, e sabia que eu não era a melhor pessoa do mundo, e não queria ser. Eu só queria ser a melhor para mim.

Segurando minha filha no colo, tento acalma-la. Novamente tenho a mesma sensação. Eu podia amar Sasuke, ama-lo com toda força e com toda a devoção do mundo, mas eu não o queria mais. Eu o amava, contudo, eu era melhor sem ele.

 

|... |

Dias atuais.

Sarada estava radiante com a excursão escolar. Sasuke e eu iriamos acompanha-la, pois foi o seu pedido de aniversário, embora eu estivesse muito atolada com os preparativos do meu casamento, não poderia negar esse pedido a ela.

A maioria dos alunos foram no ônibus junto com os professores e alguns pais que ajudariam a supervisionar. Mas, Sasuke fez questão de ser o motorista. Ele achava que viajarmos com Sarada seria uma forma dela sentir sua família reunida novamente, afinal, isso só acontecia em datas comemorativas.

Sasuke foi nos buscar em minha casa. Eu estava levando uma mala com minhas roupas e a de Sarada. Coloquei no porta malas e abri a porta do carro para Sarada entrar. Contudo ela fica relutante.

— Não quer ir pra excursão, Sarada? — Questiono.

— Eu quero ir à cabana do vovô. — ela pede.

— Sarada, podemos ir outro dia, hoje vamos à excursão — retruco.  Neste momento Sasuke sai do carro, pois percebeu que estávamos em um impasse.

— Querida, vamos nos atrasar — Sasuke diz para Sarada.

— Papai, por favor, quero ir à cabana de vovô — novamente ela pede. — É meu aniversário. — insiste. Eu não sabia o que tanto ela queria fazer na cabana do avô. Lá só tinha arvores e um balanço velho.

— Se sua mãe quiser, podemos ir — Sasuke responde Droga! Como eu iria negar agora que ele cedeu?

— Eu posso ligar pro Hideki, ai vamos todos... — acabo tendo a ideia.

— Não! Ele não, mamãe.

— Mas ele é o futuro marido da mamãe... Vai estar sempre nos acompanhando — digo. E pra que fui dizer isso? Sarada faz um escândalo. Começa a chorar sem parar.

— Eu só quero a mamãe e o papai — ela pede. Sua expressão já está vermelha, e começo a me sentir culpada por ser contra.

— Ok... Mas Sarada, é a primeira e última vez que aceito isso. — falo e rapidamente ela entra no carro. Fecho a porta e entro na frente.  — Você tem que se acostumar com o Hideki. Ele está conosco desde que você nasceu! — falo. Afinal ele era o pediatra dela. Eu sabia que Sasuke estava colocando coisas na cabeça da menina.  

— Um pediatra não deveria se relacionar com a mãe de um paciente — Sarada diz. E fico chocada, ela copiou as palavras do pai.

Neste momento Sasuke cai na gargalhada.

— Sarada! Nunca mais repita isso. — protesto. — Sasuke, olha o que você está ensinando pra sua filha.

— Ela só disse a verdade.

— Você dois, vamos parar com isso. Se não, não vai ter passeio nenhum — decreto. E foi o suficiente para os dois não tocarem mais no assunto.  

Sasuke liga o rádio e dirige.

Eu sabia que Sarada estava planejando algo com o pai, contudo, eu queria ver o que é que eles estavam planejando.

 

|...|

Quando chegamos à cabana percebo que está arrumada, havia lenha na fogueira e quando vi os quartos, percebi que eles estavam com os lenços trocados. Minhas suspeitas estavam certas, Sarada havia planejado tudo de antemão com o pai.

Sarada logo correu para os fundos pra brincar com o velho balanço. Ela já ficou muitas vezes com o pai e o avô na cabana, era um dos seus passeios favoritos — mesmo eu não entendo o porquê.

Sasuke foi atrás dela. E eu peguei as sacolas do mercado — havíamos parado em um supermercado no caminho, — peguei o leite e o chocolate para preparar chocolate quente para nós. Logo após pego meu celular para avisar Hideki aonde estávamos, contudo percebo que não há sinal.

Deixo o celular carregando e decido tentar mandar mensagem mais tarde.  Assim que termino de preparar o chocolate quente, chamo Sarada e Sasuke para tomar. Estava bem frio e não era bom que Sarada ficasse muito tempo no vento.

— Querida, vamos fazer algo aqui dentro? — questiono.

— Quebra cabeça! — ela pede para o pai. E então Sasuke sai e surge com uma caixa enorme de quebra cabeças.

— Caramba, isso deve demorar a vida toda pra montar — advirto.

— Não se todos fizermos juntos. — Sasuke diz.  Aceito a proposta, afinal, eles planejaram essa viagem e o mínimo que eu podia fazer era participar.

Reunimos-nos na sala e sentamos todos em cima do tapete. Sasuke acendeu a lareira e conversamos com Sarada. Ela adorava falar sobre a escola e sobre seus amigos, ela tinha uma amizade peculiar com Boruto — filho de Naruto e Hinata.  Os dois brigavam muito, mas não se desgrudavam.

Desliguei-me um pouco da minha rotina corrida e foquei em passar aquele momento com eles. Sasuke conversou e brincou conosco.  Ele preferiria qualquer coisa a ter que conversar sobre… tudo.

Mais tarde, deixei o jantar por conta dele. Permiti comermos macarrão instantâneo dessa vez. Sarada estava tão feliz, que eu não podia deixar de acompanhar tal felicidade.  Depois de comermos, deito no sofá com ela. Sasuke senta perto de nós e Sarada coloca os pés no colo dele. Não demorou muito para que ela pegasse no sono, como um sorriso no rosto.

— Ela ficou muito feliz hoje — Sasuke diz.

— Fazia muito tempo que não nos reunimos...

— Sim, e isso vai cada vez mais difícil agora que você vai se casar — Sasuke toca no assunto.  

— Hideki vai fazer parte da família, não vamos deixar de nos reunir por isso.

Sasuke ficou em silêncio por um período imensurável de tempo, fazendo com que eu me contraísse.

— Você o ama?

— Hideki esteve ao meu lado em muitos momentos difíceis. Sempre me deu força e carinho para seguir em frente...

— Sakura, eu perguntei se você o ama. — ele insiste.

— O que você acha que é o amor Sasuke? — Questiono.

Sasuke deu um suspiro longo. As palavras ficaram presas na garganta dele.

— Você não sabe, então não me venha perguntar se eu amo o Hideki.

— Você não enxerga nada Sakura.  Eu também estive ao seu lado o tempo todo!

Olho para Sasuke, sua pele estava pálida demais, seus olhos estavam pesados demais. Eu soltei a respiração que eu estava segurando.

— Onde está o amor que você um dia sentiu por mim? — ele interroga.

Uma paixão é fulminante e vicia, mas a paixão tem um curto tempo de vida e quando ela morre, pode surgir o amor. Contudo, Sasuke e eu não tivemos a oportunidade em transformar uma forte paixão em um amor estável.  

— Vamos mudar de assunto, Sasuke? — Peço. Esse assunto já estava indo longe demais.

— Ok, eu vou pegar mais lenha lá atrás para a lareira — ele diz e se levanta do sofá.

Fico sozinha acariciando a cabeça de Sarada. Até que percebo que Sasuke está demorando muito fora. Estava escuro e era estranho a demora em pegar algumas madeiras. De repente ouço um estrondo, como se algo estivesse caído. Ou até mesmo Sasuke estivesse caído.   

— Sasuke, você está bem? — Questiono. Contudo ele não me responde.

Meu coração acelera e eu deixo Sarada no sofá. Corro até os fundos para ver se algo havia acontecido. Quando abro a porta, vejo as madeiras caídas no chão e percebo que Sasuke está olhando para o vazio.

Fico irritada por ele não ter me respondido.

Ele se virou para me encarar, um pouco trêmulo, ele esfregou o rosto, escondendo as lágrimas que brotavam em seus olhos. Qualquer irritação que sentia desapareceu e foi substituída por uma intensa preocupação. Enquanto corri para ele, eu tropecei sobre meus próprios pés e seu braço estendeu a mão, me pegando.

Abri a boca para falar, mas fiquei em choque com a aproximação de Sasuke, pressionando sua pele contra minha pele, pressionando seu dedo contra meus lábios. Contra a minha testa. Contra meus lóbulos das orelhas. Contra mim.

Meus dedos agarraram a camisa de Sasuke, puxando-o para perto de mim. Eu solucei em sua camisa e ele só segurou mais apertado.

Shh... Shh...

Neste momento percebo que o amor estava aqui o tempo todo. 


Notas Finais


Opa, eu voltei! HUeheuhe
Primeiramente tenho que pedir desculpas pela demora, fiquei atolada por conta de um trabalho e quando fiquei disponível não consegui escrever um capitulo, acabei postando outra história, pensando em projetos pra que a inspiração voltasse pra Falso positivo. E voltou rs.
Falta pouco pra fanfic terminar, espero que vocês tenham gostado do capitulo. Mais uma vez peço desculpas e agradeço a vocês que leem e comentam. amo muito ler os comentários de vocês e estou indo responder todos.
Enfim, um beijo e até o próximo!.


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